Horário do Mosteiro agora: "A igreja Universal tem uma grande dívida de gratidão para com todos os Monges"
O Monaquismo,oriental juntamente com o ocidental, constitui um grande dom para toda a Igreja"(Papa João Paulo II Rivola -Bulgária 27-05-2002). "O Monge é memória evangélica para os cristãos e para mundo" (Papa João Paulo II Rivola -Bulgária 27-05-2002)

Ano: IV Edição: Mensal  N°:  LVII           Mês: Julho de  2008.

Informativo Oficial da Congregação Monástica de Santa Cecilia

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Pe. Inácio José do Vale - Professor de História da Igreja e da Teologia
O brilho e beleza mística de um trabalho resplandecem nas mãos de quem o faz orando.

CONVITE  ESPECIAL

 

Convidamos a todos para PALESTRA SOBRE

O CONHECIMENTO DA IGREJA CATÓLICA
E O PERIGO DAS SEITAS, com o Professor  e
Padre Inácio José do Valle, especialista   no
assunto.
                    "Ninguém ama o que não conhece".
                                                   Santo Agostinho
"Quem não ama a Igreja, não ama Jesus Cristo".
                                                      Papa Paulo VI 

Local: Comunidade Santa Edwiges.
Av.: 01, n.271-Vila Rica-Tiradentes-V.Redonda.
Data: 19 de Julho(Sábado), Às 16:00h.
 (Reze e leve um convidado).         
                                                                                   


NOSSO AMOR A JESUS CRISTO

 

“Somente Jesus Cristo pode saciar os profundos despejos do coração humano”.

                                                                                                                  Papa Bento XVI

 

Ninguém no mundo viveu o amor com tanta radicalidade em prol dos outros do que Jesus Cristo. Ele ensinou e viveu a perfeição da caridade.

Foi esse amor que mudou tremendamente a vida de Saulo de Tarso em apóstolos dos gentios (Rm 11,13), doutor das nações na fé e na verdade (2 Tm 2,7).

Escreve o grande pregador e missionário dos gentios: “Pois a caridade de Cristo nos compele, quando consideramos que um só morreu por todos e que, por conseguinte, todos morreram. Ora ele morreu por todos a fim de vivam mais para si, mas para aquele que morreu e ressuscitou por eles” (1Cor 5, 14.16).

De modo magistral e de amor abissal a Cristo, escreve São Paulo Apóstolo: “Mas o que era para mim lucro eu o tive como perda, por amor de Cristo. Mais ainda: tudo eu considero perda, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor” (Fl 3,7.8).

Jesus Cristo é o único líder universal que foi crucificado, sepultado e ressuscitado na História da Humanidade. Temos razões demais para tê-lo como mestre e Senhor das nossas almas.

Realmente, nada pode nos satisfazer, absolutamente nada, a não ser o seu sublime amor. A sua maravilhosa graça preenche todo o nosso ser. O seu conhecimento é o mais altos de todos os conhecimentos. O seu ensino é de um poder imenso, cura o corpo e o espírito e garante a felicidade eterna.

Não existe uma doutrina do amor tão eficaz no mundo para a vida eterna, como a de Jesus de Nazaré.

Esse amor tem mudado a vida de milhões de pessoas.

 

Ele é o Centro

 

“Jesus Cristo é o centro e o objeto de todas as coisas; aquele que não o conhece ignora a natureza e a si mesmo”.

                                                                                                 Blaise Pascal (1623- 1662)

                                                                                           Matemático e Filósofo Francês

 
            Jesus nasceu em Belém da Judéia, periferia da Palestina, na época do imperador romano César Augusto, filho do carpinteiro José e da camponesa Maria.

Foi criado em Nazaré e teve como profissão e mesmo ofício do seu pai.

Viveu com simplicidade e cercado de pessoas humildes. Longe dele a acepção de pessoas. Tinha como ideal a paz, a justiça e a fraternidade universal. Não aceitava qualquer tipo de escravidão e não passava pela sua cabeça qualquer negociação indecente. Promovia a dignidade da pessoa humana em toda a sua dimensão.

Coerência, respeito, liberdade e igualdade eram marcas de sua personalidade ministerial. Seus discípulos foram encarregados de propagar  tal mensagem.

Pelos seus ideais, foi crucificado como malfeitor, principalmente pelo crime de amar a todos e até os seus inimigos sem distinção.

Todavia, o seu projeto continua vivo e tremendo e a sua influência que dividiu a História em antes e depois dele. É fato comprovado, em todas as áreas e em todos os campos, ele deixou marcas profundas da sua obra.

O jovem Jesus de Nazaré, mudou o curso da história da humanidade. Sua vida se faz bem presente na sociedade. Seu ensino faz parte da educação formal e informal das pessoas.

Atualmente, mais de dois bilhões de pessoas seguem a sua doutrina santa da maravilhosa graça salvadora. Outros milhões aceitam Jesus Cristo como um grande profeta e líder colossal da humanidade.

Jesus de Nazaré é o centro do nosso amor. Sua doutrina revolucionou o modo das pessoas terem comunhão e de maneira estupenda, tornou-se o caminho da vida, da verdade, da paz e da esperança para milhões de pessoas que seguem seus eternos ensinos.

O erudito teólogo americano Augustus H. Strong (1836-1921) afirmou: “ Cristo é aquele único Revelador de Deus, na história, na ciência, na Escritura, a meu juízo, a chave da teologia”.

 

CRISTO HISTÓRICO

 

“Sem o Cristo histórico e o amor pessoal por esse Cristo, a grande teologia atual se reduzirá a um sonho, incapaz de despertar a Igreja do seu sono”.

                                                                                               George Gordon (1853-1929)

                                                                                                                 Teólogo Escocês

 

Além dos Santos Evangelhos, das Cartas Apostólicas e da Historia Eclesiástica, temos muitos documentos e testemunhos de grandes historiadores seculares que provam a existência de Jesus de Nazaré.

O primeiro historiador de fama internacional a falar de Jesus foi Flávio Josefo (37-100), “Judeu de Roma”, nascido em Jerusalém e autor da célebre obra: “ A História dos Hebreus ”.

Tácito (55-120), historiador romano, Plínio o jovem 961-114), foi governador romano da Bitínia (Ásia Menor), e Suetônio (69-126), historiador romano, não só confirmaram a história de Josefo como a existência de Jesus Cristo.

O renomado pesquisador Dr. Jean – Paul Roux diz: “Quando o dogma cristão foi estabelecido, muitas pessoas que conheceram Jesus ainda estavam vivas e se lembravam dele” (1).

O ilustre professor E.M. Blaiklock, especialista em clássicos na Universidade de Auclland, afirmou: “Minha abordagem dos clássicos é histórica. E posso garantir-lhe que a evidencia da vida, morte e, ressurreição de Cristo está melhor autenticada de que a maioria dos fatos da história antiga”, Blaiklock também é historiador.

Outro exemplo de uma descoberta que confirma a historicidade de alguém mencionado na Sagrada Escritura e fornecido por Michael J. Howard, que trabalhou junto com a expedição a Cesaréia, em Israel, em 1979.

“Por 1900 anos”, escreveu, “Pilatos só existia nas páginas dos Evangelhos e nas vagas lembranças dos historiadores romanos e judeus. Quase nada se sabia sobra a vida dele. Alguns afirmavam que sequer existira. Mas, em 1961, uma expedição arqueológica italiana trabalhava nas ruínas de antigo teatro romano em Cesaréia. Um operário revirou uma pedra que tinha sido usada em uma das escadarias. No reverso havia a seguinte inscrição, parcialmente obscurecida, em latim: ‘Caesariensibus Tiberium Pontius Pilatus Praefectus Iudaeae’. (Ao povo de Cesaréia, Tibério Pôncio Pilatos, Prefeito da Judéia). Foi um golpe fatal nas dúvidas sobre a existência de Pilatos ... Pela primeira vez havia evidencia epigráfica contemporânea da vida do homem que ordenara a crucificação de Cristo”, (João 19, 13-16; Atos 4,27).

 

A grande influência de Jesus

 

“Não conheço ninguém que tenha feito mais para a humanidade do que Jesus”.

                                                                                            Mahatma Gandhi (1989-1948)

                                                                                                    Líder Indiano e Pensador

 

O célebre líder hindu e pacifista Gandhi disse em 23 de março de 1922: “A não violência é o primeiro artigo da minha fé. E também o último artigo do meu credo”.

Gandhi não é só conhecido mundialmente como o mestre da aínsa (não- violência), mas como um grande admirador de Jesus Cristo. Escreve ele:

“Cristo é a maior força espiritual que o homem até hoje conheceu. Ele é o exemplo mais nobre de quem deseja dar tudo sem nada pedir. Vejo em Cristo o supremo modelo: manifestou, como nenhum espírito, a vontade de Deus. Ele pertence aos homens de todas as raças que conservam a fé dos antepassados. Ele é todo amor. O amor, seu supremo mandamento, é dirigido antes de tudo aos mais fracos, aos abandonados.

O Cristo histórico é verdadeiro, sem dúvida nenhuma. Não se pode negar a autenticidade dos testemunhos de seus apóstolos que nos referiram suas palavras e ações. Mas a história de Cristo é a mais verdadeira das verdades históricas: encarna a lei eterna do amor. Cristo, de fato, não só carregou a sua Cruz há mil e novecentos anos, mas morre e renasce a cada dia. Seria pouco consolador para o mundo depender apenas de um Deus histórico, morto há mais de mil e novecentos anos.

Vocês, cristãos, assimilam e fazem sua a essência do sacrifício representado pelo pão e pelo vinho da Eucaristia. Sacrifício que se tornou moeda de resgate do mundo por meio do ato mais perfeito que existe... “Tudo está consumado”, foram as últimas palavras de Cristo.

Cristo não carregou a cruz somente há mil e novecentos anos: carrega-a hoje e morre e ressuscita dia após dia.

Não confundam os ensinamentos de Jesus com aquilo que acontece na civilização de hoje ...

Não obstante toda a fé que vocês têm em sua civilização, conservam um bocadinho de humildade. Bebam na fonte do Sermão da Montanha, ouçam o que Cristo ensinou. Seus ensinamentos são válidos para cada um de nós. O Sermão da Montanha foi-me direto ao coração. Eu estava transbordando de alegria lendo o Evangelho: encontrava a confirmação de minhas idéias exatamente onde esperava encontrá-la” (2).

O erudito escritor, filosofo e historiador Francês, Ernest Renan (1823-1892), fez a seguinte observação: “Na área religiosa, Jesus é a figura mais genial que jamais viveu. Seu brilho é de natureza eterna e Seu reinado jamais acaba. Ele é único em qualquer sentido e não pode ser comparado a ninguém. Sem Cristo não se entende a história.”

A Bíblia nos ensina que Jesus Cristo é maior que tudo. Só na Epístola aos Hebreus encontramos as seguintes afirmações:

·         Jesus é maior que os anjos (Hebreus 1,1 a 3,19).

·         Jesus é maior que o sacerdócio de Arão (Hebreus 4,1 a 6,20).

·         Jesus é maior que as revelações do Antigo Testamento (Hebreus 7,1 a 8,13).

·         Jesus é maior que todos os santuários e sacrifícios do Antigo Testamento (Hebreus 9,1 a 10,39).

·         Jesus é o Autor e Consumador de toda a fé (Hebreus 11,1 a 12,3).

 

Napoleão Bonaparte (1769-1821), foi imperador dos franceses de 1804 a 1815, e foi um doa maiores gênios militares da história.

Sobre Cristo, escreveu em seu diário ao final de sua vida: “Com todos os meus exércitos e generais, por um quarto de século não consegui subjugar nem único continente. E esse Jesus, sem a força das armas, vence povos e culturas por dois mil anos”.

O renomado historiador inglês H.G Wells (1866-1946), disse que “a grandeza de um homem pode ser medida por aquilo que ele deixou para crescer e se ele introduziu uma nova mentalidade com um vigor que perdurou após ele. A julgar por este teste Jesus ocupa do primeiro lugar”.

O ínclito rabino judeu Hyman Enelow afirmou: “Entre as grandes personalidades que a humanidade já produziu, ninguém jamais chegou nem perto do carisma e da influência universal de Jesus. Ele se tronou o personagem mais fascinante da História”.

O teólogo alemão Norbert Lieth declara magistralmente: “Jesus: único, incomparável, maravilhoso. Jesus não pode ser comparado a nada, nem a ninguém! Ele é o Cristo, o Filho do Deus vivo — e por isso vale a pena segui-LO e ser Cristão!”.

Escreve Lieth: “No Evangelho de João encontramos uma série de testemunhos de Jesus sobre Si mesmo, por exemplo:

·         “Eu sou o pão da vida; o que vem a mim jamais terá fome; e o que crê em mim jamais terá sede” (João 6,.35).

·         “Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas, pelo contrário, terá luz da vida” (João 8,12).

·         “Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim, será salvo; entrará, e sairá, e achará pastagem” (João 10.9).

·         “Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá vida pelas ovelhas” (João 10.9).

·         “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá” (João 11,25).

·         “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (João 14,6).

·         “Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor” (João 15,1) (3).

 

                                                                                                                                                                                        
   O amor de Bento XVI por Cristo 

 

“Discípulos e missionários de Jesus Cristo, para que nossos povos n’Ele tenham vida — Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida” (Jo 14,6).

Este tema foi dado pelo Papa Bento XVI para o trabalho da V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, que foi realizada em Aparecida – SP, do dia 13 a 31 de maio de 2007.

Percebe-se uma forte Cristologia no pontificado de Bento XVI.

O Papa Bento XVI, imbuído de amor a Cristo, passa esse ardente amor na formação de discípulos e missionários para todos os batizados da Santa Madre Igreja.

Em Cristo, temos o perfeito missionário do Pai. O amor a missão evangelizadora da Igreja tem em Cristo sua fonte, seu centro e seu ápice.

Disse o Papa: “A Igreja não faz proselitismo. Ela cresce muito mais por “atração”: como Cristo “atrai todos a si” com a força do seu amor, que culminou no sacrifício da Cruz, assim a Igreja cumpre a sua missão na medida em que, associada a Cristo, cumpre a sua obra conformando-se em espírito e concretamente com a caridade do seu Senhor” (4).

No maravilhoso livro de Bento XVI: “Jesus de Nazaré”, está escrito: “Jesus trouxe Deus e, assim, a verdade sobre o nosso fim e a nossa origem, a fé, a esperança e o amor. As riquezas deste mundo, que Satanás pôde mostrar. A sua glória, a sua doxa revelou-se apenas aparência: mas a glória de Cristo, a glória do seu amor, humilde e sempre disposta para o sofrimento nunca desmoronou e nunca perecerá” (p.54).

Escreveu o egrégio teólogo beneditino Dom Estêvão Bettencourt: “O livro inteiro é redigido neste estilo e merece não somente ser lido, mas também meditado por quem é sequioso da Verdade” (5).

“Os ensinamentos do Papa Bento XVI têm sempre buscado conciliar a defesa da Verdade com a propagação de um Amor fundamentado no sacrifício salvífico de Jesus Cristo. O compromisso simultâneo do Romano Pontífice com a verdade e o Amor fica evidente, nas palavras proferidas durante a XX jornada Mundial da Juventude, na Alemanha ou no V Encontro Mundial com as famílias na Espanha. Essa síntese entre Verdade e o Amor é o fio condutor da encíclica Deus Caritas Est e da recente exortação apostólica Sacramentum Caritatis. Está presente, também em todas as homilias, catequeses e discursos que o Santo Padre tem pronunciado, sendo a aula que ministrou na Universidade de Regensburg, em 12 de setembro de 2006, o melhor exemplo da defesa racional da fé contra as diferentes formas de relativismo ou fundamentalismo, que ameaçam a dignidade da pessoa humana ” Escreve Alex Catharino, editor assistente da revista COMMUNIO e vice-presidente executivo do CIEEP (6).

Com tanta experiência que o Papa Bento XVI tem com Cristo, ele pode afirmar esplendidamente: “ Somente Cristo pode saciar os profundos desejos do coração humano”, (Da Alocução para o Angelus de 27/08/2006).

“Jesus é o único capaz de nos dar uma resposta, porque é o único que nos pode garantir vida eterna. Por isso também é o único que consegue mostrar o sentido da vida presente e dar-lhe um conteúdo de plenitude”, (Discurso do Papa Bento XVI no Encontro com os Jovens no Estádio do Pacaembu-São Paulo, 10 de maio de 2007).

 

JESUS CRISTO E ALEXANDRE O GRANDE

 

Jesus e Alexandre morreram aos trinta e três anos.
Um viveu e morreu para si mesmo; o outro morreu por você e por mim.
O grego morreu num trono; o judeu, numa cruz.
A vida de um pareceu um triunfo; a do outro, somente uma perda.
Um deles comandou imensos exércitos; o outro andou só.
Um deles derramou o sangue do mundo inteiro; o outro deu o seu próprio sangue.
Um, enquanto vivia, ganhou o mundo e, na morte, tudo perdeu. O outro perdeu sua vida a fim de ganhar, de todos nós, a fé.

Jesus e Alexandre morreram aos trinta e três anos.
Um morreu na Babilônia; o outro, no Calvário.
Um ganhou tudo para si mesmo; o outro deu a si mesmo.
Um conquistou todos os tronos; o outro, todos os sepulcros.
Um fez a si próprio deus; o próprio Deus fez-se servo.
Um viveu para vangloriar-se; o outro, para abençoar.
Quando o grego morreu, ruiu para sempre o seu trono de espadas.
Jesus, contudo, morreu para viver para sempre como o Senhor dos Senhores.

Jesus e Alexandre morreram aos trinta e três anos.
O grego fez a todos seus escravos; o judeu a todos libertou.
Um construiu um trono sobre sangue; o outro, sobre o amor.
Um é nascido da terra; o outro é nascido do alto.
Um conquistou toda esta terra e perdeu a terra e o céu.
O outro deu tudo a fim de que tudo lhe fosse concedido.
O grego morreu para sempre; o judeu vive para sempre.
Aquele que tudo recebe perde; e aquele que tudo dá recebe!

(Anônimo)                          

 

Foi assim que um certo sábio indiano haviam observado: “ Ó Rei Alexandre, cada homem só possui tanto da terra este pedaço em que nos erguemos; e, sendo vós um homem igual aos outros homens, exceto que estais cheios de atividade e de desassossego, estais perambulando por toda esta terra, longe do vosso lar, afligindo a vós mesmos e afligindo a outros. Mas, não demorará muito até que ireis morrer, e possuíres só o bastante da terra que dê para vosso túmulo”.

 

Jesus, Tu és diferente

 Tu ficaste ao lado da mulher adúltera,

quando todos se afastavam dela.

 

Tu entraste na casa do publicano,

quando todos se revoltavam contra ele.

 

Tu chamaste as crianças para junto de Ti,

quando todos queriam mandá-las embora.

 

Tu perdoaste a Pedro,

quando ele próprio se condenava.

 

Tu elogiaste a viúva pobre,

quando todos a ignoravam.

 

Tu resististe ao diabo,

quando todos teriam sucumbido à sua tentação.

 

Tu prometeste o paraíso ao malfeitor,

quando todos desejavam-lhe o inferno.

 

Tu chamaste Paulo para Te seguir,

quando todos temiam-no como perseguidor.

 

Tu fugiste do sucesso,

quando todos queriam fazer-te rei.

 

Tu amaste os pobres,

quando todos buscavam riquezas.

 

Tu curaste enfermos,

quando foram abandonados pelos outros.

 

Tu calaste,

quando todos Te acusavam, batiam em Ti e zombavam de Ti.

 

Tu morreste na cruz,

quando todos festejavam a páscoa.

 

Tu assumiste a culpa,

quando todos lavavam suas mãos na inocência.

 

Tu ressuscitaste da morte,

quando todos pensavam que estavas derrotado.

 

Jesus, eu te agradeço porque Tu és único!

 

(Anônimo)                                         

 

            Verdadeiramente, Jesus Cristo é diferente.

            Com doze anos, sentado em meios aos doutores, ouvindo-os e interrogando-os; e todos que o ouviam ficavam extasiados com sua inteligência e co suas respostas (Lc 2,42-47).

            Os fariseus e seus escribas murmuravam e dizias aos discípulos de Jesus: “ Porque comeis e bebeis com os publicanos e com os pecadores? Jesus disse-lhes: “ Não vim chamar os justos, mas sim os pecadores, ao arrependimento” (Lc 5,29-32).

            “Quem é este que até perdoa pecados?” (Lc 7,49).

            “Quem é esse, que manda até nos ventos e nas onda, e eles obedecem?” (Lc 8,25).

            “Então seus olhos se abriram e o reconheceram; ele, porém, ficou invisível diante deles. E disseram um ao outro: “ Não ardio o nosso coração quando ele nos falava pelo caminho, quando nos explicava as Escrituras?” (Lc 24,31.32).

            “ E enquanto os abençoavam, distanciou-se deles e era elevado ao céu ” (Lc 24,51).

            “Admiração pela pessoa de Jesus, seu chamado e seu olhar de amor despertavam uma resposta consciente e livre desde o mais íntimo do coração do discípulo, uma adesão a toda a sua pessoa ao saber que Cristo o chama pelo nome (cf. Jo 10,3). É um “sim” que compromete radicalmente a liberdade do discípulo a se entregar a Jesus, Caminho, Verdade, e vida (cf. Jo 14,6). É uma resposta de amor a quem o amou primeiro “até o extremo” (cf. Jo 13,10).

            A resposta do discípulo amadureceu neste amor de Jesus: “Eu te seguirei por onde quer que vás” (Lc 9,57), (DA, n. 136).

 

CONCLUSÃO

 

            É impossível alguém expressar todo o seu amor à Jesus cristo no papel com tinta perecível.

            O amor que está em nosso coração por Jesus de Nazaré, foi escrito de maneira inamovível. Nosso único e verdadeiro amor é Cristo, Senhor e Mestre das nossas almas.

            Não com as nossas próprias forças, no poder do Espírito Santo que testemunhos esse amor.

            Somos iluminados na longa caminhada e dolorosa da vida por esse amor, e temos consciência de cumprir a nossa missão em levar esse amor aos desvalidos.

            Seguir o exemplo de Cristo com a graça e benevolência do bom Deus. Toda vida de Jesus Cristo foi amor, compaixão e sensibilidade. Jesus via o ser humano em toda a sua totalidade, isto é, o holístico estava presente na sua visão plena. Por isso ele abraçava as pessoas de todas as classes sociais.

            Temos razões suficientes para amar Jesus, principalmente quando contemplamos o Calvário.

            Toda missão de Cristo foi fundamentada na caridade. Ele se deu por nós completamente.

            O movimento de Jesus foi terrivelmente marginalizado pelos poderosos e só sobreviveu porque o seu amor é maior do que o império do mal.     

            Seu amor acolheu e confortou os excluídos da sociedade, os bastardos, os doentes e os manipulados das religiões e seitas.

            É pelo amor libertador de Jesus Cristo que temos forças para viver e reagir contra o sistema de morte.

  

REFERÊNCIAS E BIBLIOGRAFIA

 
(1) Manchete, 11/02/1995, p.44.
(2) Meditação Cristã – Boletim do Rio de Janeiro, julho de 2007, p.8.
(3) Lieth, Norbet. Conheça Jesus: único, incomparável, maravilhoso, Porto Alegre: Atual, 2000, PP. 9 e 11.
(4) Homilia do Papa Bento XVI na Santa Missa de inauguração da V Conferencia Geral do Episcopado da América Latina e do Caribe, 13 de maio de 2007.
(5) COMMUNIO: Revista Internacional de Teologia e Cultura, maio/setembro de 2007, p. 429.
(6) Idem, p. 430.
Rohden, Huberto. Org. Mahatma Gandhi – o apóstolo da não violência, São Paulo: Martin Claret, 2005.
Conferência Nacional dos Bispos do Brasil/Pronunciamento do Papa Bento XVI no Brasil. Brasília: Edições CNBB, 2007.
Strong, Augustus H. Teologia Sistemática, São Paulo: Teológica, 2002.

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NÃO SERVEM A CRISTO

 

“Porque estes tais não servem a Cristo, Nosso Senhor, mas ao próprio ventre, e com palavras melífluas e lisonjeiras seduzem os corações dos inocentes”. (Rm 16,18).

            Concordo plenamente com o Presidente da União dos Ministros Batistas Independentes – UMBI, pastor Jackson Jean Silva em afirmar: “Observando o universo evangélico brasileiro atual, não consigo encontrar uma expressão que melhor o caracterize, do que esta: Tempos de Confusão! Infelizmente não existe palavra que possa retratar de maneira mais adequadamente a triste e deprimente realidade evangélica da atualidade. A verdade é que a idéia bíblica de culto tem se esvaído e muito do que temos visto hoje sob o pretexto de culto, não o é. São shows, espetáculos de gente famosa, exaltação de homens. São feitos muitos sacrifícios para ver os “famosos” e nenhum sacrifícios para servir a Deus” (1).

            Realmente, estamos vivendo o auge da idolatria do culto à personalidade, do capitalismo religioso, da demolição da ética e da moral cristã é o último capítulo das heresias contra a verdade das doutrinas da Sagrada Escritura, da Tradição e do Magistério Eclesiástico.

            “Ter uma fé clara, segundo o Credo da Igreja, é frequentemente etiquetado como fundamentalista. Enquanto que o relativismo, isto é, o fato de se deixar “aqui e ali por qualquer vento de doutrina”, aparece como o único comportamento à altura dos tempos atuais. Está se construindo uma ditadura do relativismo”, disse o Papa Bento XVI (2).

            O relativismo vem causando a destruição da dogmática cristã e a exaltação da liturgia antropocêntrica. A ditadura do relativismo ratifica a razia da teologia liberal protestante e seus congêneres, como o humanismo secular.

                       

TEOLOGIA DA PROSPERIDADE

 

“Na América Latina, principalmente no Brasil, a rápida expansão do pentecostalismo produziu um grave desvio ético na compreensão do evangelho. Surgiu um novo fenômeno religioso, mais comumente identificado como teologia da prosperidade”, diz o pastor assembleiano Ricardo Gondim (3).

            A teologia da prosperidade é a mais terrível heresia no meio protestante da era pós-moderna.

            Sua prática materialista e capitalista é blasfematória contra o Senhor Deus.

            Na verdade, essa teologia pode ser chamada de teologia de Mamom, devido à busca gananciosa de dinheiro e riquezas.

            Nada difere dos cultos às divindades pagãs antigas, como o comércio (Hermes ou Mercúrio), o prazer (Dionísio ou Baco), a glória e a fama (Zeus ou Júpiter), assim faziam os antigos idólatras.

            A teologia de Mamom, têm causado grandes escândalos no arraial neopentecostal. Verdadeiros cristãos sofrem críticas e passam por situações delicadas diante da opinião pública por causa dos vexames dos líderes neopentecostais que vivem como Faraós e na “mais valia do pensamento econômico marxista”.

            “A única força que poderia voltar-se contra o deus do mercado seria a religião. E a religião deixou-se contaminar. Essa resistência hoje foi minada principalmente por um grupo chamado neopentecostal, representado no Brasil entre outras, pela Igreja Universal do Reino de Deus”, afirma Ricardo Bitun, professor de Sociologia Jurídica e Sociologia da religião na Universidade Mackenzie –São Paulo. Para o professor Bitun: “A grande utopia cristã é que haverá novos céus e uma nova terra. Essas igrejas chamaram essa utopia aqui para a terra. Por que esperar pela chegada do grande reino, pela segunda vinda de Cristo? Vamos realizar a utopia agora”. (4) Isso significa viver o pensamento epicurista: “Comamos e bebamos, pois amanhã morreremos”.

 

A RELIGIÃO DE MERCADO

 

            A religião existe para promover a grande fraternidade universal. No entanto, estamos vendo várias religiões envolvidas em guerras, terrorismo, cismas, escravidão e no mercado financeiro exacerbado.

            A revista londrina The Economist na edição da semana 04/01/2008 traz uma reportagem sobre a Igreja Universal do Reino de Deus em que ironiza as práticas do bispo Edir Macedo.

            “Sacrifício é divino, ele diz para a congregação. Talvez seja, mas inventar modelo de negócios genial é humano”, afirma a revista (5).

            “Diz Macedo: Quem quiser prosperar precisa pagar o dízimo e oferecer ofertas de fé para merecer colher multiplicada. São as regras impostas pelo próprio Deus. Quem não se submeter a essas regras não tem direito à colheita. São os dízimos e as ofertas que ‘obrigam’ Deus a fazer a diferença na qualidade de vida do fiel” (6).

            Que terrível heresia, que tamanha confusão na cabeça do povo. Isso é uma grande engenharia da patranha.

            Não são sacrifícios, dízimos, ofertas, obras, campanhas, correntes, romarias, e outras coisas mesquinhas que obrigam o Senhor Deus nos abençoar. Tudo isso e a nossa justiça são como trapo de imundícia (Is 64,6).

            Toda essa pregação de sacrifício e de dinheiro para receber graças, milagres e prosperidade é de obras da lei, portanto, está debaixo de maldição (ler Gl 3,10-13 e 22).

            Como somos abençoados pelo bom Deus? São Paulo Apóstolo responde: “Bendito seja o Deus e Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, que nos abençoou com toda sorte de bênçãos espirituais, nos céus, em Cristo” (Ef 1,3).

            Somente em Cristo somos ricamente abençoados. Por que? “Porque tudo é Dele por Ele e para Ele. A Ele glória pelos séculos! Amém”. (Rm 11,36).

            O mercado religioso está na moda. Na china se vê o crescimento de um budismo consumista.

            Os monges budistas, na expectativa de maximizar seus lucros estão chegando a cursar programas de MBA que oferecem aulas de administração de templos. “A comercialização é uma das mais perigosas tendências do budismo chinês” diz Xuan Fang, professor de estudos religiosos na Universidade do Povo, em Pequim (7).

            No Golfo Pérsico está surgindo uma nova Arábia. Uma nova geração de governantes está se libertando dos padrões de pensamento tradicionalmente nacionalista ou religioso. (...) Do Bahrein a Dubai os xeques constroem centros urbanos como símbolo do mesmo progresso que no século passado era representado por Nova Iorque e pela Califórnia. (...)

            A maior agitação da construção civil está em Dubai, provavelmente a cidade com o crescimento mais rápido do mundo. (...)

            Os xeques não conhecem a palavra “impossível”. A sua sensacional megalomania é parte de sua campanha de relações públicas. (...)

            Dubai a Bahrein ainda vão mais longe na repressão à religiosidade islâmica. Bares com grande variedade de bebidas alcoólicas, uma vida noturna pulsante e até a prostituição estão presente de forma tão escancarada que dá para imaginar que todos os vícios condenados pelo islamismo recebem a bênção dos governantes (8).

            O consumo per capita de ouro de Dubai chega a 34 gramas por ano, o mais alto do mundo. O ouro faz parte do seu dia-a-dia (9).

            Petróleo, ouro, política e a prosperidade do mercado religioso, qual será o fim de tudo isso? “Ai, ai, ó grande cidade, vestias linho puro, púrpura e escarlate, e te adornavas com o ouro, pedras preciosas e pérolas: numa só hora tanta riqueza foi reduzida a nada!” (Ap 18,16).

            A matriz da teologia da prosperidade são os Estados Unidos. O fundamento dessa teologia é o capitalismo americano e a ideologia da auto-ajuda. Esta filosofia falaciosa adentrou em todo seguimento social, principalmente nas denominações pentecostais e neopentecostais. A morte da dogmática cristã foi definida pela teologia da prosperidade. Os novos conceitos religiosos são guiados pelo hedonismo e narcisismo.

            “Quanto mais rica a comunidade religiosa, maior a radicalização de seus pastores. A mistura de púlpito e política é parte fundamental da história americana”, afirma o pesquisador Timothy Nelson, da Kennedy School of Governmente, da Universidade de Harvard (10).

            Os pastores megalomaníacos com suas megaigrejas nos Estados Unidos, romperam com a tradição histórica da Reforma Protestante.

            Diz o pesquisador Dr. John Vaughan,, do Centro Internacional de Pesquisas das megaigrejas: “Os dias dos fogos do inferno e do castigo eterno acabaram. Não se pode enfiar religião goela abaixo dos fiéis. Eles só querem saber do que lhes será útil. A cruz foi retirada para não assustar as pessoas”(11).

            Essa gente se tornou inimiga da cruz de Cristo, cujo fim é a perdição. (Fl 3,18.19).

            Deus não é Deus de confusão (1 Cor 14,33). Mas, por que tanta confusão doutrinária e tantas divisões denominacionais?

            Vejamos o que disse um dos líderes do Movimento G12 (Mudou para: Visão Celular no Modelo dos 12), René Terra Nova: “Como resultado da Visão, nasceu uma Igreja Viva para o Deus Vivo em que todos são consolidados para um só destino: Jesus, o Messias”(12).

            Uma pergunta, antes da Visão G12, a igreja estava morta para o Deus morto?

            O falso profeta Joseph Smith, fundador dos Mórmons, disse que a Igreja de Jesus Cristo foi restaurada por ele em 06/04/1830, e antes?

 

CAMINHO PARA O INFERNO

 

            Sem a verdade de Cristo e da palavra de Deus no coração e na razão, muita gente está servindo aos líderes religiosos e aos ídolos.

            Essa gente não quer saber da Teologia da Cruz de Cristo. Não quer a renúncia do pecado e do mundo hedonista e narcisista.

            Essa gente está embriagada com os prazeres e as soberbas oferecidas pela teologia de Mamom. Esta teologia dá suporte ao Movimento do show gospel, as megaigrejas, aos pastores eletrônicos, ao teatro da fé com os espetáculos de curas e milagres. A coreografia de quinta categoria, a onda de apóstolos, profetas, bispos e suas células (não mais membros ou irmãos), a falsa conversão de artistas e a igreja como um mercado financeiro.

            A teologia da prosperidade é hoje um dos principais caminho para o inferno.

São Paulo Apóstolo nos exorta: “Cuidado com os cães”. Quem são os cães? São os pastores bandidos (Is 56,11).

            O diabo tem levantado líderes na estirpe do rei Herodes. O Herodes de hoje está matando muita gente com falsas doutrinas e errônea interpretação da Sagrada Escritura. Ele faz de tudo para ninguém ver o Rei da Verdade.

            O Pilatos de hoje está lavando as mãos no jogo do poder. E a lavagem de dinheiro não pára na rede de corrupção. Todavia, ele não quer saber dos seus crucificados.

            Anãs e Caifás de hoje estão rejeitando o Messias revelado e fazendo da casa de Deus uma mega empresa com cafetinas e mafiosos.

            Realmente, essa clientela que vão aos templos em busca de bens materiais e de soluções mágicas, não serve a Cristo, junto com seus cães servem ao ventre (Fl 3,19; 2 Pd 2,2.3).

CONCLUSÃO

 

         Vivemos uma era de muitos desafios para servir a Cristo verdadeiramente. Não há tempo e nem espaço para viver como cristãos vacilantes.

            Diante da confusão denominacional, dos falsos líderes que se intitulam de apóstolos, profetas, bispos, missionários, videntes e gurus, diante de tantas seitas e heresias, podemos afirmar e reafirmar e professar com valentia, graça , fé e amor toda nossa convicção a Igreja de Deus: Una, Santa, Católica e Apostólica.

            A nossa santíssima fé é límpida em Cristo e Sua Santa Igreja. Com ela caminhamos seguros para as moradas eternas, os lugares celestiais, a cidade do Deus Vivo, a Jerusalém celestial, e de milhões de anjos reunidos em festas (Hb 12,22).

            Maranata!!!  Maranata!!! e Maranata!!!


REFERÊNCIAS


(1)    Jornal Luz nas trevas, Março de 2008,16.
(2)    L’Osservatore Romano, 19/04/2005, p.5.
(3)    Ultimato, Março-Abril de 2008, p.40.
(4)    Valor, sexta-feira, 30 de junho e fim de semana, 1 e 2 de julho de 2006, p.7.
(5)    http://gazetaonline.globo.com/noticias/minutoaminuto/nacional/nacional-materia.php?cd-matia+38989&cd-site+0844.
(6)    Folha universal, 06/01/2008, p.2.
(7)  
 Valor, 17/01/2008, p.A14.
(8)    Chamada da Meia-Noite, maio de 2007, pp.8-10.
(9)    Valor, sexta-feira e fim de semana, 15,16 e 17 de fevereiro de 2008, p.23.
(10)   O Globo, 23/03/2008, p.39.
(11)  Manchete, 01/08/1992, p.67.
(12) Enfoque Gospel, março de 2008, p.13.

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A PAIXÃO DO AMOR DE DEUS

 

“A Paixão de Jesus é a maior e mais estupenda obra do amor de Deus”.

São Paulo da Cruz (1694-1775)

Fundador da Família Passionista

 

São João Apóstolo do amor escreve: “Pois Deus amou o mundo, que entregou o seu Filho Único, para que todos o que nele crê não pereça, mas tenha vida eterna” (Jo 3,16).

O bom Deus primeiro nos amou (1 Jo 4,19).

“Mas Deus demonstra seu amor para conosco pelo fato de Cristo ter morrido por nós quando éramos ainda pecadores. Quanto mais, então, agora, justificados por seu sangue, seremos por ele salvos da ira. Pois se quando éramos inimigos fomos reconciliados com Deus pela morte do seu Filho, muito mais agora, uma vez que reconciliados, seremos salvos por sua vida” (Rm 5, 8-10).

“Jesus deu a sua vida por nós. E nós devemos dar a nossa vida pelos irmãos” (1 Jo 3,16).

O verdadeiro amor é a doação pelos outros. Principalmente quando o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado (Rm 5,5).

Foi esse amor pela Paixão de Cristo que levou os filhos de Deus a realizarem obras monumentais em prol do próximo e outros foram martirizados.

São Paulo da Cruz escreve: “Vejo cada vez melhor que o meio mais eficaz para converter os pecadores obstinados é a Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo. Eu converti por esse meio os mais empedercidos pecados e ladrões, enfim toda a espécie de pessoas perversas, e tão sincero era o arrependimento que, ao confessá-lo mais tarde, não encontrava matéria de absolvição. É que tinha sido fiéis aos conselhos que lhes dera de meditarem os sofrimentos de Jesus” (1).

É muito relevante ressaltar que o tempo vivido por São Paulo da Cruz, era dominado pelo iluminismo, com seu culto à razão e pelo materialismo.

Realmente, nada resiste o amor da Paixão de Jesus. Seja: tempos tenebrosas ou corações de pedras.

 

                                                  

A OBRA DO AMOR DE DEUS

 

“Deus ama tanto a cada um de nós como se não existisse ninguém mais a quem Ele pudesse dar Seu amor”.

Santo Agostinho de Hipona (354-430)

Bispo e Doutor da Igreja

 

A obra que Jesus veio executar neste mundo era a reconciliação do pecador com Deus. Pelo pecado original de Adão e pelos pecados pessoais, que os homens de todos os tempos têm cometido, afastou-se o homem de Deus ocorreu, por um pecado, num débito infinito que lhe era absolutamente impossível saldar. Por sua desobediência, Adão perdeu para si e para todos seus descendentes a vida divina da graça, que Deus lhe dera como um presente. Este presente , a graça, acrescentava uma finalidade sobrenatural à vida do homem. O pecado original perdeu esta vida da graça para o homem e tornou-o absolutamente incapaz de recuperá-la.

Ora, Deus podia ter desprezado o pecado do homem, ignorado sua falta e tê-lo reintegrado completamente no seu amor e amizade. Mas seria impossível conciliar-se uma tal ação com a infinita justiça de Deus que devia requerer alguma reparação pela rebelião voluntária do homem. Por outro lado, Deus poderia ter simplesmente condenado toda a raça humana à perda do gozo eterno do céu para o qual criara o homem e ainda condená-la aos tormentos eternos do inferno mesmo que por um único pecado mortal. Mas seria difícil de se conceber como conciliar um tal plano com a misericórdia divina, embora viesse satisfazer completamente a justiça divina.

A infinita sabedoria de Deus encontrou perfeita solução e a este dilema. Deus necessitava de uma expiação pelo pecado do homem, pelo menos equivalente à ofensa. A ofensa do homem contra Deus é infinita, pois a gravidade de todas as ofensas ou insultos se mede pela dignidade do ofendido, no caso, Deus. O homem, sendo finito ou limitado, não podia oferecer reparação proporcional. Por isto, o próprio Deus tornou-se homem para sofrer e morrer pelos pecadores.    

Deus tornou-se homem para sofrer e morrer pelos pecadores. O valor de sua ação, sofrimento e morte é infinito, (Pois o valor de uma ação meritória se medem pela dignidade do que a prática). Só Cristo, portanto podia oferecer e de fato ofereceu completa e adequada satisfação pelo débito do homem com Deus tornando-se “obediente até a morte e morte de cruz” (Fl 2, 8). Esta foi a essência da obra em razão da qual Deus se fez homem pela Igreja que Ele fundou. Para completar a eficiência de sua obra, Jesus também ensinou os homens verdades religiosas e apresentou em sua própria vida o exemplo da vida humana.

         Um dos mais fiel seguidor do exemplo de Cristo foi São Paulo Apóstolo, ao ponto de afirmar: “Sede meus imitadores, como eu mesmo sou de Cristo” (1 Cor 11,1).

 

QUEM ÉS TU, ALTÍSSIMO SENHOR?