"A igreja Universal tem uma grande dívida de gratidão para com todos os O Monaquismo,oriental juntamente com o ocidental, constitui um grande dom para toda a Igreja"(Papa João Paulo II Rivola -Bulgária 27-05-2002). "O Monge é memória evangélica para os cristãos e para mundo" (Papa João Paulo II Rivola -Bulgária 27-05-2002)

Ano: II Edição: Mensal  N°:  XXIII           Mês: Setembro de  2005.

Informativo Oficial da Congregação Monástica de Santa Cecilia

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Pastoral Vocacional.















Vocacional

 
Todas as Ordens e Congregações de ambos os sexos clamam em uníssono pela falta de vocações.
Nesse ínterim as igrejas paroquiais ocuparam os espaços que seriam para os Religiosos se desempenharem, colocando leigos em seu lugar, que depois de entrarem parece se apossarem e ficam donos ou donas das igrejas.
Em muitas capelas e paróquias há pessoas cognominadas de “Ministras” ou “Ministros” que não tomam nenhum interesse em divulgar as vocações sacerdotais, pois havendo maior número de Padres elas ou eles perderiam o lugar. Nessa situação elas e eles satisfazem seu ego e massageiam seu orgulho “bancando” Padre ao fazerem os tais de cultos “protestantizados” e rezando até a Oração Eucarística. (A Oração Eucarística é só para o Sacerdote rezar) Elas e eles, esses tais de “Ministros,”são precursoras(es) de uma grande crise Sacerdotal na Igreja. Fora o estilo seita que imprimem para a Igreja Católica, que os próprios Católicos não vêm mais diferença entre Missa e Culto Protestante. Elas ou eles abrem um precedente sem tamanho ao inculcar nos pobres fiéis que ali freqüentam a mentalidade “papa hóstia” distribuindo Comunhão sem acontecer a Santa Missa, que é  condenável para quem cultiva e crê na Eucaristia como presença real e mística de Jesus. Nunca deveria ser distribuída a Santa Comunhão por Ministros quando não há Missa. É uma heresia descomunal.
Não há nenhum estímulo, concretamente, para que um moço queira ser, por exemplo, Irmão Marista. Afinal só para ser professor então fica no mundo, pelo menos faz o que quer e o que bem entende sem ser cabresteado por ninguém. Com as Irmãs acontece o mesmo.
Os sacerdotes seculares são mal pagos e trabalham para o Bispo colher os louros diante do Papa na visita “Ad limina”. É claro que todo o Sacerdote deve espiritualizar-se e trabalhar para Jesus Cristo sem se importar se este ou aquele ganhará os louros de seu trabalho. Mas, quando envelhecem, esses Sacerdotes são jogados de lado e a grande maioria do povo que os paparicava agora reclama que ele estorva, por ser velho. O pouco que ganha não lhe permite ter uma velhice na privacidade, com sua própria casa e uma empregada.  Depende da caridade de Hospitais de Irmãs que lhe atendem como fazem com a maioria, portanto nada de especial para o velho e dedicado pastor. Desculpem esta franqueza no ar pela Internet, mas são coisas que nunca são ditas, mas são sentidas e percebidas, poderíamos dizer que são as gotas de sangue de Cristo que continuam a pingar. Os Padres não dizem nada quando percebem isso, por medo do Bispo, este poderia enfurecer e lhe tirar a paróquia e deixar que se arranje como puder. Tenho provas do que afirmo. Outros ainda sonham em serem Bispos e adulam o Ordinário local para ver se “chucham” alguma nomeação.
As vocações estão cada vez mais raras, constata-se que a perda do status de Padre ou Religioso, em conseqüência do laicismo alastrado pelo mundo todo, tem sido e vem sendo um sério problema que deve ser compensado por outros modos e outros procedimentos a nível global e que deve ser estudado por um grupo dedicado ao assunto.
As baixas nas fileiras clericais e Religiosas, em parte são provenientes dos escândalos que vieram à tona em várias partes do mundo; concubinatos de Padres e Bispos, homossexualismo, lesbianismo, caixa 2 nas igrejas rombos financeiros aqui e acolá, enfim uma série de falcatruas que passou a desmerecer a vida clerical. Isto a mídia apresenta, mas a Igreja deveria publicar os méritos e as boas ações de seus Padres, não daqueles que já estão como vedetes na mídia, mas dos bons e dedicados, inteligentes e santos que estão escondidos por ai, alhures no olvido, muitas vezes devido aos ciúmes.
Pior ainda quando o povo sabe que o Padre tem amante ou freqüenta bordéis e prega na igreja que não pode dar a Santa Comunhão para quem não é casado. Tudo isso faz o grande fiasco Clerical dos novos tempos, esbugalha a cara e o rosto da Igreja, torna-a uma sociedade como as outras que convive com a corrupção, corrompendo-se por dentro.
Os seminários diocesanos são focos de desumanidade. Nas regiões frias tais casas são geladas, com portas e janelas sempre abertas e todos dormem num quarto comum, sem um mínimo de privacidade, nem liberdade e à mercê dos odores alheios e as chacotas dos engraçadinhos, que geralmente são defendidos pelos superiores. É comum ver meninos sujos que tomam banho uma vez por semana, ou duas, quando muito e limpando o nariz na roupa ou nas cortinas do seminário. Costumam dormir com o blusão que usam durante o dia e exalando um desagrável odor, por conta da falta de banho e da troca diária das roupas íntimas, fermentadas pelos pingos de urina ali acumulados, cabeludos olhos inchados e vidrados, ainda por cima, conversam distraidamente na Missa e fazem as rezas sem piedade nem emoção interior. Que se pode esperar disso ai? Precisa ver o rompante dos tais de formadores; se sentem com o “Rei na barriga”, quando sua formação é um fracasso total e ai de quem disser alguma coisa contra isso tudo! “Viram num bicho”.
Isso é um pouco. Mas como se pretende incentivar vocações quando não se pensa dar um mínimo de condições para os jovens que buscam os seminários e casas de formação? É claro que diante dos confortos da modernidade ninguém pensa mais como no século XVI quando passou a vigorar os seminários. As pessoas hoje vivem numa civilização diferente e com essa diferença é preciso tirar partido para recriar o projeto das vocações. O seminário deve ser um lugar agradável, acolhedor e de tal forma que o jovem não sinta saudades da casa paterna, justo por encontrar ali o recanto sonhado para desenvolver seus dotes intelectuais, ascéticos e místicos.
Isto que aqui é posto não é para ser respondido com algum tipo de retaliações, velho e infeliz costume do casuísmo, mas é para ser estudado e levado a sério objetivando encontrar soluções. Por outro lado é preciso selecionar melhor os tais de vocacionados para os seminários. Há Bispos que colocam tudo o que aparece só para gozarem do prestígio de “arrotar grosso” que estão com o seminário cheio. Isto soma pontos lá em Roma, não é? Infelizmente eles se promovem! Graças a Deus que esse tipo de Bispo não é tão comum, a bem da verdade a maioria dos nossos queridos Bispos realmente é bem intencionada.
Aqui fica uma sugestão, que pode ser acompanhada de uma oferta de ajuda, pois trabalhando há 49 anos com jovens minha vivência nesse ramo, dificilmente poderá ignorar as mais diversas facetas do intrincado jeito de conduzir a juventude. 

Vamos resolver juntos os problemas pertinentes a nossa Santa Igreja.

Paz e Graça permaneçam com todos!

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