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| Ano: IV Edição: Mensal N°: XXXVII Mês: Novembro de 2006. | ||||
| Informativo Oficial da Congregação Monástica de Santa Cecilia | ||||
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A palavra do Prior: Criou-se uma mentalidade,
a que considero errada ou, pelo menos, desvirtuada da verdade, que nos
mosteiros de ambos os sexos ingressam pessoas, em sua
maioria fracassadas no mundo. Dizem alguns que a freira tal
entrou para o convento depois de uma forte desilusão
matrimonial, outros comentam que a outra ganhou um filho clandestino e,
corrida de casa, achou albergue num convento e lá ficou. Essa idéia ainda
paira em muitas cabeças de pessoas católicas que
conseguiram desfigurar a bela imagem da vida Consagrada, à luz
do Evangelho de Jesus. O Evangelho ensina que
para seguir Jesus é preciso renunciar o mundo. A palavra
renúncia não é sinônimo
de fracasso. Explico, alguém que tenha fracassado no
mundo e na sociedade, resolve entrar num convento como última
esperança de continuar vivendo ou de conseguir, num apelo mais
comovente, a restauração de sua desgraça, ou por
vezes, simplesmente, ficar encostado(a) num
grupo que lhe dá sustento e abrigo sem que precise fazer grandes
esforços. Há, igualmente,
pessoas que realmente fracassaram na vida, seja afetiva, intelectual ou
de trabalho e depois de muitas experiências frustradas, oferecem
a Deus o resto de tudo, invocam-se como predestinadas para a vida
Religiosa. Tal vocação poderia ser questionada se olhada
sob outro ângulo que não seja aquele que já
está na mente das pessoas em geral. Há um equivoco em
tudo isso. O engano está em querer dar a Deus o resto que o
mundo rejeitou. Para Deus damos as primícias, damos o
começo de um ideal, servimos a
primeira colherada do prato e não a rapa da panela. Na Idade Média os
Mosteiros foram povoados de pessoas inúteis que ali entraram e
nunca passaram de meros e simples peões, foram postos no
trabalho para enriquecer a Ordem, muitas delas, historicamente,
transformadas em feudos às custas do
trabalho, graças a Deus que assim foi, dos fracassados no mundo.
É por isso que houve tantas aberrações que deram
inspiração até para filmes entre eles “o nome da Rosa” mostrando a
imundície dos povoadores de um convento Medieval. Tarados,
homossexuais, maníacos e tantos outros fenômenos da
fraqueza humana urdiram o tecido Monástico no período
escuro dos Monges e da Igreja, em grande parte. Os Mosteiros antigos
receberam toda a casta de gente para o trabalho e nem sempre brilhou
nesses lugares e nessas pessoas o esplendor das virtudes e a moral
cristã, como glória da Comunidade e
edificação dos leigos. Entraram, portanto, até
doentes e restolhos do mundo que a sociedade jogou no lixo por absoluta
inutilidade em seu meio. Essa vergonha ainda hoje nos enrubesce e
desfigura o princípio primordial da vida Monástica.
Muitas pessoas, atrofiadas pela chafurda da vida moderna, pensam que
nos Mosteiros a vida é balizada pelo exercício do
homossexualismo; acham impossível
que se possa levar uma vida casta, não acreditam que homens
possam viver em abstinência, levados por um ideal profundo de
amor a Deus e seguimento radical de Jesus Cristo. Numa família de
dois filhos, o mais velho quis ingressar Seria uma grande falha o
Mosteiro que aceitasse, em nossos dias, esse tipo de pessoas. Todos os
que ingressam devem passar por crivos e filtros que não deixem a
menor dúvida quanto a integridade do
candidato ou candidata. O Concílio Vaticano
II quer que os Mosteiros sejam pontos de irradiação da
fé. Isto, por si só, basta para subentendermos o
significado do espírito ascético e o caráter de
santidade que deve reinar numa Comunidade Monástica, tanto de
homens como de mulheres. Também é suficiente para que um
Bispo legitimamente Pastor apóie e até deseje constituir
Comunidade Monástica O brilho fulgurante do
reino de Deus é encontrado numa vivência mais pura e
inequívoca da imitação do Senhor em pureza e
santidade diante do Pai, pelos Monges e Monjas que realmente vivam sua
Consagração no martírio do claustro e na
oblação do silêncio voluntário por causa do
reino de Deus. Os Monges devem ser
instruídos com esmero e assídua dedicação
para que se esforcem e dêem tudo de si para serem transformados
neste sinal luminoso de Jesus que irradia do Mosteiro para o mundo
lá fora.A pureza casta de suas almas
é um farol em noite escura a brilhar no mar da vida para os
outros humanos navegadores de mares tenebrosos. Imagina-se que, desta
forma, todos os Mosteiros serão fachos de luz, do
contrário o império da corrupção do mundo
moderno apropria-se indevidamente daquilo que só pertence a Deus
por chamado especial e escolha de pré
eleição desde o início do mundo e da
própria criação.
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