"A igreja Universal tem uma grande dívida de gratidão para com todos os Monges" O Monaquismo,oriental juntamente com o ocidental, constitui um grande dom para toda a Igreja"(Papa João Paulo II Rivola -Bulgária 27-05-2002). "O Monge é memória evangélica para os cristãos e para mundo" (Papa João Paulo II Rivola -Bulgária 27-05-2002)

Ano: IV Edição: Mensal  N°:  LV           Mês: Maio de  2008.

Informativo Oficial da Congregação Monástica de Santa Cecilia

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Pe. Inácio José do Vale - Professor de História da Igreja e da Teologia
O brilho e beleza mística de um trabalho resplandecem nas mãos de quem o faz orando.

A MINHA SANTA IGREJA

 

            “Também eu te digo que tu és Pedro e sobra esta pedra edificarei A MINHA IGREJA, e as portas do inferno nunca prevalecerão contra ela”. (Mt 16, 18).
            “Escrevo-te estas coisas esperando encontrar-te dentro em breve. Todavia, se eu tardar, saberás como proceder na casa de Deus, que é a Igreja do Deus vivo: coluna e sustentáculo da verdade” (1 Tm 3, 14.15).
            Afirma Santo Inácio (
V 107), bispo de Antioquia e mártir no Coliseu Romano: “Onde está o Cristo Jesus, está a Igreja Católica”.
            A verdadeira Igreja do Deus vivo é: “Una, Santa, Católica e Apostólica”.
            É una porque segue a unidade e comunhão trinitária (Jo 14.26: 17,21; I Jo 5, 7.8). É indivisível em seu Corpo (Ef 4, 3-6). Fiel ao modelo da túnica de Cristo (Jo 19, 23): “Um só Esposo para uma só Esposa”, daí a plenitude da unidade (Ap 19, 7; 21,9).
            É una porque possui a sucessão apostólica através do Sacramento da Ordem, custodia a concórdia fraterna da família de Deus (CIC N. 815).
            É santa aos olhos da fé, indefectivelmente santa. Pois Cristo, Filho de Deus, que com Pai e o Espírito Santo é proclamado o ‘único santo’, amou a Igreja como sua esposa. Por ela se entregou com o fim de santificá-la. Uniu-a a si como seu corpo e cumulou-a com o dom do Espírito Santo, para a glória de Deus. A Igreja é, portanto, “o Povo santo de Deus” é seus membros são chamados “santos” (CIC N.823).
            A Igreja é santa porque o seu Senhor e Cabeça é santo (Cl 1, 18).
            É católica porque é enviada para pregar o Santo Evangelho de Cristo pelo mundo inteiro (Mt 28, 19; Mc 16, 15-20).
            A palavra “católica” vem do grego Kath’ Holon, que significa “por toda parte”, ou seja, universal (Rm 1, 8; At 1, 8; Hb 12, 23).
            É apostólica porque ela foi e continua sendo construída sobre “o fundamento dos apostólicos” (Ef 20, 20; At 2, 42; 6, 1-6; 1 Cor 12, 28).
            É apostólica porque ela conserva e transmite com a diligência do Espírito Santo que nela habita, o santo ensinamento, o depósito da fé (1 Tm 6, 19.20; 2 Tm 1, 11-14).

            A doutrina apostólica permanece na Igreja Católica até a volta de Cristo.

 

A SOBRENATURALIDADE DA IGREJA

 

            A verdadeira Igreja de Cristo é aquela que dar a conhecer aos Principados e às Autoridades nas regiões celestes, por sua multiforme sabedoria de Deus (Ef 3, 10).
            Escreve São Paulo Apóstolo: “É grande este mistério: refiro-me à relação entre Cristo e a sua Igreja (Ef 5, 32)”.
            Realmente, grande é esse mistério comprovado na História da Igreja. Não temos palavras para descrever a sobrenaturalidade da Santa Madre Igreja.
            A multiforme sabedoria de Deus na Igreja Católica é indescritível, indiscutível e indubitável. Tudo na Igreja prova de maneira incontestável a transcedência operacional da Santíssima Trindade.
            A verdadeira Igreja do Deus vivo é aquele que tem a Sagrada Escritura como revelação de Deus, tem Jesus Cristo como seu fundador e cabeça, o Espírito Santo como consolador, guia e suscitador de novos movimentos estupendos, a Virgem Maria como bem-aventurada em todas as gerações, O Papa como sucessor de Pedro e os bispos como sucessores dos apóstolos, os mártires e confessores, os Padres do Deserto, polemistas e apologistas, religiosos e religiosas, monges, frades e místicos, cônegos e eremitas, evangelistas e missionários nos quatro canto do mundo, filósofos, teólogos, doutores, beatos e santos incontáveis, relíquias e estigmas, corpos de santos intactos – incorruptíveis, milagres eucarísticos e a pedagogia das aparições de Nossa Senhoras, romarias e procissões gigantescas, sinais, prodígios e maravilhas nos templos e santuários, devoções e espiritualidades populares de fé ímpar, colossais basílicas Marianas e dos Apóstolos, monumentais  mosteiros e conventos, riquezas sem igual como o canto gregoriano e da arte sacra, Mestra e fundadora das universidades, guardiã de obras imortais, detentora das mais linda e crítica da História Eclesiástica, com 2000 anos de história venceu toda crueldade da ideologia humana, têm 21 concílios  ecumêmicos, 7 sacramentos, é a maior instituição em realizações de obras de caridade, faz a maior campanha do mundo em defesa da vida, é a Igreja de pedras vivas, raça eleita, sacerdócio real, luz maravilhosa, a Igreja do Povo de Deus (1 Pd 2, 4-10 ).
            Dizia São Pio de Pietrelcina (1887-1968): “Mantenha-se sempre muito unido à Santa Igreja Católica, pois somente ela pode lhe dar a verdadeira paz, porque somente ela possui Jesus sacramentado, que é o verdadeiro Príncipe da Paz”.

           

O AMOR, FUNDAMENTO DA IGREJA

 

            A essência do cristianismo, à qual todos os membros da Igreja são chamados, pode resumir-se na caridade que é unidade. Reafirmou o Papa Paulo VI no seu conhecido discurso em Sidney, em dezembro de 1970: “A Igreja é caridade. A Igreja é unidade”.
            O Papa Paulo VI tinha um amor colossal à Santa Madre Igreja. Vejamos o seu pensamento monumental sobre ela: “A Igreja! Ela é nosso amor constante, nossa solicitude, primordial, nosso pensamento fixo! Não se ama Cristo se não se ama a Igreja; e não amamos a Igreja se não a amamos como a amou o Senhor: “Amou a Igreja e por ela se entregou” (Ef. 5, 25).
            O amor é o fundamento da Igreja. Sem a prática da caridade não existe relacionamento entre o homem e Deus, nem com o seu semelhante e nenhum tipo de comunidade eclesial.
            A verdadeira Igreja é constituída na virtude do amor e da verdade.
            É a caridade que nos remete na vida trinitária pericorética. Afirmava o grande apologista da fé cristã Tertuliano de Cartago (C. 160- c. 230): “Onde se encontraram os Três, o Pai, o Filho, e o Espírito Santo, ali está a Igreja...”.
            Comunhão, amor e verdade são as três principais características dos seguidores de Jesus de Nazaré (Jo 8, 32; 14,6; 15, 12; 17, 21).
            Poderemos afirmar que a Igreja, nascida do amor de Deus, é por excelência caridade: “Todo o bem que o Povo de Deus, no tempo de sua peregrinação terrestre, pode prestar à família dos homens, derivado o fato de ser a Igreja ‘o sacramento universal da salvação’, manifestado e ao mesmo tempo operando o mistério de amor de Deus para com o homem” (GS n.45).
            “A Igreja como “comunidade de amor” é chamada a refletir a glória do amor de Deus, que é a comunhão, e assim atrair as pessoas e os povos para Cristo. A Igreja cresce, não por proselitismo, mas por atração: como Cristo ‘atrai tudo para’ com a força do amor” (DA n.159).
            Diz mais o Documento de Aparecida de forma abissal: “A Igreja é comunhão no amor. Esta é sua essência e o sinal através do qual é chamada a ser reconhecida como seguidora de Cristo e servidora da humanidade” (DA n. 161).

 

CRITICADA E MAL COMPREENDIDA

 

            Devido à falta de conhecimento teológico e a má fé, a Igreja Católica recebe críticas injustas e comentários maldosos.
            A Igreja nunca errou e jamais errará. Ela é imaculada. Foi constituída por Deus para ficar livre do pecado em toda sua peregrinação terrena.
            A origem e fonte da sua criação e direção imaculada é o Divino Espírito Santo(At 13,1-4;15,28;20,28;1Cor12,3;Ap2,29).
            A Igreja é o Corpo Imaculado, cujo cabeça é o Cristo, Cordeiro imaculado, como pode pecar ou ser pecadora?
           
Quem erra e peca são os seus filhos, que são pecadores. Todavia, são regenerados pelo batismo (Rm 6, 4; 1 Pd 3, 21). Purificados pela Palavra de Deus (Jo 15, 3-8). Justificados pela fé em Cristo e pelo seu sangue (Rm 5, 1.9).
            Tanto o batismo como a Palavra e o Corpo de Cristo nos santifica (Jo 17, 17; 1 Cor 12, 13; Hb 10, 10.14).
            A Igreja é radicalmente santa, não é só em relação aos batizados e aos escolhidos, mas também na sua dimensão altamente transcendental, no contexto de comunhão dos santos, dos anjos e da plenitude Trinitária. (Mt 22, 14; 28, 19; Lc 16, 1-31; 23, 42.43: At 5, 19; 10, 1-3; 2 Cor 12, 1-4; 1 Jo 5, 7.8).
            Para o homem que busca a verdade eclesiástica e tem boa vontade, não se deixará enganar pela patranha dos inimigos da Igreja de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.
            Disse o renomado psicanalista francês Jacques Lacan (1901-1981): “A verdadeira religião cristã é a romana”.
            O grande intelectual inglês Gilbert K. Chesterton (1874-1936) afirmou: “A Igreja Católica é a única coisa que salva o homem da degradante escravidão de ser um filho de sua época”.
            Chesterton dizia explicando os caminhos da conversão.

 

CONCLUSÃO

 

            Diante de um mundo deteriorado, inseguro e cheio de ideologias perniciosas, temos a Santa Madre Igreja como porto seguro, verdade absoluta e fortaleza da esperança eterna. 

            O centro de nossa santíssima fé é a Santíssima Trindade.

            O nosso Caminho e Jesus Cristo.

            O nosso Consolador é o Espírito Santo.

            O nosso alimento é a Santíssima Eucaristia.

            A nossa Mãe é a Virgem Maria.

            A nossa Igreja é Católica Romana.

            O nosso exemplo são os santos.

            A nossa missão é evangelizar.

            A nossa prática é o amor.

            A nossa casa é o céu.

BIBLIOGRAFIA

Cechinato, Luiz. Os vinte séculos de caminhada da Igreja, Petrópolis, RJ: Vozes, 1996.
Bettencourt, Estêvão. Igreja Católica, denominações cristãs e correntes religiosas, Aparecida, SP: Editora Santuário, 1999.
Aquino, Felipe Rinaldo Queiroz de. A minha Igreja, Lorena, SP: Cléofas, 1997.
Pupo, Rosangela Paciello. ... e Padre Pio disse: Uma frase de Padre por dia, volume 1, São Paulo: Loyola, 2006.
A Igreja no seu mistério / I. Curso de Teologia, volume 3. Vários autores, São Paulo: Cidade Nova, 1984.
Valor, quinta, sexta-feira e fim de semana, 20, 21, 22 e 23 de abril de 2006, p.10.

 

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Convite Especial

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BUSCAR OS CATÓLICOS AFASTADOS

O compromisso missionário de toda a comunidade. Ela sai ao encontro dos afastados, interessa-se por sua situação, a fim de reencantá-los com a Igreja e convidá-los a retornarem para ela” (DA n. 226 d).
        Os 450 padres reunidos no 12º Encontro Nacional de Presbíteros em Itaici,  Indaiatuba, SP, voltaram às suas paróquias convencidos de que terão de sair da sacristia se quiserem manter o rebanho e conquistar novos fiéis. Para serem discípulos e missionários de Jesus, sacerdotes e leigos terão de bater de porta em porta, a exemplo dos evangélicos, num esforço permanente, como aconselha o Documento de Aparecida, aprovado pelos bispos latino-americanos em maio do ano passado. “Foi-se o tempo e que bastava tocar o sino para atrair as pessoas”, observou dom Esmeraldo Barreto de Farias, bispo de Santarém, (PA).
          Essa advertência reforça a pregação de dom Cláudio Hummes, prefeito da Congregação para o Clero, do Vaticano, entusiasta e incentivador da Missão Continental, uma das principais conclusões da Conferência de Aparecida. “Temos de correr atrás dos católicos que abandonam a prática religiosa, porque nós os batizamos e somos responsáveis pela sua fé”, declarou em Itaici (1).
            Nosso Senhor Jesus Cristo pergunta: “Qual de vós, tendo cem ovelhas e perder uma, não abandona as noventa e nove no deserto e vai em busca daquela que se perdeu, até encontrá-la? E a chamado-a, alegre a coloca sobre os ombros e, de volta para casa, convoca os amigos e os vizinhos, dizendo-lhes: ‘Alegrai-vos comigo, porque encontrei a minha ovelha perdida!’ (Lc 15, 4-6)”.
            Temos que obedecer a ordem de Cristo. Vamos buscar os afastados da Igreja e pregar o Santo Evangelho de salvação para toda criatura (Mc 16, 15).
            Afirma São Paulo Apóstolo: “Anunciar o evangelho não é título de glória para mim; é, antes, uma necessidade que se me impões. AI DE MIM, SE EU NÃO ANUNCIAR O EVENGELHO” (1 Cor 9, 16).
            O ínclito fundador da família paulina, o Bem-aventurado Padre Tiago Alberione, dizia ser preciso ir ao encontro das pessoas, já que elas se afastaram da igreja. É preciso escancarar portas e janelas e permitir uma interação entre as pessoas “de dentro” e as “de fora”.
            Conectada com essa visão a Igreja tem condições de chegar com sua mensagem nos corações das pessoas e terá um resultado maravilhoso.

 

                                           A Igreja precisa se mexer

 

            O Concílio Vaticano II, no decreto Ad Gentes, ensina: “Cada discípulo de Cristo tem sua parte na tarefa de propagar a fé” (n.23).
Cada católico tem que ter consciência da sua responsabilidade de buscar a “ovelha perdida” e anunciar a Boa Nova de Cristo que tem poder de libertar toda criatura  da cultura de morte.
O ser humano só pode ter vida e vida com abundância no projeto do reino de Deus.
Só no fundamento da doutrina de Jesus de Nazaré, a pessoa pode e deve encontrar paz, justiça e salvação.
“No fiel cumprimento de sua vocação batismal, o discípulo deve levar em consideração os desafios que o mundo de hoje apresenta à Igreja de Jesus, entre outros: o êxodo de fieis para seitas e outros grupos religiosos; as correntes culturais contrárias a Cristo e à Igreja” (DA n.185).
A Santa Madre Igreja enfrentou e vai enfrentar sempre os grandes desafios contrários o seu projeto de paz e justiça e de vida eterna. Nada pode deter a sua missão em prol da dignidade da pessoa humana. Temos a promessa  de Jesus Cristo: “As portas do Inferno nunca prevalecerão contra ela” (Mt 16, 18).
Não podemos ter medo dos desafios e dos inimigos de Cristo e da sua Igreja.
“A fome não só destruiu a fé no Czar como também a fé em Deus”, disse com mentira, deboche e cinismo o comunista ditador soviético ateu Vladimir Lenin (1870-1924). Ele utilizou a fome como meio “didático” de transformar a sociedade a extirpar qualquer fé religiosa.
Ora, sabemos a derrota do comunismo e a morte da sua ideologia ufanista contra fé cristã.
No século XXI, temos o confronto da dissimulada Nova Era. A sua tarefa é destronar radicalmente do mundo “a fé cristã”, “a graça de Cristo, o sangue do Cordeiro Imaculado” e o “amor ao único Deus verdadeiro”.
O escritor ateu e autor do best-seller “A Bússola de Ouro”, Philip Pullman disse “Estou tentando minar as bases da fé cristã”, se referindo ao conteúdo herético de sua obra.
Diante dos desafios atrevidos e provocativos, temos que confrontá-los com mais ousadia e audácia como pede o Documento de Aparecida:      “A Igreja é chamada a repensar profundamente e a relançar com fidelidade e “audácia” sua missão nas novas circunstâncias latino-americanas e mundiais” (n. 11).
“A Igreja na América Latina precisa se mexer. A Igreja está chamada a continuar com esse estado de missão permanente de que fala Aparecida, e esta missão de ser energicamente posta em andamento, para reverter à erosão que a Igreja Latino-Americana está sofrendo, declarou Dom Antônio Arregui Yarza, arcebispo de Guayaquil e presidente da Comissão Episcopal de Comunicação de Conferência Episcopal Equatoriana, em um diálogo com a Organização Católica Latino-Americana e do Caribe de Comunicação (OCLACC)” (2).

 

CONHECER A FÉ

 

Num mundo em que vivemos com tanto conhecimento técnico e científico, da era pós-moderna e globalizada, mais do que nunca, precisamos urgente e profundamente conhecer a nossa santíssima fé.
Como é atual a exortação do apóstolo São Pedro: “Crescei na garça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo” (2 Pd 3, 18).
Atentemos para o pensamento abissal, salutar e bem oportuno do Cardeal e Arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Scherer: “O que realmente importa é que cada católico, cada batizado, seja um católico consciente, convicto, procure conhecer bem a própria fé e o significado da pertença à Igreja” (3).
No que trata de conhecer bem a própria fé, o Documento de Aparecida responde: “Para cumprir sua missão com responsabilidade pessoal, os leigos necessitam de sólida formação doutrinal, pastoral, espiritual e adequado acompanhamento para darem testemunho de Cristo e dos valores do Reino no ambiente da vida social, e econômica, política e cultural”(n. 212).
No tocante ao significado da pertença à Igreja, o mesmo Documento diz: “os fiéis leigos são “os cristãos que estão incorporados a Cristo pelo batismo que formam o povo de Deus e participam das funções de Cristo: sacerdote, profeta e rei. Realizam, segundo sua condição, a missão de todo o povo cristão na Igreja e no mundo”. São homens da Igreja no coração do mundo, e homens do mundo no coração da Igreja” (DA n. 209).

 

CONCLUSÃO

 

“Cada vez mais o mundo é hostil a santa doutrina de Cristo. O príncipe das trevas, o deus deste mundo obscureceu a inteligência, a fim de que não vejam brilhar a luz do evangelho da glória de Cristo, que á a imagem de Deus”. (2  Cor 4,4).
Todavia, não há derrotismo, não há fracasso para mensagem libertadora de Cristo. Cremos que o evangelho é à força de Deus para a salvação de todo aquele que crê (Rm 1,16).
Temos ciência dos grandes desafios levantados pelos inimigos de Cristo e sua Igreja, como: o avalanche das seitas, cultura de morte, projeto de demolição da moral cristã, morte da consciência evangélica e a negação do amor ao verdadeiro Deus Criador.
Os desafios existem para serem vencidos. Como são gloriosos os confrontos, tendo em vista a verdade e a salvação das almas.
Para o verdadeiro católico, ciente da sua responsabilidade, diante da Santíssima Trindade e da Igreja, nada pode lhe coibir de buscar seus irmãos afastados, feridos e excluídos ao rebanho do Bom Pastor.

 

 

REFERÊNCIAS

 

(1)    Mundo e Missão, abril de 2008, p.10.

(2)    ZENIT.org. 10/03/2008.

(3)    Brasil Cristão, março de 2008. p. 7.

Pullman, Philip. A Bússola de Ouro, Rio de Janeiro: Objetiva, 2008.


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PERTURBAÇÕES DAS SEITAS

            Vivemos em um mundo cheio de religiões, denominações seitas e heresias.

            Há religiões de adeptos que promovem terrorismo e guerras, denominações que glorificam o pecado da divisão, seitas que perturbam a paz social, familiar, eclesial e causam escândalos, principalmente pelo cisma, e as heresias causam contendas no Corpo de Cristo.

            Tudo isso cria uma confusão danada na cabeça das pessoas que não tem conhecimento bíblico e teológico.

            Poucas décadas após a morte dos santos apóstolos, as divisões já se haviam acontecido na Igreja de Cristo. O historiador americano Will Durant escreve: “O próprio Celso (inimigo do cristianismo, do segundo século) havia sarcasticamente notado que os cristãos ‘se dividiam em muitas facções, cada um desejando ter a sua própria igreja”.

Por volta do ano 187, Santo Irineu de Lião (140? - 203), denunciava, vinte variedades de seitas. Já no ano 384, Santo Epifânio ( † 403), grande lutador contra as heresias, menciona oitenta seitas”.

Esse jamais foi o projeto de Jesus Cristo, e sim do diabo. Cristo trabalhou e orou para que todos sejam um (Jo 17, 21). O diabo trabalha para matar, roubar e destruir (Jo 10, 10).

O jornalista americano James A. Haught escreveu: “Apesar da crença universal de que a religião torna as pessoas ‘boas’, é obvio que ela faz com que algumas pessoas cometam atrocidades”. Esse é o papel da falsa religião, que tem como chefe superior o diabo.

 

LÍDERES PERNICIOSOS

         São Pedro Apóstolo já tinha profetizado a corja de líderes falsos. “Houve, contudo, também  falsos profetas no seio do povo, como haverá entre vós falsos mestres, os quais trarão heresias perniciosas, negando o Senhor que os resgatou e trazendo sobre si repentina destruição. Muitos seguirão as suas doutrinas dissolutas” (1 Pd 2, 1.2).

        Na força do diabo tem de levantado líderes religiosos com poder político, financeiro e de comunicação eletrônica, promotores de doutrinas perniciosas, de escândalos sexuais, de cismas, de corrupção, de fausto e de luxúria.

        Vejamos na reportagem a prática perniciosa desses líderes.

“A Vigilância Sanitária do município do Rio de Janeiro decidiu recolher uma amostra do suposto óleo sagrado que a na cura da ‘dengue’ e que está sendo distribuído durante os cultos de domingo na sede de uma denominação neopentecostal em Del Castilho. Além do óleo,  oferecido em copinhos, panfletos divulgados pelo publicitário Antônio Pedro Tabet no site Kibeloco e reproduzidos no GLOBO convidam os fiéis para o culto e diz que eles receberão “um cálice com óleo santo, para que todos sejam livres desta epidemia” (1). Que Horror!”

       O povo vive tremendamente, enganados e escravizados por esses líderes fraudulentos.

      Cabe a cada cristão verdadeiro pregar urgentemente o Santo Evangelho Libertador de Cristo, que tem poder de libertar o ser humano desses perigosos apóstolos de Satanás. “Procurai convencer os hesitantes; a outros procurai salvar, arrancando-os do fogo; de outros ainda tende misericórdia, mas com temor, aborrecendo a própria veste manchada pela carne” (Judas vv. 22 e 33).

       Dizia Santo Tomás de Aquino: “Levar os homens à verdade é o maior beneficio que se pode prestar aos outros”.

       No Antigo Testamento, Deus deu a Lei ao seu povo para não cair nas garras da diabólica idolatria (Ex 20, 1-5). Porque por detrás dessa terrível prática, existiam líderes que lucravam com o comércio de ídolos e fazia desviar o povo do culto ao único e verdadeiro Deus.

      No Novo Testamento, Cristo ensinou os apóstolos à guardarem seus mandamentos e pregar a Boa Nova sem fins lucrativos (Cf. Mt 10, 7-10).

Para a Igreja foi ensinado a ser fiel a doutrinas dos santos apóstolos (At 2, 42; 2 Tm 1, 12-14).

O diabo tem lutado terrivelmente nesses últimos dias contra os fieis cristãos para fazê-los quebrar a fidelidade da unidade da Santa Madre Igreja. Mas temos a promessa de Jesus Cristo: “As portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16, 18).

 
FALTA AMOR EVANGÉLICO

 

O pregador da Casa Pontifícia, o erudito Padre Raniero Cantalamessa afirma em sua pregação sobre seitas:

1.    O amor evangélico é o grande ausente das seitas.
2. São visionários fanáticos ou astutos aproveitadores que abusam da boa vontade e da ingenuidade das pessoas. Eu me refiro aos fundadores ou chefes de seitas religiosas que estão por ai.
3. As verdadeiras seitas são reconhecidas por algumas características. Antes de tudo, quanto ao conteúdo do seu credo, não compartilham pontos essenciais de fé cristã, como a divindade de Cristo e a Trindade; ou misturam com doutrinas cristãs elementos alheios incompatíveis com elas, como a reencarnação.  Quanto aos métodos, são literalmente <<ladrões de ovelhas>>, no sentido de que tentam por todos os meios arrancar os fiéis da sua Igreja de origem torná-los adeptos da sua seita.
4. Geralmente são agressivos e polêmicos. Mais do que propor conteúdos próprios, passam o tempo acusando, polemizando contra a Igreja, Nossa Senhora e em geral tudo o que é católico. Estamos, com isso, nas antípodas do Evangelho de Jesus, que é amor doçura, respeito pela liberdade dos outros. O amor evangélico é o grande ausente das seitas.
5. Jesus nos deu um critério seguro de reconhecimento: << Guardai-vos dos falsos profetas que vêm a vós disfarçados de ovelhas, mas por dentro são lobos ferozes. Pelos seus frutos os reconhecereis>> (Mt 7, 15). E os frutos mais comuns da passagem das seitas são as famílias destruídas, fanatismo, expectativas apocalípticas do fim do mundo, regularmente desmentidas pelos fatos.
6. Existe outros tipos de seitas religiosas, nascidas do mundo cristão, em geral importadas do Oriente. Ao contrário das primeiras, não são agressivas; elas se apresentam com <<fantasia de cordeiro>>, pregando o amor por todos, pela natureza, pela busca do eu profundo. São formações freqüentemente sincretistas, ou seja, que agrupam elementos de diversas procedências religiosas, como no caso da Nova Era. O imenso prejuízo espiritual para quem se deixa convencer por esses novos messias é que perde Jesus Cristo e, com Ele, essa <<vida em abundância>> que Ele veio trazer.
7. Algumas dessas seitas são perigosas também no campo da saúde mental e da ordem pública. Os recorrentes casos de seqüestros e suicídios coletivos nos advertem até onde pode levar o fanatismo do chefe de uma seita.

      Atentemos com muito respeito à exortação do Revmº Padre Cantalamessa, o Pregador do Papa: “Quando se fala de seitas, no entanto, devemos recitar também um <<meã culpa>>. Com freqüência, as pessoas acabam em alguma seita pela necessidade de sentir o calor e o apoio humano de uma comunidade que não encontraram em sua paróquia.” (2).

CONCLUSÃO

Vivemos entre:

Ovelhas e lobos
Bons e ruins
Sadios e psicopatas
Santos e profanos
Salvos e perdidos
Crentes e incréus
Deus e o diabo
Igreja e seitas 

                                         O maior bem do sacerdote

 
        O maior investimento que um sacerdote católico pode fazer em prol dos seus fiéis é deixá-los bem formados e informados sobre os perigos das seitas.

                                           Ser católico verdadeiro

 O católico que não é fiel a TRADIÇÃO da Santa Igreja Católica cai em TRAIÇÃO.
O católico que não se APROFUNDA na doutrina católica se AFUNDA em heresias.
O católico que vive criticando a Igreja e crendo em FANTASIAS é um forte candidato à APOSTASIA.
O católico que é relaxado nos SACRAMENTOS vive uma vida de TORMENTOS.
Quem não é um fiel SECRETÁRIO da fé católica é um verdadeiro SECTÁRIO.
Quem não ACEITA a unidade da verdade católica a SEITA a mentira dos cismáticos.
Quem tarda dar os dízimos em sua comunidade, mais CEDO pagou o pedágio a MACEDO.
     “Nossa maior ameaça “é o medíocre pragmatismo da vida cotidiana da Igreja, no qual, aparentemente, tudo procede com normalidade, mas na verdade a fé vai se desgastando e degenerando em mesquinhez” (DA n.12)”.
      No mundo em que vivemos, tomado pelo pluralismo religioso, pela cultura do engano sincretista e pelo relativismo, não há espaço para o católico, medíocre, ingênuo, superficial, boçal e irresponsável com as práticas do reino de Deus.

 

 
Pe. Inácio Jose do Vale
Pároco da Paróquia São Paulo Apóstolo
Siderlândia-Volta Redonda-RJ
Professor de História da Igreja
Faculdade de Teologia de Volta Redonda
E-mail: pe.inaciojose.osbm@hotmail.com

 

REFERÊNCIAS

 

(1)   O Globo, 16/04/2008, p.19.

(2)   ZENIT.org.  – Roma, 11/04/2008.

 Durant, Will. Caesar and Christ, NY, MJF Book, 1950.

 Aquino, Felipe Rinaldo Queiroz de. Na Escola dos Santos Doutores, Lorena: Cléofas, 1196.


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