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A missão do
Monge é a oração constante e o louvor divino.
Ele realiza essa
missão na doação de si mesmo a Deus a que ele
manifesta cada dia na prática das virtudes essenciais do
Evangelho. Tais virtudes são manifestadas por meio da vida dele
consagrada pelos votos e pela vivência, como tal, daquilo que
exteriormente ele demonstra ser. A pobreza, que o torna
econômico, cuidadoso com as coisas do Mosteiro e de seu uso
pessoal, que o faz zelar para que durem mais, que sejam limpas e bem
cuidadas. Renúncia ao supérfluo, aos artigos melhores e
mais bonitos ou da moda. Optando pela simplicidade tendo as coisas
necessárias como se não fossem suas e como se não
as tivesse, desprendido do material e do passageiro, para não
dizer fútil. A obediência que ele pratica
cumprindo os deveres, especialmente a Santa Regra, dando anuência
às ordens dos superiores, com respeito, educação e
boa vontade, sorrindo na dor e no sofrimento para vencer o orgulho, sem
revoltas e manifestações de despeito. A castidade com
a qual ele se torna oferenda pura e agradável a Deus, semelhante
aos anjos e dominando as paixões e o Eros. Com a castidade do
corpo e do pensamento o Monge se torna espelho do Deus Santo, vivo e
verdadeiro. Ele não deve se deter e dar atenções
ao próprio sexo, deve encarar a volúpia como meio mais
fácil de ser presa de
satanás.Aquilo que Deus criou em santidade e justiça,
para reproduzir a raça humana, para o Monge, é
tropeço e degradação. Ele renunciou o prazer da
carne por amor ao próprio Deus que a criou assemelhando-se ao
Cristo casto e puro, sendo virgem como a Mãe de Jesus e como o
apóstolo, para tomar parte do coro dos eleitos segundo descreve
São João no Apocalipse 14, 3-5. Por esse motivo na
Congregação Monástica de Santa Cecília
damos prioridade para os jovens puros, mancebos, ainda virgens. O
Catecismo da Igreja Católica prescreve aos moços que
vão casar que cheguem virgens ao altar. Se isto acontece com
quem vai se casar, quanto mais deve ser aos que vão se consagrar
para sempre na castidade perfeita por causa do reino dos céus. Jovens
que se apresentam contando experiências sexuais como
façanhas, não servem para nós. A virgindade
neste caso é fator importante na aceitação de um
moço para ser Monge. Conforme a
pregação do Papa João Paulo II, “ser Monge
é último estágio do ser humano” (Papa João Paulo
II em Rivola-Bulgária 27.05.2002). Só é
possível realizar semelhante façanha no Espírito
Santo; pois é o Espírito Santo que, morando no interior
do coração, deve dar vida e esplendor ao corpo na
glorificação do último dia.
O louvor divino é realizado pelo Monge através do canto
das Horas. Sua vida pura, e o pensamento voltado às coisas de
Deus, o sacrifício de seu corpo casto, tudo isso também
é um hino de louvor a Deus. É o Espírito Santo
quem realiza e dá força para o Monge concretizar esse
ideal.
O Monge é um sinal do louvor, um signo de
contradição numa humanidade depravada e pecadora, tendo
ele mesmo que lutar, ao longo da vida, contra o mal que assola sua casa
interior e dar lugar a luz de Deus.
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