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| Ano: I
Edição: VIII
Mês: Junho de
2004.
Edição: Mensal |
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| Informativo
Oficial da Congregação Monástica de Santa Cecilia |
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Pastoral Vocacional:
Colunista
Dom Elias do Espírito
Santo osc.
******************************************************************* A Ética VocacionalExiste uma ética a ser seguida no trato
com vocacionados. É claro que não fica bonito, já
no primeiro contato de um jovem, solicitando apenas
informações, a direção da casa Religiosa
já o considerar um “vocacionado”
seu. Isto dá um choque muito grande no possível
candidato. Quando um jovem pede informações, a gente as manda com educação, gentileza
e não se mostrando “flagelado”
de candidatos. Se o pretendente se comunicar novamente e tomar
interesse, dai, então, manda-se a
ficha a ser preenchida e pede-se a foto. A
partir desse didático procedimento o consideramos vocacionado.
Há Mosteiros que dizem ter 2.000 candidatos em potencial para
serem Monges, registrados em seus computadores. É uma farsa e
uma mentira. Registrar todas as pessoas que entram em contato com o
Mosteiro, como vocacionados isto é muito fácil, mas
não é verdade que sejam candidatos nem em potencial nem em potência nenhuma. É um
fato, temos de desmascarar os mentirosos e trapaceiros. Está se
espalhando o costume de mentir aumentando e aviltando os números
para conseguir prestígio, mormente em Roma. Devemos primar pela
qualidade e não pela quantidade. Não é elegante, igualmente, ficar
mandando folhetos e propagandas vocacionais para jovens que estejam em
seminários ou Instituições bem como para os que
nada querem com esse tipo de vida. Vi muitos rapazes fazerem
gozações de casas Religiosas que insistiam com eles,
muitos dos quais, frejeiros, namoradores e mulherengos. É preciso ter cuidado. Cuidado, acima de
tudo, para não colocar em nossas Instituições
Religiosas, homens que não estão “a fim” com vida Consagrada. Consagrar-se a Deus é coisa séria
e não se brinca. Está havendo muito descuido inclusive
nos seminários Diocesanos aonde seminaristas vão a baile,
visitam a “zona de bordel” e outros lugares escusos, muitas vezes sob
os olhares complacentes dos dirigentes e orientadores vocacionais.
É por isso que a Igreja está perdendo terreno. Não é muito dizer que a
prática do celibato não basta. É preciso formar
seminaristas e futuros sacerdotes para uma castidade virgem. Melhor
ainda os Institutos de Vida Consagrada. Isto de dizer que tem de fazer
experiência fora e com sexo para discernir a
vocação é mais uma piada do que uma realidade.
Trata-se de um crime e uma traição ao espírito do
Evangelho de Jesus e ao Catecismo da Igreja Católica que ainda pede aos noivos que se casem virgens. Se
isto é com os pretendentes ao casamento, melhor ainda
será aos jovens para a o sacerdócio e Vida Religiosa de
Consagração. Vamos reformar as coisas, vamos reformar os maus
costumes. É só arregaçar as mangas e
começar! *******************************************************************
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Monástica de Santa Cecilia |