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Desarmamento
Um governo
"desarmado" ou melhor, desalmado, que procura tirar a defesa de uma
sociedade que já não sabe a quem recorrer inventou agora
de desarmar os cidadãos.
Não recebo um centavo de qualquer empresa de fabrico de armas
para defender a minha posição. Ao contrário de
alguns promotores do desarmamento que recebem polpudas e chorudas
verbas de organismos de "direitos humanos" dos marginais. O caso dos
pró-desarmamento no Brasil está tão vergonhoso
como o caso dos abortistas norte-americanos e suas falsas
estatísticas nas décadas de 60 a 80.
Já um velho amigo dizia que: "Estatística é como biquini, mostra tudo,
menos aquilo que se quer ver". E nesse vira e
mexe de estatísticas é fácil dizer que centenas e
centenas morreram vítimas das armas. Só não dizem
das armas de quem! Será que só as armas dos
cidadãos matam cidadãos? Ou serão armas da
polícia do tipo truculenta e corrupta (que existe, não se
pode negar) ou mesmo dos meliantes?
Sou a favor de que, qualquer cidadão, após passar testes
psicológicos e comprovando a real necessidade, tenha direito
à posse de arma (não ao porte por onde quiser).
A lei do desarmamento até seria aceitável, se, quando
pegasse um ladrão com "mão armada" lhe aplicasse uma pena
altíssima por porte e posse de arma. Pena máxima!
Da mesma forma como defendo a pena máxima ao político
comprovadamente corrupto, ladrão do dinheiro
público. O que nunca vai acontecer. Não nesse país!
Não tenho arma e não me creio psicologicamente sadio para
portar uma (caso contrário já teria dado uns tiros nuns
burocratas por aí). Mas também, se tivesse uma arma
não confiaria entregá-la à polícia. Pois
uma polícia que não é capaz de me proteger e nem
guardar drogas, dinheiro e armas apreendidas que logo, logo somem dos
quartéis e delegacias.... o que pensar deste tipo de
polícia? Nas vilas de minha cidade natal cansei de ver os
grupinhos falarem da facilidade de comprar uma arma das mãos da
polícia. E vi armas apreendidas voltarem às ruas. Isso
muito anos atrás antes de se falar em desarmamento. Será
que as coisas mudaram?
O Governo por sua vez, será que vai aceitar banir as
fábricas de armas? Ou vai ficar no mesmo esquema de tratamento
contra as empresas de tabaco? No caso do tabaco, o Governo com o
dinheiro de nossos impostos produz propaganda contra o tabaco e ao
mesmo tempo em que se beneficia dos cerca de 75% de imposto sobre a
comercialização do tabaco. Estes valores arrecadados com
o imposto sobre o tabaco já alguma vez reverteram em melhorias
no sistema de saúde? Nunca! Desafio a me mostrarem a
aplicação desses valores arrecadados!
E a CPMF, "contribuição" extorsiva cobrada nas
movimentações financeiras que deveria ir integralmente ao
sistema de saúde e até agora não chegou um
centavo sequer a um hospital? Onde vai parar todo esse dinheiro?
Sem contar o pedágio no qual somos assaltados porque já
pagamos o IPVA para termos boas estradas e depois pagamos o
pedágio para termos boas estradas.
E tantos outros impostos! Para onde vai tanto dinheiro? Para o bolso de
quem? Quanto por cento do seu salário fica retido em impostos
nas mãos do Governo?
A classe média reclama que além de pagar impostos
exorbitantes ainda paga mais para ter boa escola para os filhos
(escolas particulares), porque além de pagar impostos,
não recebe nada em troca do Governo a não ser escola de
péssima qualidade, sistema de saúde falido,
previdência imprevidente. Daí a classe média chiar,
pois tem de pagar à parte escola, plano de saúde e
previdenciário, tudo particular.
Mas e a classe desvalida? O povo-povo? O povo que se rale! Enfrente
filas medonhas com dores para pegar uma senha para ser atendido, quem
sabe, algum dia distante. Filas para "ganhar" um auxílio
maternidade que não dá para comprar uma lata de leite em
pó. Filas para encaminhar um processo de aposentadoria que nunca
anda, ou por ineficiência ou por greve de funcionários da
previdência ou porque "alguém" perdeu o processo no meio
da barafunda de papéis nos porões das agências do
INSS. E toca ouvir: "Volte outro dia dona Maria"; "Volte daqui a
três meses seu João". E o desgraçado do trabalhador
acidentado que depende do INSS para encaminhar os papéis do
seguro saúde tem sempre duas opções: ou morre de
fome ou de doença; porque quando for encaminhar a papelada vai
encontrar um posto do INSS em greve. E, enquanto está de greve o
INSS o desgraçado do trabalhador que se encoste num parente ou
morra desvalido!
E o João, a Maria e José, que não tem "lobbyes"
que os defendam, nem geram votos, nem tem amigos donos de empresas de
marketing, nem amigos no Banco Rural, nem um deputado ou senador por
eles... que morram a míngua... mas que deixem o caixão e
a campa pagos e com os impostos em dia, por favor! Nosso povo só
não morre com essas calamidades porque é teimoso.
O dia em que tivermos governo a sério, que ouse romper com todo
esses esquemas perversos de extorsão do bolso do trabalhador uma
primeira medida que esse governo imaginário faria seria
a de cortar qualquer envio de imposto da esfera federal e avisar o
Governo Federal: "A fonte secou, a partir de hoje queremos a
aplicação dos impostos em tal proporção em
nosso estado". E não defendo que só o RS faça
isso, mas cada estado da federação, deixe ou
impeça de arrecadar impostos federais e minimize os impostos
estaduais cobrados. Veremos se uma economia não se agiganta!
São dois passos simples mas que exigem coragem: cortar qualquer
cobrança de impostos federais e o envio destes impostos e exigir
a aplicação dos valores arrecadados e dos que
virão a ser arrecadados. E depois, para dar o exemplo, os
governos estaduais diminuiriam os impostos ao máximo e
prestariam contas da aplicação dos valores. Utopia?
Para tomar este tipo de atitude precisa-se ter coragem e idealismo.
Infelizmente, com honrosas exceções, nossos
políticos só se preocupam em ter coragem de
aproveitar-se ao máximo em vista dos ideais de riqueza
ilícita.
Veja o mau exemplo dos ex-governadores (para não dizer dos
ex-senadores e ex-presidentes): enquanto que o povo se esfalfa para
trabalhar uma vida inteira e nem sabe se vai conseguir se aposentar, os
"grandes" trabalham quatro ou cinco anos e têm direito `a
aposentadoria especial. Numa república democrática cuja
Constituição diz que somos todos iguais será isso
possível? Só é possível porque "todos somos
iguais" mas umas são "mais iguais" que os outros. Se tivessem
vergonha na cara não aceitariam uma aposentadoria especial.
Quando os grandes, as autoridades, não dão o exemplo;
quando roubam, sonegam, desviam verbas impunemente... como imaginar que
o povo não se sinta tentado a fazê-lo? Altos impostos
são um convite explícito à
sonegação! Pergunte a qualquer pessoa do povo se ele
preferia comprar um quilo de arroz com 10% ou 1% de imposto?
Infelizmente o povo não tem opção a não ser
pagar aquilo que lhe é "imposto".
Aos ladrões vai o meu apelo - já que Governo não
há em terra de ninguém - senhores ladrões, se
forem nos assaltar, se forem para violar, quebrar, matar, sequestrar
tenham um pouco de caridade para com o povo, visto que os governantes
que elegemos não tem. Quem sabe um apelo desses comova um
honrado ladrão? Já que os governos ladrões
não se comovem.
Cléber
Eduardo dos Santos Dias
PORTUGAL
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JOÃO PAULO II – O PAPA DO
PERDÃO
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1.
Temos
absoluta certeza que o Mundo inteiro ainda está consternado,
inconformado, profundamente triste e com suas dores multiplicadas com o
impacto causado pela notícia do falecimento do PAPA
JOÃO PAULO II, as vinte e uma horas e trinta e sete minutos
(horário de Roma), do dia 02 de abril.
2.
Quando
dizemos o Mundo inteiro é porque durante o seu longo
pontificado, de quase vinte e sete anos, sua pregação
nunca se desviou do Amor, da Justiça e da Paz, e estes
são assuntos do interesse de todos os seres humanos e não
apenas dos cristãos, especificamente daqueles que pertencem a
Igreja Católica Apostólica Romana.
3.
Unido
à Virgem Santíssima e incessantemente rogando o
auxílio divino para melhor poder atender os apelos do Evangelho,
KAROL JÓSEF WOJTYLA, mundialmente
conhecido como JOÃO PAULO II foi, sem
dúvida alguma, um homem iluminado pelo Espírito Santo,
pois em suas inúmeras viagens aos locais mais recônditos
do planeta, mesmo tendo de travar duras lutas e percorrer
ásperos caminhos, nunca deixou de se situar independentemente
das poderosas influências locais e de buscar o legítimo
conceito de honra com atos justos e a consciência tranqüila.
Os pequenos dissabores, que porventura teve, desapareceram no oceano
das alegrias com o qual Deus pontilhou o seu caminho.
4.
Os
fatos comprovam que mais de um quarto de século de atividade
religiosa não o desgastou; isto porque era um homem “de todas as
eras e de todas as gerações, sem perder, contudo, a fibra
da sua conduta”. Foi esta contemporaneidade às mudanças
que o fez sair do Vaticano e percorrer, aproximadamente, um
milhão e cem mil quilômetros para visitar mais de cento e
vinte e cinco países com o objetivo de ter contato direto com o
povo ao pregar o Evangelho; demonstrar ter uma produção
cultural eclesiástica e laica admirável ao publicar obras
contendo idéias úteis e saudáveis que
contribuíram para aperfeiçoar a sociedade e revigorar a
até então convalescente Igreja Católica; comandar
com firmeza a Igreja cumprindo, mesmo sob críticas,
rigorosamente todos os rituais da fé cristã; não
se intimidar ao entregar-se à realização das
causas polêmicas como o diálogo inter-religioso e,
finalmente, ter um carinho todo especial para com a juventude, assim
como Jesus tinha para com as criancinhas.
5.
João Paulo II era apaixonado por Cristo, o que
em determinados casos tornou sua missão espinhosa. Mesmo assim,
por onde andou, muitas vezes em ambientes totalmente adversos, nunca
deixou de semear a esperança no meio dos pobres e
excluídos, pregar a misericórdia e a caridade, aliviar a
dor dos que sofriam, diminuir a pobreza, fazer companhia a quem se
encontrava no abandono e ser veementemente contra a
prostituição e o aborto. Puro de corpo e alma, falava de
paz, brandura, amor, perdão e respeito ao próximo. Como
armas, possuía a determinação e a coragem, pois
não desanimava nunca diante dos obstáculos e não
fugia do sofrimento.
6.
Para
ilustrar o amor que João Paulo II sentia pelos
homens e até que ponto era capaz de perdoá-los, citaremos
apenas um exemplo: em 13 de maio de 1981, em plena Praça de
São Pedro, ele foi vítima de um atentado. O
bárbaro que o cometeu era de nacionalidade turca e chamava-se
Mehemed Ali Agca. Por tal ato foi condenado a prisão
perpétua. Dois anos após o atentado o Mundo, boquiaberto,
assistia o Papa visitar, na cadeia, aquele que atentara contra sua vida
e o perdoar. Segundo São Lucas 23,34,
comportamento como este teve Jesus que mesmo crucificado rogou ao Pai
dizendo: “Pai, perdoa-lhes: não sabem o que fazem”.
7.
A
isto se acrescente que, como Jesus, ele possuía
um porte físico atlético e uma resistência
extraordinária e além da doçura de sua
pregação, era dono de uma simpatia e um carisma que o fez
reunir multidões para vê-lo e ouvi-lo. A atitude de João Paulo II para com seu agressor nos leva a
acreditar, que já naquela época, grande parte de sua
humanidade havia sido substituída pelo divino.
8.
Num
Mundo onde ser líder é desrespeitar as regras
internacionais e utilizar a superioridade tecnológica militar
para, com base em falsas acusações, invadir países
subdesenvolvidos, massacrar seu povo, sua cultura e, movido pela usura,
apoderar-se de suas riquezas naturais; num Mundo onde ser líder
é dizer-se supercivilizado e aproveitar-se das dificuldades
econômicas e do pacifismo de determinado povo, extorquindo-o
até a última gota de seu sangue para satisfazer a sua
luxúria sádica, ou num Mundo onde ser líder
é investir bilhões e bilhões de dólares na
construção e aperfeiçoamento de artefatos
bélicos cada vez mais nocivos ao Planeta e a espécie
humana enquanto outros bilhões de seres humanos não
têm como satisfazer um terço sequer de suas necessidades
básicas, a morte de João Paulo II foi
uma perda irreparável.
9.
Por
mais duro que tenha sido o golpe não devemos acreditar que se
eclipsou a esperança e o conforto, mas sim, entender que o que
existe é um fenômeno de ocasião. Os seres humanos,
principalmente nós, os cristãos pertencentes à
Igreja Católica Apostólica Romana, sentimos toda a
extensão da dor, toda a rudeza do sofrimento, todo o transtorno
provocado pelo desaparecimento do nosso querido João
Paulo II. A vida, humanamente falando, não tem
lógica. Exatamente porque tem duas faces em sua globalidade.
Não é porque a pessoa crê ou não crê
que as coisas boas acontecem ou deixam de acontecer. Se assim fosse,
seria muito fácil alguém ser religioso. Tudo estaria
claro demais. A vida é um mistério e vale a pena
enfrentá-lo com energia e decisão, com espírito
forte e confiança, apesar de todos os obstáculos.
10.
João Paulo II foi uma pessoa que admirei,
admiro e sempre admirarei, por sua força de vontade, sua
tenacidade e seu espírito de luta. Ele se foi. E com ele, a
coragem, a liberdade, a pregação do amor, da paz e da
justiça. Estamos sem rumo porque com sua morte ficamos
órfãos de líderes. Mas o Pai enviará o
Paráclito para nos dar o Sucessor. Por isso, não nos
deixemos abater demasiado diante dessa provação.
Levantemos os nossos corações para o alto e prossigamos,
pois a jornada é longa e precisa da experiência de cada um
de nós. Com certeza, o João Paulo II que
desapareceu estará também colaborando sem que nós
percebamos. Devemos ter ânimo. A esperança não pode
morrer.
11.
A
Terra perdeu um ser humano extraordinário cuja fé
inabalável era um apoio admirável para todos os
cristãos. O que nos conforta é termos certeza de que o
Céu ganhou mais um Santo.
12.
A
morte de Sua Santidade, o Papa João Paulo II,
não significa apenas a perda de um líder que pregava o
amor, a paz e a justiça. Sua morte traz à tona outro fato
extremamente importante, pois diz respeito à sobrevivência
dos seres humanos e da própria Terra: o cumprimento de uma das
mais enigmáticas e polêmicas profecias - as
profecias de São Malaquias.
13.
Estas
profecias foram publicadas pela primeira vez por volta de 1595, e
são compostas por sentenças curtas, ou melhor, 112 lemas
papais. O que as tornam dignas de crédito, é que de
acordo com muitos estudiosos, desde o ano 1130, época do papado
de Celestino II, até a presente data, todas se cumpriram. O que
nos assusta é que segundo elas o próximo Papa será
o penúltimo e terá como lema “Da Glória da
Oliveira”.
14.
Em
19 de abril o Conclave Cardinalício elegeu, para Sumo
Pontífice, o Cardeal Joseph Ratzinger, de nacionalidade
alemã.Ora, como todos sabem, a Alemanha é um país
pertencente ao Continente europeu.Estes fatos, mais uma vez, concordam
com as citadas profecias, pois sabemos que a Europa é uma grande
produtora de oliveira. Portanto, nada aconteceu além daquilo que
já estava devidamente previsto.
15.
O que nos deixa aterrorizados é sabermos
que após ele – Joseph Ratzinger - virá o último
Papa que se chamará “Pedro Romano”. Pessoalmente, acredito que
seja em sua administração que se cumprirá o
prescrito no Apocalipse – a manifestação da Besta, do
Dragão e do Anticristo – pois, segundo São Malaquias, em
seu pontificado, a Igreja Católica Apostólica Romana
sofrerá uma perseguição jamais vista, Roma
será destruída e ocorrerá então o dia do
Juízo Final.
16.
Resta-nos,
portanto, pedir a Deus que o tempo de exercício do poder do
pontífice Joseph Ratzinger – o atual Papa Bento XVI, seja eterno.
17.
SENHOR JESUS CRISTO, daqui deste lugar onde nos
deixastes, onde todos nós temos um destino, onde até
mesmo Vós tivestes de cumprir o Vosso, humildemente prostrado
aos Vossos pés eu, que nada sou, pois não passo de um
miserável pecador, Te peço,
perdoa aqueles que mesmo Te conhecendo não Te aceitam e Te ultrajam e faze-os
seguir o exemplo do Papa João Paulo II; Te suplico, assim como fizestes com São
Paulo, chama para junto de Ti todos aqueles que se afastaram da Tua Luz
e Te imploro, envia de novo o Paráclito,
desta vez não só aos responsáveis pela
propagação da fé e da religião
cristã, mas, a toda humanidade porque, como no passado,
necessita de iluminação.
Aloisio
Vilela de
Vasconcelos
aloisiovilela@terra.com.br
Professor da UFAL
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O
REVÓRVE DO TROPERO
Piriska Grecco
Seu Delegado eu vim trazer meu revorvinho,
Que eu ganhei do meu padrinho
Quando me tornei rapaz.
Há 30 anos mora na minha cintura,
Escorando a lida dura
De tropero e capataz.
Com esse revórve nessas volta do destino
Já salvou muito teatino de apanhar sem merecer,
Botou respeito sem precisar falar grosso,
Com ele muito arvoroço Não deixei acontecer.
Mas deu no rádio
Que ninguém pode andar armado,
E no rumo do povoado
Eu vim tirando a conclusão,
Que eu fiquei louco ou
não entendi a notícia,
Pois pensei que a polícia
Desarmava era ladrão.
"Ô mundo véio, que tá virado,
Seu Delegado, preste atenção:
Vê se devorve o revórve do tropero,
Vai desarmar desordeiro
E deixe em paz o cidadão!"
Seu delegado, se um ladrão bater na porta
Devo fugir pela outra?
Me "arresponde", sim senhor!
E se um safado me desrespeitar uma filha,
Quem vai defender a família
Do homem trabalhador?
É muito fácil desarmar quem é direito,
Quem tem nome e tem respeito,
Documento e profissão,
Muito mais fácil que desarmar vagabundo,
Desses que anda pelo mundo
Fazendo mal-criação.
Pra bagunceiro
O País tá encomendado,
povo tá "desdomado"
E quem manda faz que não vê,
Nosso governo,
Quem tem que prender não prende,
Não vigia, não defende
Nem deixa se defender!
"Ô mundo véio, que tá virado,
Seu Delegado, preste atenção:
Vê se devorve o revorve do tropero,
Vai desarmar desordeiro
E deixe em paz o cidadão!"
DESARME O LADRÃO,
NÃO O CIDADÃO!!!
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