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| Ano: I Edição: Mensal N°: XI Mês: Outubro de 2004. | ||||||
| Informativo
Oficial da Congregação Monástica de Santa Cecilia |
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Pastoral Vocacional:
Documento dos Egressos
Há uma preocupação geral dos sacerdotes no Brasil com o
cumprimento do Documento dos Egressos, que foi expedido pela
Conferência Episcopal Brasileira (CNBB) e que, alguns Bispos
não estariam cumprindo-o. Nossa experiência no Mosteiro tem
demonstrado grande indiferença com esse
documento por parte de Superiores e Reitores de seminários e
casas de formação. Um caso específico e o de dois
moços que vieram do Seminário Arquidiocesano de
Florianópolis, sediado em Brusque-SC e fizemos reiterados apelos
a que a direção nos mandasse a Carta de
recomendação sobre eles e nunca veio. Diante disso, fomos
testando os rapazes e chegamos ao final do período
Canônico de Postulantado e admitimos ao Noviciado, só com
base nas observações e no comportamento deles neste
período. Não insistimos na “tal”carta imaginando que o
Reitor não tenha nada em contra os referidos moços, por
isso também não se pronunciou. Nós temos nossa avaliação,
embasada na Legislação da Igreja, no Direito
Canônico e em nossas Santas Regras,
transpondo nossas barreiras, é o
suficiente. Porém, em muitos casos é
ótimo que venha a recomendação. Em
princípio não se aceita ninguém que não
venha portando esse documento, mas não vamos deixar de fazer
justiça a um rapaz bom que é chamado por Deus, só por outros episódios que, em muitos
casos o rapaz tinha razão e a recomendação do
Superior ou Reitor só iria destruir o ideal e a
vocação do jovem. Considere-se que os Superiores e
Reitores estão sujeitos as Paixões e podem errar em sua
avaliação. Um outro caso aconteceu com os Trapistas do
Paraná. Um jovem que lá esteve queria entrar aqui e
mandou-se carta, e-mail e telefonema para o Prior, mas até hoje
eles não deram resposta. Vivem o silêncio em sua
plenitude! O jovem não foi aceito aqui, de vez lá ele
teria sido Noviço e tudo se complicou muito com outros problemas
dele. Mas, o certo é que ninguém
está “dando bola” para
esse Documento da CNBB. Vocação é coisa muito
séria. As vezes um jovem ingressa no Seminário, sem
maiores informações sobre a vida Consagrada e lá,
lendo e conversando com outros, ele vai se descobrindo e percebendo que
não é ali o seu lugar. Poderá ser rotulado de falta de entrosamento comunitário,
comportamento apático e outros adjetivos desqualificativos que
caracterizam uma vocação para a vida do silêncio
monacal. Incompreendido pelo superior poderia ter uma péssima
avaliação no final. Precisamos cuidado com as cartas de
recomendação e saber filtra-las, tendo ao mesmo tempo
nosso discernimento próprio e cuidar quando o comportamento
indesejável do candidato coincide com o que foi dito na carta de
recomendação sigilosa da Comunidade na qual ele esteve
antes. Nesse caso não há dúvida, algumas
tentativas de correção que não resolvam devem
levar ao afastamento do jovem. Seria desejável que todas as Casas
Religiosas de formação enviassem suas
opiniões, quando solicitadas, até mesmo por boa
educação e civilidade. Quem não é educado
certamente não sabe educar! Prior. ******************************************************************* *******************************************************************
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