|
A Palavra do Prior
Eco de uma Jornada
Participei pelo rádio e pela Internet dos acontecimentos vividos
pela multidão de jovens reunida em Colônia na Alemanha com
o Santo Padre e os Bispos na Jornada Mundial da Juventude.
Achei estupendo esse encontro e corajosa a
bravura dos organizadores que não tiveram receios nem temores de
um possível atentado.
Entendo que há uma necessidade muito grande de reunir pessoas
jovens em torno à Eucaristia, que vivam mais e melhor o Jesus
pessoal para poderem transmitir em nível interpessoal a figura e
a imagem de Jesus, escondida em tantos rostos dilacerados por
circunstâncias das mais variadas na vida moderna.
Jesus quer aparecer fulgurante como no Tabor,
escondido como foi em sua vida até aos trinta anos nas mais
variadas apresentações da juventude moderna; ou por
detrás do sofrimento de um jovem que teve sua família
destruída, ou sob uma grotesca barba e uma horripilante
cabeleira. Jesus escondido no rosto abatido pelo alcoolismo e pela
droga, um Jesus que ainda sofre nos seus. Assim ele completa sua
dolorosa Paixão.
Os jovens, a humanidade até que pode se afastar de Jesus, o
importante é que Jesus nunca se afasta deles; é muito
bondoso para distanciar-se da fraqueza daqueles por quem morreu na Cruz
e se oferece em oblação em nossos altares diariamente.
Ao mesmo tempo em que vivenciei a alegria do Santo Padre e dos Bispos e
também daquela multidão de jovens de todas as partes,
fiquei imaginando a quantidade de outros jovens que gostariam de estar
ali reunidos naquela festa primaveral da Igreja rejuvenescida e
não puderam fazer por falta absoluta de recursos
econômicos. Uma viagem ao exterior exige uma vultosa soma de
dinheiro para ombrear passagens, alimentação e outros
gastos inerentes.
Mas, é provável, que esses jovens que lá foram se
pagando, exceto aqueles que tiveram patrocínio de alguma
organização, fossem os que mais precisassem de um
encontro desses. Só não podemos deixar transparecer que
os grandes eventos Católicos sejam
privilégio dos mais favorecidos, economicamente falando.
Penso que tais encontros devam ter um cunho ecumênico. Ouvir o
Papa e os Bispos, participar da Missa Romana, não deve ficar por
ai. As Igrejas Ortodoxas deveriam dar seu sinal, pois é bom
lembrar que a violência atentatória surge,
justamente nas regiões em que predomina a presença das
Igrejas de outros Ritos. Bom mesmo seria unir Ritos Católicos
Romanos, Ortodoxos, Luteranos, Budistas e Muçulmanos. A festa
seria bem maior e em grau superior se todos esses jovens oriundos das
mais variadas crenças se dessem as
mãos num encontro em que o tema é Jesus. Eu queria estar
presente num acontecimento assim, queria sair da clausura por alguns
momentos para sentir a vibração de Jesus cantada por
todas as correntes religiosas do orbe.
Lembro emocionado o canto nº 165 da Harpa de Sião
com melodia de Mitterer que periodicamente
cantamos em
nosso Mosteiro: Vinde
nobres campeões/ A Jesus os corações/ generosos
consagrar/ para o amor com amor pagar. Estribilho: A Jesus nos consagramos, lealdade lhe juramos; A Jesus nos
consagramos lealdade lhe juramos.
*******************************************************************
|
|