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| Ano: II Edição: Mensal N°: XIX Mês: Maio de 2005. | ||||||||||||||||
| Informativo
Oficial da Congregação Monástica de Santa Cecilia |
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A palavra de Dom Prior Homenagem ao Papa Bento XVI A palavra do Prior hoje quer homenagear Sua
Santidade o Papa Bento XVI e faz com certa apreensão diante dos
noticiários sugerindo que ele use cinto a prova de bala quando
aparecer em público. Cada vez aparece mais clara a divisão da
Igreja em alas de extremas, que neste caso seria a ala de extrema
esquerda da mesma Igreja. A torneira aberta por Paulo VI a que
João Paulo II não conseguiu fecha-la, continua
esguichando sabe lá o que, talvez a fumaça de
satanás. Não faltaram esforços, sem
dúvida, mas em alguns casos o Papa acreditou demais em seus
Bispos e pôs mais lenha na fogueira ordenando e mandando Sagrar
Bispos quando estes não poderiam nem mesmo exercer o
Ministério de Sacerdote. Ficou confirmado que só pelo
fato de estudar em Roma não abona “passaporte de salvo
conduto” para ser Bispo. Já se foi o tempo! Vem à baila uma velha questão,
será que não seria melhor o Papa eliminar o “segredo” da
nomeação de Bispos e consultar o povo de Deus? Por outra,
colocar os candidatos em Edital Público como são feitos
nos casamentos? O povo conhece muito bem a seus Padres e faria uma
seleção isenta de possíveis conluios para o
favorecimento de determinada ala. Outra modalidade de nomear Bispos
seria perguntar ao povo do lugar onde trabalha o Padre se aceita o
candidato ou não. Na Igreja Ortodoxa, com ótimos
resultados, quem elege os Bispos é o povo. Há muitas discrepâncias, se
é este o termo certo, quanto à colocação de
Bispos em Dioceses. São nomeados Bispos de origem alemã,
falando um português pesado e bem saxônio, em cidades onde
predomina a população italiana e vice versa. Há muita esperança nos frutos do
trabalho inteligente do intelectual José Ratzinger,
hoje Bento XVI. A Alemanha, outrora devastada pela calamidade da
guerra e quase devorada pelo abutre do nazismo, pode levantar a
cabeça para dizer ao mundo que seu povo não é
aquele das imagens em preto e branco que o
terrorismo dos campos de concentração deixou para manchar
seu brio e ofuscar sua imagem de povo laborioso, artístico e,
fundamentalmente, generoso, quando tem certeza que abre suas
mãos para ajudar os deserdados da sorte. Fica bem para o povo
Alemão ter um de seus filhos no Trono de São Pedro. É bom lembrar sempre o que disse
Miquéias: “... e os inimigos são os da própria
casa” (Miq. 7,6). E
Nosso Senhor Jesus Cristo repete: “Os inimigos do homem são
seus próprios domésticos” (Mt. 10,36). Não
é de estranhar que Sua Santidade, antes mesmo de mostrar sua
ficha de serviço como Papa, já venha recebendo
ameaças provenientes de seu próprio país, sua
querida Alemanha. Coragem Santo Padre as montanhas mais altas
são as que recebem com mais força o vendaval e os raios.
A Igreja precisa de um Papa que cuide dela internamente, que busque
reunir os Católicos afastados e magoados e procure, tanto quanto
possível, aglutinar as forças dos irmãos separados
por tão pouca coisa. Para tanto Santidade é preciso abrir
mão de algum dogma próprio em favor do dogma do amor
entre os irmãos reunidos.Deus também abriu mão de
sua grandeza ao tornar-se homem como um de nós, assumindo a
miséria de nossa carne mortal. Parabéns ao Santo Padre! Que seja bem
sucedido e tenha muitos anos de vida e que possa ser a “glória
dos olivais” derramando o óleo da oliveira como bálsamo
nos corações doloridos e cure todas as chagas da Santa
Igreja com esse precioso ungüento. Dom Marcos de Santa Helena osc. Prior. |
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