"A igreja Universal tem uma grande dívida de gratidão para com todos os O Monaquismo,oriental juntamente com o ocidental, constitui um grande dom para toda a Igreja"(Papa João Paulo II Rivola -Bulgária 27-05-2002). "O Monge é memória evangélica para os cristãos e para mundo" (Papa João Paulo II Rivola -Bulgária 27-05-2002)

Ano: III Edição: Mensal  N°:  XXXII           Mês: Junho de  2006.

Informativo Oficial da Congregação Monástica de Santa Cecilia

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A palavra do Prior Dom Marcos de Santa Helena osc.
O brilho e beleza mística de um trabalho resplandecem nas mãos de quem o faz orando.

A Palavra do Prior:

A Castidade virginal

Desejo enfocar novamente o assunto da virgindade para emitir os Votos na vida Religiosa Consagrada de forma radical ao Senhor. Alguns, alhures, por esse mundo afora parece não aceitarem essa palavra e chegam, por incrível que pareça, a odiá-la. O Catecismo da Igreja Católica quando fala sobre o matrimônio ainda insiste na virgindade dos noivos. Seria bom que os “encabulados” com a palavra virgindade, dessem uma olhadela nesse Catecismo quando se refere ao casamento. Observem que o noivo ou a noiva, depois do ato sacramental, se um deles vier a tomar conhecimento que seu par não é virgem, poderá pedir a anulação do casamento. Ora bem, se para se casar é necessário pela força do Sacramento um estado virginal inclusive para o noivo, quanto mais não será exigido para quem vai ao altar oferecer-se totalmente a Deus na vida Religiosa Consagrada. Ninguém iria oferecer uma hóstia suja na patena para Consagrá-la naquela celebração. Dirigindo-se aos Religiosos o Papa Bento XVI disse o seguinte:

“Para pertencer totalmente ao Senhor, as pessoas consagradas abraçam um estilo de vida casto. A virgindade consagrada (o grifo é meu) não pode se marcar na lógica deste mundo; é o paradoxo cristão mais «irracional» e não todos podem compreendê-lo e vivê-lo (cf. Mateus 19, 11-12). Viver uma vida casta quer dizer também renunciar à necessidade de aparecer, assumir um estilo de vida sóbrio e humilde. Os religiosos e as religiosas estão chamados a demonstrá-lo também na eleição o hábito, um hábito simples que seja sinal da pobreza vivida em união com Aquele que, sendo rico, fez-se pobre para tornar-nos ricos com sua pobreza (cf. 2 Coríntios 8, 9). Dessa forma, e só dessa forma, é possível seguir sem reservas a Cristo crucificado e pobre, submergindo-se em um mistério e assumindo as opções de humildade, pobreza e mansidão”. ( Zenit do dia 22-05-2006)

Curiosamente se tem conhecimento de formadores de Casas Religiosas e Seminários que mandam os seminaristas visitarem uma mulher de má vida, para fazer experiência e “testar” sua vocação, confirmando-a depois, se é isso que ele quer. A Escritura sempre condenou o contato com prostitutas. Por exemplo, veja-se I Coríntios 6, 15-16.

Inegavelmente que se trata aqui de uma situação caótica, para não dizer catastrófica. Justamente de quem se espera o aconselhamento para manter a castidade virgem, vem a estrondosa bomba do desvirtuamento de todo o conceito que a Santa Igreja tem dessa virtude em razão do Evangelho do Senhor Jesus. Mais bombástico ainda pasmem; quando tal formador é promovido a cargos mais elevados. Casos assim são esporádicos, mas existem!

A Igreja sempre teve sugestões, as mais variadas, para que um jovem ou uma jovem pudesse se manter casta(o) Hoje, infelizmente, e não se sabe por quais razões esses valores são bastante  ignorados na formação dos novos Padres, Freiras e Religiosos(as)

O descalabro sexual de Padres e Religiosos em geral de ambos os sexos se deve, em grande parte, a esse descuido e falta de amadurecimento na comunhão Presbiteral para que tenham apoio de seus irmãos ou entre Religiosos que não ficam por menos na corrida competitiva de cargos e postos ou na desagregadora  falta de união fraterna que o egoísmo, a cobiça e o orgulho sugerem para assumirem posições, modos e até o vestuário dos seguidores da vida mundana.

Outra ameaça não menos perigosa e frustrante poder-se-ia dizer que são as acusações, inconsistentes feitas em forma tchi tchi tchi para desmerecer a honra de criaturas que sempre pautaram suas vidas pela prática impoluta das virtudes principais do cristão.Muitos Sacerdotes e Religiosas são acusados falsamente por companheiros(as) de caminhada de faltas não cometidas.Calúnias são debulhadas com astúcia e malícia convincente para desmerecer a honra e a dignidade do outro ou da outra objetivando derrubar-lhe o prestígio e o bom conceito. Tudo isso acontece “por baixo do arroz” e muitas vezes sob os olhares complacentemente invejosos dos próprios superiores. Nas pastorais defendem os Direitos Humanos! Que ironia ou hipocrisia!!!

Nem tudo que é dito de Padres e Freiras é verdade. É muito comum encontrar-se pessoas violentas, mesmo nas fileiras da Igreja que desabafam sua raiva e seu mau humor caluniando a pessoa desafeta. E as calúnias modernas se prendem, geralmente, na colocação do rótulo de pedófilo(a). Há quem disfarce grandes falhas morais de colegas chamando-as de”pecadinhos sem importância” e no mesmo instante, aos golpes de mãos fechadas na mesa, acusa o outro de pedofilia. Isto é incrível, mas é verdade e acontece, tudo em nome do amor e da caridade, que neste caso não existe.

O caminho mais certo de uma Consagração radical a Deus deve ser acompanhado de todas as virtudes que estão arroladas nos preceitos evangélicos e a virgindade será sempre a prenda maior e o dom mais magnífico que Deus concede a uma vida que a ele se entrega. A virtude dos anjos sempre a será dos eleitos de Cristo com o seu apogeu na acolhida definitiva que ele fará  para o reino de seu Pai.

Quem se posiciona contrário à prática e a busca desses valores é contra a Igreja Católica. Fazer o contrário é bater de frente nos Mandamentos da Lei de Deus, queira o não aceitar que seja assim. Creio que isto só acontece com aquelas pessoas mal sucedidas na vida tanto conjugal quanto vocacional, os frustrados, magoados e invejosos, que, mesmo tendo se elevado em posições sociais, certamente chegaram ali usando a hipocrisia e agindo solapadamente contra  os interesses   do bem comum.

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