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| Ano: III Edição: Mensal N°: XXXII Mês: Junho de 2006. | ||||
| Informativo Oficial da Congregação Monástica de Santa Cecilia | ||||
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A
Palavra do
Prior:
A Castidade
virginal Desejo enfocar
novamente o assunto da virgindade para
emitir os Votos na vida Religiosa Consagrada de forma radical ao
Senhor. Alguns, alhures, por esse mundo afora parece não
aceitarem essa palavra e chegam, por
incrível que pareça, a odiá-la. O Catecismo da
Igreja Católica quando fala sobre o matrimônio ainda
insiste na virgindade dos noivos. Seria bom que os “encabulados” com a
palavra virgindade, dessem uma olhadela nesse Catecismo quando se
refere ao casamento. Observem que o noivo ou a noiva, depois do ato
sacramental, se um deles vier a tomar conhecimento que seu par
não é virgem, poderá pedir a
anulação do casamento. Ora bem, se para se casar é
necessário pela força do Sacramento um estado virginal
inclusive para o noivo, quanto mais não será exigido para
quem vai ao altar oferecer-se totalmente a Deus na vida Religiosa
Consagrada. Ninguém iria oferecer uma hóstia suja na
patena para Consagrá-la naquela celebração.
Dirigindo-se aos Religiosos o Papa Bento XVI disse o seguinte: “Para
pertencer totalmente ao Senhor, as pessoas consagradas abraçam
um estilo de vida casto. A virgindade
consagrada (o grifo é meu)
não pode se marcar na lógica deste mundo; é o
paradoxo cristão mais «irracional» e não
todos podem compreendê-lo e vivê-lo (cf. Mateus 19, 11-12).
Viver uma vida casta quer dizer também renunciar à
necessidade de aparecer, assumir um estilo de vida sóbrio e
humilde. Os religiosos e as religiosas estão chamados a
demonstrá-lo também na eleição o
hábito, um hábito simples que seja sinal da pobreza
vivida em união com Aquele que, sendo rico, fez-se pobre para
tornar-nos ricos com sua pobreza (cf. 2 Coríntios 8, 9). Dessa
forma, e só dessa forma, é possível seguir sem
reservas a Cristo crucificado e pobre, submergindo-se em um
mistério e assumindo as opções de humildade,
pobreza e mansidão”. ( Zenit do dia 22-05-2006) Curiosamente se tem conhecimento de formadores de Casas Religiosas e Seminários que mandam os seminaristas visitarem uma mulher de má vida, para fazer experiência e “testar” sua vocação, confirmando-a depois, se é isso que ele quer. A Escritura sempre condenou o contato com prostitutas. Por exemplo, veja-se I Coríntios 6, 15-16. Inegavelmente que se trata aqui de uma situação caótica, para não dizer catastrófica. Justamente de quem se espera o aconselhamento para manter a castidade virgem, vem a estrondosa bomba do desvirtuamento de todo o conceito que a Santa Igreja tem dessa virtude em razão do Evangelho do Senhor Jesus. Mais bombástico ainda pasmem; quando tal formador é promovido a cargos mais elevados. Casos assim são esporádicos, mas existem! A Igreja sempre teve sugestões, as mais variadas, para que um jovem ou uma jovem pudesse se manter casta(o) Hoje, infelizmente, e não se sabe por quais razões esses valores são bastante ignorados na formação dos novos Padres, Freiras e Religiosos(as) O descalabro sexual de Padres e Religiosos em geral de ambos os sexos se deve, em grande parte, a esse descuido e falta de amadurecimento na comunhão Presbiteral para que tenham apoio de seus irmãos ou entre Religiosos que não ficam por menos na corrida competitiva de cargos e postos ou na desagregadora falta de união fraterna que o egoísmo, a cobiça e o orgulho sugerem para assumirem posições, modos e até o vestuário dos seguidores da vida mundana. Outra ameaça não menos perigosa e frustrante poder-se-ia dizer que são as acusações, inconsistentes feitas em forma tchi tchi tchi para desmerecer a honra de criaturas que sempre pautaram suas vidas pela prática impoluta das virtudes principais do cristão.Muitos Sacerdotes e Religiosas são acusados falsamente por companheiros(as) de caminhada de faltas não cometidas.Calúnias são debulhadas com astúcia e malícia convincente para desmerecer a honra e a dignidade do outro ou da outra objetivando derrubar-lhe o prestígio e o bom conceito. Tudo isso acontece “por baixo do arroz” e muitas vezes sob os olhares complacentemente invejosos dos próprios superiores. Nas pastorais defendem os Direitos Humanos! Que ironia ou hipocrisia!!! Nem tudo que é dito de Padres e Freiras é verdade. É muito comum encontrar-se pessoas violentas, mesmo nas fileiras da Igreja que desabafam sua raiva e seu mau humor caluniando a pessoa desafeta. E as calúnias modernas se prendem, geralmente, na colocação do rótulo de pedófilo(a). Há quem disfarce grandes falhas morais de colegas chamando-as de”pecadinhos sem importância” e no mesmo instante, aos golpes de mãos fechadas na mesa, acusa o outro de pedofilia. Isto é incrível, mas é verdade e acontece, tudo em nome do amor e da caridade, que neste caso não existe. O caminho mais certo de uma Consagração radical a Deus deve ser acompanhado de todas as virtudes que estão arroladas nos preceitos evangélicos e a virgindade será sempre a prenda maior e o dom mais magnífico que Deus concede a uma vida que a ele se entrega. A virtude dos anjos sempre a será dos eleitos de Cristo com o seu apogeu na acolhida definitiva que ele fará para o reino de seu Pai. Quem se posiciona contrário à prática e a busca desses valores é contra a Igreja Católica. Fazer o contrário é bater de frente nos Mandamentos da Lei de Deus, queira o não aceitar que seja assim. Creio que isto só acontece com aquelas pessoas mal sucedidas na vida tanto conjugal quanto vocacional, os frustrados, magoados e invejosos, que, mesmo tendo se elevado em posições sociais, certamente chegaram ali usando a hipocrisia e agindo solapadamente contra os interesses do bem comum. ***************************************************************** |
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