"A igreja Universal tem uma grande dívida de gratidão para com todos os Monges" O Monaquismo,oriental juntamente com o ocidental, constitui um grande dom para toda a Igreja"(Papa João Paulo II Rivola -Bulgária 27-05-2002). "O Monge é memória evangélica para os cristãos e para mundo" (Papa João Paulo II Rivola -Bulgária 27-05-2002)

Ano: IV Edição: Mensal  N°:  LV           Mês: Maio de  2008.

Informativo Oficial da Congregação Monástica de Santa Cecilia

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Pastoral Vocacional.
O brilho e beleza mística de um trabalho resplandecem nas mãos de quem o faz orando.

Página Vocacional:   

Maturidade Religiosa dos candidatos

 

Nossa grande luta é com a maturidade Religiosa daqueles que se apresentam no Mosteiro ou se candidatam com antecedência para serem Monges.

Começa que não conhecem nada da vida de Monges; não têm noção clara do significado da vocação monástica.

A confusão entre as congregações de vida ativa é alarmante, com relação à vida contemplativa.

Ser Monge em um Mosteiro é uma vocação muito especial. Não é um Religioso comum no estrito termo da palavra, com todo respeito aos Religiosos e Religiosas que prezam sua consagração. Quero dizer que esses Religiosos usufruem de maior liberdade ou mais espaço de contato com as pessoas e os Monges e Monjas estão centralizados no trabalho interno do Mosteiro, na oração e meditação ou contemplação.

A vida de um jovem que ingressa num  mosteiro muda muito daquela vida que ele levou na família.

No Mosteiro a obediência é o sustentáculo de toda a vida religiosa e a partir dessa virtude em ordem seqüencial, as demais virtudes como pobreza e virgindade e a humildade.

A maturidade ao encarar a vida do Mosteiro começa pelos primeiros contatos. Já sabemos por experiência que uma carta ou um e-mail dirigido ao superior como bilhete de criança não é um bom sinal e o uso do tratamento quase chegando às raias do desrespeito não é sintoma de uma maturidade concreta para Religioso Monge.

Em nosso Mosteiro depois de umas experiências que não deram certo nós tivemos de apertar mais o cinto e exigir mais dos vocacionados. Por isso estamos pedindo mais documentos, principalmente atestados que comprovem levar boa conduta moral. Nós não aceitamos rapazes com vícios sexuais, seja hétero sexual ou homossexual. Não é discriminação de pessoas é a mesma atitude que leva o exército nacional a rejeitar esse tipo de homem. A Igreja exige essa postura também daqueles que vão se casar. Até, aqui portanto, não há nenhuma novidade.

O bom vocacionado, aquele que realmente dá esperança é aquele que se comunica com o Mosteiro seguidamente e não impõe condições com a pretensão de que o Mosteiro vai mudar por causa dele toda a sua maneira de ser.

Aguardamos sempre que bons jovens, desprendidos dos laços da família, acorram a esta casa onde sempre serão bem recebidos desde que preencham os requisitos regulamentares da mesma. Não é bonito fazer um contanto inicial bem formulado e depois silenciar para sempre. Não resta dúvida que é sempre um sinal negativo. Os jovens aqui chegam para mudarem de vida ao serem monges e não para mudar a vida do Mosteiro conforme os seus caprichos ou de suas criações de casa nem sempre coerentes conforme, sequer, os ditames da sociedade civil. Devem ser conscientes com a escolha do carisma e não apenas com a apresentação exterior de uma Congregação que apresente melhores condições de lhes satisfazer os desejos de uma promoção humana materialmente falando. Em todas as Congregações o vocacionado vai encontrar deveres a cumprir e obrigações a realizar e terá momentos de insatisfação por coisas que lhe são repugnantes ou contra seu desejo. Quando se vive um carisma tudo isso passa como algo normal na existência e passa a fazer parte da vida da pessoa. O povo tem um provérbio popular para isso: “Ossos do ofício”.  

Nosso telefone-fax e: 55  3281-2213


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