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| Ano: IV Edição: Mensal N°: XLIII Mês: Maio de 2007. | ||||
| Informativo Oficial da Congregação Monástica de Santa Cecilia | ||||
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Pastoral Vocacional: O Voto de Obediência “A obediência é melhor que o sacrifício” (I Sm. 15,22)
O voto de obediência constitui o corpo
Religioso, vinculo indispensável e mola poderosa que deve comunicar a todos os
membros deste corpo o movimento e a vida, conforme explica o catecismo dos
votos. O exercício deste voto, por aqueles que estão revestidos de
autoridade, não deve deixar a impressão que o Voto existe para dar poder de
dominação aos superiores sobre seus co-irmãos. Na verdade este voto ressalta o
carisma salvador de Cristo e aponta-nos para o mistério da Redenção. “Mas
aniquilou-se a si mesmo assumindo a condição de escravo e assemelhando-se aos
homens. E sendo, exteriormente, reconhecido como homem, humilhou-se a si mesmo
tornando-se obediente até a morte e morte de Cruz (Fl.
2,7-8). Significa que o Religioso deve entregar a sua vontade a
Deus, por meio dos superiores que O representam e cumprir a Santa Regra como
oblação de seu voto a Deus. Importante levar em consideração que não se deve obedecer
por vassalagem ou bajulação, tão pouco por interesse, objetivando conquistar a
pessoa do superior e assim obter favores, e ser beneficiado em qualquer coisa.
Igualmente se diga que o Superior é considerado uma pessoa santa por ser
consagrado por isso é desobediência direta a Deus assediá-lo ou tentá-lo. A
obediência deve ser consciente, pronta e
alegre. Uma consciência que soube aproveitar o tempo de formação inicial e
uma cabeça bem controlada sem nenhuma interferência de algum tipo de doença
psíquica, somente obterá bons resultados e grande ajuda na sua perseverança na
vocação de Monge. Muitos que se afastaram dos Mosteiros o fizeram por serem
desobedientes, o que os levou a constantes censuras dos superiores e perda
gradativa da vocação e do seu entusiasmo e seu elã. Ao receber uma ordem, ou ao
cumprir uma diligência estruturada dentro do carisma da Instituição, esta deve
ser rápida, sem demoras, sem “fazer corpo mole” e sem questionar motivos
nem porquês. Deve ser feita com alegria, pois o mau humor não é próprio de quem
se consagra a Deus, nem daqueles que tudo deixaram para seguir Jesus Cristo.
Então a obediência deve ser feliz, bem mastigada interiormente, ruminada a cada
instante, pois ela faz parte do Amor que redimiu o mundo. Deus é Amor, sabemos
disso, justamente por ser obediente. Todos os Mosteiros são absolutamente iguais no cumprimento
dos Santos Votos. Cada Comunidade muda em outros modos de direcionar essa
consagração, ao que chamamos de carisma próprio. Há Monges que trabalham na
lavoura, como nos primórdios da vida monástica, há os que trabalham na educação
e há os que trabalham em artesanatos e outros trabalhos manuais. Também prestam
serviços à Evangelização conforme pedido do Concilio Vaticano II. O trabalho é
algo que integra a vida de um Monge, e ninguém ingressa num Mosteiro, para viver
encerrado na cela da clausura rezando. Se pensa assim desista de ser Monge! Tal
Mosteiro que receba esse tipo de gente, não existe, a não ser na utopia de quem
não gosta do trabalho. Todos, entretanto, devem cumprir os mesmos Votos por se
tratar de preceitos do Senhor Jesus. Há superiores mais moderados e há os mais
fogosos, porém todos devem fazer cumprir as determinações das respectivas Regras
e Constituições do Mosteiro, especialmente os Santos
Votos. Não deve o caro vocacionado pensar que exista algum
Mosteiro do mundo cuja largueza chegue a ponto de enfraquecer o cumprimento dos
Santos Votos. Em toda a parte é igual e a severidade está nas palavras de Jesus,
as quais devem ser cumpridas por aqueles que pretendem segui-lo Assina: Dom Marcos de Santa Helena osc.=Prior
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