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| Ano: I Edição: Mensal N°: XI Mês: Outubro de 2004. | ||||||||||||||||
| Informativo
Oficial da Congregação Monástica de Santa Cecilia |
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A palavra
do Prior As palavras do Papa
João Paulo II aos Abades e Priores Oportunas, oportuníssimas, foram as palavras do Papa João Paulo II aos Abades e Priores Beneditinos reunidos em Roma.“Permanecei fiéis a vossa história” disse o Papa. Uma Ordem muito antiga tem a natural tendência de, ao longo dos séculos, ir perdendo os costumes que urdem o tecido da beleza dos escritos e da Santa Regra. Muitos costumes dos Monges, não só Beneditinos, mas de outros denominações, que vem a ser tudo a mesma coisa no final das contas, já estavam deixando a desejar e se os respectivos fundadores levantassem da tumba, tornariam a cair mortos de desgosto. Notou-se uma
secularização dos Monges em geral.Desculpas não
faltam, as mais variadas possíveis, que justificam tais atitudes
como absolutamente normais. Por isso o Papa disse: “Nosso mundo
secularizado tem uma dívida convosco pelo testemunho de vossas
comunidades, que põem Deus no centro” Se o mundo é secularizado, os Monges não têm direito de serem, devem dar o exemplo de sua Consagração perene a Deus. Eles fugiram do século, se esconderam no deserto de seu claustro e ocultaram seu corpo dos olhares mundanos, mediante o santo hábito. Quanto ao uso do hábito já se disse bastante, nunca é demais continuar insistindo, mas é um fato curioso que uma antiga Ordem Monástica, severamente silenciosa na clausura, deixe seus Monges irem ao super -mercado vestidos de civil, sem nenhuma identificação de sua Consagração. Para o povo o fato de ver um hábito, uma batina já é um testemunho de Deus. Assim como vendo um militar lembramos da Lei, e vendo um enfermeiro(a) com seu uniforme branco lembramos o hospital, é claro que vendo o hábito lembramos de Deus; e muitas vezes há pessoas afastadas da Igreja, de Deus e com, apenas, esse visual voltam a repensar sua vida de pecado. O hábito é um sinal e um testemunho vivo de Deus no mundo secularizado. Ele é uma pregação silenciosa, sem legenda como algumas caricaturas de jornal e charges de revistas. Igualmente é válido para aqueles Monges que freqüentam lugares públicos, balneários, piscinas e praias. Sem dúvida que é um contra testemunho de sua consagração a uma vida escondida com Cristo em Deus. Se fosse para ser Monge e andar e proceder como os Clero Secular, eu não ficaria Monge, continuaria Secular, pelo menos não era cabresteado e nem devia tanta obediência ao superior, por vezes bem mais medíocre do que eu e quando dá uma “mancada” apela para sua representação divina. Pobre Deus! Coitado do súdito abaixa a cabeça e segue em frente, afinal fez Voto de Obediência. Já disse neste Jornal que todos os Monges estão precisando uma reforma e foi em boa hora que nossos veneráveis irmãos Beneditinos resolveram promover esse momento de Graça para o bem do Monaquísmo. Quem se faz
Monge, assim decidiu por livre e espontânea vontade e o fez
movido por um grande amor ao Deus do silêncio e consciente de que
nesse silêncio orante e Contemplativo, salva sua alma e a de seus
irmãos os homens. Ele sabe que atrai milhares de graças
para toda a humanidade, tem consciência de que é canal de
bênçãos. Sua fuga do mundo não foi por
covardia, foi por heroísmo, e só dessa forma ele consegue
salvar o mundo como mártir sem derramar sangue e morrer cada dia
aos “golpes de alfinetes” pois ofertou sua vida como
Oblação ao Pai a semelhança do Mestre. Monge, toma
consciência disso! Medita em profundidade nos teus primeiros
desejos da vida monástica, tudo era tão belo, tão
sonhado e tão altrístico. Entra dentro de ti mesmo depois
do mantra que costumas cantar ou simplesmente dizer, reacende a
lâmpada maravilhosa que está dentro de teu
coração, aquele coração que
tantas vezes pedistes a Jesus: “Sagrado Coração de
Jesus, fazei o meu coração semelhante ao vosso”! Dom Marcos de Santa Helena osc.
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