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| Ano: II Edição: Mensal N°: XVIII Mês: Abril de 2005. | ||||||||||||||||
| Informativo
Oficial da Congregação Monástica de Santa Cecilia |
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A palavra de Dom Prior Nossa Pobreza. II Dando
continuidade ao assunto da Pobreza conforme a nossa Santa Regra, ainda
no artigo 115º parágrafo V
encontramos o seguinte: “ O monge Ceciliano
poderá ter bens e até
adquiri-los, mediante o trabalho de suas mãos e
autorização do Capitulo, sem apegar-se
a eles, dispô-los a favor de sua comunidade,
colocando-os à disposição dos superiores”. “e comendo o pão que ele mesmo ganha” (cf.II Tess. 31-2 para seu próprio sustento, como dizia o
Apóstolo “ Trabalhando com nossas mãos para
não ser pesado a nenhum de vós” (I Cor.4,12
I Tess2,9 e II Tess 3,8) e
também abrindo mão de seus direitos, nada reivindicando a
si, como diz a Escritura: “
...ninguém dizia que eram suas as coisas que possuía, mas
tudo entre eles era comum”. (At.4,32) Nossa Pobreza parece polêmica, logo à primeira vista. Ela introduz uma novidade no Voto de Pobreza da época contemporânea ao não exigir que os Monges façam testamento de todos os seus bens em favor da Congregação. Por outro lado permitindo, em casos que se fizerem necessários, que os Monges trabalhem com remuneração, sendo eles donos de seu dinheiro ou entregando-o totalmente aos Superiores para a Comunidade. Isto parece novo mas é muito velho. Os Monges primitivos já conheceram essa modalidade de retenção dos valores de seu trabalho principalmente em tempos de Santo Agostinho.Os Monges de São Pacômio trabalhavam ora como serventes de pedreiro, ora como vendedores de esteiras e outros viveram da adivinhação como Simão o estilita, resultando seu sustento e, certamente de muitos de seus confrades. Nossa pobreza é confrontada com os Pais do Deserto, porém dentro de uma lógica moderna para atender aos jovens de hoje, conservando a essência da estrutura Evangélica e da tradição da Igreja Católica. O Monge Ceciliano deve vestir com simplicidade e, usar tecidos que correspondam a exigência do vestuário, sem exorbitar no que há de mais, preferindo os tecidos mais baratos das casas do ramo.Mas todos vestem decentemente e calçam com nobreza, sem usar os sapatos mais caros. Não importa para nós se alguém criticar alguma coisa, nós não somos cópias de nenhuma Ordem antiga e nem queremos ser rascunho mal esboçado de Mosteiro nenhum. Não copiamos dos outros para sermos sempre e em tudo original. A originalidade engrandece nosso carisma. Dom Marcos de Santa Helena osc. Prior. |
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