Horário do Mosteiro agora: "A igreja Universal tem uma grande dívida de gratidão para com todos os Monges"
O Monaquismo,oriental juntamente com o ocidental, constitui um grande dom para toda a Igreja"(Papa João Paulo II Rivola -Bulgária 27-05-2002). "O Monge é memória evangélica para os cristãos e para mundo" (Papa João Paulo II Rivola -Bulgária 27-05-2002)

Ano: IV Edição: Mensal  N°:  LVIII           Mês: Agosto de  2008.

Informativo Oficial da Congregação Monástica de Santa Cecilia

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A palavra do Prior Dom Marcos de Santa Helena osc.
O brilho e beleza mística de um trabalho resplandecem nas mãos de quem o faz orando.

A Palavra do Prior:

“Órgão, instrumento singular de Evangelização”

 

Esta notícia eu recolhi de Zenit no dia 7 de Julho de 2008.

Formidável a notícia reportagem.  Ela narra um encontro de Bento XVI com um grupo de Ratisbona. O Papa com euforia re-lembra os momentos em que esteve na cidade como Pontífice e deu a bênção ao novo órgão da Capela Antiga. Saudoso menciona a poesia do templo iluminado, o som do órgão e o coral. Mencionando Schiller o Bispo de Roma fala de “faísca dos deuses” para enfatizar o que ele sentiu do Espírito Santo dentro de si.

Ninguém se dava conta que o órgão é um instrumento musical evangelizador. Na estultícia acadêmica de muitos só evangeliza quem estuda exegese, oratória, curso de missionário e catequista. Por ai vai...

O som do órgão produzido pela vibração do vento num tubo tem o condão de fazer eco em nosso interior e provocar pensamentos de sublimidade e de uma grandeza que ultrapassa as honras, os méritos e as riquezas adquiridas. Ele entra na alma e o ouvinte sente-se tocado por uma brisa de ternura que não deixa de ser uma faísca do amor penetrante de Deus. Sendo o órgão de origem pagã, nem por isso deixa de ser permeável aos bons sentimentos que só podem emergir das profundezas de Deus, arraigadas em cada ser. Os pagãos também tiveram experiências maravilhosas de Deus, é bom saber.

A música gera ternura, sensibiliza e desta mistura brota o amor. Pois o amor não é fogo de uma paixão, mas impulso sublime que eleva nosso espírito e nossa mente.

Há vários anos, quando eu era Irmão de Ordem e já trabalhava com corais de meninos cantores encontrei alguns pares de Reverendíssimos Padres que exclamavam: “para que manter um Irmão só para cantar com essas crianças?” Cabecinhas curtas, fracasso da Teologia Acadêmica de Seminários e Universidades. Vagalhões que, como ondas gigantescas, se quebraram nos penedos da praia. Por uma dessas conversas e outras tantas é que 40 anos após o Concilio a Igreja vai cada vez pior perdendo para qualquer seita vagabunda e muitos Padres imitando Pastores dessas seitas até no modo de falar e agarrar um microfone. Fiasco e vergonha sem mesura em muitos casos isto é falta de vergonha e rubor na face!

Um Bispo bem intencionado e voltado para as coisas belas como sinal de Deus, criou uma escola de Música Diocesana com o objetivo de instruir organistas, cantores e salmistas das paróquias, mantendo na Catedral um belo coral de meninos. Mas, de repente, veio um tsunami, a troca do Bispo que sendo autoritário resolveu acabar com tudo e ainda sublinhou que “a Igreja não precisa de música, mas sim de ortodoxia”. Muitos brutões da mesma tarimba hoje estão levando fogo e ferro do Papa Bento XVI que não os poupa e comprova seus erros ao público do mundo inteiro de maneira discreta, porém visível. Isso mesmo Santo Padre! Estava chegando a hora de colocar os pingos nos ii.(is) Dar porrete nas infâmias que se acotovelam nas fileiras da Igreja Católica para destruí-la. Iconoclastas e inimigos da beleza revejam suas posturas! Tinha eu razão ou não tinha naqueles velhos e sofridos tempos? É por isso que diz o velho ditado: “quem ri por último ri melhor”.



      
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