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Vocacional
Todas as Ordens e Congregações de ambos os sexos clamam
em uníssono pela falta de vocações.
Nesse ínterim as igrejas paroquiais ocuparam os espaços
que seriam para os Religiosos se desempenharem, colocando leigos em seu
lugar, que depois de entrarem parece se apossarem e ficam donos ou
donas das igrejas.
Em muitas capelas e paróquias há pessoas cognominadas de
“Ministras” ou “Ministros” que não tomam
nenhum interesse em divulgar as vocações sacerdotais,
pois havendo maior número de Padres elas ou eles perderiam o
lugar. Nessa situação elas e eles satisfazem seu ego e
massageiam seu orgulho “bancando” Padre ao fazerem os tais de cultos
“protestantizados” e rezando até a Oração
Eucarística. (A
Oração Eucarística é só para o
Sacerdote rezar) Elas e eles, esses tais de “Ministros,”são precursoras(es)
de uma grande crise Sacerdotal na Igreja. Fora o estilo seita que
imprimem para a Igreja Católica, que os próprios
Católicos não vêm mais diferença entre Missa
e Culto Protestante. Elas ou eles abrem um precedente sem tamanho ao
inculcar nos pobres fiéis que ali freqüentam a mentalidade
“papa hóstia” distribuindo Comunhão sem acontecer a Santa
Missa, que é condenável
para quem cultiva e crê na Eucaristia como presença real e
mística de Jesus. Nunca deveria ser distribuída a Santa
Comunhão por Ministros quando não há Missa.
É uma heresia descomunal.
Não há nenhum estímulo, concretamente, para que um
moço queira ser, por exemplo, Irmão Marista. Afinal
só para ser professor então fica no mundo, pelo menos faz
o que quer e o que bem entende sem ser cabresteado por ninguém.
Com as Irmãs acontece o mesmo.
Os sacerdotes seculares são mal pagos e trabalham para o Bispo
colher os louros diante do Papa na visita “Ad limina”.
É claro que todo o Sacerdote deve espiritualizar-se e trabalhar
para Jesus Cristo sem se importar se este ou aquele ganhará os
louros de seu trabalho. Mas, quando envelhecem, esses Sacerdotes
são jogados de lado e a grande maioria do povo que os paparicava
agora reclama que ele estorva, por ser velho. O pouco que ganha
não lhe permite ter uma velhice na privacidade, com sua
própria casa e uma empregada. Depende
da caridade de Hospitais de Irmãs que lhe atendem como fazem com
a maioria, portanto nada de especial para o velho e dedicado pastor.
Desculpem esta franqueza no ar pela Internet, mas são coisas que
nunca são ditas, mas são sentidas e percebidas,
poderíamos dizer que são as gotas de sangue de Cristo que
continuam a pingar. Os Padres não dizem nada quando percebem
isso, por medo do Bispo, este poderia enfurecer e lhe tirar a
paróquia e deixar que se arranje como puder. Tenho provas do que
afirmo. Outros ainda sonham em serem Bispos e adulam
o Ordinário local para ver se “chucham” alguma
nomeação.
As vocações estão cada vez mais raras, constata-se
que a perda do status de Padre ou Religioso, em conseqüência
do laicismo alastrado pelo mundo todo, tem sido e vem sendo um
sério problema que deve ser compensado por outros modos e outros
procedimentos a nível global e que deve ser estudado por um
grupo dedicado ao assunto.
As baixas nas fileiras clericais e Religiosas, em parte são
provenientes dos escândalos que vieram à tona em
várias partes do mundo; concubinatos de Padres e Bispos,
homossexualismo, lesbianismo, caixa 2 nas igrejas
rombos financeiros aqui e acolá, enfim uma série
de falcatruas que passou a desmerecer a vida clerical. Isto a
mídia apresenta, mas a Igreja deveria publicar os méritos
e as boas ações de seus Padres, não daqueles que
já estão como vedetes na mídia, mas dos bons e
dedicados, inteligentes e santos que estão escondidos por ai,
alhures no olvido, muitas vezes devido aos ciúmes.
Pior ainda quando o povo sabe que o Padre tem amante ou freqüenta
bordéis e prega na igreja que não pode dar a Santa
Comunhão para quem não é casado. Tudo isso faz o
grande fiasco Clerical dos novos tempos, esbugalha a cara e o rosto da
Igreja, torna-a uma sociedade como as outras que convive com a
corrupção, corrompendo-se por dentro.
Os seminários diocesanos são focos de desumanidade. Nas
regiões frias tais casas são geladas, com portas e
janelas sempre abertas e todos dormem num quarto comum, sem um
mínimo de privacidade, nem liberdade e à mercê dos
odores alheios e as chacotas dos engraçadinhos, que geralmente
são defendidos pelos superiores. É comum ver meninos
sujos que tomam banho uma vez por semana, ou duas, quando muito e
limpando o nariz na roupa ou nas cortinas do seminário. Costumam
dormir com o blusão que usam durante o dia e exalando um
desagrável odor, por conta da falta de banho e da troca
diária das roupas íntimas, fermentadas pelos pingos de
urina ali acumulados, cabeludos olhos inchados e vidrados, ainda por
cima, conversam distraidamente na Missa e fazem as rezas sem piedade
nem emoção interior. Que se pode esperar disso ai?
Precisa ver o rompante dos tais de formadores; se sentem com o “Rei na
barriga”, quando sua formação é um fracasso total
e ai de quem disser alguma coisa contra isso tudo! “Viram num bicho”.
Isso é um pouco. Mas como se pretende incentivar
vocações quando não se pensa dar um
mínimo de condições para os jovens que buscam os
seminários e casas de formação? É claro que
diante dos confortos da modernidade ninguém pensa mais
como no século XVI quando passou a vigorar os seminários.
As pessoas hoje vivem numa civilização diferente e com
essa diferença é preciso tirar partido para recriar o
projeto das vocações. O seminário deve ser um
lugar agradável, acolhedor e de tal forma que o jovem não
sinta saudades da casa paterna, justo por encontrar ali o recanto
sonhado para desenvolver seus dotes intelectuais, ascéticos e
místicos.
Isto que aqui é posto não é
para ser respondido com algum tipo de retaliações, velho
e infeliz costume do casuísmo, mas é para ser estudado e
levado a sério objetivando encontrar soluções. Por
outro lado é preciso selecionar melhor os tais de vocacionados para os seminários.
Há Bispos que colocam tudo o que
aparece só para gozarem do prestígio de “arrotar grosso”
que estão com o seminário cheio. Isto soma pontos
lá em Roma, não é? Infelizmente eles se promovem!
Graças a Deus que esse tipo de Bispo não é
tão comum, a bem da verdade a maioria dos nossos queridos Bispos
realmente é bem intencionada.
Aqui fica uma sugestão, que pode ser acompanhada de uma oferta
de ajuda, pois trabalhando há 49 anos com jovens minha
vivência nesse ramo, dificilmente poderá ignorar as mais
diversas facetas do intrincado jeito de conduzir a juventude.
Vamos resolver
juntos os problemas pertinentes a nossa Santa Igreja.
Paz e
Graça permaneçam com todos!
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