"A igreja Universal tem uma grande dívida de gratidão para com todos os O Monaquismo,oriental juntamente com o ocidental, constitui um grande dom para toda a Igreja"(Papa João Paulo II Rivola -Bulgária 27-05-2002). "O Monge é memória evangélica para os cristãos e para mundo" (Papa João Paulo II Rivola -Bulgária 27-05-2002)

Ano: III Edição: Mensal  N°:  XXXV           Mês: Setembro de  2006.

Informativo Oficial da Congregação Monástica de Santa Cecilia

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Pastoral Vocacional.
O brilho e beleza mística de um trabalho resplandecem nas mãos de quem o faz orando.

Pastoral Vocacional:

Página Vocacional

 
Aos caros vocacionados para a vida monacal seria desejável que fizessem um discernimento profundo antes de acertos definitivos para ir ao Mosteiro.

Aos que moram longe do Mosteiro mais ainda se torna evidente que precisam estudar bem antes de empreenderem viagem com gastos em passagens sem ter uma margem de certeza de que podem ali ficar.

Nós tivemos algumas experiências infrutíferas com vocacionados de longe e com não poucas dores de cabeça, cujo discernimento foi fraco por parte dele.

Encarecemos que o vocacionado não deve mentir, visando favorecimento. São Tomas de Aquino dizia que “é mais fácil um boi voar do que um monge mentir”.

Não pensem que indo para um Mosteiro podem fugir do trabalho. Tivemos um pobre vocacionado que se queixou nestes termos: “eu pensei que aqui a gente ficava todo o dia fechado na clausura e que não tivesse de fazer trabalhos”. Foi um engano redondo dele, os Monges trabalham, pois é função do Monge trabalhar para não ser pesado a ninguém como dizia o Apóstolo. Mosteiro não é sinônimo de vadiagem nem antro de pilantras. Um Mosteiro se caracteriza pela Oração, pela Meditação e pelo Trabalho silencioso. O Monge é um ser que se põe em estrita disponibilidade de Deus por meio dos Superiores e torna  como o barro mole que o oleiro dá a forma que precisar. Ele se deixa formar, moldar e burilar, para ser o mais perfeito possível diante de Deus e de Jesus a quem ele quer segui-lo, inclusive no caminho do Calvário.

Cada vocacionado deve observar as exigências do Mosteiro que ele está elegendo para realizar-se na vocação Religiosa, sem ficar mal humorado quando recebe informações que contrariam seu pensamento. Uma dessas exigências é a idade limite de ingresso. Por favor, não insista quando sua idade já ultrapassou. Os Mosteiros lidam na sua maioria, com pessoas jovens e organizaram a formação para essa idade. Um homem bem mais velho seria um problema na hora de se adaptar com rapazes, ou mudar sua vida pessoal de quem viveu sozinho fazendo o que queria e agora deva submeter-se ao comando de um Superior, por vezes mais jovem do que ele e, pior ainda, quando o Superior tem menos conhecimentos acadêmicos que o candidato. Por isso que o fato de ingressar no Mosteiro com muitas faculdades, assusta os superiores, pois tão sabichão dificilmente se adaptará ao comando de pessoas com menos graus acadêmicos. Aliás, para um Mosteiro não interessa os graus acadêmicos de seus membros, interessa, isto sim, o aproveitamento Espiritual e Teológico que ele venha a possuir. Os Monges primitivos não conheceram, em sua maioria, os graus acadêmicos de hoje. Nem eram doutos nas ciências mundanas, tornaram-se exíminios doutores das ciências de Deus. Foram santos, mesmo quando perambularam de um lado para outro com o fim de buscar mais e melhor a ciência que Deus revela aos pequeninos. Para muitos o fato de andar em muitos caminhos é sinônimo de inconstância e olham com esguelhas como se fosse um condenado. O muito andar na vida concede sabedoria, experiência e maturidade.

Um candidato que pretendesse ingressar num Mosteiro, mas já levou uma vida bastante escabrosa pelo mundo por onde andou, seria difícil de controlar-se após alguns anos. Sejamos corretos e acreditemos que as conversões como a de Santo Agostinho, podem acontecer, mas não a toda a hora nem com todos, talvez um por mil.O perigo dos pais solteiros é um outro grande empecilho na hora de ingressar num Mosteiro, o mesmo se diga de alguém que tenha ficha na polícia por qualquer fato, mesmo sem culpa.Entendam senhores que não é fácil tudo isso, não com pouca saliva que se consegue chegar ao consenso de aceitação de uma tal pessoa.

Lástima que alguns pretendentes nossos ficaram com bastante irritação quando nós vetamos o seu ingresso por idade avançada demais. Alguns responderam malcriados e isto nos confirmou que eram incompetentes para o Mosteiro e que não eram espíritos de Deus. Se nos tivéssemos sentido algum tipo de remorso por não termos aceitado, diante da resposta atrevida, passou o remorso e ficamos com certeza de que estávamos no caminho certo. Quem fica bravo já demonstra não ter vocação Monástica. A verdadeira vocação Monástica é pacífica, persistente e afetuosa. O carinho e a bondade de um vocacionado já o introduzem no projeto de um Mosteiro que realmente quer ser casa de Deus e Porta do Céu, lugar de eleitos e escolhidos muito amados de Jesus, a quem servimos humildemente, no desejo de cada dia ser mais perfeitos e semelhantes ao Pai que está no céu..

Para o nosso Mosteiro a idade começa aos 16 anos e o limite é 28 anos para ingressar. Isto que estamos querendo receber crianças com menos idade e dos 28 anos passar para 22. Há mais probabilidade de encontrarmos almas puras e corações mais abertos ao buril da formação Monástica.



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