"A igreja Universal tem uma grande dívida de gratidão para com todos os Monges" O Monaquismo,oriental juntamente com o ocidental, constitui um grande dom para toda a Igreja"(Papa João Paulo II Rivola -Bulgária 27-05-2002). "O Monge é memória evangélica para os cristãos e para mundo" (Papa João Paulo II Rivola -Bulgária 27-05-2002)

Ano: IV Edição: Mensal N°:  XLIII  Mês: Maio de 2007.

Informativo Oficial da Congregação Monástica de Santa Cecilia

Google
Busca na Web www.ordemdesantacecilia.org
www.atelier.sacro.ordemdesantacecilia.org www.mosteiro.ordemdesantacecilia.org

A palavra do Prior Dom Marcos de Santa Helena osc.
O brilho e beleza mística de um trabalho resplandecem nas mãos de quem o faz orando.

A palavra do Prior:

Dom Marcos de Santa Helena osc

Belos templos para os feios

 
O título que escolhi poderá chocar o leitor acostumado com leituras adocicadas pelo disfarce e fingimento. Refiro-me às igrejas (templos) tão belas geralmente entregues aos cuidados de párocos feios, isto é que não apreciam aquela beleza, nem sabem fazer coisas bonitas ali, talvez por não terem aprendido, nem terem vontade de aprender nem de fazer.Ao par disso geralmente são de linha progressista e destroem o que podem dos arranjos de tais igrejas. Numa Diocese do Rio Grande do Sul, estava um belíssimo altar de cedro antigo todo trabalhado à mão atirado num canto do salão de festas. O Bispo andou por lá e ficou penalizado de ver aquilo. Levado por lógico bom senso ordenou ao Padre que colocasse na igreja de volta. Dentro de uma semana o Padre foi no Bispado dizer que houve um incêndio no pavilhão e o altar se foi. Quem não percebeu que foi o Padre que pôs fogo no altar? Só um trouxa ou bobalhão que ficaria ainda com pena desse Padre.

Belas igrejas foram mutiladas para ceder espaço ao modernismo consumista e agressivo.

Fico intrigado que todas as igrejas bonitas, em sua maioria, os lindos sinos e belos estilos, estejam nas mãos e sob os cuidados de Padres, os quais não gostam daquilo, e ficam querendo desmontar e pôr abaixo para inovar. Em troca os Padres artistas e mais conservadores que apreciam o belo, que sabem contemplar essa beleza realizada pela mão do homem, esses Padres estão em igrejas quadradas, verdadeiros galpões de mau gosto cobertos de zinco que em dias de chuva ninguém pode rezar nem escuta nada do que ali é lido ou falado. É uma verdadeira ironia dos tempos e uma falta de bom senso e critério dos Bispos que nomeiam tais Padres para esses lugares sem nenhum critério de escolha.

Por outro lado, fazer belas igrejas ou reformar a velha matriz, só para os ricaços fazerem casamentos finos com músicas profanas e dentro do mais requintado mau gosto do mundo moderno ou para fazer belos batizados de filhos de “papai”, não vale a pena uma beleza. Admite-se como injustificável sacrificar o povo com pedidos de ajuda, se for para continuar a mesma bagunça que veio e parece que pretende ficar dentro dos Templos Católicos.

Antes falei dos sinos, pois é os sinos de grande parte das igrejas estão calados. Sino é música, é beleza, é chamamento para a fé, é convite de Deus para celebrar seu Santo Nome. É símbolo da Igreja Católica Apostólica Romana. Mas, como celebrar se os Padres de hoje não sabem mais nada? Padres que dizem o serem somente dentro da igreja e que fora dali são homens como os outros, não são verdadeiros Padres, embora abençoados no Ritual da Igreja pelo Bispo, não são Padres na escolha Divina, pois não há neles espírito de homem de Deus, apenas o profissionalismo da Religião. Então as igrejas bonitas ficam entregues à mercê dos homens feios e, viva nós! Católicos pouco ou quase nada esclarecidos, ainda “se dão o debique” de andar de casa em casa pedindo ajuda para a continuidade da falcatrua e dos indigestos cultos que ali são levados a efeito. O Santo Padre Bento XVI que é um artista e um homem de sensibilidade tem falado muito sobre a beleza como motivação para contemplar Deus. Ele tem abordado um tema que foi o motivo principal da fundação de nossa Congregação Monástica de Santa Cecília. Nós temos por Regra fazer a beleza como contemplação de Deus e levar o povo a contemplar o Senhor por meio da Arte e da beleza da música e das Liturgias. Por isso dizemos que o Papa é dos nossos.

Mas, ainda não terminei que dizer das igrejas pequenas que têm um salão paroquial quase quatro vezes o seu tamanho?  Salões construídos para fazer bailes, servem de bailanta paroquial, lugar de namoricos e de encontros nem sempre muito católicos, pelo menos nas conseqüências posteriores. Salões de igrejas onde até o Padre dá lições de “arrasta pé”.

Infelizmente essa é a realidade católica que estamos vivendo sob os olhares complacentes dos Bispos que na visita “ad limina” dizem para o Papa que tudo está bem e que a religião católica progride na sua Diocese; cada qual exaltando o mais possível a sua, mostrando apenas cifras numéricas, sendo a principal delas o dinheiro que entra. Salvo raras exceções é claro!

Algumas sugestões podem ser dadas: A primeira seria fazer como recomendou, ultimamente, o Santo Padre Bento XVI, ensinar Canto Gregoriano e latim e as belas artes para os seminaristas. A segunda poderia incidir na questão da escolha na hora de nomear Padres para as paróquias. Sem ser discriminação, colocar os Sacerdotes mais prendados inclusive na oratória, nas artes e no bom gosto Litúrgico, nas igrejas mais bonitas da Diocese. Os Padres mais levianos, desprovidos de acréscimos na sua formação sacerdotal e os progressistas, e os mais hilariantes, mandá-los para aquelas paróquias com igrejas mais singelas, as tais de quadradas que apontei acima, cobertas de zinco. Seria um critério, também, para a nomeação de Bispos. Nunca o Papa deveria colocar um Bispo progressista numa Diocese ou sede Episcopal conservadora.  Assim foi o caso da Arquidiocese de Mariana–MG que durante vários anos esteve com um Arcebispo que não se identificava com aquela Antigüidade e aquelas tradições dos mineiros de Mariana (Mariana é um sonho de beleza do estilo Colonial Brasileiro) Apesar de ser uma boa pessoa e um homem íntegro ele não era talhado para ser Arcebispo daquele lugar.

Nesses critérios que apontei aqui nessa matéria e, em concordância com o título: “Belos templos para os feios” chamo assim os que não gostam da beleza e não sabem realizá-la, ou não querem por motivos ideológicos e também não deixam outros fazerem, por ciúmes, competição, insegurança no PODER e muitos outros etc.etc. Quem não ama o belo, o artístico, e todas as oblações da sensibilidade humana é uma pessoa feia. Em troca os artistas, os músicos, os pintores sacros, os arquitetos que formam a beleza ainda hoje, estes são bonitos, suas almas são belas, transparentes como um cristal e suas obras crescem e se proliferam com matizes e cores de um jardim maravilhoso. Esses são os que levam e elevam as almas a Deus. Eles também estão mais próximos de Deus, pois a beleza é uma fagulha de Deus que é tanto maior e mais semelhante ao seu Criador, quanto mais esplendorosa venha a se manifestar na humanidade de uma pessoa. Os Bispos deveriam valorizar os Sacerdotes dotados de dons artísticos por estarem muito próximos de Deus, pois suas almas, nesse caso, se parecem melhor com o Pai Celeste, beleza de todas as belezas.

 
*****************************************************************





Voltar e Atualiza o Jornal Ceciliano Voltar para o Jornal Ceciliano Próxima página.

Para contatos E-mail: monges@farrapo.com.br






© Copyright. Congregação Monástica de Santa Cecilia