"A igreja Universal tem uma grande dívida de gratidão para com todos os Monges" O Monaquismo,oriental juntamente com o ocidental, constitui um grande dom para toda a Igreja"(Papa João Paulo II Rivola -Bulgária 27-05-2002). "O Monge é memória evangélica para os cristãos e para mundo" (Papa João Paulo II Rivola -Bulgária 27-05-2002)

Ano: IV Edição: Mensal  N°:  LII           Mês: Fevereiro de  2008.

Informativo Oficial da Congregação Monástica de Santa Cecilia

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Pe. Inácio José do Vale - Professor de História da Igreja e da Teologia
O brilho e beleza mística de um trabalho resplandecem nas mãos de quem o faz orando.


PALAVRA DO PAPA SOBRE AS SEITAS

 

            “O sucesso das seitas demonstra, por um lado, que há uma difundida sede de Deus, uma sede de religião; as pessoas querem estar próximas de Deus e procuram entrar em contato com Ele. E naturalmente, por outro, aceitam também quem se apresentam a prometer soluções para os seus problemas de vida diária. Nós, como Igreja Católica, temos o dever de praticar precisamente aquela que á a finalidade de V. Conferência, seja ser mais missionários e, portanto mais dinâmicos, Estamos conscientes de que juntamente com esta resposta à sede de Deus, devemos ajudá-los a encontrar as condições de vida justas quer a nível microeconômico, nas situações extremamente concretas como fazem as seitas, quer no plano macroeconômico, pensando inclusive em todas as exigências da justiça”. (Entrevista concedida pelo Santo Padre Bento XVI aos jornalistas durante o vôo para o Brasil, 09/05/2007).

            “Entre os problemas que afligem a vossa solicitude pastoral está sem dúvida, a questão dos católicos que abandonaram a vida eclesial. Parece claro que a causa principal, dentre outras, deste problema, possa ser atribuída à falta de uma evangelização em que Cristo e a sua Igreja estejam no centro de toda explanação. As pessoas mais vulneráveis ao proselitismo agressivo das seitas – que é motivo de justa preocupação – incapazes de resistir às investidas do agnosticismo, do relativismo e do laicismo são geralmente os batizados não suficientemente evangelizados, facilmente influenciáveis porque possuem uma fé fragilizada e, por vezes, confusa, vacilante e ingênua, embora conservem uma religiosidade inata.

            É necessário, portanto, encaminhar a atividade apostólica como uma verdadeira missão dentro do rebanho que constitui a Igreja Católica no Brasil, promovendo uma evangelização metódica e capilar em vista de uma adesão pessoal e comunitária a Cristo. Trata-se efetivamente de não poupar esforços na busca dos católicos afastados e daqueles que pouco ou nada conhecem sobre Jesus Cristo, através de uma pastoral da acolhida que os ajude a sentir a Igreja como lugar privilegiado do encontro com Deus e mediante um itinerário catequético permanente”.(Discurso do Papa Bento XVI aos bispos do Brasil na Catedral da Sé, 11/05/2007).

            “Percebe-se com tudo um certo enfraquecimento da vida cristã no conjunto da sociedade e da própria pertença à Igreja Católica, devido ao secularismo, ao hedonismo, ao indiferentismo e ao proselitismo de numerosas seitas, de religiões animistas e de novas expressões pseudo-religiosas”. (Homilia do Papa Bento XVI, na abertura da Conferência de Aparecida, 13/05/2007).

 

                                                A Riqueza da Igreja Católica

 

            Como é colossal a explanação que faz o Papa Bento XVI da Santa Igreja Católica. Realmente, a Igreja Católica é detentora de toda riqueza espiritual. Temos tudo na santa Madre Igreja. Seu patrimônio de fé é impar. Sua história é única e abissal. Historiadores jamais podem alcançar sua profundidade histórica. Sua doutrina é a construção mais elevada da dignidade da pessoa humana.

            Afirma o Pastor Universal, o Santo Padre Bento XVI:

            “Queridos homem e mulheres da América Latina sei que tendes uma grande sede de Deus. Sei que seguis Àquele Jesus, que disse << Ninguém vai ao Pai senão por mim >>  (Jo 14,6). Por isso o Papa quer dizer todos A Igreja é nossa casa! Esta é a nossa casa! Na Igreja Católica temos tudo o que é de bom, tudo o que é motivo de segurança e de consolo! Quem aceita a Cristo: << Caminho, Verdade e Vida>>, em sua totalidade, tem garantia a paz e a felicidade, nesta e na outra vida! Por isso, o Papa veio aqui para rezar e confessar com todos vós: vale a pena ser fiéis, vale a pena perseverar na própria fé! Mas a coerência na fé necessita também uma sólida formação doutrinal e espiritual, contribuindo assim à construção de uma sociedade mais justa, mais humana e cristã. O Catecismo da Igreja Católica, inclusive em sua versão mais reduzida, publicada com o título de Compêndio, ajudará a ter noções claras sobre a nossa fé”. (Discurso de Bento XVI após a Oração do Santo Rosário com os sacerdotes e religiosos no Santuário de Nossa Senhora Aparecida, 12/05/2007).

            O sucessor de São Pedro Apóstolo, convoca a todos que amam a riqueza da Santa Madre Igreja, a propagar a verdade evangélica com todas as forças:

            “Uma missão evangelizadora que convoque todas as forças vivas deste imenso rebanho. Meu pensamento dirige-se, portanto, aos sacerdotes, religiosos, religiosas e leigos que se prodigalizam, muitas vezes com imensas dificuldades, para a difusão da verdade evangélica. Dentre eles, muitos colaboram ou participam ativamente nas Associações, nos Movimentos e em outras novas realidades eclesiais que, em comunhão com seus Pastores e de acordo com as orientações  diocesanas, levam sua riqueza espiritual, educativa e missionária ao coração da Igreja, como preciosa experiência e proposta de vida cristã”. (Discurso de Bento XVI aos bispos do Brasil na Catedral da Sé, 11/05/2007).

            Com amor e incentivo exorta o Santo Padre: “Sede discípulos fiéis, para ser missionários valentes e eficazes”.


SEITAS: O DESAFIO PARA FÉ CATÓLICA

            A religião cristã que mais cresce no mundo é a evangélica. No Brasil, seus adeptos representam, hoje 18% da população – há duas décadas, essa cifra era de 7%. O crescimento do rebanho evangélico é igualmente expressivo em países da Ásia, como Coréia do Sul, Indonésia e Cingapura, na América Central e até mesmo no Leste Europeu. A evidência mais pujante do avanço dos evangélicos são os megatemplos construídos nos últimos anos para sediar seus cultos. Com o objetivo de atender aos ritos animadíssimos comandados pelos pastores, os novos templos são verdadeiras casas de espetáculos, com sistemas de som e luz semelhantes aos dos shows de rock e telões que garantem uma visão perfeita de tudo o que acontece nos cultos.

            Nos Estados Unidos, as correntes evangélicas com templos gigantes, como o de Lakewood, em Houston, no Texas, tem capacidade para abrigar 16000 pessoas e recebe uma média de 40.000 fiéis por semana. Foram as que mais cresceram nos últimos cinco anos. Hoje, existem 55 santuários semelhantes ao de Lakewood no país.

            A tendência dos santuários gigantes também tomou conta de outros países. Na Guatemala, foi inaugurado recentemente o templo Mega Fráter, com capacidade para 12.000 pessoas. Em El Salvador, a Igreja de Cristo Elim Central possui um templo gigante instalado na capital do país. 

            A igreja Elim, em San Salvador, capital de El Salvador, semanalmente, mais de 100 mil pessoas se ajuntam para os cultos.

            As congregações evangélicas brasileiras não ficam atrás. A sede da Igreja Universal do Reino de Deus, no Rio de Janeiro, abriga 12.000 fiéis, enquanto o Templo da Glória, da Igreja Pentecostal Deus É Amor, em São Paulo, pode receber 60.000 fiéis sentados ou em pé.

            Os megatemplos evidenciam a intenção das congregações de fazer do local de oração parte do dia-a-dia das pessoas, e não apenas um lugar para freqüentar aos domingos. Além das escolas religiosas infantis, tradicionais nas Igrejas Evangélicas, os santuários gigantes oferecem infra-estrutura que mais se parece com a de um câmpus universitário.  

            Entre as correntes evangélicas, a que mais cresce no mundo é a pentecostal. Na Coréia do Sul, um em cada vinte moradores da capital, Seul, pertence à pentecostal Yoido Full Gospel. A igreja, cujos primeiros cultos foram realizados numa simples tenda em 1958, hoje possui mais de 830.000 membros e um megatemplo com capacidade para 12.000 pessoas. Boa parte desse crescimento pode ser atribuída à transmissão dos cultos pela TV, recurso recorrente das igrejas pentecostais. Em Seul, a pregação do pastor David (Paul) Yonggi Cho, líder da Yoido, é transmitida para dezenas de milhões de pessoas no mundo todo pela TV e pela internet, com tradução simultânea em oito idiomas. São recursos como esse que empurram a expansão dos evangélicos (1).

 

                                                           Como responder a este desafio?

            Nossa missão hoje em dia é formar agentes multiplicadores de evangelização e oferecer caminhos aos leigos para que saibam defender sua fé. A isto todos somos chamados. Nesta tarefa devemos evitar extremos, por um lado à intolerância ou agressividade e, por outro, o derrotismo e uma passiva resignação. É difícil definir as seitas. São muitas variadas. Costumam pregar uma piedade fácil e desencarnada, e sem nenhuma relação com os grandes problemas econômicos, sociais e políticos que afetam nosso continente. Em suas pregações costuma estar ausente a denuncia profética.

            Não é assim na Igreja Católica, que convencida de que não se pode amar Deus sem o amor prático ao homem concreto, pregou o compromisso social e o respeito aos direitos da pessoa humana, motivo pelo qual sofreu muitas vezes o menosprezo dos grandes e poderosos deste mundo.

            Para citar alguns exemplos de sua expansão, recordemos que no Chile, muitos militares abandonaram a Igreja Católica para aderir às seitas – com a complacência de Pinochet – por causa do compromisso da Igreja com os Direitos Humanos. Na Argentina em 1980 encontravam-se inscritos no registro de cultos mais de 800 grupos de seitas. Segundo o Padre Oscar Quevedo, SJ, existem no Brasil, mais de 56 mil seitas e religiões.

            Na Guatemala, Porto Rico, Honduras e toda América Central se duplicou e triplicou a deserção para as seitas. No Uruguai, o governo militar deu caminho livre à seita Moon que se instalou no centro de Montevidéu com aplicações superiores a 200 milhões de dólares. Na Bolívia, Garcia Meza obteve da seita Moon a ajuda para apoderar-se do poder e pouco tempo depois todos os oficiais foram chamados a assistir a cursos de mentalização. Outra causa da expansão das seitas foi à ignorância religiosa de muitos católicos.

            São muitas as pessoas que não tiveram acesso a nenhuma cultura religiosa e à primeira sacudida trocam de religião. As seitas aproveitaram além disso os grandes vazios da Igreja Católica que por falta de meios e de pessoas se vê obrigada a deixar grandes áreas com escassa ou nenhuma atenção religiosa.

       

Eis aqui mais alguns dados sobre o progresso das seitas: 

 

            - Na América Latina a cada hora, 400 pessoas abandonam a Igreja Católica;

            - Na Guatemala 25% da população já é evangélica;

            - No Salvador cerca de 30% dos católicos já passaram para as seitas;

            - No México em 1970 os evangélicos eram 880.000, hoje são perto de 5.000.000.

            Sem dúvida que um dos maiores desafios que a Igreja Católica enfrenta é o avanço das seitas que vão tomando um enorme ritmo de crescimento.

            No México, entre os católicos, tem surgido um movimento chamado APÓSTOLOS DA PALAVRA que desde o ano 1983 estão trabalhando eficientemente e onde eles estão presentes às seitas não avançam e está começando um retorno para a Igreja Católica.

            A estratégia consiste num processo que leva a incorporar a APOLOGÉTICA em todas as estruturas diocesanas e paroquiais. Desta forma se tem conseguido fortalecer a identidades católica de milhões de católicos fazendo que cada um conheça a sua Igreja e com a Bíblia na mão saiba doar uma resposta aos injustos ataques das seitas. Esta obra é impulsionada pelo Padre Flabiano Amatulli e conta com a bênção do Papa (2).

           

Estatísticas Imprecisas 

            Uma pesquisa feita pelo respeitado Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV), do Rio de Janeiro, confirma que os Evangélicos estão em plena expansão, somando 12,49% de pentecostais e 5,39% dos tradicionais entre a população. A pesquisa Economia das religiões: mudanças recentes foi realizadas a partir dos dados do Censo de 2000 e da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF, 2003). A projeção para este ano, segundo os pesquisadores, é de que o Brasil, com uma população hoje de mais de 188 milhões de habitantes, teria 139,4 milhões de católicos e 43,64 milhões de evangélicos. Esse crescimento evangélico teria como um dos fatores motivadores a grande oferta de ministros. Segundo a mesma pesquisa, há 18 vezes mais pastores por evangélico do que padres e freiras por católico – ou uma proporção de cerca de 3,7 pastores para cada padre.

            As estatísticas são inequívocas. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), há mais de 20 anos, quase 90% da população brasileira se dizia católica, uma diferença gritante em relação aos evangélicos. Na virada do século, o número de crentes já havia crescido consideravelmente, representando cerca de 16% dos brasileiros. Atualmente, de acordo com o Instituto Datafolha, os evangélicos já chegam a 22% da população, ou seja, cerca de 40 milhões de pessoas. O Departamento de Pesquisas da Servindo Pastores e Líderes (Sepal), vai ainda além. De acordo com a entidade, sediada em São Paulo, o crescimento atual do segmento é da ordem de 7.5%, o que, se mantido nas próximas décadas, fará com que metade do país seja evangélica em meados deste século.

            “O proselitismo agressivo e o fascínio que esses grupos despertam fazem com que a Igreja tenha seu rebanho de fiéis cada vez menor”, alertou o cardeal Walter Kasper, presidente do Pontifício Conselho para a Unidade de Cristãos, em sua passagem por Buenos Aires, na Argentina, em outubro passado. (3). 

 

Conclusão

            “Nas últimas décadas, vemos com preocupação, por um lado, que numerosas pessoas perdem o sentido transcendental de suas vidas e abandonam as práticas religiosas; e, por outro lado, que significativo número de católicos estão abandonando a Igreja para entrar em outros grupos religiosos. Ainda que este seja um problema real em todos os países latino-americanos e caribenhos, não existe homogeneidade no que se refere a suas dimensões e sua diversidade”, (Documento de Aparecida Nº 100 F).
            “A Igreja Católica é a única coisa que salva o homem da degradante escravidão de ser um filho de sua época”, dizia esplendidamente o renomado escritor inglês Gilbert Keith Chesterton (1874-1936), explicando os caminhos da conversão. Chesterton foi um ex-protestante convertido ao Catolicismo.
            O nosso desafio é levar toda verdade da Igreja: Una, Santa, Católica e Apostólica ao homem que está escravizado pelas religiões, seitas e heresias.
            A nossa época é marcada pelo tsunami das seitas e pelo terremoto das heresias. Só a Igreja Católica é terra firme de salvação.
            Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo...

 

           Referências

 

(1)   Veja, 05/12/2007, pp.128-132.

(2)   Sureda, Irmã Pilar. Sureda, Pe. Pedro. Sureda, Pe. Miguel Jordá. Saiba Defender Sua Fé Católica, Londrina: Grafmark, 2003, pp.184 e 191.

(3)   Eclésia, Ano 11, Nº 121, p. 36.

Revista Igreja, agosto-setembro de 2007 pp.43 e 47.

    Bettencourt, Estêvão. Igreja Católica, denominações cristãs e correntes religiosas,    Aparecida: Santuário, 1999. 




PALESTRAS SOBRE SEITAS

COMO RESPONDER OS ATAQUES DAS SEITAS

 

 

 

“Estando sempre prontos a dar razão da vossa esperança a todo aquele que vo-la pede”. (1 Pd 3,15).

 

“Não penses que as heresias são fruto de mentes obtusas. É necessário uma mente brilhante para conceber e gerar uma heresia. Quanto maior o brilho da mente, maiores as suas aberrações”.

Santo Agostinho (354 - 430)

Bispo e Doutor da Igreja

 

“Nas últimas décadas, vemos com preocupação, por um lado, que numerosas pessoas perdem o sentido transcendental de suas vidas e abandonam as práticas religiosas; e, por outro lado, que significativo número de católicos estão abandonando a Igreja para entrar em outros grupos religiosos”. (Documento de Aparecida Nº 100 F).

 

 Padre Inácio José do Vale

Palestrante

Temas:

 

Definição de seitas – Crescimento das seitas – As imagens – Os santos – Maria – Eucaristia – Batismo de crianças – Purgatório – O anticristo – A besta e a babilônia – A reza Católica – O terço – O sábado ou o domingo – Jesus fundou a Igreja ou as Igrejas – A Bíblia católica e a protestante – A cruz – O celibato – A Tradição e o Magistério – Teologia da Prosperidade - O dízimo e as ofertas – São iguais todos as religiões – O ecumenismo – A Nova Era – A inquisição – O fim do mundo.  

 

Ferramentas para o católico conhecer e defender a sua santíssima fé.

 
1 – Catecismo da Igreja Católica.

2 – Compêndio do Catecismo.

3 – Sou católico – Vivo a minha fé. Publicado pela CNBB.

4 – Documento de Aparecida.

5 – Igreja Católica, denominações cristãs e correntes religiosas, Dom Estêvão Bettencourt, Ed. Santuário.    

6 – Falsas Doutrinas, seitas e religiões, Prof. Felipe Aquino,  Ed.Cléofas.

7 – Saiba Defender Sua Fé Católica, Pe. Miguel, Irmã Pilar e Pe.

Pedro, Ed. Grafmark.

 

SEITAS: O DESAFIO PARA FÉ CATÓLICA

            A religião cristã que mais cresce no mundo é a evangélica. No Brasil, seus adeptos representam, hoje 18% da população – há duas décadas, essa cifra era de 7%. O crescimento do rebanho evangélico é igualmente expressivo em países da Ásia, como Coréia do Sul, Indonésia e Cingapura, na América Central e até mesmo no Leste Europeu. A evidência mais pujante do avanço dos evangélicos são os megatemplos construídos nos últimos anos para sediar seus cultos. Com o objetivo de atender aos ritos animadíssimos comandados pelos pastores, os novos templos são verdadeiras casas de espetáculos, com sistemas de som e luz semelhantes aos dos shows de rock e telões que garantem uma visão perfeita de tudo o que acontece nos cultos.

            Nos Estados Unidos, as correntes evangélicas com templos gigantes, como o de Lakewood, em Houston, no Texas, tem capacidade para abrigar 16000 pessoas e recebe uma média de 40.000 fiéis por semana. Foram as que mais cresceram nos últimos cinco anos. Hoje, existem 55 santuários semelhantes ao de Lakewood no país.

            A tendência dos santuários gigantes também tomou conta de outros países. Na Guatemala, foi inaugurado recentemente o templo Mega Fráter, com capacidade para 12.000 pessoas. Em El Salvador, a Igreja de Cristo Elim Central possui um templo gigante instalado na capital do país. 

            A igreja Elim, em San Salvador, capital de El Salvador, semanalmente, mais de 100 mil pessoas se ajuntam para os cultos.

            As congregações evangélicas brasileiras não ficam atrás. A sede da Igreja Universal do Reino de Deus, no Rio de Janeiro, abriga 12.000 fiéis, enquanto o Templo da Glória, da Igreja Pentecostal Deus É Amor, em São Paulo, pode receber 60.000 fiéis sentados ou em pé.

            Os megatemplos evidenciam a intenção das congregações de fazer do local de oração parte do dia-a-dia das pessoas, e não apenas um lugar para freqüentar aos domingos. Além das escolas religiosas infantis, tradicionais nas Igrejas Evangélicas, os santuários gigantes oferecem infra-estrutura que mais se parece com a de um câmpus universitário. 

            Entre as correntes evangélicas, a que mais cresce no mundo é a pentecostal. Na Coréia do Sul, um em cada vinte moradores da capital, Seul, pertence à pentecostal Yoido Full Gospel. A igreja, cujos primeiros cultos foram realizados numa simples tenda em 1958, hoje possui mais de 830.000 membros e um megatemplo com capacidade para 12.000 pessoas. Boa parte desse crescimento pode ser atribuída à transmissão dos cultos pela TV, recurso recorrente das igrejas pentecostais. Em Seul, a pregação do pastor David (Paul) Yonggi Cho, líder da Yoido, é transmitida para dezenas de milhões de pessoas no mundo todo pela TV e pela internet, com tradução simultânea em oito idiomas. São recursos como esse que empurram a expansão dos evangélicos (1).

 

Como responder a este desafio? 

            Nossa missão hoje em dia é formar agentes multiplicadores de evangelização e oferecer caminhos aos leigos para que saibam defender sua fé. A isto todos somos chamados. Nesta tarefa devemos evitar extremos, por um lado à intolerância ou agressividade e, por outro, o derrotismo e uma passiva resignação. É difícil definir as seitas. São muitas variadas. Costumam pregar uma piedade fácil e desencarnada, e sem nenhuma relação com os grandes problemas econômicos, sociais e políticos que afetam nosso continente. Em suas pregações costuma estar ausente a denuncia profética.

            Não é assim na Igreja Católica, que convencida de que não se pode amar Deus sem o amor prático ao homem concreto, pregou o compromisso social e o respeito aos direitos da pessoa humana, motivo pelo qual sofreu muitas vezes o menosprezo dos grandes e poderosos deste mundo.

            Para citar alguns exemplos de sua expansão, recordemos que no Chile, muitos militares abandonaram a Igreja Católica para aderir às seitas – com a complacência de Pinochet – por causa do compromisso da Igreja com os Direitos Humanos. Na Argentina em 1980 encontravam-se inscritos no registro de cultos mais de 800 grupos de seitas. Segundo o Padre Oscar Quevedo, SJ, existem no Brasil, mais de 56 mil seitas e religiões.

            Na Guatemala, Porto Rico, Honduras e toda América Central se duplicou e triplicou a deserção para as seitas. No Uruguai, o governo militar deu caminho livre à seita Moon que se instalou no centro de Montevidéu com aplicações superiores a 200 milhões de dólares. Na Bolívia, Garcia Meza obteve da seita Moon a ajuda para apoderar-se do poder e pouco tempo depois todos os oficiais foram chamados a assistir a cursos de mentalização. Outra causa da expansão das seitas foi à ignorância religiosa de muitos católicos.

            São muitas as pessoas que não tiveram acesso a nenhuma cultura religiosa e à primeira sacudida trocam de religião. As seitas aproveitaram além disso os grandes vazios da Igreja Católica que por falta de meios e de pessoas se vê obrigada a deixar grandes áreas com escassa ou nenhuma atenção religiosa.

      

Eis aqui mais alguns dados sobre o progresso das seitas:

 

            - Na América Latina a cada hora, 400 pessoas abandonam a Igreja Católica;

            - Na Guatemala 25% da população já é evangélica;

            - No Salvador cerca de 30% dos católicos já passaram para as seitas;

            - No México em 1970 os evangélicos eram 880.000, hoje são perto de 5.000.000.

            Sem dúvida que um dos maiores desafios que a Igreja Católica enfrenta é o avanço das seitas que vão tomando um enorme ritmo de crescimento.

            No México, entre os católicos, tem surgido um movimento chamado APÓSTOLOS DA PALAVRA que desde o ano 1983 estão trabalhando eficientemente e onde eles estão presentes às seitas não avançam e está começando um retorno para a Igreja Católica.

            A estratégia consiste num processo que leva a incorporar a APOLOGÉTICA em todas as estruturas diocesanas e paroquiais. Desta forma se tem conseguido fortalecer a identidades católica de milhões de católicos fazendo que cada um conheça a sua Igreja e com a Bíblia na mão saiba doar uma resposta aos injustos ataques das seitas. Esta obra é impulsionada pelo Padre Flabiano Amatulli e conta com a bênção do Papa (2).

 

Estatísticas Imprecisas 

            Uma pesquisa feita pelo respeitado Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV), do Rio de Janeiro, confirma que os Evangélicos estão em plena expansão, somando 12,49% de pentecostais e 5,39% dos tradicionais entre a população. A pesquisa Economia das religiões: mudanças recentes foi realizadas a partir dos dados do Censo de 2000 e da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF, 2003). A projeção para este ano, segundo os pesquisadores, é de que o Brasil, com uma população hoje de mais de 188 milhões de habitantes, teria 139,4 milhões de católicos e 43,64 milhões de evangélicos. Esse crescimento evangélico teria como um dos fatores motivadores a grande oferta de ministros. Segundo a mesma pesquisa, há 18 vezes mais pastores por evangélico do que padres e freiras por católico – ou uma proporção de cerca de 3,7 pastores para cada padre.

            As estatísticas são inequívocas. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), há mais de 20 anos, quase 90% da população brasileira se dizia católica, uma diferença gritante em relação aos evangélicos. Na virada do século, o número de crentes já havia crescido consideravelmente, representando cerca de 16% dos brasileiros. Atualmente, de acordo com o Instituto Datafolha, os evangélicos já chegam a 22% da população, ou seja, cerca de 40 milhões de pessoas. O Departamento de Pesquisas da Servindo Pastores e Líderes (Sepal), vai ainda além. De acordo com a entidade, sediada em São Paulo, o crescimento atual do segmento é da ordem de 7.5%, o que, se mantido nas próximas décadas, fará com que metade do país seja evangélica em meados deste século.

            “O proselitismo agressivo e o fascínio que esses grupos despertam fazem com que a Igreja tenha seu rebanho de fiéis cada vez menor”, alertou o cardeal Walter Kasper, presidente do Pontifício Conselho para a Unidade de Cristãos, em sua passagem por Buenos Aires, na Argentina, em outubro passado. (3). 

 

Conclusão

            “Nas últimas décadas, vemos com preocupação, por um lado, que numerosas pessoas perdem o sentido transcendental de suas vidas e abandonam as práticas religiosas; e, por outro lado, que significativo número de católicos estão abandonando a Igreja para entrar em outros grupos religiosos. Ainda que este seja um problema real em todos os países latino-americanos e caribenhos, não existe homogeneidade no que se refere a suas dimensões e sua diversidade”, (Documento de Aparecida Nº 100 F).

            “A Igreja Católica é a única coisa que salva o homem da degradante escravidão de ser um filho de sua época”, dizia esplendidamente o renomado escritor inglês Gilbert Keith Chesterton (1874-1936), explicando os caminhos da conversão. Chesterton foi um ex-protestante convertido ao Catolicismo.

            O nosso desafio é levar toda verdade da Igreja: Una, Santa, Católica e Apostólica ao homem que está escravizado pelas religiões, seitas e heresias.

            A nossa época é marcada pelo tsunami das seitas e pelo terremoto das heresias. Só a Igreja Católica é terra firme de salvação.

            Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo...

 
             Referências

(1)   Veja, 05/12/2007, pp.128-132.

(2)   Sureda, Irmã Pilar. Sureda, Pe. Pedro. Sureda, Pe. Miguel Jordá. Saiba Defender Sua Fé, Católica, Londrina: Grafmark, 2003, pp.184 e 191.

(3)   Eclésia, Ano 11, Nº 121, p. 36.

Revista Igreja, agosto-setembro de 2007 pp.43 e 47.

    Bettencourt, Estêvão. Igreja Católica, denominações cristãs e correntes religiosas,    Aparecida: Ed. Santuário, 1999. 

A PRAGA DAS SEITAS 

 

 

“O Espírito diz expressamente que nos últimos tempos alguns renegarão a fé, dando atenção a espíritos sedutores e a doutrinas demoníacas” (I Tm 4,1).

            Segundo Marilyn McGuire, diretora executiva da “New Age Publishing and Retailing Alliance”, existem cerca de 2.500 livrarias sobre ocultimo nos Estados Unidos e mais de 3.000 editores de livros e revistas de ocultismo. As vendas de livros da Nova Era em essencial são calculados em um bilhão de dólares por ano. Isso torna o movimento da Nova Era uma indústria multibilionária, e tais indústrias recebem a atenção das empresas e das autoridades americanas (1).

            Segundo o padre Oscar Quevedo, SJ, estudioso das seitas, só no Brasil existem mais de 56 mil seitas e religiões.

            O Papa João Paulo II chegou a dizer a um grupo de Bispos do Brasil em Roma, em 1995, que as seitas, “se espalham na América Latina como uma mancha de óleo, ameaçando fazer ruir as estruturas de fé de muitas nações” (2).

           O QUE É UMA SEITA 

 
Dave Breese em seu livro ‘Conheça as Marcas da Seita’, define o que é uma seita: “A seita é uma perversão religiosa. É uma fé e uma prática centralizada em doutrina falsa, no mundo da religião que exige devoção para um ponto de vista, ou para um líder religioso. É uma heresia organizada”.

O especialista em seitas Dr. Walter Martin define assim:  “Um grupo de indivíduos reunidos em torno de uma interpretação errônea da Bíblia, feita por uma ou mais pessoas”.

O autor do livro ‘Como Responder às Seitas’, Hubert F. Beck escreve: “As seitas, portanto, no pior sentido dos termos, são cismáticas e heréticas” (3).

São as heresias que dão fundamentos as seitas. O que é heresia? Doutrina errônea, sustentada voluntária e obstinadamente, por quem, já tendo alguma vez admitida a fé cristã, nega alguma das verdades proposta pela Igreja como reveladas.

TSUNAMI DAS SEITAS 

 

            O diabo é o autor das heresias, dos cismas e das seitas. As seitas são grandes mentiras, que tem como pai o diabo (Jo 8,44).

            O diabo inspira três práticas nos líderes sectários: o poder de ditador, a ganância pelo dinheiro e a luxúria desenfreada.

            O poder diabólico dos líderes, leva os adeptos ao fanatismo, intolerância e escravidão pela lavagem cerebral. A ponto de viverem isolados e incompatibilizados com a família, amigos e com todo o contexto social.

            Grande é a manipulação e alienação nos seguidores das seitas. Nas seitas perdem a liberdade e a felicidade do corpo e da alma. Os sectários são escravos do proselitismo.

            A doutrinação constante nos fiéis sobre o fim do mundo levam-nos a fuga da realidade, daí o individualismo e o desprezo pelas questões sociais.

            Quando os líderes sectários se envolvem na política partidária, lutam pelos seus próprios interesses. Praticam uma  política assistencialista, paternalista e até mesmo corrupta.Diga-se de passagem o escândalo da sanguessuga.

            Esses líderes são doentes pelo poder terreno. Procuram esse poder com toda política maquiavélica, com um único objetivo: derrubar a Igreja Católica e outras comunidades sérias.

            As seitas são organizações religiosas, que nos seus bastidores são verdadeiras máquinas do crime. A vida pomposa de seus líderes, não difere dos grandes mafiosos.

            O Papa João Paulo II disse: “No mundo, há um mal agressivo, que Satanás guia e inspira. Vivemos dias tenebrosos e somos assaltados pelo mal”.

            No campo da religião, o mal principal que Satanás inspira é o engano religioso. Seus apóstolos assaltam vergonhosamente o povo, não em seu nome, mas no nome santo de Deus. É irônico e paradoxal.

            Satanás inspira um poder tão grande nos seus líderes, que muita gente são roubadas por eles sem perceberem o rombo na conta bancária, estamos vivendo a era do tsunami das seitas. O estrago é terrível, no contexto social, político, econômico cultural e principalmente teológico.

            O estrago já foi feito na área da sã doutrina. A fé foi danificada e a graça barateada. O que fazer? Quem responde é o Papa Bento XVI: * “A resposta mais radical ás seitas passa através “da redescoberta da identidade católica: é preciso uma nova evidência, uma nova alegria, se posso dizer, é preciso mesmo um novo ‘brio’ (que não contradiz a indispensável humildade) de sermos católicos” (4).

            Já é hora do católico conhecer e defender o patrimônio da fé da única Igreja de Cristo, Una, Santa, Católica e Apostólica.

            O modelo inspirativo é o Cabeça da Igreja – Jesus Cristo – os mártires e os santos.

            Disse o mártir do Coliseu Romano Santo Inácio de Antioquia: “É preciso não só levar o nome de cristão, mas ser de fato”.

 ___________

*Na época da resposta era o Prefeito da Sagrada Congregação para Doutrina da Fé, Cardeal Joseph Ratzinger.

R E F E RÊ N C I A S
(1)                         
ANKERBERG, John e Weldon John. Os fatos sobre o movimento da Nova Era. 2º ed. Porto Alegre: Obra Missionária Chamada da Meia Noite, 1999. p.14.


(2)                         
AQUINO, Felipe. Porque sou católico, Lorena: Cléofas, 2002. p.5.


(3)                         
F. Beck, Hubert. Como responder ás seitas, Porto Alegre: Concórdia editora, 1991. p. 12.


(4)                         
RATZINGER, Joseph e Messori, Vittorio, A fé em crise? : o cardeal Ratzinger se interroga, São Paulo: EPU. 1985. p.87.


(5)                         
Revista Pergunte e Responderemos, Março, 2007. pp. 129-131.


(6)                         
BITTENCOURT, José Filho e Hortal, Jesus. Novos Movimentos  Religiosos na Igreja e na Sociedade, São Paulo: AM Edições, 1996.


(7)                         
BARROS, Mônica N. A Batalha do Armagedom: Uma análise do repertório Mágico-religioso proposta pela Igreja Universal do Reino de Deus, Belo Horizonte: Mineo, 1995.

 

TEOLOGIA DA PROSPERIDADE

A teologia da prosperidade está mesmo funcionando para os

líderes, eles, sim, então cada vez mais ricos”.  

                                                                                          Ariovaldo Ramos

Ex-Presidente da Visão Mundial no Brasil.

            O poeta alemão, Johann Wolfgang von Goethe (1949-1832), autor da mais célebre das versões do mito de Fausto, o homem que vence sua alma ao demônio em troca da suprema excelência em sua profissão, e também por alguns prazeres espécie de administrador do ducado de Wilmar durante anos, de modo que quando acrescentou em 1832, no fim da vida, alguns capítulos novos de Fausto, que começou a escrever sessenta anos ante, aplicou lições que aprendeu em sua experiência como espécie de autoridade monetária.

            Num desses capítulos novos, há uma cena antológica, e de exame obrigatório nas escolas de economia “Mefistófeles se apresenta ao imperador, numa terça-feira de Carnaval, e o encanta com as maravilhas do papel-moeda”.

Embevecido, o imperador ordena a seus artesãos que multipliquem os tais papéis, que circula, “rápidos e festivos como raios de primavera”, trazendo prosperidade desenvolvendo para o reino, porém, apenas de forma fugaz. Tudo era falso como

as fantasias de Carnaval e de Mefistófeles. Segue-se a inflação, a crise e o sofrimento. O imperador havia sido enganado, com Fausto, ao abdicar de valores permanente, a alma, em troca de realizações efêmeras. (1).

            Estamos vivendo a era religiosa de fausto. Muitos líderes religiosos estão vendendo a alma ao demônio do dinheiro, da ganância e da fama em troca da luxuria e do poder terreno. É a inversão dos valores éticos da teologia Apofática e Teândrica pela Teologia da Prosperidade.

            Nossa era está sendo marcada por uma prática religiosa escandalosa sem precedente. Estamos vivendo a era de falsas teologias, de efêmeras igrejas, de pastores fugazes e de crentes desvalorizados. Esse tipo de religiosidade é pior que reality shows.

            Como disse Ariovaldo Ramos: “A Igreja evangélica brasileira está sendo alvo de varias tentativas de golpe e não pode capitular à ganância dos maus pastores que vêem nela um trampolim para a riqueza, para a fama e para o poder; à ganância dos que nela vêem um mercado a ser desenvolvido e explorado”. (2).

            O Bispo e teólogo Robinson Cavalcanti disse: “Creio ter vindo o suficiente para presenciar o “crescimento decadente” do protestantismo brasileiro  - seu abandono, quase por completo, das fontes reformadas; sua adoção e práticas do pragmatismo secular, a intolerância do exclusivismo fundamentalista; e a suprema ironia da adoção de pontos de vista católico-romanos, quando mais alta seja a retórica da sua pregação”. (3).

Na década de 60, surge no Estados Unidos a filosofia da prosperidade através dos ensinos budista e taoísta. O filósofo Dr. Essek. W. Kenyon (1867 -1948), foi o mentor de transportá-la para o meio cristão. Na década de 70, a filosofia da prosperidade virou teologia da prosperidade. Tendo como seu maior expoente o pregador americano Kenneth Hagin.

A cantora americana pop-star Madonna disse: “Nós, americanos, somos obcecados por valores totalmente errados, como ser bonito, ter dinheiro no banco, ser bem sucedido”.

O pensamento de Madonna, define muito bem a teologia da prosperidade. E de maneira mais completa a do psicanalista inglês Adam Phillip, “No século XIV, se as pessoas fossem perguntadas sobre o que queriam na vida, diriam que buscavam a salvação divina. Hoje a resposta é “ser rico e famoso”. Existe uma espécie de culto que faz com que as pessoas não consigam enxergar o que realmente querem da vida”.

O apostolo São Paulo disse: “Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por maio de filosofias e vãs subtilezas, segundo a tradição dos homens segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo”. (Cl 2.8).

O ensino da teologia da prosperidade que o crente não adoece e tem o pode de conseguir tudo por determinação e decreto, é puro engano e heresia. Tal ensino não é segundo Cristo e sim segundo a esperteza de falsos pastores. (Is 56.11; Fl 3.2, Ap 21.8).

O ensino do Nosso Senhor Jesus Cristo para os verdadeiros pastores e cristãos é segundo o grande teólogo suíço Urs Von Balthasar (1905-1988). “Uma decisão por Cristo comporta inelutavelmente a aceitação da morte e do martírio. O cristão se engana e é infiel á sua fé se não concebe a vida como uma resposta de amor ao amor divino que se manifesta em sua glória através do Kenosis sobre a cruz. É a cruz que nos torna plenamente disponível à missão de estabelecer o reino de Cristo em meio aos homens”. (4).

Para os verdadeiros seguidores de Jesus Cristo, as beatitudes de Mt. 5.1-12 são suficientes para a glória do martírio.

Estamos vivendo uma crise moral em todos os contextos sociais. É muito triste essa crise na igreja legitimado pela teologia liberal e da prosperidade. Luiza Nagib Eluf, procuradora da Justiça e autora de A Paixão no Banco dos Réus disse: “Estamos num mundo que valoriza a ostentação, consumismo desenfreado e neurotizante. Se não há outros valores que não sejam o dinheiro e a gratificação imediata, pelo consumismo ou pelo sexo, não se pode esperar respeito por nada ou por ninguém”. (5).   

Ultimamente muitas organizações e até pessoas começaram a utilizar um método muito eficiente de proselitismo: o “evangelho do enriquecimento”. Muitas igrejas, pregadores, esotéricos e afins dizem: “Vem para cá e tu ficarás rico”; ou “ouve os testemunhos”. Então é elencada ostensivamente uma relação de bens adquiridos.

É o que Ari Pedro Oro, autor do livro avanço Pentecostal e a Reação Católica (Editora Vozes Ltda., Brasil) chama “Teologia da Prosperidade” e de efeito multiplicador. A “Teologia da Prosperidade” é uma tática de proselitismo extremamente eficiente e tentadora porque vai no ponto vulnerável: o consumismo, a vaidade. A industria moderna põe no mercado bens que a população, de mentalidade consumista, geralmente não consegue adquirir. Esta demanda reprimida é que faz com que os pobres vislumbrem nesta versão do evangelho uma possibilidade de satisfação individual, até mesmo pela influência dos testemunhos televisionados. É apresentado um Deus mercador da felicidade, um Jesus na forma de gênio da lâmpada. A idéia de “efeito multiplicador”, conforme chama Ari Pedro Oro, é um chamariz eficientíssimo. Lembra-nos a prática dos sacrifícios pagãos, que eram feitos em troca de alguma vantagem. Este efeito assemelha-se a uma hipotética aplicação financeira mais rentável do que as concorrentes: as pessoas venderiam seus bens para ali aplicar. As Igrejas tradicionais pediam dinheiro e estimulavam o dizimo, contudo não criavam nos contribuintes a expectativa de que as suas contribuições os fariam ricos. As novas igrejas conseguiram conciliar a ganância material dos crentes com seus anseios espirituais: o mesmo que faziam os adoradores do Deus pagão Mamom. As suas orações e suas ofertas são quase uma transação comercial. Deram um respaldo espiritual ao materialismo: estimulando à semelhança de Satanás que ofereceu o mundo a Jesus (Mt. 4,8-11). Os testemunhos televisionados, referentes ao enriquecimento para estimular a cobiça dos crentes, servem também para “massagear-lhe o ego” (dizendo “você merece ficar rico”). (6).  

Para uma meditação abissal:

“Mas é grande ganho a piedade com contentamento. Porque nada trouxemos para este mundo, e manifesto é que nada podemos levar dele. Tendo, porém, sustento, e com que nos cobrimos, estejamos com isso contentes. Mas os que querem ser ricos caem em tentação e em laços, e em muitas concupiscência louca e nociva, que submergem os homens na perdição e ruína. Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e com muitas dores”. ( I Tm 6.6-10).

   

     Referências

 
1. Gustavo Franco, Veja 28/05/03, p.34.

2. Ariovaldo Ramos, Nossa Igreja Brasileira: uma opinião sobre a história recente,

    São Paulo: Hagnos, 2002, pp. 20 e 37.

3. Robinson Cavalcanti, Ultimato, Maio –Junho, 2003. p.49.

4. Batista Mondin, Os grandes Teólogos do Século Vinte: Teologia

    Contemporânea, São Paulo: Editora Teológica, 2003, p.552. 

5. Luiza Nagib Eluf, Ultimato, Maio – Junho, 2003, p.22.

6. Dom Estêvão Bettencourt, OSB. Boletim Ontem, Hoje, Sempre, Março – Abril,

    2003, p.5.      


PALAVRA DO PAPA SOBRE AS SEITAS

            “O sucesso das seitas demonstra, por um lado, que há uma difundida sede de Deus, uma sede de religião; as pessoas querem estar próximas de Deus e procuram entrar em contato com Ele. E naturalmente, por outro, aceitam também quem se apresentam a prometer soluções para os seus problemas de vida diária. Nós, como Igreja Católica, temos o dever de praticar precisamente aquela que á a finalidade de V. Conferência, seja ser mais missionários e, portanto mais dinâmicos, Estamos conscientes de que juntamente com esta resposta à sede de Deus, devemos ajudá-los a encontrar as condições de vida justas quer a nível microeconômico, nas situações extremamente concretas como fazem as seitas, quer no plano macroeconômico, pensando inclusive em todas as exigências da justiça”. (Entrevista concedida pelo Santo Padre Bento XVI aos jornalistas durante o vôo para o Brasil, 09/05/2007).

            “Entre os problemas que afligem a vossa solicitude pastoral está sem dúvida, a questão dos católicos que abandonaram a vida eclesial. Parece claro que a causa principal, dentre outras, deste problema, possa ser atribuída à falta de uma evangelização em que Cristo e a sua Igreja estejam no centro de toda explanação. As pessoas mais vulneráveis ao proselitismo agressivo das seitas – que é motivo de justa preocupação – incapazes de resistir às investidas do agnosticismo, do relativismo e do laicismo são geralmente os batizados não suficientemente evangelizados, facilmente influenciáveis porque possuem uma fé fragilizada e, por vezes, confusa, vacilante e ingênua, embora conservem uma religiosidade inata.

            É necessário, portanto, encaminhar a atividade apostólica como uma verdadeira missão dentro do rebanho que constitui a Igreja Católica no Brasil, promovendo uma evangelização metódica e capilar em vista de uma adesão pessoal e comunitária a Cristo. Trata-se efetivamente de não poupar esforços na busca dos católicos afastados e daqueles que pouco ou nada conhecem sobre Jesus Cristo, através de uma pastoral da acolhida que os ajude a sentir a Igreja como lugar privilegiado do encontro com Deus e mediante um itinerário catequético permanente”.(Discurso do Papa Bento XVI aos bispos do Brasil na Catedral da Sé, 11/05/2007).

            “Percebe-se com tudo um certo enfraquecimento da vida cristã no conjunto da sociedade e da própria pertença à Igreja Católica, devido ao secularismo, ao hedonismo, ao indiferentismo e ao proselitismo de numerosas seitas, de religiões animistas e de novas expressões pseudo-religiosas”. (Homilia do Papa Bento XVI, na abertura da Conferência de Aparecida, 13/05/2007).

 

                                                A Riqueza da Igreja Católica

 

            Como é colossal a explanação que faz o Papa Bento XVI da Santa Igreja Católica. Realmente, a Igreja Católica é detentora de toda riqueza espiritual. Temos tudo na santa Madre Igreja. Seu patrimônio de fé é impar. Sua história é única e abissal. Historiadores jamais podem alcançar sua profundidade histórica. Sua doutrina é a construção mais elevada da dignidade da pessoa humana.

            Afirma o Pastor Universal, o Santo Padre Bento XVI:

            “Queridos homem e mulheres da América Latina sei que tendes uma grande sede de Deus. Sei que seguis Àquele Jesus, que disse << Ninguém vai ao Pai senão por mim >>  (Jo 14,6). Por isso o Papa quer dizer todos A Igreja é nossa casa! Esta é a nossa casa! Na Igreja Católica temos tudo o que é de bom, tudo o que é motivo de segurança e de consolo! Quem aceita a Cristo: << Caminho, Verdade e Vida>>, em sua totalidade, tem garantia a paz e a felicidade, nesta e na outra vida! Por isso, o Papa veio aqui para rezar e confessar com todos vós: vale a pena ser fiéis, vale a pena perseverar na própria fé! Mas a coerência na fé necessita também uma sólida formação doutrinal e espiritual, contribuindo assim à construção de uma sociedade mais justa, mais humana e cristã. O Catecismo da Igreja Católica, inclusive em sua versão mais reduzida, publicada com o título de Compêndio, ajudará a ter noções claras sobre a nossa fé”. (Discurso de Bento XVI após a Oração do Santo Rosário com os sacerdotes e religiosos no Santuário de Nossa Senhora Aparecida, 12/05/2007).

            O sucessor de São Pedro Apóstolo, convoca a todos que amam a riqueza da Santa Madre Igreja, a propagar a verdade evangélica com todas as forças:

            “Uma missão evangelizadora que convoque todas as forças vivas deste imenso rebanho. Meu pensamento dirige-se, portanto, aos sacerdotes, religiosos, religiosas e leigos que se prodigalizam, muitas vezes com imensas dificuldades, para a difusão da verdade evangélica. Dentre eles, muitos colaboram ou participam ativamente nas Associações, nos Movimentos e em outras novas realidades eclesiais que, em comunhão com seus Pastores e de acordo com as orientações  diocesanas, levam sua riqueza espiritual, educativa e missionária ao coração da Igreja, como preciosa experiência e proposta de vida cristã”. (Discurso de Bento XVI aos bispos do Brasil na Catedral da Sé, 11/05/2007).

            Com amor e incentivo exorta o Santo Padre: “Sede discípulos fiéis, para ser missionários valentes e eficazes”.

 

ESTADOS UNIDOS E AS SEITAS 

 

            Coca-cola e seitas são dois produtos mais exportados dos Estados Unidos.

            América do Norte é marcada pela invasão militar, pelo preconceito racial, pela indústria cinematográfica, pelo capitalismo, pelo gasto de 7 bilhões de dólares por ano em material pornográfico (1) e pelo celeiro gigantesco das seitas.

            O livro ‘A Peste das Almas – Histórias de Fanatismo’ de Marcos Antonio Lopes e Marcos Lobato Martins, afirmam que nos Estados Unidos em particular, “prosperam seitas cristãs irracionais e excêntricas”. Citam o exemplo da Igreja do Manuseio da Cobra, no Tennessee, que congrega cristãos puritanos, praticantes do manuseio de cascavéis como teste de pureza. E, ainda, a Igreja Americana Nativa, fundada em 1918, que encoraja o uso do peito asteca para fortalecer, em seus seguidores, “sua capacidade de atração”. (2).

            Os Estados Unidos têm uma história terrível de sangue devido o fanatismo religioso. A intolerância das seitas tem levado muita gente à desvinculação familiar, ao desemprego, às drogas, à marginalização, à depressão, à loucura e a morte.

            O fundamentalismo das seitas leva ao radicalismo dos fiéis ao enfrentamento com qualquer coisa que venha contra o seu ensinamento doutrinário.

            O fundamentalismo cega a inteligência dos sectários. A radicalidade apaga o raciocínio de ver no outro um amigo, um irmão.

            Dentro desse contexto, os sectários não aceitam o diferente. Tudo está errado, só eles estão certos, só eles têm a verdade, Deus e o céu. Só eles têm o Livro Sagrado, só eles sabem interpretar a Bíblia Sagrada e só eles tem visões e revelações do “Espírito Santo”.

            A jornalista Patti Waldmeir do Financial Times, de Washington escreve que a “diversidade religiosa cria problemas para companhias americanas”.

            “Mais trabalhadores estão expressando suas visões religiosas no trabalho (...) e mais empregadores estão trazendo sua religião para o local de trabalho”, afirmou Peggy Mastroianni, assessora jurídica da Equal Employment Opportunity Commision (EEOC), a comissão reguladora do setor trabalhista nos Estados Unidos. As reclamações de discriminação religiosa recebidas pela comissão aumentaram em 27% desde 2000.

 

AUTO-AJUDA E NOVA ERA

 

            O mestre hindu Swami Vivekananda chega aos Estados Unidos em 1893, pregando a doutrina da reencarnação. O ocidente recebeu muito bem a doutrina do carma, do darma, da meditação, yoga e do pensamento positivo.

            O hinduísmo, budismo, xintoísmo e confucionismo adentraram nos Estados Unidos aglomerando muitos adeptos.

            Dizia Buda: “Tudo o que somos é resultado do que pensamos”.

            Estudiosos da filosofia do pensamento positivo, poder da mente e da prosperidade, criaram literaturas de auto-ajuda.

            O principal mentor desta literatura foi o poeta e ensaísta americano Ralph W. Emerson que publicou o livro Autoconfiança em 1841.

            Escreveu ele: “Acreditar que aquilo que é verdadeiro no seu coração é verdadeiro para todos os homens - isto é o gênio”.

            Emerson é considerado o precursor de toda literatura de auto-ajuda.

            Outro americano mestre da auto-ajuda foi Dale Carnegie que publicou um clássico deste ramo em plena crise econômica – a Grande Depressão dos anos 30. “Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas”, foi publicado em 1936.

            Carnegie escreveu: “Acredite que você pode mudar sua vida e isso se concretizará”.

            Nessa empreitada surgem dois pastores protestantes: Essek W. Kenyon e Norma Vincent Peale, ambos americanos.

            Doutor Kenyon, como é conhecido, foi metodista, batista e depois um pregador pentecostal itinerante.

            Dr. Kenyon escreveu dezoito pequenos livros, nos quais enaltece a força do espírito e da mente sobre a matéria, e afirma que as doenças se originam na esfera metafísica e que a cura é resultado da ação da mente sobre o corpo. Ensinava: “Andar como Jesus andou, sem qualquer consciência de inferioridade em relação a Deus... ter uma fé que abalará o mundo”.

            Outro pastor metodista é mais conhecido devido seu livro que é outro clássico da literatura de auto-ajuda, Peale lança em 1952, o livro ‘O Poder do Pensamento Positivo’. O livro carrega características da fé bíblica positivista. Esse livro marca uma nota de diferente dos demais, devido sua ênfase na fé, na Bíblia e na oração.

            Pelae escreveu: “A fé pode conseguir qualquer coisa”. A trilogia do seu pensamento é: “Ore, imagine e realize”. Este pensamento é seguido a risca pelo pastor coreano Paul Yonggi Cho, que tem a maior denominação protestante do mundo.

 

NAÇÃO ANTICRISTÃ

 

            No final da década de 50 e início da década de 60, os gurus hindus do oriente, como o iogue Maharishi Mahesh, Baba Muktananda, Yogananda, iogue Bhajan, Vivekananda e muitos outros, ficaram muito felizes de saber que, através da popularização do uso das drogas psicodélicas, milhões de ocidentais estavam descobrindo uma realidade não-fisíca cuja existência a ciência ocidental vinha negando por muito tempo. Eles perceberam rapidamente que estava se abrindo no Ocidente um amplo mercado para suas doutrinas. Nascia o movimento da Nova Era.

            Os ensinos da filosofia da prosperidade ocidental, as literaturas de auto-ajuda e o movimento da Nova Era, penetraram nas igrejas cristãs americanas detonando a dogmática bíblica e deixando um oceano de heresias

Dr. Kenyon foi mentor de transportar para o meio evangélico a filosofia da prosperidade em teologia da prosperidade. Esta se tornou o fundamento do ministério do pastor Kenneth Hagin.

Hagin é conhecido como o Pai do Movimento da Fé. Ele se tornou o maior pregador e publicador da teologia da prosperidade e junto com Dr. Kenyon é o mentor das igrejas neopentecostais.

Dentro desse contexto está incluso a falsa doutrina psicológica nas igrejas americanas que se espalha para o mundo inteiro.

Diz o pastor T. A. McMahon, diretor executivo do ministério The Berean Call: “Na história da igreja atual não houve nada que mais induzisse os crentes a abandonarem sua fé na suficiência da Palavra de Deus do que a pseudociência do aconselhamento psicológico. Considere o seguinte: nos EUA, a igreja evangélica é um dos principais serviços que indicam e encaminham casos para psicólogos e psiquiatras”. (3)

T.A. Mcnahon denuncia que muitas igrejas e livros são fundamentados em tais ensinos. Diz ele: “Um exemplo típico seria o da igreja americana de Wilow Creek, do Pastor Bill Hybels. Hybels não apenas ensina princípios psicológicos, mas também utiliza princípios psicológicos como parâmetros de interpretação na sua exegese das Escrituras”. “O livro de Rick Warren, recordista de vendas, The Purpose – Driven life [publicado em português com o titulo Uma vida com Propósitos] promove a aceitação da psicologia na igreja ao incluir expressões psicologizadas”.

Com tanta negação da Palavra de Deus por muitas igrejas americanas e a nação tomada por religiões, seitas e heresias, o especialista no assunto, o escritor americano Dave Hunt chega dizer: “Antigamente, os EUA eram conhecidos como uma nação cristã. Mas hoje poderíamos muito bem dizer que este país é uma nação anticristã. Símbolos cristãos como a cruz e os Dez Mandamentos não podem mais ser exibido em lugares públicos”. (4)

O americano Edwin Kagin, de 66 anos, filho de um pastor presbiteriano cuja linhagem remonta ao reformador escocês John Knox. Kagin e sua esposa Helen fundaram em 1996, nas proximidades de Clarksville, em Ohio, o primeiro acampamento ateísta da América, o Acampamento Quest.

Todo o seu trabalho será para provar que Deus não existe. Tem como objetivo catequizar as crianças. (5)

 

CONCLUSÃO

 

Nos Estados Unidos, o Movimento da Auto-Ajuda movimentou 8,5 bilhões de dólares em 2004 e cresceu 50% nos últimos cinco anos (no Brasil, foram 2,9 milhões de livros vendidos em 2003, último dado disponível).

“Tudo o que esse mercado deseja é que as pessoas não resolvam seus problemas – e continuem devorando livros, vídeos, palestras e outros produtos. Qual a resposta da auto-ajuda quando seus métodos falham? É simples: consuma mais auto-ajuda”, afirma o jornalista Steve Salermo autor da obra: ‘Como o Movimento de Auto-Ajuda Deixou a América Desamparada’. (6)

Já dizia a Sentença Latina: “Vulgus vut décipi – O povo que ser enganado”.

Escreve São Paulo Apóstolo: “Quanto aos homens maus e impostores, eles progredirão no mal, enganando e sendo enganados” (2 Tm 3,13).

Vivemos numa era bastante propícia para o engano. Muita gente desesperada, solitária, depressiva, desempregada e não amada. Vem o supermercado das religiões para piorar a situação. A crise financeira e o conflito pessoal levam qualquer pessoa sem fundamento da santíssima fé cristã a navegar em qualquer barco furado.

A pós-modernidade é marcada por pessoas que estão com mente cheia de silicone, o coração lotado com cacos de vidros, a alma toda cortada com bisturi e o corpo dominado pelo luxo do lixo da moda.

Quem se envolve com seitas, por mais alto conhecimento científico e tecnológico que possa ter, torna-se inútil diante da manipulação e alienação das seitas, ou seja, a pessoas é um objeto, um boneco de marionete na mão do líder ou do grupo que lidera.

Espero que muitos cristãos sinceros americanos se levantem contra o engano da serpente e preguem a verdade de Cristo que tem todo o poder de libertar muito americano das seitas e heresias.

“Feliz a nação cujo Deus é o Senhor, o povo que escolheu para si como herança” (Sl 33,12.

REFERÊNCIAS
(1) Ultimato, setembro – outubro de 2007, p.18.
(2) Valor, fim de semana, 30/06/2006, pp.12 e 13.
(3) Chamada da meia Noite, maio de 2007, pp.15 e 17.
(4) Chamada da Meia Noite, novembro de 2007, p.11.
(5) Ultimato, novembro - dezembro de 2007, p.21.
(6) Veja, 09/11/2005, p.144.


Pe. Inácio José do Vale
Pároco da Paróquia São Paulo Apóstolo
Professor de História da Igreja
Faculdade de Teologia de Volta Redonda
Email: pe.inaciojose.osbm@hotmail.com

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