"O Monge é memória evangélica para os cristãos e para mundo" (Papa João Paulo II Rivola -Bulgária 27-05-2002)  
O Monaquismo,oriental juntamente com o ocidental, constitui um grande dom para toda a Igreja"(Papa João Paulo II Rivola -Bulgária 27-05-2002)
 
A MISSÃO DO MONGE É A ORAÇÃO CONSTANTATE E O LOUVOR DIVINO.    

   Ano: I           Edição: IV           Mês: Fevereiro  de   2004.           Edição: Mensal   

Informativo Oficial da Congregação Monástica de Santa Cecilia




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                                                                                                                                        Colunista          
    Por Dom Gabriel de São Sebastião osc.
                                                                                                     
Não indagues das coisas que não te dizem respeito; não te assentes com os maus para julgar (Eclo 11,9)

Imiscuir-se na vida dos outros é sempre um mal. Normalmente quem assim faz, costumamos dizer que é um desocupado, pessoa vulgar inclusive de pouca cultura, sem falar e, com certeza, que é uma pessoa sem fé.
Não te assentes com os maus, na tradução Grega, pode significar não fazer querelas, mexericos e conversas de lavadeira, isto é traduzido como se envolver com os orgulhosos.
Pessoas educadas e de boa formação cristã  evitam tudo que possa ferir a privacidade alheia e os Direitos garantidos dessa individualidade. Não te metas na vida dos outros cuida da tua! Lembra-te do provérbio popular: “macaco nunca olha para a cauda

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Seis coisas há que o Senhor abomina  e  uma sétima que é um horror para sua alma: (1) olhos altivos - (2) língua mentirosa - (3) mãos que derramam sangue inocente - (4) um coração que maquina perversos projetos - (5) pés pressurosos em correr ao mal - (6) um falso testemunho que profere mentiras e (7) aquele que semeia discórdias entre irmãos” (Pr. 5,16-19)
Semear discórdia  é a arte diabólica de agitar e mexer, ás vezes, com quem está quieto. Num mundo  banhado pela amargura e pelas dissonâncias sociais e culturais, pelas desigualdades e discriminações, seria muito  bom que pessoas de fé, ou que acreditam piamente  nas verdades máximas do cristianismo, lutassem para manter a concórdia. Vale o que São Francisco, o grande servo de Deus dizia: “onde houver discórdia que eu leve a união”. Unir é o grande projeto de Jesus, “...para que sejam um, como nós somos um” (Jo. 17,23) Se fala muito na unidade em meio a diversidade. Podemos divergir, questionar, porém, nunca criar discórdias entre irmãos, dividindo-os, muitas vezes, por questiúnculas, ciúmes  e quimeras ideológicas, quando não por disputa de poder.
Deus não ama, quem semeia discórdia e a escritura é a verdade, portanto é Deus mesmo que assim nos fala.
Se você irmão ou irmã Internauta, é um desses, (dessas) criadores de polêmicas e discórdias, procure a conversão, Deus  ama você, apesar disso e quer que tome o bom caminho.
Se a sua vida está dentro e conforme as sete coisas mencionadas você já  está incluído(a)  na Bem-aventurança: “Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus” (Mt 5,9)   
Quem semeia vento colhe tempestades” (refrão popular)
Costumamos aplicar este provérbio  às pessoas que vivem de fofocas e intrigas. Para ser mais direto, pode-se aplicar aos indivíduos que num “copo de água fazem uma tormenta” e que costumam aumentar um probleminha para dele fazerem um problemão. Tais pessoas geram a guerra constante, são inimigos da paz, justamente da paz que, a bem da verdade, elas não possuem. É certo que a paz é um dom de Deus e começa pelo coração da gente. Revise sua alma, amigo, antes de criar problemas, olhe para você, procure mirar-se de fora para dentro, “conhece-te a ti mesmo”.

Que feio!  Que postura imoral!

Os irmãos foram de longe ao encontro dos outros irmãos, seus semelhantes. Trajavam pobremente e o tecido de suas roupas era o mais barato da região. Vestiam-se como discípulos do pobrezinho de Nazaré.
Foi um espanto para os irmãos visitados ao verem os outros irmãos assim tão pobres e, não obstante um talho de roupa tão belo. Acostumados a um palácio, ao luxo dos granitos polidos, das lápides com sinteco e as portas de madeira de lei envernizadas, aos jardins, quase babilônicos, debocharam, mais tarde: “a roupa deles era de pano de guarda-chuva!” Os irmãos pobres quando ficaram sabendo exclamaram: Deus que perdoe esses miseráveis que não sabem o que fazem (o que dizem) Os irmãos ricos não ficaram sabendo que os irmãos pobres haviam tomado conhecimento de suas críticas quanto ao seu vestuário, mas ficaram como inimigos, pois, certamente, lhes “roncou o diabo nas tripas” nunca mais se comunicaram e o crime lhes acusou na consciência, como  havia acusado Cain ao matar seu irmão Abel. Porém a causa da crítica chamando de “pano de guarda chuva” foi a beleza do vestuário e o ciúmes que invadiu seus corações. Ficaram com câncer nas suas almas a lepra do orgulho e a “dor nos cotovelos”.
Mais do que nunca vale o ditado popular: “O hábito não faz o Monge” porém o distingue!

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