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| Ano: IV Edição: Mensal N°: XLIV Mês: Junho de 2007. | ||||
| Informativo Oficial da Congregação Monástica de Santa Cecilia | ||||
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A palavra do Prior:
A
injustiça
culmina na calúnia Diante de tantas injustiças que se
esparramam por este
planeta, por vezes somos tentados a pensar que a palavra amor seja
apenas um
recurso retórico para representar diante do mundo expectador uma
imagem
dulcificada pela transcendência e pelo significado do amor. Toda a injustiça que se faz tem um
preço. Pagamos aqui o
que fizermos aqui de mal ao nosso próximo. E ninguém
imagine que fazendo o mal
possa conquistar o bem. A injustiça sacramentada pelos
códigos de leis não deixa de
ser uma grande falta de amor. Injusto é aquele que massacra
passionalmente,
levado pelo extremo egoísmo no afã de ficar bem frente
aos outros, ou de se
promover ou aparecer como graúdo quando, na verdade não
passa de um simples
verme. Toda a injustiça com o mais simples, com o menor ou com o
indefeso é uma
falta de caridade ou amor de Deus que brada ao céu. A
inconsciência diante da
própria fé conduz ao desamor e faz tudo isso sem o menor
escrúpulo e ainda, em
muitos casos, com um hipócrita e fingido sorriso nos
lábios. A injustiça nega os direitos de quem os
tem, sempre
alegando alguma lei, ou algum ponto doutrinal. É assim que, em
nome do
Evangelho e da doutrina sagrada do Senhor, se comete milhares de
injustiças que
ficam impunes, normalmente disfarçadas sob a égide do
poder de uma consagração,
ordenação ou de um grau concedido ou adquirido em algum
grupo de pessoas que
age secretamente para pactuar com esse tipo de maldade imperiosa que
está
levando o mundo à decadência e a uma fantástica
catástrofe. O injusto debocha
da cara do próximo quando este lhe pede algo que ele não
quer conceder. Esse
injusto, sem amor, fervilhando de ódio, ciúmes e invejas
quer, no fundo,
derrubar seu pseudo-rival, mesmo que seja um coitado muitas vezes
caído na
sarjeta da vida. De injustos estamos cheios, de injustiças
nossa existência
já teceu um crivo. Até quando? Não sabemos! Uma
certeza confirma, enquanto
existir um homem neste planeta haverá injustiças devido
ao egoísmo e a
ganância, seja pecuniária, seja honorífica. O
coração humano tem maldades que a
caridade desconhece. Não podemos mais e já estamos
cansados e saturados de
conviver com gente maldosa, malvada e sem um pingo de humanidade.
Cansamos de
ver as benesses concedidas por ardor político partidário,
por semelhança e
raça, por coleguismo e discriminação com aqueles
que se encontram em situações
menos privilegiadas, moral, psicológica e socialmente falando.
Grupos de
pessoas que se reúnem sistematicamente os quais deveriam lutar
por fazer valer
o Direito e a Justiça, entretanto o fazem para ver em que ponto
e por onde
pegar um “rabinho” objetivando prejudicar este ou aquele e tudo
só em benefício
daquele grupo. Vive-se num mundo tribal e quem não integra
aquela tribo pode ir
para as “cucuias”. Isto é injustiça. Isto é o mal
do mundo. Nada vai bem e tudo
se encaminha para pior quando predomina essa força tribal em
detrimento do amor
à humanidade. Acho que Deus, se é que age conforme se
pensa, anda por demais
furioso com a triste raça humana criada por ele para dar-lhe
louvor e glória
não só na hipocrisia de um culto ritual e pro forma, mas
deveras com fé e
convicção de que somos irmãos e um irmão
nunca pesa no ombro daquele irmão que
é mais forte. Há injustiças sim por falta de
solidariedade, de compaixão, e dor
pelos males alheios. Há injustiças quando se quer “Deus
para si e diabo para
os outros”. Vamos erradicar a injustiça, fazendo a
nossa parte,
distribuindo amor o qual quanto mais se dá mais se multiplica.
Não calunie. Não
fale mal do outro sem saber de certeza. Não diga o que
não viu. Seja prudente e
faça do mau juízo um ato de amor. Dom Marcos de Santa Helena osc.
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