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Antes de ingressar no
Mosteiro, para ser Monge, o candidato deve ser acompanhado pelos
superiores, respondendo questionários ou esclarecendo
dúvidas, e abrindo-se com absoluta retidão e sinceridade.
Não mentir, pois “a mentira tem pernas curtas.” Procure
ser claro descrevendo o que interessa para o Mosteiro, com letra
legível. Comentários de livros espirituais ou
Bíblia que lendo chamou-lhe a atenção, não
interessa neste tipo de informação solicitada. Por esse
motivo atenha-se ao informativo que o Mosteiro pede. Responda as
perguntas do Mosteiro e não fique exigindo fotos do Mosteiro e
dos Monges, pois não costumamos colocar nossas fotos no site nem
mandar aos candidatos.
Para um bom candidato a Monge basta saber o carisma e as fotos ficam
sobrando. Consideramos um tanto ingênuo o candidato que exige
fotos para melhor discernir-se. Saibam que as crianças apreciam
mais as fotos, pois são superficiais. A vocação de
seguir Cristo como Monge vai além de todas as superficialidades
da existência. Exige seriedade.
Toda e qualquer informação aqui contida é de
caráter privado, para facilitar a abertura da alma do candidato.
As respostas do que abaixo descrevemos, devem ser feitas seguindo a
precisão numérica deste folheto, mas não,
necessariamente, respondendo-as item por item cada resposta. Prefira um
texto de redação única enviando-a imediatamente
para o Prepósito Vocacional da Ordem ou ao Padre Prior.
Seguir o seguinte procedimento.
1) Autobiografia
No primeiro contato
com o Mosteiro, já que ninguém conhece o candidato
pedimos que faça uma autobiografia de sua vida descrevendo o
seguinte:
I = Descreva
a sua infância e traumas acontecidos nesse período,
ambiente em família, na adolescência, na escola ou
em alguma atividade de trabalho.
II
= Se já esteve em Seminário, quanto tempo e onde,
Congregação Religiosa, qual e onde quanto tempo e porque
saiu. Quanto aos motivos de sua retirada de outra casa Religiosa, seja
sincero. Tudo o que o candidato disser deve "bater" com as
informações que nossa Congregação
Monástica pede para tais casas Religiosas, seja por carta,
e-mail ou telefone. A CNBB exige que se peça
recomendações, no caso de egressos de outras
Congregações ou seminários. Nós fazemos,
para cumprir tais determinações, mesmo que saibamos quem
é o candidato. Portanto, nessas informações
não deve mentir, mesmo que alguma coisa lhe desabone.
III
= Seu relacionamento familiar atual com pai, mãe e
irmãos, na paróquia ou em algum grupo paroquial. Se os
pais estão separados etc.
IV
= Falar de sua vida sexual, considerando que nossa
Congregação Monástica não aceita jovens que
já tiveram relações sexuais com mulheres nem que
gostem de tê-las com homens. Tal como a Igreja pede virgindade
para os noivos que vão se casar, nós exigimos dos que
vão se consagrar a Deus e com muito mais propriedade. A vida
monástica deve ser o ápice da vida cristã.
V
= Gosta de fumar, usa ou usou drogas ou álcool e usa algum tipo
de medicação especial?
VI
= Tem doenças originadas de sexo ou bebida?
VII
= Freqüentou outras religiões ou espiritismo?
VIII
= Falar sobre sua caminhada na Igreja e como descobriu a
vocação.
IX
= Não esconder nada de sua vida pessoal ou familiar, pois quando
for descoberto repercutirá muito mal para seu bom conceito.
2) Carta de apresentação
É absolutamente
importante uma carta de apresentação do pároco ou vigário
paroquial e também do Presidente do Conselho paroquial. Ou de
outra pessoa idônea que o conheça e dê peso a
mencionada carta.
3) Declaração dos
reais motivos do desejo de ser Monge
O candidato
escreve uma carta que deve ser com o próprio punho, se
possível, contando os verdadeiros motivos de sua
opção pela vida monástica.
4) Posses
da família
Dizer, na carta, se a
família é pobre, abastada ou rica. De que vive o pai e
quem mais o ajuda financeiramente. Qual a renda familiar mensal. Dizer
se tem recursos para se pagar a viagem ao Mosteiro. Pode-se conseguir
apadrinhamento para realizar viagem vocacional ao Mosteiro, com pessoas
do povo ou com a Igreja.
5) Qualidades do Candidato
a) Um candidato a Monge deve ter boa
integração humano-afetiva proporcional a sua idade.
b) Deve ter saúde psíquica,
mental e moral, além dos documentos exigidos para ingressar na
Ordem e deve aceitar sem relutância ser examinado por
médico de confiança da Congregação se for
necessário.
c) Deve ter uma vontade e um caráter
que viabilize a realização de seu projeto
monástico com tranqüilidade, sem estar sempre querendo ir
para outra Congregação. Numa palavra, não deve ser
um eterno descontente.
d) Seja educado e respeitoso com superiores
e co-irmãos, em síntese, bom de diálogo.
e) Seja pronto para os trabalhos do
Mosteiro, sem fazer problemas, espírito de
abnegação, prontidão em qualquer serviço da
comunidade, como prova de seu espírito apostólico que
exige também muita disponibilidade. Que faça sem
morosidade e sem precipitação.
f) Deve ter opção clara e
evidente de que pode ser celibatário. Que saiba ver com
apreço o celibato católico como valor pela causa do Reino
de Deus, como semelhança com Jesus Cristo casto e como
obrigação a ser assumida sem reservas. A Santa Regra dos
Cecilianos diz que "o Monge
não deverá olhar para as mulheres como os demais homens o
fazem, de cima para baixo e fixando-se no seu perfil feminino; pernas,
quadris, seios e costas." "O olho é a luz do corpo. Se teu olho
é são, todo o teu corpo será iluminado" (Mt 6,22) (Capitulo
X artigo 137º da Santa Regra)
g) Não fumar nem beber. Caso tenha
tais vícios deverá abandoná-los antes de chegar ao
Mosteiro. Em nossa Congregação é proibido fumar e beber. (nem nas
festas do Mosteiro os monges bebem a não ser um cálice de
vinho)
h) Deve ser amigo da verdade, não
mentir, ser sincero e não dado a intrigas, fofocas e
críticas ao clero e menos ainda aos confrades do Mosteiro.
i)
Deve saber mais ouvir do que falar. Não deve falar muito de si
mesmo, nem tomar conta das conversas, nos momentos de convívio
do Mosteiro. Não se mostrar "sabichão"; pelo
contrário, deve esconder sua sabedoria e conhecimentos,
demonstrando ser humilde. A Santa Regra dos Cecilianos diz: "mesmo
que alguém saiba mais, procure não demonstrar. Seja
reservado em se mostrar sábio diante dos confrades mais humildes
ou menos dotados, tão pouco proceda assim com as outras pessoas a não ser para instruir-lhes
nos preceitos de Deus e naqueles de sua
competência profissional"(Capitulo XII artigo 157º)
j) Imprescindível
que tenha ouvido musical e uma voz razoável para canto aberto a
possibilidade de treinar e se tornar com uma bela voz e ter o desejo de
tocar algum instrumento. Quem disser que não gosta de
música, por mais piedoso que seja certamente aqui não
é o seu lugar. Aqui se canta a alta música sacra da
Igreja, os tais de cantos populares não são cultivados em nosso Mosteiro,
salvo rara exceção escolhidos entre os poucos que valem
à pena. Nossa Ordem foi fundada para cultivar a grande
música da Igreja Romana.
l) O candidato deve adaptar-se
aos costumes prescritos na Santa Regra, quanto ao modo de vida e de
alimentar-se no mosteiro. Nesta casa se come de tudo o que vem na mesa
e monge não pode ter manias de exigências nas comidas.
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