|
O candidato deve
buscar o Mosteiro por sentir desejo de levar esse tipo de vida e de ser
Monge, dentro do espírito Ceciliano, após um
razoável tempo de discernimento por correspondência ou
mais prolongado estágio no Mosteiro.
8)
Fatores que seriam grande empecilho para ser Monge.
a) Uma
criação de casa demasiadamente social ou apática e
dependente, principalmente da "mamãezinha".
b) Ser mimado da
mãe ou do pai ou, até mesmo, dos demais familiares. (em geral quem é
filho único) Cuidado com os que
foram criados pelos avós. Mimos e dengos de avó anulam a
criatividade dos rapazes.
c) Ter dificuldade em superar
desânimo, fracassos, frustrações e até
depressões.
d)
Deixar-se levar pela saudade, pela tristeza e nostalgia.
e) Ter dificuldade em
deixar-se avaliar pelos superiores no processo de
formação e em fazer sua auto-avaliação
reconhecendo pontos negativos, sem querer desculpar-se de tudo, fazendo
arranjos de suas atrapalhadas disciplinares.
f) Incapacidade de
compartilhar em comunidade e de renunciar sua individualidade quando o
bem comum entra em jogo.
g) Falta de uma
educação para a cortesia e com um temperamento "aluado,"
onde alguns dias anda muito alegre outros anda de cara sisuda.
h) Querer "bancar" um
machismo de fachada ou fazer-se de vítima por qualquer problema,
sempre querendo comover os superiores (Se fazendo de sem
vergonha!).
i)
Estar no Mosteiro elogiando outras Ordens e, ou, tecendo
comentários e críticas para o modo de ser Ceciliano e
até mesmo dos outros Mosteiros.
j) Ser agressivo, bravo
e retrucar os superiores, querendo sempre ter razão. Os Monges
pela natureza e tipo de vida optada livremente, são
dóceis, humildes e de boa paz.
l) Não gostar da
vida dos Monges Cecilianos, de alguma de suas indumentárias e
costumes.
9) Sugestões
práticas para ingresso
I) -
Não trazer aparelhos de rádio, áudio-fones,
telefone celular e aparelhos afins.
II)
- Não trazer violão nem gaita. Poderá trazer
flauta e qualquer outro instrumento musical (que
tocará só com licença dos superiores em horas
determinadas para isso e como estudo de música por notas
musicais, nunca de ouvido).
III) - Trazer
2 Calças social cor preta ou azul marinho. Preferencialmente
não trazer Jeans nem moletom, 2 camisas social brancas, toalha
de banho e, se puder roupas de cama. 1 calção de banho.
(no Mosteiro não andam de calção nem bermudas nem
calça moletom) Roupas
de agasalho.
IV)
- Um par de tênis para o trabalho de jardim e sapatos preto para
o uso interno.
V) -
Não trazer perfumes ou desodorantes fortes, nem Shampoos (os
Monges não usam shampoo e seus afins) tão
pouco pentes de escova e similares,
próprios das mulheres.
VI) - Cortar
cabelos já para chegar; depois de se vincular a comunidade
cortará conforme uso dos Monges e no próprio mosteiro.
Ter a barba raspada o que fará diariamente, sem argumentar
problemas de pele, para safar-se do barbear-se todos os dias.
VII) - Nos
contatos que fizer não
ligue a cobrar para o Mosteiro
que tem por princípio não aceitar ligações
telefônicas nessa modalidade.
VIII) - Fica
terminantemente proibido trazer hábito Religioso e objetos
próprios de outras Ordens ou Congregações, mais
ainda usa-los, incluídos botons, rosários, livros e
Crucifixos. O estagiário não usa hábito nenhum. O
Postulante recebe a Cruz própria e poderá, nas
cerimônias Litúrgicas, trajar a túnica e a capinha
com capuz preto, (sem Cruz).
IX) - Se
tiver dentes com cárie, arruma-los antes de vir para o Mosteiro.
Não serão aceitos jovens com dentes estragados,
tão pouco doentes.
X )
- Logo de chegada no Mosteiro deve mostrar tudo o que trouxe na sua
bagagem e, com simplicidade deixar-se revistar. Será tomado nota
e feito o seu pequeno inventário o qual ficará no
arquivo, arrolado a sua pasta pessoal. Isto é válido
até mesmo para o estagiário que não tenha nenhuma
definição de continuar a vida como Monge no Mosteiro. Se
o estagiário voltar outro dia para término do
estágio, não mais será tomada nota seu material,
mas a revista será feita, prevenindo possíveis
traições a mando de outros.
O mesmo sucede ao despedir-se
do Mosteiro, seja após o estágio, de regresso aos
familiares para retornar definitivo, algum tempo depois, seja depois de
haver passado algum tempo na Comunidade ou até mesmo, se por
infelicidade, depois de Monge, venha a deixar o Mosteiro. Via de regra
ao sair do Mosteiro o Monge faz, vestindo as roupas com as quais
entrou, como antiga tradição dos Velhos Abades. Tais
roupas, pela lógica Monástica primitiva, seriam guardadas
na chegada, quando o candidato deve vestir as roupas fornecidas pelo
Mosteiro. Diga-se o mesmo do inventário que é feito
novamente. Entretanto a caridade, "que tudo encobre," fará com
que o rigor dos velhos Abades não seja cumprido em extremo e o
candidato que parte poderá, a critério do superior, levar
roupas e objetos que venha a "possuir" como Monge.
|
******
|