"A igreja Universal tem uma grande dívida de gratidão para com todos os Monges" O Monaquismo,oriental juntamente com o ocidental, constitui um grande dom para toda a Igreja"(Papa João Paulo II Rivola -Bulgária 27-05-2002). "O Monge é memória evangélica para os cristãos e para mundo" (Papa João Paulo II Rivola -Bulgária 27-05-2002)

Ano: IV Edição: Mensal N°:  XLIII  Mês: Maio de 2007.

Informativo Oficial da Congregação Monástica de Santa Cecilia

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Pastoral Vocacional.
O brilho e beleza mística de um trabalho resplandecem nas mãos de quem o faz orando.

Pastoral Vocacional:

O Voto de Obediência

 

“A obediência é melhor que o sacrifício” (I Sm. 15,22) O voto de obediência constitui o corpo Religioso, vinculo indispensável e mola poderosa que deve comunicar a todos os membros deste corpo o movimento e a vida, conforme explica o catecismo dos votos.

O exercício deste voto, por aqueles que estão revestidos de autoridade, não deve deixar a impressão que o Voto existe para dar poder de dominação aos superiores sobre seus co-irmãos. Na verdade este voto ressalta o carisma salvador de Cristo e aponta-nos para o mistério da Redenção. “Mas aniquilou-se a si mesmo assumindo a condição de escravo e assemelhando-se aos homens. E sendo, exteriormente, reconhecido como homem, humilhou-se a si mesmo tornando-se obediente até a morte e morte de Cruz (Fl. 2,7-8).

Significa que o Religioso deve entregar a sua vontade a Deus, por meio dos superiores que O representam e cumprir a Santa Regra como oblação de seu voto a Deus.

Importante levar em consideração que não se deve obedecer por vassalagem ou bajulação, tão pouco por interesse, objetivando conquistar a pessoa do superior e assim obter favores, e ser beneficiado em qualquer coisa. Igualmente se diga que o Superior é considerado uma pessoa santa por ser consagrado por isso é desobediência direta a Deus assediá-lo ou tentá-lo. A obediência deve ser consciente, pronta e alegre. Uma consciência que soube aproveitar o tempo de formação inicial e uma cabeça bem controlada sem nenhuma interferência de algum tipo de doença psíquica, somente obterá bons resultados e grande ajuda na sua perseverança na vocação de Monge. Muitos que se afastaram dos Mosteiros o fizeram por serem desobedientes, o que os levou a constantes censuras dos superiores e perda gradativa da vocação e do seu entusiasmo e seu elã. Ao receber uma ordem, ou ao cumprir uma diligência estruturada dentro do carisma da Instituição, esta deve ser rápida, sem demoras, sem “fazer corpo mole” e sem questionar motivos nem porquês. Deve ser feita com alegria, pois o mau humor não é próprio de quem se consagra a Deus, nem daqueles que tudo deixaram para seguir Jesus Cristo. Então a obediência deve ser feliz, bem mastigada interiormente, ruminada a cada instante, pois ela faz parte do Amor que redimiu o mundo. Deus é Amor, sabemos disso, justamente por ser obediente.

Todos os Mosteiros são absolutamente iguais no cumprimento dos Santos Votos. Cada Comunidade muda em outros modos de direcionar essa consagração, ao que chamamos de carisma próprio. Há Monges que trabalham na lavoura, como nos primórdios da vida monástica, há os que trabalham na educação e há os que trabalham em artesanatos e outros trabalhos manuais. Também prestam serviços à Evangelização conforme pedido do Concilio Vaticano II. O trabalho é algo que integra a vida de um Monge, e ninguém ingressa num Mosteiro, para viver encerrado na cela da clausura rezando. Se pensa assim desista de ser Monge! Tal Mosteiro que receba esse tipo de gente, não existe, a não ser na utopia de quem não gosta do trabalho. Todos, entretanto, devem cumprir os mesmos Votos por se tratar de preceitos do Senhor Jesus. Há superiores mais moderados e há os mais fogosos, porém todos devem fazer cumprir as determinações das respectivas Regras e Constituições do Mosteiro, especialmente os Santos Votos.

Não deve o caro vocacionado pensar que exista algum Mosteiro do mundo cuja largueza chegue a ponto de enfraquecer o cumprimento dos Santos Votos. Em toda a parte é igual e a severidade está nas palavras de Jesus, as quais devem ser cumpridas por aqueles que pretendem segui-lo em profundidade. Mosteiro liberal, não é Mosteiro. Há uma exigência que caracteriza todos os Mosteiros. O verdadeiro discípulo de Jesus que busca um Mosteiro para realizar ali com mais perfeição o seu discipulado, certamente não encontrará problemas nas exigências regulamentares da casa. Jesus é a meta, ele é princípio e fim de tudo na Consagração dos Santos Votos na vida Monástica.

Assina: Dom Marcos de Santa Helena osc.=Prior

 
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