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| Ano: IV Edição: Mensal N°: XLVIII Mês: Outubro de 2007. | ||||
| Informativo Oficial da Congregação Monástica de Santa Cecilia | ||||
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Pastoral Vocacional Ceciliana: Vocacionados ainda crianças
É certo
que se pode fazer uma triagem bem mais madura iniciando os meninos a
partir dos
10 anos de idade nas motivações vocacionais da vida
monástica. Isto não é novo,
os Mosteiros sempre estiveram repletos de meninos que cantavam no coro
e alguns
continuavam abraçando a vida monástica. Consta que
São Beda entrou para o
Mosteiro com sete anos de idade. Nós
adotamos o nome de oblatos para esses pequeninos a semelhança
das velhas Ordens
que até hoje mantém seus oblatos, pessoas adultas e
já maduras. O
grande número de jovens que ingressou em nosso Mosteiro e
não ficou por vários
fatores, sendo o principal sua má formação desde a
infância para vida cristã e
neste caso de modo especial, para a vida comunitária Religiosa.
É fácil formar
conceitos numa criança, difícil é colocar dentro
da cabeça de um adulto, já
viciado pelas astúcias do mundo, o ideal e o caráter
sério da vida Consagrada
de um Monge. As crianças facilmente absorvem e selecionam as
idéias. O adulto
renitente e teimoso com sua mente já pronta não muda
assim tão facilmente. Uma
árvore quando pequena é possível
transplantá-la com êxito, depois de velha,
porém, a mudança é o fim dela. Diga-se o mesmo com
as diferenças de crianças e
adultos. Muita
gente quer ingressar num Mosteiro pensando que vai levar vida de
poltrão e
folgado. Um chegou a dizer: “Eu pensei que aqui a gente ficava
só na
clausura rezando, não sabia que tinha de trabalhar...” Vejam
a ignorância!
Esse coitado vadio regressou a casa de sua mãe e sabe lá
Deus que fim tenha
levado, pois quem não quer trabalhar também na vida leiga
enfrentará muitas
dificuldades. Monge
trabalha. Nós observamos que os meninos que nos cercam gostam de
trabalhar,
foram criados no campo, sabem o que é sacrifício e
acompanham os pais na luta
pela sobrevivência. Os moços de cidade em geral são
cheios de coisas para
comer, dizem: isto eu não gosto, mesmo que nunca tenham
provado, aquilo
me repugna. E assim por diante, cheios de manias, mãos
lisas, muitos
cuidados com os dentes, com os cabelos e outras vaidades torna-os
incapazes de
assimilar a vida simples e patriarcal de um Mosteiro. O Monge
deve ser acostumado desde cedo a comer de tudo, não reclamar de
nada e
adaptar-se a Comunidade. Deve ser uma pessoa pronta para o trabalho e
para o
sacrifício, como oblação de sua vida que fez a
Deus de forma privada, mas que
um dia deverá fazer na forma solene e pública. Os
meninos que nós estamos preparando são três e ficam
no Mosteiro somente em
finais de semana. Aqui no Mosteiro eles fazem aulas de catequese,
estudam
flauta e aprendem a digitar no computador. Eles lavam louça,
secam, e fazem
pequenos trabalhos ao seu alcance inclusive no jardim. Sendo todos de
famílias
humildes carecem de muita coisa, por isso lhes fornecemos
calçado, roupa e lhes
ensinamos as boas maneiras na mesa, e outros bons modos de
educação e
urbanidade absolutamente necessários para um Monge que deseja
atingir a
perfeição e esta não é só na alma
é, também, no corpo e na mente. Nós
continuamos a receber jovens com mais idade também, não
foi terminantemente
fechada a porta para os adultos e continuamos dando-lhes guarida e
formação na
esperança de fazer deles Monges,
pessoas
intimamente unidas a Deus pela Consagração e pelos Santos
Votos. ***************************************************************** |
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