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| Ano: III Edição: Mensal N°: XXV Mês: Novembro de 2005. | ||||||||
| Informativo Oficial da Congregação Monástica de Santa Cecilia | ||||||||
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Independente da veracidade das aparições, os fatos aqui narrados gritam muito alto e mexem com nossa fé e nossa crença na mão de Deus que pune, justamente por que nos ama. ******************************************************************* Foi
em Nova Orleans que...
Nossa Senhora de Fátima chorou pelo mundo Em 1972, uma imagem da Mãe de Deus verteu lágrimas na cidade hoje arrasada pelo furacão Katrina. Aquele milagroso aviso não foi atendido. Aviso apenas para Nova Orleans? Não. Para o mundo todo.
Luis Dufaur
Mais um alerta. Muitos deram
de ombros. Já estavam acostumados a furacões... O Katrina
exibia violência inusual: ventos de até 280
km/h. Mas, julgavam, tudo daria certo em Nova Orleans, a “cidade
da música e da alegria” — leia-se a cidade do jazz que
preparou o rock and roll, do vodu, dos festivais homossexuais que
afrontavam a Deus.
O mais acintoso de tais “festivais” era o Southern Decadence (Decadência Sulista). Em 2004 contou com 125.000 participantes e durou uma semana, durante a qual foram praticados atos sexuais em lugares públicos, diante da polícia, da Prefeitura e da Câmara de Vereadores. A provocação foi filmada e a gravação entregue às autoridades. Estas não só não tomaram providências, mas fizeram propaganda encorajando mais uma semana de abominações para a edição de 2005 — a 34ª — e esperavam-se 150.000 participantes. Porém...
Profético pranto de Nossa Senhora
A primeira Southern
Decadence fora em 1972. Naquele ano uma imagem peregrina de Nossa
Senhora de Fátima verteu lágrimas miraculosamente em Nova
Orleans. Pela cidade, sem dúvida, mas sobretudo pela humanidade.
A notícia percorreu o mundo. No Brasil, um diário paulista estampou impressionante foto (na página anterior). O Prof. Plinio Corrêa de Oliveira publicou então no mesmo jornal o artigo Lágrimas, milagroso aviso,(1) descrevendo as circunstâncias do fato sobrenatural. Desde 1972 muitos furacões passaram por Nova Orleans, mas nada aconteceu de especialmente trágico. E o aviso de Nossa Senhora foi sendo esquecido.
No mesmo
período,
muitos — e, aliás, incomparavelmente piores —
furacões se abateram sobre a Santa Igreja Católica,
soprados pela revolução progressista.
Abateram-se também sobre a ordem temporal, sobre o nosso Brasil,
atiçados pelo mesmo espírito de revolta e de imoralidade
que anima o progressismo religioso.
Nova Orleans e o mundo fizeram questão de esquecer o “milagroso aviso”, afundaram na vidinha e na cegueira que precede a tragédia. Foi assim que estava marcada para este ano mais uma semana de passeatas e orgias homossexuais do “Southern Decadence” para o 31 de agosto naquela cidade. Porém, o Katrina chegou dois dias antes...
Colapso de uma grande cidade moderna
Enquanto escrevo,
Nova
Orleans — aglomeração de 1.500.000 habitantes, terceiro
porto dos EUA — em parte está reduzida a escombros e
vários de seus bairros continuam submersos. Não há
energia elétrica, água potável, rádio, TV,
telefone ou esgoto. Soldados, policiais, bombeiros e socorristas
evacuam os últimos residentes. Temem-se epidemias favorecidas
pelas águas pútridas onde se decompõem
cadáveres, animais, plantas e toda espécie de objetos que
até há pouco faziam o aconchego dos lares. É
verossímil que a cidade fique deserta, em grande parte, durante
um ano, mas vozes como a do presidente da Câmara se perguntam se
é razoável reconstruí-la.(2)
O “The New York Times” comparou o desastre à destruição da antiga Pompéia e ao recente tsunami asiático.(3) O secretário geral adjunto para Assuntos Humanitários da ONU, Jan Egeland, classificou o Katrina como uma das piores catástrofes naturais da História, maior ainda que o tsunami “pela quantidade de casas destruídas e pelo número de pessoas afetadas ou deslocadas”.(4)
Inimagináveis cenas “de fim de mundo”
Após a
tempestade, gangues armadas fizeram da cidade um
cenário dantesco. Refúgios e hospitais viraram infernos,
onde os flagelados eram ameaçados, roubados, assassinados, ou
estupradas as mulheres. No hospital Big Charity o chefe dos
cirurgiões, Norman E. Mc Swan Jr., dormia oculto num saco de
lixo hospitalar no telhado da garagem, para não ser apanhado
pelos criminosos.(5) No estádio Superdome houve
até suicídio de um desesperado diante de 15.000 pessoas.
Incêndios ocorreram um pouco por toda parte.
Os socorristas que chegavam de helicóptero eram recebidos à bala. Policiais e bombeiros abandonaram a assistência aos sobreviventes para conter os bandos de delinqüentes e saqueadores. O mito do homem sem pecado original, bom por natureza, foi mais uma vez desmentido e patenteou a sua hipocrisia. Exaustos e traumatizados, alguns policiais e bombeiros suicidaram-se. Espantosas e terríveis reações de um corpo social onde a Moral foi esquecida! Teria sido muito diferente em qualquer megalópole moderna posta em circunstâncias análogas?
144.000 km2 de áreas costeiras foram arrasadas pelo furacão. Em vastas praias de quatro Estados as ondas devastaram até 1.000 metros terra adentro. Para o governador do Mississipi, as ruínas de Gulfport, Waveland e Biloxi evocam um bombardeio atômico.(6) Em Biloxi, “paraíso” das casas de jogo e da dissolução moral, cassinos flutuantes foram jogados para o interior como se fossem simples rolhas, pelo mar em cólera.
Percepção de um castigo divino
A imprensa americana fez freqüentes alusões à dimensão bíblica da tragédia. O presidente do Conselho de Nova Orleans, Oliver Thomas, após ouvir uma comparação da situação da cidade com Sodoma e Gomorra, confidenciou: “talvez Deus vá nos purificar”.(7)
O Arcebispo D. Alfred C. Hughes saiu da cidade antes de o Katrina chegar. Hoje tenta reorganizar o seu clero e fiéis dispersos. Pela primeira vez desde 1725, deixou de haver Missa dominical em Nova Orleans.(8) As igrejas estão abandonadas, até mesmo a catedral São Luís. Inacreditável o empedernimento homossexual
Apesar de tudo, adeptos do tal Southern Decadence quiseram realizá-lo, pouco se importando com o luto da cidade. Esquálidos magotes de provocadores homossexuais, lésbicas e travestis desfilaram em Bourbon Street, onde se amontoam lojas pornográficas, bares de nudismo e prostituição.(9) O mesmo anunciaram na cidade de Lafayette. A par disso, a corajosa TFP americana propulsionou uma campanha de e-mails pedindo ao prefeito a interdição desse infame ato. O prefeito assim dispôs, mas duas dúzias de fanáticos, violando a norma municipal, realizaram um arremedo do Southern Decadence. Sócios e correspondentes da TFP de Lafayette rezaram em ato público de reparação a Nossa Senhora da Assunção, padroeira do Estado, atestando o vigor católico que subsiste em meio a esse ambiente de castigo.(10)
Uma reedição de Sodoma e Gomorra
“Sodoma e
Gomorra”,
sintetizou o jornalista português José Pacheco Pereira. “Esta
catástrofe se tornou uma metáfora moral sobre o mal
castigado. Quem conhece a sua Bíblia sabe de onde isto vem: do
episódio de Sodoma e Gomorra. Deus, na sua absoluta ira, pune
com o fogo as duas cidades viciosas. [...] É uma forma de
justiça, não é?”(11)
Se isso afirmou um jornalista — a respeito do qual não consta que seja especialmente devoto — o que não deveríamos estar ouvindo dos púlpitos e das cátedras católicas?
Vasculhei a Internet à procura de qualquer exortação de algum alto prelado católico conclamando à penitência a propósito do Katrina, a fim de comunicá-la ao leitor. Apenas encontrei apelos humanitários à ajuda e à solidariedade aos flagelados, com as notas religiosas de praxe. Mais nada... Se o leitor descobrir exortação mais significativa de algum prelado católico, por favor, me envie. Terei imensa alegria em divulgá-la.
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