A MINHA SANTA IGREJA
“Também
eu te digo que tu és Pedro e sobra esta pedra edificarei A MINHA
IGREJA, e as
portas do inferno nunca prevalecerão contra ela”. (Mt 16, 18).
“Escrevo-te
estas coisas esperando encontrar-te dentro em breve. Todavia,
se
eu tardar, saberás como proceder na casa de Deus, que é a
Igreja do Deus vivo:
coluna e sustentáculo da verdade” (1 Tm 3, 14.15).
Afirma
Santo Inácio (V 107), bispo
de Antioquia e mártir no
Coliseu Romano: “Onde está o Cristo Jesus, está a Igreja
Católica”.
A
verdadeira Igreja do Deus vivo é: “Una, Santa, Católica e
Apostólica”.
É
una porque segue a unidade e comunhão trinitária (Jo
14.26: 17,21; I Jo 5,
7.8). É indivisível em seu Corpo (Ef
4, 3-6). Fiel ao modelo da túnica de Cristo (Jo 19,
23): “Um só Esposo para uma só Esposa”, daí a
plenitude da unidade (Ap 19, 7;
21,9).
É
una porque possui a sucessão apostólica através do
Sacramento da Ordem,
custodia a concórdia fraterna da família de Deus (CIC N.
815).
É
santa aos olhos da fé, indefectivelmente santa. Pois Cristo,
Filho de Deus, que
com Pai e o Espírito Santo é proclamado o ‘único
santo’, amou a Igreja como sua
esposa. Por ela se entregou com o fim de santificá-la. Uniu-a a
si como seu
corpo e cumulou-a com o dom do Espírito Santo, para a
glória de Deus. A Igreja
é, portanto, “o Povo santo de Deus” é seus membros
são chamados “santos” (CIC
N.823).
A
Igreja é santa porque o seu Senhor e Cabeça é
santo (Cl 1, 18).
É
católica porque é enviada para pregar o Santo Evangelho
de Cristo pelo mundo
inteiro (Mt 28, 19; Mc 16, 15-20).
A
palavra “católica” vem do grego Kath’ Holon, que significa “por
toda parte”, ou
seja, universal (Rm 1, 8; At 1, 8; Hb 12, 23).
É
apostólica porque ela foi e continua sendo construída
sobre “o fundamento dos
apostólicos” (Ef 20, 20; At 2, 42; 6, 1-6; 1 Cor 12, 28).
É
apostólica porque ela conserva e transmite com a
diligência do Espírito Santo
que nela habita, o santo ensinamento, o depósito da fé (1
Tm 6, 19.20; 2 Tm 1,
11-14).
A
doutrina apostólica permanece na Igreja Católica
até a volta de Cristo.
A SOBRENATURALIDADE DA
IGREJA
A
verdadeira Igreja de Cristo é aquela que dar a conhecer aos
Principados e às
Autoridades nas regiões celestes, por sua multiforme sabedoria
de Deus (Ef 3,
10).
Escreve
São Paulo Apóstolo: “É grande este
mistério: refiro-me à relação entre Cristo
e
a sua Igreja (Ef 5, 32)”.
Realmente,
grande é esse mistério comprovado na História da
Igreja. Não temos palavras
para descrever a sobrenaturalidade da Santa Madre Igreja.
A
multiforme sabedoria de Deus na Igreja Católica é
indescritível, indiscutível e
indubitável. Tudo na Igreja prova de maneira
incontestável a transcedência
operacional da Santíssima Trindade.
A
verdadeira Igreja do Deus vivo é aquele que tem a Sagrada
Escritura como
revelação de Deus, tem Jesus Cristo como seu fundador e
cabeça, o Espírito
Santo como consolador, guia e suscitador de novos movimentos
estupendos, a
Virgem Maria como bem-aventurada em todas as gerações, O
Papa como sucessor de
Pedro e os bispos como sucessores dos apóstolos, os
mártires e confessores, os
Padres do Deserto, polemistas e apologistas, religiosos e religiosas,
monges,
frades e místicos, cônegos e eremitas, evangelistas e
missionários nos quatro
canto do mundo, filósofos, teólogos, doutores, beatos e
santos incontáveis,
relíquias e estigmas, corpos de santos intactos –
incorruptíveis, milagres
eucarísticos e a pedagogia das aparições de Nossa
Senhoras, romarias e
procissões gigantescas, sinais, prodígios e maravilhas
nos templos e
santuários, devoções e espiritualidades populares
de fé ímpar, colossais
basílicas Marianas e dos Apóstolos, monumentais mosteiros e conventos, riquezas sem igual como
o canto
gregoriano e da
arte sacra, Mestra e fundadora das universidades, guardiã de
obras imortais,
detentora das mais linda e crítica da História
Eclesiástica, com 2000 anos de
história venceu toda crueldade da ideologia humana, têm 21
concílios ecumêmicos, 7
sacramentos, é a maior
instituição em realizações de obras de
caridade, faz a maior campanha do mundo
em defesa da vida, é a Igreja de pedras vivas, raça
eleita, sacerdócio real,
luz maravilhosa, a Igreja do Povo de Deus (1 Pd 2, 4-10 ).
Dizia
São Pio de Pietrelcina (1887-1968): “Mantenha-se sempre muito
unido à Santa
Igreja Católica, pois somente ela pode lhe dar a verdadeira paz,
porque somente
ela possui Jesus sacramentado, que é o verdadeiro
Príncipe da Paz”.
O AMOR, FUNDAMENTO DA
IGREJA
A
essência do cristianismo, à qual todos os membros da
Igreja são chamados, pode
resumir-se na caridade que é unidade. Reafirmou o Papa Paulo VI
no seu
conhecido discurso em Sidney, em dezembro de 1970: “A Igreja é
caridade. A
Igreja é unidade”.
O
Papa Paulo VI tinha um amor colossal à Santa Madre Igreja.
Vejamos o seu
pensamento monumental sobre ela: “A Igreja! Ela é nosso amor
constante, nossa
solicitude, primordial, nosso pensamento fixo! Não se ama Cristo
se não se ama
a Igreja; e não amamos a Igreja se não a amamos como a
amou o Senhor: “Amou a
Igreja e por ela se entregou” (Ef. 5, 25).
O
amor é o fundamento da Igreja. Sem a prática da caridade
não existe
relacionamento entre o homem e Deus, nem com o seu semelhante e nenhum
tipo de
comunidade eclesial.
A
verdadeira Igreja é constituída na virtude do amor e da
verdade.
É
a caridade que nos remete na vida trinitária
pericorética. Afirmava o grande
apologista da fé cristã Tertuliano de Cartago (C. 160- c.
230): “Onde se
encontraram os Três, o Pai, o Filho, e o Espírito Santo,
ali está a Igreja...”.
Comunhão,
amor e verdade são as três principais
características dos seguidores de Jesus
de Nazaré (Jo 8, 32; 14,6; 15, 12; 17, 21).
Poderemos
afirmar que a Igreja, nascida do amor de Deus, é por
excelência caridade: “Todo
o bem que o Povo de Deus, no tempo de sua peregrinação
terrestre, pode prestar
à família dos homens, derivado o fato de ser a Igreja ‘o
sacramento universal
da salvação’, manifestado e ao mesmo tempo operando o
mistério de amor de Deus
para com o homem” (GS n.45).
“A
Igreja como “comunidade de amor” é chamada a refletir a
glória do amor de Deus,
que é a comunhão, e assim atrair as pessoas e os povos
para Cristo. A Igreja
cresce, não por proselitismo, mas por atração:
como Cristo ‘atrai tudo para’
com a força do amor” (DA n.159).
Diz
mais o Documento de Aparecida de forma abissal: “A Igreja é
comunhão no amor.
Esta é sua essência e o sinal através do qual
é chamada a ser reconhecida como
seguidora de Cristo e servidora da humanidade” (DA n. 161).
CRITICADA E MAL
COMPREENDIDA
Devido
à falta de conhecimento teológico e a má
fé, a Igreja Católica recebe críticas
injustas e comentários maldosos.
A
Igreja nunca errou e jamais errará. Ela é imaculada. Foi
constituída por Deus
para ficar livre do pecado em toda sua peregrinação
terrena.
A
origem e fonte da sua criação e direção
imaculada é o Divino Espírito Santo(At
13,1-4;15,28;20,28;1Cor12,3;Ap2,29).
A
Igreja é o Corpo Imaculado, cujo cabeça é o
Cristo, Cordeiro imaculado, como
pode pecar ou ser pecadora?
Quem
erra e peca são os seus filhos, que são pecadores.
Todavia, são regenerados
pelo batismo (Rm 6, 4; 1 Pd 3, 21). Purificados pela Palavra de Deus
(Jo 15,
3-8). Justificados pela fé em Cristo e pelo seu sangue (Rm 5,
1.9).
Tanto
o batismo como a Palavra e o Corpo de Cristo nos santifica (Jo 17, 17;
1 Cor
12, 13; Hb 10, 10.14).
A
Igreja é radicalmente santa, não é só em
relação aos batizados e aos
escolhidos, mas também na sua dimensão altamente
transcendental, no contexto de
comunhão dos santos, dos anjos e da plenitude Trinitária.
(Mt 22, 14; 28, 19;
Lc 16, 1-31; 23, 42.43: At 5, 19; 10, 1-3; 2 Cor 12, 1-4; 1 Jo 5, 7.8).
Para
o homem que busca a verdade eclesiástica e tem boa vontade,
não se deixará
enganar pela patranha dos inimigos da Igreja de Nosso Senhor e Salvador
Jesus
Cristo.
Disse
o renomado psicanalista francês Jacques Lacan (1901-1981): “A
verdadeira
religião cristã é a romana”.
O
grande intelectual inglês Gilbert K. Chesterton (1874-1936)
afirmou: “A Igreja
Católica é a única coisa que salva o homem da
degradante escravidão de ser um
filho de sua época”.
Chesterton
dizia explicando os caminhos da conversão.
CONCLUSÃO
Diante
de um mundo deteriorado, inseguro e cheio de ideologias perniciosas,
temos a
Santa Madre Igreja como porto seguro, verdade absoluta e fortaleza da
esperança
eterna.
O
centro de nossa santíssima fé é a
Santíssima Trindade.
O
nosso Caminho e Jesus Cristo.
O
nosso Consolador é o Espírito Santo.
O
nosso alimento é a Santíssima Eucaristia.
A
nossa Mãe é a Virgem Maria.
A
nossa Igreja é Católica Romana.
O
nosso exemplo são os santos.
A
nossa missão é evangelizar.
A
nossa prática é o amor.
A
nossa casa é o céu.
BIBLIOGRAFIA
Cechinato,
Luiz. Os vinte séculos de caminhada
da Igreja, Petrópolis, RJ: Vozes, 1996.
Bettencourt, Estêvão. Igreja Católica,
denominações cristãs e correntes religiosas,
Aparecida, SP: Editora Santuário,
1999.
Aquino, Felipe Rinaldo Queiroz de. A minha
Igreja, Lorena, SP: Cléofas, 1997.
Pupo, Rosangela Paciello. ... e Padre Pio disse:
Uma frase de Padre por dia, volume 1, São Paulo: Loyola, 2006.
A Igreja no seu mistério / I. Curso de Teologia,
volume 3. Vários autores, São Paulo: Cidade Nova, 1984.
Valor, quinta, sexta-feira e fim de semana, 20,
21, 22 e 23 de abril de 2006, p.10.
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BUSCAR
OS CATÓLICOS AFASTADOS
“O compromisso missionário de toda a comunidade.
Ela sai ao encontro
dos afastados, interessa-se por sua situação, a fim de
reencantá-los com a
Igreja e convidá-los a retornarem para ela” (DA n. 226 d).
Os 450
padres reunidos no 12º Encontro
Nacional de Presbíteros em Itaici, Indaiatuba,
SP, voltaram às suas paróquias
convencidos de que terão de
sair da sacristia se quiserem manter o rebanho e conquistar novos
fiéis. Para
serem discípulos e missionários de Jesus, sacerdotes e
leigos terão de bater de
porta em porta, a exemplo dos evangélicos, num esforço
permanente, como
aconselha o Documento de Aparecida, aprovado pelos bispos
latino-americanos em
maio do ano passado. “Foi-se o tempo e que bastava tocar o sino para
atrair as
pessoas”, observou dom Esmeraldo Barreto de Farias, bispo de
Santarém, (PA).
Essa advertência reforça a
pregação
de dom Cláudio Hummes, prefeito da Congregação
para o Clero, do Vaticano,
entusiasta e incentivador da Missão Continental, uma das
principais conclusões
da Conferência de Aparecida. “Temos de correr atrás dos
católicos que abandonam
a prática religiosa, porque nós os batizamos e somos
responsáveis pela sua fé”,
declarou em Itaici (1).
Nosso Senhor Jesus Cristo pergunta:
“Qual de vós, tendo cem ovelhas e perder uma, não
abandona as noventa e nove no
deserto e vai em busca daquela que se perdeu, até
encontrá-la? E a chamado-a,
alegre a coloca sobre os ombros e, de volta para casa, convoca os
amigos e os
vizinhos, dizendo-lhes: ‘Alegrai-vos comigo, porque encontrei a minha
ovelha
perdida!’ (Lc 15, 4-6)”.
Temos que obedecer a ordem de
Cristo. Vamos buscar os afastados da Igreja e pregar o Santo Evangelho
de
salvação para toda criatura (Mc 16, 15).
Afirma São Paulo Apóstolo: “Anunciar
o evangelho não é título de glória para
mim; é, antes, uma necessidade que se
me impões. AI DE MIM, SE EU NÃO ANUNCIAR O EVENGELHO” (1
Cor 9, 16).
O ínclito fundador da família
paulina, o Bem-aventurado Padre Tiago Alberione, dizia ser preciso ir
ao encontro
das pessoas, já que elas se afastaram da igreja. É
preciso escancarar portas e
janelas e permitir uma interação entre as pessoas “de
dentro” e as “de fora”.
Conectada com essa visão a Igreja
tem condições de chegar com sua mensagem nos
corações das pessoas e terá um
resultado maravilhoso.
A
Igreja precisa se mexer
O Concílio Vaticano II, no decreto Ad
Gentes, ensina: “Cada discípulo de
Cristo tem sua parte na tarefa de propagar a fé” (n.23).
Cada católico tem que ter consciência da sua
responsabilidade de buscar a “ovelha perdida” e anunciar a Boa Nova de
Cristo
que tem poder de libertar toda criatura da
cultura de morte.
O ser humano só pode ter vida e vida com
abundância no projeto do reino de Deus.
Só no fundamento da doutrina de Jesus de Nazaré,
a pessoa pode e deve encontrar paz, justiça e
salvação.
“No fiel cumprimento de sua vocação batismal, o
discípulo deve levar em consideração os desafios
que o mundo de hoje apresenta
à Igreja de Jesus, entre outros: o êxodo de fieis para
seitas e outros grupos
religiosos; as correntes culturais contrárias a Cristo e
à Igreja” (DA n.185).
A Santa Madre Igreja enfrentou e vai enfrentar
sempre os grandes desafios contrários o seu projeto de paz e
justiça e de vida
eterna. Nada pode deter a sua missão em prol da dignidade da
pessoa humana.
Temos a promessa de Jesus Cristo: “As
portas do Inferno nunca prevalecerão contra ela” (Mt 16, 18).
Não podemos ter medo dos desafios e dos inimigos
de Cristo e da sua Igreja.
“A fome não só destruiu a fé no Czar como
também
a fé em Deus”, disse com mentira, deboche e cinismo o comunista
ditador
soviético ateu Vladimir Lenin (1870-1924). Ele utilizou a fome
como meio
“didático” de transformar a sociedade a extirpar qualquer
fé religiosa.
Ora, sabemos a derrota do comunismo e a morte da
sua ideologia ufanista contra fé cristã.
No século XXI, temos o confronto da dissimulada
Nova Era. A sua tarefa é destronar radicalmente do mundo “a
fé cristã”, “a
graça de Cristo, o sangue do Cordeiro Imaculado” e o “amor ao
único Deus
verdadeiro”.
O escritor ateu e autor do best-seller “A
Bússola de Ouro”, Philip Pullman disse “Estou tentando minar as
bases da fé
cristã”, se referindo ao conteúdo herético de sua
obra.
Diante dos desafios atrevidos e provocativos,
temos que confrontá-los com mais ousadia e audácia como
pede o Documento de
Aparecida: “A
Igreja é chamada a repensar profundamente e
a relançar com fidelidade e “audácia” sua missão
nas novas circunstâncias
latino-americanas e mundiais” (n. 11).
“A Igreja na América Latina precisa se mexer. A
Igreja está chamada a continuar com esse estado de missão
permanente de que
fala Aparecida, e esta missão de ser energicamente posta em
andamento, para
reverter à erosão que a Igreja Latino-Americana
está sofrendo, declarou Dom
Antônio Arregui Yarza, arcebispo de Guayaquil e presidente da
Comissão
Episcopal de Comunicação de Conferência Episcopal
Equatoriana, em um diálogo
com a Organização Católica Latino-Americana e do
Caribe de Comunicação (OCLACC)”
(2).
CONHECER A
FÉ
Num mundo em
que vivemos com tanto conhecimento
técnico e científico, da era pós-moderna e
globalizada, mais do que nunca,
precisamos urgente e profundamente conhecer a nossa santíssima
fé.
Como é atual a exortação do apóstolo
São Pedro:
“Crescei na garça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador
Jesus Cristo” (2
Pd 3, 18).
Atentemos para o pensamento abissal, salutar e
bem oportuno do Cardeal e Arcebispo de São Paulo, Dom Odilo
Scherer: “O que
realmente importa é que cada católico, cada batizado,
seja um católico
consciente, convicto, procure conhecer bem a própria fé e
o significado da
pertença à Igreja” (3).
No que trata de conhecer bem a própria fé, o
Documento de Aparecida responde: “Para cumprir sua missão com
responsabilidade
pessoal, os leigos necessitam de sólida formação
doutrinal, pastoral,
espiritual e adequado acompanhamento para darem testemunho de Cristo e
dos
valores do Reino no ambiente da vida social, e econômica,
política e
cultural”(n. 212).
No tocante ao significado da pertença à Igreja,
o mesmo Documento diz: “os fiéis leigos são “os
cristãos que estão incorporados
a Cristo pelo batismo que formam o povo de Deus e participam das
funções de
Cristo: sacerdote, profeta e rei. Realizam, segundo sua
condição, a missão de
todo o povo cristão na Igreja e no mundo”. São homens da
Igreja no coração do
mundo, e homens do mundo no coração da Igreja” (DA n.
209).
CONCLUSÃO
“Cada vez
mais o mundo é hostil a santa doutrina
de Cristo. O príncipe das trevas, o deus deste mundo obscureceu
a inteligência,
a fim de que não vejam brilhar a luz do evangelho da
glória de Cristo, que á a
imagem de Deus”. (2 Cor 4,4).
Todavia, não há derrotismo, não há fracasso
para
mensagem libertadora de Cristo. Cremos que o evangelho é
à força de Deus para a
salvação de todo aquele que crê (Rm 1,16).
Temos ciência dos grandes desafios levantados
pelos inimigos de Cristo e sua Igreja, como: o avalanche das seitas,
cultura de
morte, projeto de demolição da moral cristã, morte
da consciência evangélica e
a negação do amor ao verdadeiro Deus Criador.
Os desafios existem para serem vencidos. Como são
gloriosos os confrontos, tendo em vista a verdade e a
salvação das almas.
Para o verdadeiro católico, ciente da sua
responsabilidade, diante da Santíssima Trindade e da Igreja,
nada pode lhe
coibir de buscar seus irmãos afastados, feridos e
excluídos ao rebanho do Bom
Pastor.
REFERÊNCIAS
(1)
Mundo e
Missão, abril de 2008,
p.10.
(2)
ZENIT.org.
10/03/2008.
(3)
Brasil
Cristão, março de 2008. p. 7.
Pullman,
Philip. A
Bússola de Ouro, Rio de Janeiro: Objetiva, 2008.
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PERTURBAÇÕES
DAS SEITAS
Vivemos em um mundo cheio de
religiões, denominações seitas e heresias.
Há religiões de adeptos que promovem
terrorismo e guerras, denominações que glorificam o
pecado da divisão, seitas
que perturbam a paz social, familiar, eclesial e causam
escândalos,
principalmente pelo cisma, e as heresias causam contendas no Corpo de
Cristo.
Tudo isso cria uma confusão danada
na cabeça das pessoas que não tem conhecimento
bíblico e teológico.
Poucas décadas após a morte dos
santos apóstolos, as divisões já se haviam
acontecido na Igreja de Cristo. O
historiador americano Will Durant escreve: “O próprio Celso
(inimigo do
cristianismo, do segundo século) havia sarcasticamente notado
que os cristãos
‘se dividiam em muitas facções, cada um desejando ter a
sua própria igreja”.
Por volta do
ano 187, Santo Irineu de Lião (140?
- 203), denunciava, vinte variedades de seitas. Já no ano 384,
Santo Epifânio (
† 403), grande lutador contra as heresias, menciona oitenta seitas”.
Esse jamais
foi o projeto de Jesus Cristo, e sim
do diabo. Cristo trabalhou e orou para que todos sejam um (Jo 17, 21).
O diabo
trabalha para matar, roubar e destruir (Jo 10, 10).
O jornalista
americano James A. Haught escreveu:
“Apesar da crença universal de que a religião torna as
pessoas ‘boas’, é obvio
que ela faz com que algumas pessoas cometam atrocidades”. Esse é
o papel da
falsa religião, que tem como chefe superior o diabo.
LÍDERES
PERNICIOSOS
São Pedro Apóstolo já tinha
profetizado a corja de líderes falsos. “Houve, contudo,
também falsos profetas no seio do
povo, como haverá
entre vós falsos mestres, os quais trarão heresias
perniciosas, negando o
Senhor que os resgatou e trazendo sobre si repentina
destruição. Muitos
seguirão as suas doutrinas dissolutas” (1 Pd 2, 1.2).
Na força do diabo tem de levantado
líderes religiosos com poder político, financeiro e de
comunicação eletrônica,
promotores de doutrinas perniciosas, de escândalos sexuais, de
cismas, de
corrupção, de fausto e de luxúria.
Vejamos na reportagem a prática
perniciosa desses líderes.
“A
Vigilância Sanitária do município do Rio de Janeiro
decidiu recolher uma
amostra do suposto óleo sagrado que a na cura da ‘dengue’ e que
está sendo
distribuído durante os cultos de domingo na sede de uma
denominação neopentecostal em
Del Castilho. Além do óleo, oferecido em copinhos, panfletos divulgados
pelo publicitário Antônio Pedro Tabet no site Kibeloco e
reproduzidos no GLOBO
convidam os fiéis para o culto e diz que eles receberão
“um cálice com óleo
santo, para que todos sejam livres desta epidemia” (1). Que Horror!”
O povo vive tremendamente, enganados e
escravizados por esses líderes fraudulentos.
Cabe a cada cristão verdadeiro pregar
urgentemente o Santo Evangelho Libertador de Cristo, que tem poder de
libertar
o ser humano desses perigosos apóstolos de Satanás.
“Procurai convencer os
hesitantes; a outros procurai salvar, arrancando-os do fogo; de outros
ainda tende
misericórdia, mas com temor, aborrecendo a própria veste
manchada pela carne”
(Judas vv. 22 e 33).
Dizia Santo Tomás de Aquino: “Levar os
homens à verdade é o maior beneficio que se pode prestar
aos outros”.
No Antigo Testamento, Deus deu a Lei ao
seu povo para não cair nas garras da diabólica idolatria
(Ex 20, 1-5). Porque
por detrás dessa terrível prática, existiam
líderes que lucravam com o comércio
de ídolos e fazia desviar o povo do culto ao único e
verdadeiro Deus.
No Novo Testamento, Cristo ensinou os
apóstolos à guardarem seus mandamentos e pregar a Boa
Nova sem fins lucrativos
(Cf. Mt 10, 7-10).
Para a Igreja
foi ensinado a ser fiel a
doutrinas dos santos apóstolos (At 2, 42; 2 Tm 1, 12-14).
O diabo tem
lutado terrivelmente nesses últimos dias
contra os fieis cristãos para fazê-los quebrar a
fidelidade da unidade da Santa
Madre Igreja. Mas temos a promessa de Jesus Cristo: “As portas do
inferno não
prevalecerão contra ela” (Mt 16, 18).
FALTA
AMOR EVANGÉLICO
O pregador da
Casa Pontifícia, o erudito Padre
Raniero Cantalamessa afirma em sua pregação sobre seitas:
1.
O amor
evangélico é o grande ausente das seitas.
2.
São visionários fanáticos ou astutos
aproveitadores que abusam da boa vontade e
da ingenuidade das pessoas. Eu me refiro aos fundadores ou chefes de
seitas
religiosas que estão por ai.
3.
As verdadeiras seitas são reconhecidas por algumas
características. Antes de
tudo, quanto ao conteúdo do seu credo, não compartilham
pontos essenciais de fé
cristã, como a divindade de Cristo e a Trindade; ou misturam com
doutrinas
cristãs elementos alheios incompatíveis com elas, como a
reencarnação. Quanto aos
métodos, são literalmente
<<ladrões de ovelhas>>, no sentido de que tentam por
todos os meios
arrancar os fiéis da sua Igreja de origem torná-los
adeptos da sua seita.
4.
Geralmente são agressivos e polêmicos. Mais do que propor
conteúdos próprios,
passam o tempo acusando, polemizando contra a Igreja, Nossa Senhora e
em geral
tudo o que é católico. Estamos, com isso, nas
antípodas do Evangelho de Jesus,
que é amor doçura, respeito pela liberdade dos outros. O
amor evangélico é o
grande ausente das seitas.
5.
Jesus nos deu um critério seguro de reconhecimento: <<
Guardai-vos dos
falsos profetas que vêm a vós disfarçados de
ovelhas, mas por dentro são lobos
ferozes. Pelos seus frutos os reconhecereis>> (Mt 7, 15). E os
frutos
mais comuns da passagem das seitas são as famílias
destruídas, fanatismo,
expectativas apocalípticas do fim do mundo, regularmente
desmentidas pelos
fatos.
6.
Existe outros tipos de seitas religiosas, nascidas do mundo
cristão, em geral
importadas do Oriente. Ao contrário das primeiras, não
são agressivas; elas se
apresentam com <<fantasia de cordeiro>>, pregando o amor
por todos,
pela natureza, pela busca do eu profundo. São
formações freqüentemente
sincretistas, ou seja, que agrupam elementos de diversas
procedências
religiosas, como no caso da Nova Era. O imenso prejuízo
espiritual para quem se
deixa convencer por esses novos messias é que perde Jesus Cristo
e, com Ele,
essa <<vida em abundância>> que Ele veio trazer.
7.
Algumas dessas seitas são perigosas também no campo da
saúde mental e da ordem
pública. Os recorrentes casos de seqüestros e
suicídios coletivos nos advertem
até onde pode levar o fanatismo do chefe de uma seita.
Atentemos
com muito respeito à exortação do Revmº Padre
Cantalamessa, o Pregador do Papa:
“Quando se fala de seitas, no entanto, devemos recitar também um
<<meã
culpa>>. Com freqüência, as pessoas acabam em alguma
seita pela
necessidade de sentir o calor e o apoio humano de uma comunidade que
não
encontraram em sua paróquia.” (2).
CONCLUSÃO
Vivemos
entre:
Ovelhas
e lobos
Bons
e ruins
Sadios
e psicopatas
Santos
e profanos
Salvos
e perdidos
Crentes
e incréus
Deus
e o diabo
Igreja
e seitas
O
maior bem do
sacerdote
O
maior investimento que um sacerdote católico pode fazer em prol
dos seus fiéis
é deixá-los bem formados e informados sobre os perigos
das seitas.
Ser católico
verdadeiro
O
católico que não é fiel a TRADIÇÃO
da Santa Igreja Católica cai em TRAIÇÃO.
O
católico que não se APROFUNDA na doutrina católica
se AFUNDA em heresias.
O
católico que vive criticando a Igreja e crendo em FANTASIAS
é um forte candidato
à APOSTASIA.
O
católico que é relaxado nos SACRAMENTOS vive uma vida de
TORMENTOS.
Quem
não é um fiel SECRETÁRIO da fé
católica é um verdadeiro SECTÁRIO.
Quem
não ACEITA a unidade da verdade católica a SEITA a
mentira dos cismáticos.
Quem
tarda dar os dízimos em sua comunidade, mais CEDO pagou o
pedágio a MACEDO.
“Nossa maior
ameaça “é o medíocre
pragmatismo da vida cotidiana da Igreja, no qual, aparentemente, tudo
procede
com normalidade, mas na verdade a fé vai se desgastando e
degenerando em mesquinhez”
(DA n.12)”.
No mundo em
que vivemos, tomado pelo
pluralismo religioso, pela cultura do engano sincretista e pelo
relativismo,
não há espaço para o católico,
medíocre, ingênuo, superficial, boçal e
irresponsável com as práticas do reino de Deus.
Pe.
Inácio Jose do Vale
Pároco
da Paróquia São Paulo Apóstolo
Siderlândia-Volta
Redonda-RJ
Professor
de História da Igreja
Faculdade
de Teologia de Volta Redonda
E-mail: pe.inaciojose.osbm@hotmail.com
REFERÊNCIAS
(1)
O Globo,
16/04/2008, p.19.
(2)
ZENIT.org. – Roma, 11/04/2008.
Durant,
Will. Caesar and Christ, NY, MJF Book, 1950.
Aquino,
Felipe Rinaldo
Queiroz de. Na Escola dos Santos Doutores, Lorena: Cléofas, 1196.
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