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| Ano: IV Edição: Mensal N°: XLIV Mês: Junho de 2007. | ||||
| Informativo Oficial da Congregação Monástica de Santa Cecilia | ||||
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Pastoral Vocacional: A pobreza
Amarga é a vida de um pobre Religioso que
não é pobre em
seu espírito. Jesus já havia dito:” Bem-aventurados os
que têm um coração de
pobre, porque deles é o reino dos céus”( Mt 5,3) O desprendimento dos bens materiais é
parte essencial da
pobreza evangélica dos Religiosos. Vivendo em comunidade tudo o
que é de um
também o é do outro. O Religioso nunca deve dizer isto
é meu. Correto é dizer:
isto é nosso. O nosso hábito, a nossa máquina, a
nossa caneta; enfim deve abrir
espaços isentar-se da posse, mesmo daquilo que esteja em seu uso
particular
para dar abertura ao direito comum de quem nada tem e tudo o que possui
não lhe
pertence. Não estranhar que seja assim conosco,
pois isto é em todos
os Mosteiros de Monges e Monjas e também em todas as
Congregações Religiosas
mesmo de vida ativa. Nenhum Monge pode sonhar com riquezas e loterias e
outras
“lenga lengas” do mundo lá fora. Supõe, a nossa Santa Regra, que o Monge
deva se abster de
todos os supérfluos como contrários a pobreza. Ele
não pode comprar ou pedir
aos seus familiares alguma coisa que não lhe seja de absoluta
necessidade. Ao
Superior da Comunidade pedirá somente o que precisa. Se pedir
sabonete, pedirá
apenas um. Quando esse gastar pede outro. Terá disponível
as roupas que
necessitar, aquelas a mais que vier possuir por doação de
sua família, ele
repassa ao Superior que distribuirá para quem mais necessitar
dentro do próprio
Mosteiro. Toda a organização da vida
Consagrada se embasa nessa
pobreza evangélica de nada possuir de riquezas terrenas para
obter no reino dos
céus a posse da riqueza que é o próprio Deus. O estado Religioso é o mais perfeito e
mais coerente com o
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. Que fique bem claro para o vocacionado, ainda
leigo nesses
assuntos, que não será logo na chegada ao Mosteiro que
ele vai fazer tudo isso.
Há um dispositivo de instrução e adestramento para
que ele chegue a conhecer e
voluntariamente querer esse procedimento na sua vida. Tudo acontece com
bastante lentidão, até certo ponto, vendo um mundo
lá fora que anda tão rápido
em tudo, mas no crescimento interior do ser humano é preciso ter
calma e
paciência até que tudo fique maduro. Logicamente que
haverá os imaturos, os
pouco responsáveis que farão Votos e depois por muito
pouco atiram tudo pela
ribanceira abaixo e partem para uma “outra” como dizem. Nem sempre se
consegue
filtrar bem tudo e todos, além do que e do mais há um
respeito pelos Humanos a
ser cumprido dentro de uma Comunidade Religiosa, mormente
Monástica. Nosso Mosteiro, graças a ajuda de muitos
amigos e pessoas
generosas não deixa nenhum Monge passar carências e aqui
todos os que chegam
encontram o necessário para vestir, estudar, comer e viver em
santa alegria no
Senhor. Somos pobres, mas não nos falta nada do
necessário para vivermos
dignamente como Monges e como pessoas. Nossa pobreza se enriquece em Deus que nos
concede a vida e
os meios para vivê-la. Deus que é dono de todos os bens faz
chegar o alimento e o
trabalho humilde, dentro do nosso Mosteiro para a
manutenção despretensiosa de
todos que nos procuram. |
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