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| Ano: II Edição: Mensal N°: XVII Mês: Março de 2005. | ||||||
| Informativo
Oficial da Congregação Monástica de Santa Cecilia |
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Pastoral
Vocacional: O Claustro Para falar em vocação a Comunidade
sugeriu algumas palavras sobre o claustro dos Monges e Monjas. Há muitos, para não dizer a
maioria, que ignoram a vida do claustro. Pensam que claustro é
ficar o dia inteiro encerrado num quarto, chamado cela como se fosse um
fóbico ou fóbica
sem falar com ninguém. Veja bem, seria isto um caso de
psiquiatria e não de mosteiro. A clausura ou o claustro começa pelo
hábito. O uso de um hábito é proteger ou guarnecer
seu corpo dos olhos sensuais e curiosos do mundo, ainda mais o de hoje
que ao enxergar um homem ou uma mulher olham de cima a baixo com o fim
de “sabatinar” a estrutura erótica da pessoa.
O claustro é todo o ambiente da casa onde vive o
monge escondido dos olhares mundanos.(assim se diz para os olhares
daqueles que não compartem aquela vida! Significa que o monge ou a monja não pode
participar da
vida social como as demais pessoas, se abstém voluntariamente
por amor ao Cristo, de ver a televisão, ler as revistas,
principalmente as mundanas que só falam de sexo, praia e
política. O claustro a rigor nos Mosteiros é um
pátio fechado com altos muros e o interior do Mosteiro que
é reservado só para os Monges onde os leigos não
têm acesso. Mas o monge pode sair inclusive para pregar. O
Concilio Vaticano II conclama os Monges que façam isto, para
suprir as necessidades da Evangelização e dar testemunho
de sua fé. Existem alguns Monges alhures, que não
podem sair para dar catequese, mas vão à praia com
óculos de sol bisbilhotando os homens e as mulheres deitadas na
areia, se bem que não são todos; justiça seja
feita, nem todos os que vão à praia fazem com essa
intenção. Não se deve generalizar. Entretanto
não fica bonito e não é edificante ver os Monges
nesses lugares, com seus corpos expostos aos olhares dos outros. A
renúncia do mundo que os Monges fazem significa renunciar as
sujeiras dele, as idéias imbecis e as idiotices que ele pratica
e induz os outros à prática. Eles, os Monges não
renunciaram a alegria constante da paz interior de suas vidas puras que
levam no claustro. Nesse sentido praticam o lazer,
recreação, brincam e se divertem contam piadas, sadias, é claro, e realmente se
congregam no amor de Cristo. Não são amuados, sisudos,
aliás, pessoas amuadas e mal humoradas não podem ficar em
Mosteiro, devem voltar para o mundo se não conseguirem curar
esse câncer psicológico, que, em geral, é
conseqüência da péssima educação
familiar que receberam. Diga-se de passagem, os pais modernos
não educam mais, eles ensinam coisas para os filhos. É
por esse motivo que se vê cada
“bruta monte” que dá medo! Juventude
grosseira, só falando em gíria e um linguajar de baixo
calão é o que, normalmente se vê nas ruas, nos
colégios e grupos humanos. O claustro é o espaço muito
especial reservado para pessoas, igualmente muito especiais, que
resolveram, por uma opção própria seguir Jesus Cristo
afastados do rebuliço do mundo traiçoeiro, falso e
enganador. Na clausura todo o silêncio é
pouco. Os Monges não ficam a escutar música, nem mesmo
música sacra; não assobiam, nem cantarolam. No
silêncio o Monge aprende a escutar a voz de Deus no seu interior
e ele desperta sua imaginação espiritual; assim
procedendo, aos poucos, vai chegando à
contemplação. Chegará um dia em que ele
poderá dialogar com Jesus e ouvi-lo no interior. Os Monges Cecilianos ficam agradecidos que
alguém lhes
abone novas informações sobre o tema Claustro. Dom Prior Marcos de Santa Helena osc.
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