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Ano
I Edição I
Mês Novembro 2003.
Edição Mensal
Informativo Oficial da Congregação Monástica de Santa Cecilia
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Pastoral Vocacional Parece que, entre as Pastorais, a que ocupa o lugar privilegiado é a Vocacional. Não se trata de "cabalar"
jovens para serem padres ou moças para serem freiras, a Pastoral Vocacional
vai além do simples fato de agregar número de gente nos seminários
e Casas Religiosas. Diga-se, à guisa de comentário, que há
muita gente comendo e bebendo nos seminários, simplesmente à
toa, pois muitos deles não querem nada com vocação de
padre. São da farra, do oba oba e criticam ou perseguem os bons e
bem intencionados. Muitos deles conseguem se Ordenar, depois é isso
ai!
A Pastoral Vocacional tem como meta instruir os cristãos a respeito do Ministério Sacerdotal ou da grandeza da Vida de Consagração pelos Votos Religiosos. Tal instrução deve ser feita com base na grande bagagem que a Igreja possui a respeito do assunto, tanto na documentação do Concilio Vaticano II, quanto do Direito Canônico e Magistério, especialmente do Papa João Paulo II, sobre essa matéria. O conhecimento dessa exposição, diria, doutrinal, da Igreja faz com que reacenda a mecha da fé em muitos com uma tênue luz, quase no fim e prestes a se apagar. Trata-se de instruir as gentes sobre o valor do Sacerdócio, despertar nos fiéis o respeito, atualmente bastante judiado, para com os padres. Obviamente que os padres, não tendo a cobrança dos fiéis, nem o ânimo de seus paroquianos constantemente ativado, começam a perder o elã, realizam um trabalho empobrecido no esfacelamento de suas convicções meio desiludidas. Quando os padres percebem que os fiéis valorizam sua função e têm conhecimento de causa, o sacerdote tem estimulo para tornar-se santo e pastor modelar do rebanho que lhe foi confiado. Na maioria das Dioceses, as Pastorais Vocacionais estão voltadas mais para o clero Diocesano do que para os Religiosos, infelizmente. As meninas são estimuladas para as Instituições de Freiras que tenham vida ativa. Pena que não se dê o devido lugar para a Vida Consagrada Contemplativa, que tem suas origens no início do cristianismo. Sem a contemplação a Religião cai e nasce o socialismo e todas as idéias Marxistas-socialistas mais extravagantes. Não há hierarquia por mais organizada que seja, para conter tal avalanche. A ação perde seu sentido sem a oração e a contemplação. Recordo que o Concilio Vaticano II dá ênfase especial para os e as contemplativas, pois a Contemplação é o fim último da Igreja, que foi, por assim dizer, declarada contemplativa pelo Sagrado Concilio Não é agora com a Nova Evangelização que vamos jogar na lixeira ou deletar 2000 anos de espiritualidade. Pensem nisto! Seria desejável que houvesse um equilíbrio de forças, ao invés de uma disputa, entre ser Diocesano e ser Religioso. Jesus já alertou que "todo reino divido contra si mesmo será destruído. Toda cidade, toda casa dividida contra si mesma não pode subsistir" (Mt 12,25 Cf. Mc 3,24-27 Lc 11,17) afinal todos pertencem a mesma Igreja Una e Santa Católica e Apostólica Todos cumprem uma tarefa que é um carisma para brilho da Igreja e triunfo do Cristo nos corações humanos. ******************************************************************* |
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