Horário do Mosteiro agora:
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| Ano: IV Edição: Mensal N°: LVII Mês: Julho de 2008. | |||||
| Informativo Oficial da Congregação Monástica de Santa Cecilia | |||||
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Página Vocacional:
O
Monge e a família Quem
deseja se consagrar a Cristo deve estar disposto e
disponível para deixar seus familiares. É Jesus mesmo que
diz: “Quem ama seu pai ou a sua mãe mais que a
mim, não é digno de mim. Quem ama seu filho mais que a
mim não é digno de mim”.
( MT 10,37) Subentendemos que estas palavras de Jesus se refiram
igualmente
ao contexto familiar, deixar
irmãos,
vovó e vovô e assim por diante. Muito
engraçado o que acontece com a grande esmagadora
maioria dos jovens que procuram nosso Mosteiro; resistem o fato de
deixar a
casa dos pais. Querem saber se poderão visitar a família.
Perguntam quantas
vezes por ano podem visitar os seus. E por ai vai indo. A
juventude moderna está mais insegura e apegada a sua
família que lhe dá garantia de sobrevivência.
Afinal passando mal ou regular é
mais seguro estar com ela do que aventurar em terras estranhas.
É uma concepção
materialista da vida. Por igual se diga que é o medo do
desconhecido e a
desconfiança nos demais que não sejam seu sangue.
É um fenômeno moderno do pós
guerra. Os conflitos em que vive o mundo obviamente conduzem a
insegurança e o
medo do amanhã. Mas eu
digo que os jovens não sabem que suas famílias geralmente
são seus maiores inimigos. “E os inimigos são os da própria casa” (Miq.
7,6) Jesus se expressando conforme Miquéias disse: “Os inimigos do homem serão seus próprios
domésticos” (MT. 10,36).
Na atualidade a família se tornou uma aberração
para as vocações Religiosas e Sacerdotais.Além
dos maus exemplos de alguns pais que chegam ao cúmulo de beijar
os filhos
pequenos na boca, fazem uma sistemática resistência a tudo
que se refere a
Igreja. Toda a mãe anela ver o filho tendo
relações sexuais com uma mulher e o
mesmo seja dito com referências as filhas. Pode se meter com
qualquer tipo
senvergonha, mas não pode entrar para o convento. Alguém
poderá me contestar,
não importa! Isto é uma verdade constatada ao longo de
muitos anos. As
famílias criam os filhos mimados demais, fazendo-lhes
todas as vontades, sem nenhuma disciplina nem regra de vida e quando
adultos
são dependentes e inseguros. Por seu turno, tais famílias
que assim procedem,
pensam que estão “abafando” em matéria de
educação e ai da professora que
disser o contrário! Assim os
nossos vocacionados da modernidade são todos, uma
incógnita. Um deles se queixou em um e-mail para o Mosteiro: “O
Sr. não
acredita em mim”.Mas como acreditar se estava numa luta renhida com a
família
que não o queria liberá-lo para vir fazer uma
experiência no Mosteiro? Para ser
Monge principalmente, muito embora seja válido para
todos os Religiosos, é absolutamente necessário estar
livre dos apegos
familiares. Apego é diferente do amor para com os seus. O apego
é um amor materialista
enquanto que o amor é um ato de desprendimento espiritualizado.
O apego é
mundanismo e o amor é prolongamento da chama divina que nos deu
a luz neste
mundo. O
endeusamento da família não é uma verdade
exclusiva, pode
ser apenas um mito cujo fim não se sabe como será. De
tanto decantá-la fica a
impressão que todas as famílias são perfeitas,
pois ao colocá-la em tão alto
pedestal não lhe fica nenhuma rasura a corrigir. O
cristianismo na sua luta em defesa da família deverá
começar por evangelizar os lares cristãos antes de
enunciar valores que a tal
de família não possui e somente fica intumescida com
tantos elogios julgando
estar fazendo tudo o melhor. É preciso passar um pente fino e
colocar bem claro
para o mundo não só os benefícios da
família, mas os males que elas geram, ao
descambarem nas ribanceiras do mundanismo, do materialismo, do
hedonismo e do
relativismo. Os filhos são esse produto de terceira categoria
que anda por ai,
em conseqüência de uma péssima formação
no lar, quase paganizado e onde o
corpo, o estômago e as diversões ocupam o lugar primacial.
A exigência de Leis
que facultem o aborto já é uma prova incontestável
da maldade existente nos
ambientes familiares modernos. A fé cristã, e o Evangelho
de Jesus “que se
danem” e como dizem os habitantes do Rio Grande do Sul no Brasil “vão para as cucuias”. Nós
continuamos a exigir dos nossos candidatos a Monge um
mínimo de desprendimento familiar, aquele mínimo que
acontece quando se casam e
deixam o lar paterno para formarem outro lar. Muitas vezes por
necessidade
econômica esses jovens casais partem para longas distâncias
e pouco eles podem
visitar seus pais. Quando é assim ninguém se queixa, os
pais acham que é normal
e os filhos sustentam argumentos inquestionáveis, mas quando se
trata de ir
para o convento ou mosteiro a coisa muda de figura, tudo é
complicado e cheio
de questionamentos. Isso já é uma prova do mal. Mal que
assola a família e toma
conta da humanidade. Isto se parece com o inferno e por isso é
que alguns
dizem: “o inferno é aqui mesmo”. ***************************************************************** |
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