"A igreja Universal tem uma grande dívida de gratidão para com todos os Monges" O Monaquismo,oriental juntamente com o ocidental, constitui um grande dom para toda a Igreja"(Papa João Paulo II Rivola -Bulgária 27-05-2002). "O Monge é memória evangélica para os cristãos e para mundo" (Papa João Paulo II Rivola -Bulgária 27-05-2002)

Ano: IV Edição: Mensal N°:  XLVIII  Mês: Outubro de 2007.

Informativo Oficial da Congregação Monástica de Santa Cecilia

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Pastoral Vocacional.
O brilho e beleza mística de um trabalho resplandecem nas mãos de quem o faz orando.

Pastoral Vocacional Ceciliana:

Vocacionados ainda crianças

 
Diante da incerteza sempre duvidosa com os vocacionados adultos, resolvemos partir para uma nova experiência com crianças. Aliás, essa experiência já foi feita com excelentes resultados, pois os primeiros cinco Monges fundadores da Ordem de Santa Cecilia, iniciaram quando ainda eram meninos, tanto no coral como exercendo a função de coroinha na Paróquia.

É certo que se pode fazer uma triagem bem mais madura iniciando os meninos a partir dos 10 anos de idade nas motivações vocacionais da vida monástica. Isto não é novo, os Mosteiros sempre estiveram repletos de meninos que cantavam no coro e alguns continuavam abraçando a vida monástica. Consta que São Beda entrou para o Mosteiro com sete anos de idade.

Nós adotamos o nome de oblatos para esses pequeninos a semelhança das velhas Ordens que até hoje mantém seus oblatos, pessoas adultas e já maduras.

O grande número de jovens que ingressou em nosso Mosteiro e não ficou por vários fatores, sendo o principal sua má formação desde a infância para vida cristã e neste caso de modo especial, para a vida comunitária Religiosa. É fácil formar conceitos numa criança, difícil é colocar dentro da cabeça de um adulto, já viciado pelas astúcias do mundo, o ideal e o caráter sério da vida Consagrada de um Monge. As crianças facilmente absorvem e selecionam as idéias. O adulto renitente e teimoso com sua mente já pronta não muda assim tão facilmente. Uma árvore quando pequena é possível transplantá-la com êxito, depois de velha, porém, a mudança é o fim dela. Diga-se o mesmo com as diferenças de crianças e adultos.

Muita gente quer ingressar num Mosteiro pensando que vai levar vida de poltrão e folgado. Um chegou a dizer: “Eu pensei que aqui a gente ficava só na clausura rezando, não sabia que tinha de trabalhar...” Vejam a ignorância! Esse coitado vadio regressou a casa de sua mãe e sabe lá Deus que fim tenha levado, pois quem não quer trabalhar também na vida leiga enfrentará muitas dificuldades.

Monge trabalha. Nós observamos que os meninos que nos cercam gostam de trabalhar, foram criados no campo, sabem o que é sacrifício e acompanham os pais na luta pela sobrevivência. Os moços de cidade em geral são cheios de coisas para comer, dizem: isto eu não gosto, mesmo que nunca tenham provado, aquilo me repugna. E assim por diante, cheios de manias, mãos lisas, muitos cuidados com os dentes, com os cabelos e outras vaidades torna-os incapazes de assimilar a vida simples e patriarcal de um Mosteiro.

O Monge deve ser acostumado desde cedo a comer de tudo, não reclamar de nada e adaptar-se a Comunidade. Deve ser uma pessoa pronta para o trabalho e para o sacrifício, como oblação de sua vida que fez a Deus de forma privada, mas que um dia deverá fazer na forma solene e pública.

Os meninos que nós estamos preparando são três e ficam no Mosteiro somente em finais de semana. Aqui no Mosteiro eles fazem aulas de catequese, estudam flauta e aprendem a digitar no computador. Eles lavam louça, secam, e fazem pequenos trabalhos ao seu alcance inclusive no jardim. Sendo todos de famílias humildes carecem de muita coisa, por isso lhes fornecemos calçado, roupa e lhes ensinamos as boas maneiras na mesa, e outros bons modos de educação e urbanidade absolutamente necessários para um Monge que deseja atingir a perfeição e esta não é só na alma é, também, no corpo e na mente.

Nós continuamos a receber jovens com mais idade também, não foi terminantemente fechada a porta para os adultos e continuamos dando-lhes guarida e formação na esperança de  fazer deles Monges, pessoas intimamente unidas a Deus pela Consagração e pelos Santos Votos.

Que o Deus de todo amor que continua chamando os jovens, faça brilhar o seu rosto sobre todo o vocacionado para a vida Monástica iluminando-lhe o caminho a mente e o coração

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