"A igreja Universal tem uma grande dívida de gratidão para com todos os Monges" O Monaquismo,oriental juntamente com o ocidental, constitui um grande dom para toda a Igreja"(Papa João Paulo II Rivola -Bulgária 27-05-2002). "O Monge é memória evangélica para os cristãos e para mundo" (Papa João Paulo II Rivola -Bulgária 27-05-2002)

Ano: IV Edição: Mensal N°:  XLIV  Mês: Junho de 2007.

Informativo Oficial da Congregação Monástica de Santa Cecilia

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Pastoral Vocacional.
O brilho e beleza mística de um trabalho resplandecem nas mãos de quem o faz orando.

Pastoral Vocacional:

A pobreza

 
Todo o Religioso faz um Voto de Pobreza. Essa pobreza subentendida em primeiro lugar como desprendimento dos bens materiais. O Religioso nada tem como seu e tudo o que possui de sua propriedade deve dar para a sua Comunidade onde se consagrou ao Senhor.

Amarga é a vida de um pobre Religioso que não é pobre em seu espírito. Jesus já havia dito:” Bem-aventurados os que têm um coração de pobre, porque deles é o reino dos céus”( Mt 5,3)

O desprendimento dos bens materiais é parte essencial da pobreza evangélica dos Religiosos. Vivendo em comunidade tudo o que é de um também o é do outro. O Religioso nunca deve dizer isto é meu. Correto é dizer: isto é nosso. O nosso hábito, a nossa máquina, a nossa caneta; enfim deve abrir espaços isentar-se da posse, mesmo daquilo que esteja em seu uso particular para dar abertura ao direito comum de quem nada tem e tudo o que possui não lhe pertence.

Em nossa Congregação Monástica, ao emitir os primeiros Votos chamados de temporários os quais variam de três a cinco anos, o Monge já deve fazer o testamento de forma privada, junto aos superiores os bens que possui, tais como livros, máquinas, computadores etc. Entretanto, uso dos bens materiais, em última analise, estão sujeitos as determinações do superior no modo e quando deles fizer uso. Ao emitir os Votos Perpétuos chamados de Solenes antigamente, ele faz o Testamento de tudo o que tem ou vier a possuir por herança ou legado em cartório e esse Testamento é Público. Tudo o que é dele passa a ser da Congregação.

Não estranhar que seja assim conosco, pois isto é em todos os Mosteiros de Monges e Monjas e também em todas as Congregações Religiosas mesmo de vida ativa. Nenhum Monge pode sonhar com riquezas e loterias e outras “lenga lengas” do mundo lá fora.

Supõe, a nossa Santa Regra, que o Monge deva se abster de todos os supérfluos como contrários a pobreza. Ele não pode comprar ou pedir aos seus familiares alguma coisa que não lhe seja de absoluta necessidade. Ao Superior da Comunidade pedirá somente o que precisa. Se pedir sabonete, pedirá apenas um. Quando esse gastar pede outro. Terá disponível as roupas que necessitar, aquelas a mais que vier possuir por doação de sua família, ele repassa ao Superior que distribuirá para quem mais necessitar dentro do próprio Mosteiro.

Toda a organização da vida Consagrada se embasa nessa pobreza evangélica de nada possuir de riquezas terrenas para obter no reino dos céus a posse da riqueza que é o próprio Deus.

O estado Religioso é o mais perfeito e mais coerente com o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Que fique bem claro para o vocacionado, ainda leigo nesses assuntos, que não será logo na chegada ao Mosteiro que ele vai fazer tudo isso. Há um dispositivo de instrução e adestramento para que ele chegue a conhecer e voluntariamente querer esse procedimento na sua vida. Tudo acontece com bastante lentidão, até certo ponto, vendo um mundo lá fora que anda tão rápido em tudo, mas no crescimento interior do ser humano é preciso ter calma e paciência até que tudo fique maduro. Logicamente que haverá os imaturos, os pouco responsáveis que farão Votos e depois por muito pouco atiram tudo pela ribanceira abaixo e partem para uma “outra” como dizem. Nem sempre se consegue filtrar bem tudo e todos, além do que e do mais há um respeito pelos Humanos a ser cumprido dentro de uma Comunidade Religiosa, mormente Monástica.

Nosso Mosteiro, graças a ajuda de muitos amigos e pessoas generosas não deixa nenhum Monge passar carências e aqui todos os que chegam encontram o necessário para vestir, estudar, comer e viver em santa alegria no Senhor. Somos pobres, mas não nos falta nada do necessário para vivermos dignamente como Monges e como pessoas.

Em nosso Mosteiro costumamos vestir os Monges dos pés a cabeça e fornecer cama e mesa gratuitamente com quatro refeições diárias. O Jejum diário é sugestão e nunca imposto ao Monge.

Nossa pobreza se enriquece em Deus que nos concede a vida e os meios para vivê-la.

Deus que é dono de todos os bens faz chegar o alimento e o trabalho humilde, dentro do nosso Mosteiro para a manutenção despretensiosa de todos que nos procuram.

Assina: Dom Marcos de Santa Helena osc.=Prior

 
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