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| Ano: II Edição: Mensal N°: XIII Mês: Novembro de 2004. | ||||||||||||||||
| Informativo
Oficial da Congregação Monástica de Santa Cecilia |
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A palavra
do Prior Monge foi
transferido de seu Mosteiro
Naquele dia o Monge foi
transferido de seu Mosteiro. Não tinha voto de estabilidade na
casa, mas somente em sua Ordem. Percebi que sua transferência lhe
trazia nova chance de um profícuo pastoreio. Deu para ler no seu
semblante uma alegria mesclada de tristeza. Alegria, talvez, pela
promoção, tristeza, por deixar os irmãos, quem
sabe até alguns amigos mais achegados. Ninguém duvidava,
nem eu duvidei nunca de que fosse um bom Pastor; afinal seu trabalho
tinha sido considerado muito bom.
Mas o Monge não resistiu a tentação de fazer um desabafo, estava com o coração partido pelas amizades que agora iria deixá-las para trás. Não foi um bom sinal para quem optou pela clausura com o único objetivo de abandonar o mundo e seguir Jesus. Quando se deixa este mundo vivendo nele, é claro que fazemos por amor ao “Amor que não é amado”(S.Francisco de Assis) Fazemo-lo para que seja mais amado. Os encantos do abandono das carícias do mundo, por causa de Jesus, são de uma alegria impossível de ser descrita, só quem pôde e pode vivencia-la é capaz de sentir. Trata-se de algo interior, quando o sublime desce até nossa fraqueza para fortalece-la. Como pode o meu amigo querido confrade Monge ficar triste pela transferência, se já foi testado e aprovado como aquele que renuncia tudo para seguir o Mestre? Salvo que sua formação de noviciado tenha sido aviltada. Monge, não deve manter laços amistosos nem mesmo com seus familiares, se estes perturbam sua alma na hora de dizer sim a Jesus, na hora do inesperado.O seguimento incondicional de Jesus meu irmão Monge, é a coisa mais importante de nossa opção radical por Ele, não é o povo, nem as ovelhas pastoreadas. Não se pode presentear a xícara e ficar com o pires, ou dar o ovo e pedir a casca de volta. Nosso coração de Monge deve ser indiviso.Nossos sentimentos são de ternura para com todos os irmãos que o Senhor coloca ao longo de nossa caminhada diante de nós, mesmo com aqueles que nos maltratam, mas a ninguém nos apegamos pois juramos,implicitamente, não amar ninguém mais que a Ele que nos chamou e escolheu. Amar a Deus sobre todas as coisas é o maior mandamento, cumprir é o heroísmo do bom Monge. Não deve lamentar, querido irmão Monge, por
ter que deixar os amigos outros virão, mas em tudo tenhas
presente que segues Cristo e que Ele
está contigo. Ele é teu sumo bem, Ele é a tua
única beleza a ser contemplada, tudo o mais é lixo e
esterco, como dizia o Apóstolo, renova tua renúncia,
lembra do dia de teus Votos Solenes, do canto do Mortuus sum no
momento em que, estendido no chão, silenciosamente oferecias a
vida e tudo o que te pertencia a Jesus. Estavas totalmente morto para
tudo o que é terreno, diante daquele fantástico
espetáculo de doação
e de emoção geral. Monge Consagrado, lembra-te que tudo
passa, e ainda bem que passa, e que “tudo é vaidade das
vaidades, exceto amar e servir a Deus”(Imitação
de Cristo, plagiando o Eclesiastes) Dom Marcos de Santa Helena osc.
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