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| Ano: II Edição: Mensal N°: XXI Mês: Julho de 2005. | ||||||||||||||||
| Informativo
Oficial da Congregação Monástica de Santa Cecilia |
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A Palavra do Prior O insidioso pecado do clero Assusta-nos
ao tomar conhecimento pelos noticiários e pela Internet sobre
pedofilia, homossexualismo, estupros e outros fenômenos que dizem
acontecer com sacerdotes, mormente com os Católico-Romanos,
muito embora já não escapem os Ortodoxos. Será
verdade tudo isso? Penso que grande parte é adorno da imprensa,
seja para fazer mídia seja para desmoralizar a Igreja que lhes
custa aceitar que seja “Santa”, a bem da verdade muitos queriam a
Igreja como uma agrupação de pessoas preocupadas com
política, e assuntos pertinentes aos governantes..Pensando bem, e olhando o outro lado da
questão, depois do Concilio Vaticano II, em razão das
más interpretações do mesmo, houve um descalabro
sem tamanho no comportamento de Freiras, Padres, Bispos e Seminaristas
e outros Religiosos.
Abriu-se em demasia a convivência social
do clero. Outros perderam a vergonha e entraram nessa se fazendo de
inocentes e de inovadores. No principio pareciam
muito bonitos e tais inovadores foram muito paparicados, em detrimento
dos assim chamados “conservadores” os quais recebendo um rótulo
de reacionários, igualmente foram discriminados e relegados ou
postos à margem do caminho e jogados na sarjeta,
situação que, teimosamente, persiste nas áreas da
Igreja e muitos dos assim chamados “santos Bispos” rejeitam a
idéia de um Sacerdote de linha conservadora em suas Dioceses e o
que é pior ás vezes com falta de Padres, preferem colocar
uma freira ou uma leiga, se fazendo de Padre, para realizar os tais de
cultos, que o povo sai pasmado pensando que era uma Missa rezada pela fulana, ao invés de chamar o Padre
rotulado de conservador. Sinceramente, é um fracasso para
a expansão da espiritualidade da Igreja Católica! Muitos Bispos passaram a ordenar moços
sem a mínima condição moral e espiritual.
Infelizmente deram ênfase para os estudos da Filosofia e
Teologia. Valorizaram as notas obtidas nos estudos e não as
virtudes praticadas pelos candidatos. Nesse ínterim os
seminaristas passaram a sair à noite, freqüentar bares,
casas duvidosas, bailes e boates. Imaginem que absurdo! Tudo isso a
despeito de testar se tem vocação ou não.
Desculpas esfarrapadas! Isso aos olhos dos chamados “formadores”
Esses “formadores”, em geral, são Padres jovens que nunca
viveram experiências no campo de uma espiritualidade mais
profunda tanto ascética quanto Litúrgica. Eles mesmos
são desconhecedores do que seria sua obrigação
precípua. Não são os mais doutos dignos do
Sacerdócio, vejamos o exemplo do Cura
de Ars, que era o menos dotado e tornou-se
um santo modelo dos Párocos e dos Sacerdotes do Clero Secular. Por outro lado á falha de alguns Bispos,
ao que me parece, estaria vinculada ao ansioso desejo de Ordenar mais
Padres para mostrar uma boa folha de serviço em Roma, talvez no
afã, quem sabe, de ganhar algum cargo de Arcebispo ou um
Cardinalato, que poderia estar pela frente! Queira ou não
é sempre a mesma história, a fraqueza humana. Há
Bispos que se gloriam de ter grande numero de seminaristas, mas vamos
lá ver como andam, os tais seminaristas com roupas mal cuidadas,
passeando além da medida, mocinhas nos dormitórios,
namoricos furtivos, e tantas misérias que tenho vergonha de
mencionar. Por vezes pareceria que o sistema de Seminário
Tridentino está falido e seria necessário de buscar outra
solução, encontrar saídas cabíveis e com
promissora esperança de melhoria. Insisto e continuo a dizer que é preciso
filtrar bem os jovens candidatos ao Sacerdócio, diante de tantas
desistências sobre tudo no clero jovem. Não devem ser ordenados àqueles que se mostram
dissipados, os que levam vida de leigos em
divertimentos e outras situações parecidas, os que
não gostam de rezar, os que criticam o Papa e o Bispo,
os que dizem que são padres somente dentro da Igreja, fora
dali são homens iguais aos outros, os que são
mundanos, pior que os do mundo, os dançarinos e os
beberrões. Não me digam que David dançou
diante da Arca, para justificar que vão
aos bailes, David também se perdeu na jogada tornou-se
adúltero e criminoso de tanto dançar diante da Arca. (Leia-se II Samuel o
Capítulo 11 na íntegra.)
Também no tempo de David, houve quem não gostasse de
vê-lo pulando diante da Arca (veja I Crônicas 15, 29). Permito-me plagiar o adágio popular do
pássaro na mão e dizer que “mais vale um Padre na
Igreja que dois bailando”. Afinal o Sacramento da Sagrada Ordem
é parte do divino e inclusive dos puros de
coração. Não seria nada pior que houvesse alguns
Padres casados e outros solteiros, como na Igreja Ortodoxa. Mas os
solteiros somente seriam sagrados Bispos, independente de onde tenham
feito seus estudos Teológicos. Penso que com esta matéria escrita em um
tom um tanto áspero e me desculpem por isso, possa colaborar com
a Igreja na formação de um Clero que não venha
mais a rebaixar a classe dos Padres e não somente isso, levar
muitos incautos e desprevenidos à descrença e ao
ateísmo, quando não para outras religiões. Aos 65 anos de idade, 42 anos de professor,
vejo-me no direito de ensinar, apontar e orientar meus irmãos na
difícil tarefa de lidar com seres humanos, especialmente os
humanos da Igreja, sempre mais difíceis e complicados. Paz a todos, Deus os abençoe! Dom Marcos de Santa Helena osc. Prior. |
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