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| Ano: III Edição: Mensal N°: XXXIV Mês: Agosto de 2006. | ||||
| Informativo Oficial da Congregação Monástica de Santa Cecilia | ||||
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|
A
Palavra do
Prior:
Este ano é o Ano da Juventude
Muitas foram as
alegrias neste mês de julho que passou. Além das
comemorações de meus 22 anos de sacerdócio vi dois
jovens se Consagrarem a Deus pelos santos
Votos. É uma façanha, sem dúvida,
não pelo fato de aumentar a Comunidade, mas pelo evento em si,
de ver dois moços saudáveis se dedicarem com
exclusividade a Deus. Senti neles o chamado de Jesus, admirei a
adesão espontânea, como outrora aconteceu com os primeiros
discípulos e depois Apóstolos de Jesus. Este ano é o Ano da Juventude. Li nos vários noticiários escritos
as grandes manifestações de vários Bispos desde a
reunião em Itaici e mesmo depois
desse encontro, enaltecendo os jovens. Pouco ou quase nada ouvi dizerem
dos jovens que deixam tudo para seguir Jesus. Também
não senti que houvesse alguma manifestação dessas
autoridades eclesiásticas encorajando os jovens consagrados ou
em preparo de consagração a Deus, tanto do sexo masculino
como do feminino. É lamentável, mas tudo se dirige aos
leigos. Convenhamos que esses jovens leigos são
os futuros católicos para manterem a Igreja. Além disso,
grupos de jovens leigos podem receber ajudas dos paises Europeus,
Alemanha, Bélgica, Itália, e nesse barco entram algumas
obras paroquiais ou Diocesanas. Os religiosos não dão
lucro, muito pelo contrário podem dar algum “prejuízo”
uma vez que geralmente são muito pobres e quando ganham uns
trocados empregam nas obras de suas Comunidades Religiosas, não
nas obras Diocesanas. Penso que deva haver apoio à juventude e
que devam ser criados dispositivos para atrair novamente os jovens de
ambos os sexos para a Igreja, mas muito barulho não conduz a
nada. Os jovens deverão ver nos Sacerdotes e nos seus Bispos o
exemplo de uma vida puramente dedicada a Deus, sem laivos de
mundanismo, de esnobação de triunfalismo e outros truques
da vida moderna que empanam o brilho da adesão voluntária
a Deus, por parte dessa gente nova, sedenta de exemplos mais que de
palavras. Os jovens, ademais estão saturados de ruídos,
eles querem experimentar o silêncio de Jesus quando ia descansar
nos lugares ermos. Querem avançar para águas mais
profundas. Os jovens querem voltar a sentir a fé como a
vovó sentia e querem fazer realidade as
velhas histórias de quando o vovô era coroinha, cantor do
coral etc. Não sei a causa, mas sempre que falam em
jovem têm de apresentar barulhos, tambores e músicas
estardalhantes, como se todos fossem anarquistas ou roqueiros! A
juventude moderna é mais mística, haja
visto que os mosteiros budistas vivem cheios de turistas jovens
que desejam passar temporadas ali aurindo a mística daqueles
monges.Uma coisa é certa que ir numa igreja ouvir os mesmos sons
que escutaram na boite ou no bailão não pode dar bom
resultado, tão pouco satisfazer as exigências de
corações sedentos de Deus. Deus é procurado na
ternura de suaves melodias, ou do silêncio contrastante das
montanhas e dos desertos. No farfalhar das folhagens do bosque banhado
pelos raios do sol, há sempre resquícios de uma
presença divina nunca antes encontrada nem mesmo no mais belo e
engalanado palácio. Ali está Deus a esperar cada um de
nós, como fez há milhares de anos quando desde o
silêncio de sua Trindade Eterna ele nos acolheu e chamou pelo nome, antes
mesmo da criação do mundo. Penso que devemos formar jovens moças e
rapazes para a Igreja católica ao modo Católico e
não ao embalo do mundo do prazer e da diversão.
Ninguém vai a Cristo, ou até que alguns podem ir, com a cabeça impregnada de todas as
imoralidades deste mundo cão, mas vão a Cristo
convertidos e com o coração voltado totalmente para ele
como adesão sincera e convicta e não por lazer ou
diversão.
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