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| Ano: II Edição: Mensal N°: XVI Mês: Fevereiro de 2005. | ||||||||||||||||
| Informativo
Oficial da Congregação Monástica de Santa Cecilia |
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A palavra de Dom Prior Aborto
Estive lendo o livro “Aborto, 50 perguntas 50
respostas” publicado pelo “Amanhã de nossos Filhos” e achei
muito interessante transcrever aqui a página 83, visto que no
jornal anterior eu me detive com o tema “A violência” e penso que
esta página fala de um outro tipo de violência, que
interessa no momento para o mundo. “Moloch era um antigo deus
dos fenícios.
Construído de bronze, a imensa estátua continha, no bojo,
uma enorme fornalha. Em honra dessa divindade implacável, as
próprias mães imolavam seus filhos pequeninos. Elas atiravam dentro do monstro de metal, os
filhos primogênitos, os quais rolavam para dentro do
abdômen incandescente de Moloch, sendo então devorados
pelas chamas. Para não provocar arrepios nos assistentes, os
iníquos sacerdotes de Moloch tomavam o cuidado de mandar soar
trombetas e rufar tambores, abafando assim, no ruído de uma
música infernal, o gemido dos pobres inocentes. A Fenícia pagã desapareceu na
História. E com o desaparecimento da Fenícia, acabaram-se
os terríveis sacrifícios. Acabaram mesmo? (o negrito e a cor são
meus) No fim do século XX, o século dos
Direitos Humanos, já não há sacerdotes
fenícios, mas aborteiros inescrupulosos de avental branco.
Já não há mais estátua de bronze, mas o
próprio ventre materno tomou lugar do bojo de Moloch. A qual divindade se oferecem hoje as
milhões de vítimas inocentes? Variam de acordo com um politeísmo macabro. Quando se trata de cultuar o gozo sexual, sem as
conseqüências estabelecidas pela própria natureza,
esse deus se chama Eros e a religião toma o nome de erotismo. Quando
se trata de evitar incômodos, numa furiosa busca das
conveniências pessoais, esse deus se chama Ego, e a
religião será egoísmo. Acima disso tudo, ergue-se Leviatã,
ou seja, os estados hipócritas, cujos próceres tanto
falam de Direitos Humanos, mas que se tornam cúmplices de uma
injustiça clamorosa, isto é, o extermínio do mais
indefeso dos seres: o nascituro. Leviatã (o Diabo) diz
que faz isso por questão de higiene e saúde. E mergulha
no sangue das vítimas inocentes o mais elementar dos Direitos
Humanos, que é o direito à vida, praticando assim a mais
odiosa das discriminações contra o ser humano na fase
pré- natal de sua existência. O paradoxo não poderia ser mais
flagrante. Precisamente da mãe, dos médicos e das
autoridades públicas, a pequena vítima deveria esperar
proteção e tutela. Mais especificamente, da mãe, o
filho deveria
esperar o amor materno. Porém ela imola, não em um altar
em chamas, mas numa fria mesa de operação. O
médico, cuja missão é garantir a vida, se
transforma no instrumento de sua morte. O Estado, que deveria punir os criminosos que
levantassem a mão contra sua vida, nega ao nascituro o direito
de viver, em nome de índices, cifras e estatísticas
manipuladas. Diante do Moloch abortista, o que seremos
nós? Cristãos mornos, indolentes, que
não sabem fazer valer os seus princípios? Ou batalhadores, que
não se acovardam diante da opinião contrária dos
outros e proclamam, desassombrados, o direito de ser cristão e
ver respeitados os seus princípios.” Quando escrevia esta matéria tive muitos
problemas com o computador, parecia que não chegaria ao fim.
Não tenho dúvidas que Satanás não queria
que levasse ao ar, constatei que é ele quem induz nas pessoas as
idéias abortistas. É Satã que está tomando
conta do mundo e conseguindo asseclas para que ele possa vencer os bons e levá-los a
caírem juntos no erro. Os bons Católicos devem ser contra o
aborto e devem dizer a sua legalização. Prior. |
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