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A
Palavra do Prior:
Amor a
Oração.
Todo o
Religioso deve amar a oração, mais que qualquer outro
leigo. Por vezes encontramos pessoas leigas, pessoas simples do povo,
bons cristãos que rezam muito mais que a grande maioria dos
Religiosos.
Minha avó, de saudosa lembrança, rezava o Rosário
completo cada dia. Ela estava sempre em oração e
meditando nos Mistérios do Santo Rosário.
Com certa preocupação ouço comentários de
Comunidades Religiosas que estão em crise. Sem entrar no
mérito da questão de cada um, até mesmo por
não ser de minha competência imiscuir-me na vida dos
outros companheiros de jornada com Jesus Cristo, mas logo penso que as
causas ou as fontes de muitas crises são o desleixo com a
oração. Certa feita visitei uma cidade brasileira que tem
um grande Mosteiro e fui até a Igreja Monacal para participar do
Ofício da Hora Nona, que gosto muito e penso ser uma das mais
belas horas, pois foi a hora da Morte do Senhor e os Apóstolos
deram continuidade indo rezar no Templo nessa hora sagrada. Fiquei
surpreso que não havia nenhum monge no coro fazendo a hora nona,
que deveria ser solenemente cantada, até mesmo pelo tamanho da
Igreja dentro de uma cidade com vultoso número de habitantes.
Recentemente tomei conhecimento que esse Mosteiro está
enfrentando uma crise. Faltou oração, faltou piedade e
faltou um cumprimento mais exato das prescrições quanto
as Horas Canônicas.
Um sacerdote que não reza é, sem dúvida, um pobre
sacerdote. Com o avanço sistemático das assim chamadas
pastorais a maioria do clero e Religiosos pensa que dando catequese,
fazendo reuniões e apoiando esses grupos basta e deixam de lado
o essencial que é a oração e a
meditação, ou oração mental.
A Igreja não conseguirá uma evangelização
como desejam os Papas, se os Religiosos e o clero em geral descuidarem
a oração. A primeira motivação que o Bispo
deve dar aos seus Sacerdotes e Religiosos é que rezem e rezem
muito.
Os Monges e as Monjas são pessoas da oração
constante. Se não o fazem deixam de serem chamados monges e
passam a pensar besteira e muitos fazem bobagens. Em razão das
bobagens muitos Bispos não querem saber de Monges.
Esta palavra eu dirijo aos irmãos monges e também aos
irmãos Presbíteros, mas os leigos podem tomá-la a
sério e tornarem suas vidas um claustro orante, fazendo em
união com a Santa Igreja nas intenções do Papa e
dos Bispos do mundo inteiro.
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