"A igreja Universal tem uma grande dívida de gratidão para com todos os O Monaquismo,oriental juntamente com o ocidental, constitui um grande dom para toda a Igreja"(Papa João Paulo II Rivola -Bulgária 27-05-2002). "O Monge é memória evangélica para os cristãos e para mundo" (Papa João Paulo II Rivola -Bulgária 27-05-2002)

Ano: IV Edição: Mensal N°:  XXXVIII  Mês: Dezembro de 2006.

Informativo Oficial da Congregação Monástica de Santa Cecilia

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Pastoral Vocacional.
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Colunista                
Frei Alonso da Santa Maria osc
Prepósito Vocacional              
 

O Natal de um Monge 

Como é o natal de um Monge, longe do mundo, das festas e do rebu das massas, como é esse natal em uma casa onde se vive e respira Cristo?

O Monge vê já no nascimento de Cristo o inicio da redenção que se consumará na Páscoa. Passa o advento a contemplar o altar de seu Mosteiro com um ar um tanto triste, sem flores, com cores mais escuras como o roxo e o rosa. Prepara o seu coração para a grande Solenidade do nascimento de Cristo.

Longe de ficar triste, o Monge está alegre, pois está se preparando para festejar intimamente unido a Sagrada Família o natal.

O natal de um Monge é diferente do natal vivido pelo mundo leigo, também diverge de muitos natais vividos por comunidades ativas, diferenciadas das demais.

O Monge passa este dia em jejum e oração, se lembrando da pobre e divina criança que nasceu tão humildemente, se une a Cristo pobre, em sua manjedoura, junto ao silêncio da Santa Maria e São José que estavam a contemplar o Rei dos Reis. O Monge passa sua noite de natal contemplando através do belo Ofício Divino e da Santa Missa, realizados com muita piedade ao som dos Cantos Gregorianos ou da bela música polifônica, com suas suaves melodias que fazem lembrar e imaginar o coro celeste de anjos que estavam naquela noite a cantar ao Menino Deus.

Esse dia é um dia especial para o Monge, um dia de oração e recolhimento, dia em que diferente das grandes ceias de natal que o mundo tem, ele fica com uma simples refeição, lembrando-se que talvez São José, naquela noite, em meio a tantas preocupações e Santa Maria em meio a dores de parto, não tivessem muito o que comer.

Viver o silêncio que adora, assim passa o Monge. O Monge pobre não tem muitas riquezas a ofertar ao Menino, mas oferece ao Menino Jesus aquilo que tem: sua vida, suas orações, o seu amor. Entrega-se mais uma vez a seu eterno e divino Amor Misericordioso. O contempla por aqueles que não o contemplam, o ama por quem não o ama, o adora por aqueles que não o adoram.

O seu natal é em família, pois Monge tem seus confrades como irmãos, muito mais que irmão de sangue, pois todos procuram ter uma só alma e um só coração, contemplam juntos, pensam unidos, batalham juntos para o triunfo de Cristo. Sim, essa é a família do Monge.

Feliz Natal e Ano Novo!

 

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