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A presente
matéria é tirada do pronunciamento que o nosso Prior fez
por ocasião dos Primeiros Votos de Frei Lucas da
Encarnação osc na Igreja
Matriz de Caçapava do Sul –RS – Brasil dia 16.10.2005.
A Palavra do Prior:
Estamos
agradecendo a Deus por mais um ano que passou de nossa sinuosa
caminhada desde a fundação até hoje. Agradecemos a
Deus neste 7º ano de fundação pelo dom de mais um
Professo.
Agradecemos a sempre generosa e gentil presença de Dom Irineu
Silvio Wilges ofm
aos atos marcantes de nossa caminhada, especialmente neste em que
comemoramos os sete anos de fundação.
Agradecemos a presença da Schola Cantorum, que dá o
brilho exigido por uma Cerimônia centrada no louvor divino e na
“Glória Dei”, dentro de uma sadia e benéfica
tradição de nossa Igreja. A suavidade da música
inspira sempre o cenário da visão beatífica.
Partindo da premissa de que no céu os anjos cantam aquela
harmonia que não conhece o ruído e é retumbante
como o som das ondas do mar. A música deste grupo da Schola
Cantorum, nos faz exclamar com Santo
Agostinho: “Ah! Senhor, quanta lágrima derramei ao ouvir os
cantos da Vossa Igreja!” ou “Cantare amantis est”(Quem ama canta).
Agradecemos as presenças de amigos e admiradores da vida
monástica que para cá se dirigiram nesta data, com
sacrifícios e cansaço, para dar prestígio ao
evento e como que, a dizer bem alto, que crêem que a Igreja se
faz, em primeiro lugar pela oração e louvor, finalidade
de nossa vida recolhida no Mosteiro e seguido por
várias famílias no recesso de seus lares.
A vida dos Monges é sinal e modelo
para a vida cristã. Os Monges são os pulmões da
Igreja. E os Católicos realmente convencidos de sua fé
querem vivê-la intensamente e seguem as pegadas dos Monges como
cicerones de uma espiritualidade que se perde no tempo e remonta ao
Antigo Testamento e a Cristo e os Apóstolos. Os Monges se ufanam
de viverem a verdadeira fé da Igreja, concebida como Cristo
pregou e não como as modas do mundo moderno querem impingir e
forçar a praticá-la. Os Monges e Monjas no mundo inteiro vivem a verdadeira Igreja de Cristo, eis a razão
e o estímulo para que os cristãos apreciem e
difundam a vocação Monástica de ambos os sexos.
Desejamos agradecer a Srª Ineida Teló Zaffari pela doação das flores. Um
verdadeiro ato de generosidade quando não só fez
doação, mas mandou de Porto Alegre trazê-las no
Mosteiro em viagem especial para isso. Igualmente agradecemos as
pessoas que ajudarem a organizar os arranjos conjuntamente com os
Monges aqui na Igreja.
Há um mistério que desemboca na Comunhão dos
Santos: quando ajudamos a um grupo de pessoas orantes. Um mosteiro, por exemplo, quem ajuda
também participa das Luzes dispensadas por Deus em razão
da oração de seus Monges.
Ao Frei Lucas da Encarnação parabéns! A vida de
monge é reconhecida pela Igreja como de um mártir sem
derramar sangue. Sua Santidade o Papa Bento XVI nosso atual
Pontífice diz em uma carta dirigida a Dom Rodé,
Prefeito da Congregação para os Institutos de Vida
Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica: “Os mosteiros
são oásis de contemplação e escolas de
oração, de educação da fé e de
acompanhamento espiritual.”
Os Monges e as Monjas são a fina flor
do trigo de uma Diocese. Nos Mosteiros se vive a
verdadeira Igreja de Cristo, repito. Não é por pouco que
os Monges outrora eram chamados de ANJOS pelo povo Cristão. Eles
são intercessores por excelência em favor dos pecadores e
modelos da santidade Cristã apontada nos Evangelhos. Eis porque
são tão queridos do povo Católico em todos os
recantos do mundo. Provavelmente um Monge não seja querido em
sua terra natal, pois Jesus passando pelo lugar onde tinha vivido
não fez nenhuma proeza e disse que um Profeta não faz
milagres em sua terra.
Frei Lucas está feliz e de Parabéns. Nós
também estamos felizes com ele. Seus familiares e amigos aqui
estão com o coração enternecido e emocionado
pedindo a Deus pela sua perseverança no caminho da
santificação e salvação das almas.
Parabéns a eles também. Obrigado pelas presenças.
Um agradecimento muito especial ao Pedro Vanolin Macedo, radialista que
tão bem fez os comentários do guião desta Santa
Missa, emprestando o brilho de sua literatura e sua competência
pouco igualada nesta região.
Santa Terezinha - quero recordá-los agora, nunca saiu de seu
claustro; apanhava o fiapo de linha que a Irmã da rouparia
deixava cair e fazia por amor a Deus pela conversão e
salvação dos pecadores. Ela é Doutora da Igreja e
Padroeira das Missões. Com esse exemplo, ninguém duvida
que na Clausura também se faça Pastoral e também
se pode converter e salvar almas. Digo isto a despeito das correntes
modernistas que, vendo de forma estreita e mesquinha a proposta da
Igreja, julgam inútil ou de pouca
monta a vida dos Mosteiros por que, dizem, não fazem Pastorais; sub entendida como a pregação
corpo a corpo do Evangelho. O Sínodo dos Bispos tem se
demonstrado desejoso de reverter essa mentalidade. Creiam
no sacrifício da oferta voluntária a Deus de suas vidas,
feito pelos Monges e Monjas. Creiam no poder do louvor perene ao Deus
que tudo criou e ao recriar a humanidade ficou conosco no Sacramento da
Eucaristia, para ser Louvado, Adorado e receber nossas
Ações de Graças.
Graças e
Louvores se dêem a cada momento!
Ao
Santíssimo e Diviníssimo Sacramento!
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