"A igreja Universal tem uma grande dívida de gratidão para com todos os Monges" O Monaquismo,oriental juntamente com o ocidental, constitui um grande dom para toda a Igreja"(Papa João Paulo II Rivola -Bulgária 27-05-2002). "O Monge é memória evangélica para os cristãos e para mundo" (Papa João Paulo II Rivola -Bulgária 27-05-2002)

Ano: IV Edição: Mensal N°:  XXXIX  Mês: Janeiro de 2007.

Informativo Oficial da Congregação Monástica de Santa Cecilia

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A palavra do Prior Dom Marcos de Santa Helena osc.
O brilho e beleza mística de um trabalho resplandecem nas mãos de quem o faz orando.

A palavra do Prior:

Dom Marcos de Santa Helena osc

A força da oração

A força de nossa oração passa pelo nosso estado psíquico ao realizá-la e pela convicção de nossa fé. É preciso crer fortemente no poder de Deus e estarmos preparados de tal forma que a Graça possa penetrar em nosso íntimo e agir conosco em substância e vontade.

Longos rosários eram desfiados pelas nossas vovós e seus efeitos, provavelmente, não se fizeram sentir naquele preciso momento, mas lentamente foram abrindo espaço nas mentes e nos corações daqueles pelos quais foi implorado e meditado com as repetições da Ave Maria.

Jesus quando orava era impelido a levantar a cabeça e olhar para o alto. Sua oração poderia ser feita sem levantar os olhos ao céu, mas a convicção interior de sua Alma Divina o impelia a olhar para o céu como conseqüência de sua força interior direcionado ao o Pai.

No Horto das Oliveiras Cristo orou e a força de sua oração foi ouvida pelo alto e o Anjo do Senhor apareceu-lhe para confortá-lo em sua angústia. Ele pediu que fosse afastado aquele sofrimento doloroso que ele chamou de cálice, e ao mesmo tempo submeteu-se a vontade do Pai Celeste  em clima de aceitação do sacrifício e da dor pela causa que ele mesmo sabia ter sido a finalidade de sua vinda ao mundo feito carne e assumindo a nossa frágil matéria.

Nossa oração, para ser ouvida, deve ser isenta da superficialidade de nossos desejos desordenados, ela deve incidir sobre as necessidades espirituais, seja nossas ou por quem estamos orando. Os pedidos materiais acompanhados de fortes desejos puramente humanos e interesses que não resultam no engrandecimento da Obra de Deus no mundo, dificilmente serão ouvidos por Deus. É por isso que às vezes rezamos tanto e nada conseguimos. Rezar para que Deus dê uma casa seria um absurdo, mas rezar para que Deus dê sabedoria e força para viver em sua Graça e conseguir os bens materiais necessários para viver como bom filho dele é mais coerente e passivo de ser atendido. Nisso Salomão foi ouvido por Deus.

A oração dos Monges e Monjas nos claustros é sempre uma prece imparcial. Eles cantam e clamam a Deus com vozes puras e inocentes, acompanhadas da oferta de suas vidas, tal como Cristo que por nós se ofereceu eis o segredo de tantas pessoas se recomendarem aos Monges e receberem as graças solicitadas. Os exemplos são latentes e vividos por todos os Mosteiros onde a vida de oração é encarada como base da Comunidade que se torna viva e apostólica, pois a oração salva, dá vida e redime. Pela oração nós nos assemelhamos mais ao Cristo que orava nos lugares ermos e recomendou essa oração constante. A oração do ermo é uma força centrífuga que mantém a Igreja vida e segura. Nas aparições da Virgem Maria ela recomendou como principal motivo de sua vinda ao encontro da humanidade, que rezassem e apontou a simples e fácil reza do terço que ao mesmo tempo induz e conduz à contemplação dos principais mistérios da fé.

Continuamos a definir a oração como elevação da alma a Deus. O balbuciar de muitas fórmulas com o pensamento, muitas vezes, voltado para interesses que não são os de Deus, nunca surtiram nem surtirão resultado algum.

A força da oração está na força interior de quem eleva sua prece, na pureza das intenções e na santidade de sua vida perante Deus e não como pensam os homens.

Rezar é a grande meta da Igreja e o Evangelho anunciado fatalmente levará o evangelizado a orar e se elevar até os pés de Deus. A oração da fé gera a virtude e esta carrega consigo o perfume de Cristo.

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Uma tragédia por vingança

 
Lamentável foi, sem dúvida, a morte de Saddan Hussein. Acusado de matar 128 opositores recebeu a pena máxima para consternação não só do mundo Árabe, mas do ocidente em geral. Outros já mataram muito mais que isso e ainda estão vivos. Milhares morreram em demandas políticas e ninguém ficou alarmado nem se deu conta da maldade imperando.

Não foi prudente determinar e forçar esse trágico assassinato, por parte do Governo dos Estados Unidos, justo nesta época em que os muçulmanos cumprem seus deveres com Alá e o mundo comemora o dia da Paz em 1º de Janeiro. Milhares de pessoas trocam entre si votos de paz e alegria e a insensibilidade do Governante Norte Americano nem com isso se comoveu. Pasmem senhores internautas!

Hussein foi um grande líder, como poucos no século XX, morreu pagando o preço de sua liderança e de sua ação construtiva dentro do mundo Árabe.

Nunca se deve vingar um crime fazendo outro crime, isto é inaceitável, justo quando tantos querem fazer que prevaleçam os Direitos Humanos. O direito à vida é um fato óbvio e ninguém tem direito de eliminar do mundo dos vivos qualquer ser humano, por mais perverso que tenha sido. Há muitos modos de punir sem que seja ferido esse direito fundamental da pessoa. Os cristãos não aceitam esse tipo de coisa.

Foi uma violência incrível e sabemos que violência gera violência. Matar não faz parte do mundo intelectual, ficou num passado remoto e pertence ao tempo do tacape e da clava.

Estamos preocupados com os efeitos dessa tragédia que foi favorecida e liderada pela “democracia”. Cada vez mais esse sistema entra em descrédito. Um ditador punindo outro ditador. A tênue e frágil democracia sofreu um baque.

Os Muçulmanos estão de luto e com eles todo o mundo Árabe, nós no ocidente também estamos estarrecidos e assustados ao vermos a fumaça negra do Gog. Nunca ficou tão claro o vaticínio do numero 666.

Com esta nota fazemos a todos um chamado para a paz. Não desejamos que esse infausto acontecimento seja motivo de mais violência neste mundo tão pequeno e tão perturbado.

Somos solidários com os irmãos Muçulmanos e choramos juntos, e que seu pranto e sua dor se revertam  em união e não em outra vingança, pois o líder descansa nos braços de Alá e a este Deus compete vingar e fazer justiça.

 

Dom Prior e Comunidade de Monges Cecilianos.

 

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