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| Ano: IV Edição: Mensal N°: XLIII Mês: Maio de 2007. | ||||
| Informativo Oficial da Congregação Monástica de Santa Cecilia | ||||
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A palavra do Prior: Dom Marcos de Santa Helena osc
Belos templos para os feios
Belas igrejas foram mutiladas para ceder espaço ao
modernismo consumista e agressivo. Fico intrigado que todas as igrejas bonitas, em sua
maioria, os lindos sinos e belos estilos, estejam nas mãos e sob os cuidados de
Padres, os quais não gostam daquilo, e ficam querendo desmontar e pôr abaixo
para inovar. Em troca os Padres artistas e mais conservadores que apreciam o
belo, que sabem contemplar essa beleza realizada pela mão do homem, esses Padres
estão em igrejas quadradas, verdadeiros galpões de mau gosto cobertos de zinco
que em dias de chuva ninguém pode rezar nem escuta nada do que ali é lido ou
falado. É uma verdadeira ironia dos tempos e uma falta de bom senso e critério
dos Bispos que nomeiam tais Padres para esses lugares sem nenhum critério de
escolha. Por outro lado, fazer belas igrejas ou reformar a velha
matriz, só para os ricaços fazerem casamentos finos com músicas profanas e
dentro do mais requintado mau gosto do mundo moderno ou para fazer belos
batizados de filhos de “papai”, não vale a pena uma beleza. Admite-se como
injustificável sacrificar o povo com pedidos de ajuda, se for para continuar a
mesma bagunça que veio e parece que pretende ficar dentro dos Templos
Católicos. Antes falei dos sinos, pois é os sinos de grande parte das
igrejas estão calados. Sino é música, é beleza, é chamamento para a fé, é
convite de Deus para celebrar seu Santo Nome. É símbolo da Igreja Católica
Apostólica Romana. Mas, como celebrar se os Padres de hoje não sabem mais nada?
Padres que dizem o serem somente dentro da igreja e que fora dali são homens
como os outros, não são verdadeiros
Padres, embora abençoados no Ritual da Igreja pelo Bispo, não são Padres na
escolha Divina, pois não há neles espírito de homem de Deus, apenas o
profissionalismo da Religião. Então as igrejas bonitas ficam entregues à mercê
dos homens feios e, viva nós! Católicos pouco ou quase nada esclarecidos, ainda
“se dão o debique” de andar de casa em casa pedindo ajuda para a continuidade da
falcatrua e dos indigestos cultos que ali são levados a efeito. O Santo Padre
Bento XVI que é um artista e um homem de sensibilidade tem falado muito sobre a
beleza como motivação para contemplar Deus. Ele tem abordado um tema que foi o
motivo principal da fundação de nossa Congregação Monástica de Santa Cecília.
Nós temos por Regra fazer a beleza como contemplação de Deus e levar o povo a
contemplar o Senhor por meio da Arte e da beleza da música e das Liturgias. Por
isso dizemos que o Papa é dos nossos. Mas, ainda não terminei que dizer das igrejas pequenas que
têm um salão paroquial quase quatro vezes o seu tamanho? Salões construídos para fazer bailes, servem
de bailanta paroquial, lugar de namoricos e de encontros nem sempre muito
católicos, pelo menos nas conseqüências posteriores. Salões de igrejas onde até
o Padre dá lições de “arrasta pé”. Infelizmente essa é a realidade católica que estamos
vivendo sob os olhares complacentes dos Bispos que na visita “ad limina” dizem
para o Papa que tudo está bem e que a religião católica progride na sua Diocese;
cada qual exaltando o mais possível a sua, mostrando apenas cifras numéricas,
sendo a principal delas o dinheiro que entra. Salvo raras exceções é
claro! Algumas sugestões podem ser dadas: A primeira seria fazer
como recomendou, ultimamente, o Santo Padre Bento XVI, ensinar Canto Gregoriano
e latim e as belas artes para os seminaristas. A segunda poderia incidir na
questão da escolha na hora de nomear Padres para as paróquias. Sem ser
discriminação, colocar os Sacerdotes mais prendados inclusive na oratória, nas
artes e no bom gosto Litúrgico, nas igrejas mais bonitas da Diocese. Os Padres
mais levianos, desprovidos de acréscimos na sua formação sacerdotal e os
progressistas, e os mais hilariantes, mandá-los para aquelas paróquias com
igrejas mais singelas, as tais de quadradas que apontei acima, cobertas de
zinco. Seria um critério, também, para a nomeação de Bispos. Nunca o Papa
deveria colocar um Bispo progressista numa Diocese ou sede Episcopal
conservadora. Assim foi o caso da
Arquidiocese de Mariana–MG que durante vários anos esteve com um Arcebispo que
não se identificava com aquela Antigüidade e aquelas tradições dos mineiros de
Mariana (Mariana é um sonho de beleza do estilo Colonial Brasileiro) Apesar de
ser uma boa pessoa e um homem íntegro ele não era talhado para ser Arcebispo
daquele lugar. Nesses critérios que apontei aqui nessa matéria e, em
concordância com o título: “Belos templos para os feios” chamo assim os que não
gostam da beleza e não sabem realizá-la, ou não querem por motivos ideológicos e
também não deixam outros fazerem, por ciúmes, competição, insegurança no PODER e
muitos outros etc.etc. Quem não ama o belo, o artístico, e todas as oblações da
sensibilidade humana é uma pessoa feia. Em troca os artistas, os músicos, os
pintores sacros, os arquitetos que formam a beleza ainda hoje, estes são
bonitos, suas almas são belas, transparentes como um cristal e suas obras
crescem e se proliferam com matizes e cores de um jardim maravilhoso. Esses são
os que levam e elevam as almas a Deus. Eles também estão mais próximos de Deus,
pois a beleza é uma fagulha de Deus que é tanto maior e mais semelhante ao seu
Criador, quanto mais esplendorosa venha a se manifestar na humanidade de uma
pessoa. Os Bispos deveriam valorizar os Sacerdotes dotados de dons artísticos
por estarem muito próximos de Deus, pois suas almas, nesse caso, se parecem
melhor com o Pai Celeste, beleza de todas as belezas.
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