Horário do Mosteiro agora:
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| Ano: IV Edição: Mensal N°: LVII Mês: Julho de 2008. | |||||
| Informativo Oficial da Congregação Monástica de Santa Cecilia | |||||
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A Palavra do Prior:
Epilogo Ao
término deste exaustivo trabalho ocorre-nos citar o Salmo 118: “Mostrai-me, Senhor, o caminho de vossas
Leis, para que eu o siga com fidelidade.” (118,33) “Concedei a vosso
servo esta
Graça. Que eu viva para guardar vossas palavras. Abri meus
olhos, para que veja
as maravilhas de vossa Lei.” (118,17-18) Nesta Santa Regra encontram-se fragmentos da
maravilhosa Palavra do Senhor e dos Apóstolos. Eis a
razão de ser chamada
“Santa Regra”. Ela não é tudo, mas leva o seguidor a
buscar nas Escrituras o
segredo da mensagem. A
forma usada na redação é a antiga dos velhos
Abades dos primórdios do
monaquismo, com a única diferença do autor ser moderno e
desprovido da erudição
espiritual daqueles veneráveis da espiritualidade. As Regras
antigas
caracterizam-se pela exposição da disciplina em forma de
ascética para que a
vida do Monge, tanto no trabalho, como na oração ou no
cumprimento dos
regulamentos monásticos seja motivo e razão de contemplar
a Deus. Esta
Santa Regra foi escrita para quem, realmente, deseja seguir o Senhor
Jesus
Cristo, estando no mundo como Ele e os Apóstolos estiveram e, ao
mesmo tempo,
no deserto de seu claustro, alheio ao mundo e absorto O
mundo moderno carece de almas em estado de contemplação
que lhe sirvam de apoio
e modelo. Existe
uma fenomenal reviria em tudo e, seguir os preceitos de Jesus é
um antídoto de
toda essa balbúrdia e confusão. Poderia
acontecer outro problema, ao que devemos ficar atentos, por ser um
perigo
nefasto; seria o Monge Ceciliano absorver tanto o conteúdo
destas Santas
Regras, viver momentos tão sublimes de
contemplação e êxtase que, ao voltar
para o estado normal, não mais ver sentido no mundo e com isso
entrar Eis
aqui um perigo para o Monge: decepcionar-se com o mundo e com as
pessoas não
vendo mais razão de ser da existência, colocando em risco
sua sensibilidade
nervosa a ponto de querer e desejar tirar-se a vida. Isto é uma
constatação
amarga, porém, realista. De modo análogo, conforme narra
o “Martirológio
Romano,” procederam os santos mártires, os quais, muitos deles,
atiravam-se
contra as feras ou entregavam-se aos algozes, voluntariamente, para
serem
martirizados. Eles não viam mais sentido na existência
terrena e anelavam estar
com o Divino Esposo nas Núpcias Eternas. Cuidado
para não assumir a Religião e a vida Contemplativa com
fanatismo, pois isto é
pernicioso em qualquer situação. Não levar aos
extremos a busca de Deus e o
desejo da Pátria Celeste. Sempre há sentido na vida,
quando nós, de bom grado,
como oferta generosa, resolvemos colocá-la, ao serviço de
irmãos que estão em
um estágio espiritual inferior ao nosso. Leve em conta, todo o
Monge Ceciliano
que, dentro da mística, da beleza e do fascínio da vida
Monacal primitiva,
existe um erro histórico, que hoje nos damos conta: na sua
grande maioria eles
pensavam só em si mesmos, só na sua própria alma.
Hoje nós pensamos na alma dos
irmãos e, salvando a alma deles, salvamos, também, nossa
alma. Isto conforma
com a preocupação do Apóstolo: “...como
eu quero agradar a todos em tudo, não procurando a minha
conveniência, porém a
de todos, para que se salvem.” (I.Cor.10,33)
Fiquem
atentos, os Monges Cecilianos, para não caírem nos
extremos, como ficou dito, e
que sua contemplação seja serena, tranqüila e
robustecida por uma fé sadia e
isenta de exageros e mediocridades da mente e do espírito. Que
torne viável uma
convivência compreensiva com aqueles que não tiveram a
mesma Graça para chegar
a tanto. Não exijam que o povo pense como Monge, já que o
Monge não deve pensar
como o povo. Cada
Monge Ceciliano considere-se fraco, diante do poder do mal do mundo, no
entanto
forte exclamando com o Apóstolo: “Tudo
posso naquele que me dá força.” (Col.4,13) Que
estas Santas Regras, sendo caminho, também sejam luz, para
espíritos
desarmados, simples e dóceis. Não
aconteça que, ao ler estas páginas, o Monge Ceciliano as
queira mudá-las com o
fim de adaptá-las aos seus caprichos ou seu modo de pensar. Quem
julgá-las
muito severas, não tem espírito de Monge, portanto, nada
tem a dizer; fique no
mundo, obedecendo as suas leis e seus ditames. Estas
Santas Regras são uma exposição dos ensinamentos
contidos nos Santos
Evangelhos, na Tradição Apostólica
Néo-Testamentária e nos escritos dos Padres
do ermo. Saibam
que o mundo é ingrato para seus seguidores e perverso para com
os seus
adversários; e não perdoa que ninguém a ele se
oponha. Não é por nada que o
Apóstolo exclamou: "Todo aquele que
quer ser amigo do mundo, constitui-se inimigo de Deus."(Tg.4,4) O mundo está sob o domínio de
satanás como
afirma a Escritura: “Levando-O para o
alto, mostrou-lhe, o diabo, num instante, todos os reinos do mundo e
disse: eu
te darei o domínio e a glória de todos estes reinos,
porque a mim foram
confiados e eu dou a quem quiser. Se te prostrares, pois, diante de
mim, tudo
será teu” (Lc.4,5-7) (Cf.Mt.4,9) Ser contrário ao mundo, suas
glórias e
vaidades, significa fazer oposição ao demônio. “Nenhum servo pode servir a dois senhores: ou há de
odiar a um, e amar
a outro; ou há de aderir a um, e desprezar a outro; não
podeis servir a Deus e
às riquezas” (Lc.16,13) Riquezas,
também podem ser traduzidas como apegos e não somente o
fato de possuir muito
dinheiro. O antagonismo entre o mundo e Deus está,
também, manifesto em que ”...foi feito por ele, mas
o mundo não o conheceu.”
(Jo.1,10) Jesus exclama, ao criticar o mundo: “O
mundo não vos pode odiar, mas odeia-me, porque eu testemunho
contra
ele que suas obras são más.” (Jo.7,7)
A
prática das coisas do mundo mata a vida plena de Deus no
coração do homem,
disto afirma claramente a Escritura: “E
vós outros estáveis mortos por vossas faltas, pelos
pecados, que cometestes
outrora seguindo o modo de viver deste mundo, do príncipe das
potestades do ar,
do espírito que agora, age nos rebeldes.”(Ef.2,1-2)
Concluímos que satisfazer
o mundo em suas glórias, vaidades e prazeres, equivale
satisfazer ao demônio,
conforme o raciocínio anterior. Toda
a sabedoria do mundo é falsa e vã. Ela conduz o homem ao
distanciamento de
Deus, que é espírito e verdade e ele, o mundo, é
matéria e mentira. “Já que o mundo com a sua
sabedoria não
chegou a conhecer a Deus na sabedoria divina, aprouve Deus salvar os
que crêem
pela loucura de sua mensagem.” (I.Cor.1,21)
O
Monge Ceciliano terá uma luta cerrada e constante contra o mundo
e seus
artifícios, seus males físicos e espirituais exclamando
com o Apóstolo: “A nossa luta não é
contra as forças
humanas, mas contra os principados, contra as potestades, contra os
dominadores
deste mundo tenebroso, e contra os
espíritos maus dos ares.” (Ef.6,12) O
Monge Ceciliano deve, enfim, estar totalmente imune aos sabores do
mundo,
lembrando a cada instante que "...nós
somos cidadãos do céus"(Fil.3,20) Com
persistência e coragem deve permanecer fiel, crendo piamente na
palavra do
Senhor: "Sê fiel até a morte, e eu
te darei a coroa da vida"(Ap.2,10) Deve ter aprendido no tempo de
Noviciado, e no período após os
primeiros votos, bem como ao longo de toda a
existência, esta renúncia,
a fim de poder exclamar, com toda a sinceridade com o Apóstolo,
ao repassar em
sua mente os prazeres e glórias do mundo: “ Na
verdade, em tudo isso só vejo
dano, comparado com esse bem supremo: o conhecimento de Jesus Cristo
meu
Senhor. Por ele tudo desprezei e tenho em conta de esterco, a fim de
ganhar
Cristo.”(Fil.3,8)
Ao
final, no ocaso deste minucioso texto, escrito para ser Regra de vida,
como já
ficou esclarecido, e também um código disciplinar dos
Monges, entenda-se claro,
conclamamos os Religiosos desta Santa Congregação, a que
sejam santos fugindo
do mundo, sem ouvir os rumores que dele provêm, pela boca dos
seus adeptos e
seguindo Cristo no abandono total dele e de suas “ilusões,
tudo ilusão.” (Cf.Ecl.1,2e12,8) Quem não aprendeu a
renunciar o mundo e a si mesmo, não aprendeu a ser Monge. Aquele
que sonda os rins e os corações e que dá a cada um
segundo as suas obras (cf.
Ap.2,23) é o mesmo que se dirige, silenciosamente, a cada Monge
com estas
palavras: "Conheço tuas obras, teu
amor, tua fidelidade, tua generosidade, tua paciência e
persistência"(Ap.
2,19) Na
intimidade profunda com Deus é possível
encontrá-lo a cada momento, dentro de
nós, na “cela interior," no interior do irmão e em tudo
que nos cerca,
dando sentido à existência, pois só Ele é a
razão de nosso ser. Esperamos
que ninguém queira mudar esta Santa Regra, se não lhe
serve, procure outra ou
escreva uma para si melhor do que esta. “Reine em
vossos corações a paz de
Cristo, para a qual fostes chamados a fim de formar um único
corpo. “...Sêde
agradecidos.” (Col.3,15) “Depois, por tudo isso
bendize Aquele que te criou e
te
embriaga de seus benefícios.”
(Eclo.32,13) “Que o
Senhor vos faça crescer e
aumentar a caridade mútua e, para com todos os homens, como
é o nosso amor para
convosco. Que confirme vossos corações e os torne
irrepreensíveis e santos na
presença de Deus, nosso Pai, por ocasião da vinda de
Nosso Senhor Jesus com
todos os santos. Amém.” (I.Tess.3,12-13) Que
Ele abençoe e ilumine os corações abertos aos Seus
desígnios pelo caminho, ora
apontado nestas Santas Regras que, ao serem escritas, não
tiveram a pretensão
de sobrepor-se a nenhum dos Pais da Tradição
Monástica, nem da espiritualidade,
para os quais nos curvamos admirando-os; mas objetivaram expor e levar
ao
conhecimento de outros, o modelo de vida que sempre levamos muito
discretamente, o qual nós entendemos, depois de muito confrontar
com a
Escritura, ser um caminho verdadeiro sem margem de questionamentos Final
da “Santa Regra da Congregação Monástica de Santa
Cecília”
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