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Compêndio da Ascética Ceciliana - Discernimento n° 3.
Compêndio da Ascética Ceciliana - Discernimento n° 4.
Compêndio da Ascética Ceciliana - Discernimento n° 5.
Compêndio da Ascética Ceciliana - Discernimento n° 6.

Na página anterior, discernimento n° 1 ficou exposto, mais ou menos claro, sobre a obediência, mas faltaram alguns adendos que não deixam de ter sua importância.
Há dois perigos quando optamos por seguir a vocação Religiosa numa Congregação, com relação à obediência e ao sistema de governo das casas.
Existem Ordens e Congregações, não se sabe se por tradição ancestral, falta de atualização ou por mero e coincidente costume, que tratam os seus membros com bastante subserviência e os superiores exigem verdadeira vassalagem. Eis aqui o "pivô" da questão. Existem Abades que se tornaram verdadeiras divindades, poucos lhe têm acesso. Como de fato acontece, igualmente, com alguns Bispos e Cardeais que, de servidores se fizeram pseudos-deuses, inatingíveis, olvidando que de Jesus todos se aproximavam e lhe tocavam. Fica, igualmente, no ar, certa suspeita de discriminação com alguns em favor de outros. Temos visto episódios que dão o melhor testemunho desta afirmação. Ninguém peça provas, pois a briga seria muito grande e as afirmações deste Manual visam apenas, alertar e não a fazer acusações nem críticas a ninguém. Diga-se de passagem, quem fica bravo sente-se cúmplice de algo.
Tem comunidades Religiosas que carregam pelo cabresto seus membros e existem aquelas que são demasiado relapsas, chegando ao cúmulo de seus membros levarem vida, praticamente, mundana, que Regra nenhuma iria permitir. Curioso que ninguém ousa dizer nada, até mesmo por que alguns de seus membros são altamente conceituados para os demais superiores e pessoas da hierarquia.
É preciso “passar um pente fino” em tudo isso antes de uma escolha vocacional.
Por outro lado quem deseja ser Religioso (a) deve estar certo de ter boa saúde.
(por esse motivo pede-se exames de saúde) Algumas Ordens e Congregações exigem esses exames. Antigamente para entrar no seminário menor da Diocese, o candidato devia apresentar exame de sanidade mental, e saúde em geral. Quem for adoentado (a) deve ter cautela para bater numa porta de Mosteiro, Convento ou Seminário. Hoje, mais do que nunca, essa precaução está acordando superiores e reitores, justamente com os avanços das doenças de origem sexual como a Aids (SIDA).
Com tudo isso o que soma para uma verdadeira vocação é ter gosto pelo conhecimento e vontade de saber cada vez mais, especialmente as ciências que dizem respeito à espiritualidade, Teologia, Ascética, etc. Infelizmente muito vocacionados o são para conseguirem estudos, cama e mesa de graça.
Se fores preguiçoso,(a) para estudar e para trabalhar, será difícil passar nos crivos de uma Congregação ou Ordem Religiosa, mais cedo ou mais tarde, certamente, pedirão tua retirada. O pior é que, quando isto acontece, já se passaram alguns pares de anos, com eles a perda de tempo, resultando muitos e muitas que saíram revoltados (as) com a Igreja. Mas, como diz o ditado, “é melhor prevenir do que remediar.” julgamos de bom alvitre que o candidato preveja tudo isso quando for ingressar numa dessas Famílias Religiosas, principalmente na nossa Congregação de Santa Cecília. O certo é que nenhuma Congregação ou Ordem quer vadios e pilantras. Imagina-se que nenhuma delas colecione bibelôs. Todos devem ser laboriosos.

Você jovem que está lendo é trabalhador ou vadio?
Há muitos casos, aqui e acolá, de jovens que não gostavam da roça e resolveram ser padre ou freira para mitigar o problema.
Conheço alguns Reverendos por sinal, hoje bons padres, que não ficam nada envergonhados de dizerem que foram para o seminário para não trabalhar tanto e por que lá tinha comida.
(considere-se que nas colônias de antigamente às vezes a comida era muito pobre e racionada) É uma pena, não deveria ser assim. Por via de dúvidas, hoje filtramos muito bem tudo isso. Poderia acontecer que muitos Religiosos (as) e sacerdotes, defensores de uma descontração maior, que chega até as raias da vida mundana, a despeito de integração no meio do povo, assim procedam, por haverem assumido algo que não seria bem a idéia principal do início da jornada. Vocação mal discernida! Não teriam vocação Religiosa.
Não é demais dizer que o costume de criticar tudo nem sempre é bom sinal e garantia, para uma autêntica consagração a Deus. Lembremos que a intolerância é o primeiro sintoma da criminalidade. Mas a bem da verdade, os assim chamados “sangue de barata” que não se importam com nada, também são perigosos. Quem é dinâmico, inteligente, sagaz e esperto, costuma ver com mais rapidez os problemas, do que uma mente atrofiada por milhares de lavagens cerebrais que a tornou obscurecida e não consegue ver tudo claro; e facilmente “compra gato por lebre”. Mas, é preciso ter domínio de si a tal ponto de conseguir conter-se, mesmo diante de episódios que “não passam na goela”.
Você jovem que está lendo, tem capacidade de dominar-se em situações adversas?
Outro grande problema na vida Religiosa, especialmente nos dias de hoje, é a vaidade, filha primogênita do orgulho. A vaidade é constitutiva da fraqueza humana, e torna-se um defeito moral quando fere a ética de boa postura. A vida Religiosa tem muito marcada a sua história pela humildade de seus seguidores, acompanhada de grande simplicidade, no combate sistemático da vaidade. Considere-se a vida de Cristo, dos Apóstolos e dos santos em geral uma moça vaidosa, que gosta de pintar-se, arranjar seus cabelos na penteadeira, usar produtos da moda no seu corpo e outras coisas mais, nunca será uma boa freira, a menos que por uma graça especial venha a converter-se. De modo análogo pode-se dizer dos moços, infelizmente os namoradores, os beberrões, os fumantes, os apegados aos lucros, os fanáticos por times de futebol, carros e outras quinquilharias mundanas, certamente terão muitos problemas para serem Religiosos. Quem ama seus cabelos, seus bigodes e cavanhaques, os espelhos, mais que ao Cristo, é indigno dele.
Na história das Religiosas a recepção do hábito e admissão ao noviciado constava como parte do ritual, a corta solene dos cabelos, isto como símbolo de renúncia da vaidade do mundo. Os Religiosos do sexo masculino não ficaram por menos aos presbíteros os Bispos cortavam-lhes o cabelo e faziam a tonsura, e aos Monges se raspava a cabeça. Atualmente, alhures, por este mundo afora, encontramos Sacerdotes e Religiosos ostentando bigodes e cavanhaques, só por vaidade para mostrarem que são machos, como se o seu sexo não tivesse sido subjugado com o celibato e pela fé na Sublime Missão assumida por causa do Reino dos Céus.
(Ressalve-se os membros de Ordens Franciscanas, Igrejas Orientais, e os que têm problemas de pele) O uso de barba e bigodes puramente por vaidade, sem dúvida alguma que é um grave erro para Religiosos. Que não sirvam estes de modelo e seu mau exemplo seja publicado para que saiba os fiéis, distinguir o certo daquilo que é um erro. Afinal na Igreja de hoje em dia os erros vieram à tona e justificam que a “Igreja é Santa e também Pecadora”. Tudo acaba em pizza por ai mesmo. Mas não é certo e precisamos lutar para moralizá-la novamente, pois o certo não é o que a maioria diz.
Ser caprichoso (a) com sua imagem física é virtude, ser vaidoso (a) é defeito. Se perfumar cada vez que deva sair para lugares públicos, antigo costume mundano das colônias portuguesas, italianas e alemãs, é quase um crime para um Religioso (a) alhures ainda em uso, para escândalo do público consciente.

Você jovem leitor (a) é capaz de abster-se de tudo isso?
Se a resposta for sim, enquadre-se ao numero dos bons vocacionados, do contrário seria bom mudar de idéia.
Na sombra é possível perceber o fulgor da claridade plena à distância. Na penumbra, antevemos a luz. Após a noite surge novo dia e assim sucede-se a existência. A luz que brilha para os olhos, nem sempre é a mesma que brilha na alma. Abra-se ao infinito, vislumbre o amor de Deus que está dentro de você a espera de uma vontade forte para encontrá-lo. Quando o encontrar, já estará na luz plena, sem desprezar a sombra amiga que o(a) acolheu na hora do cansaço da decisão. As estrelas brilham de noite e são belas, mas quando o sol aparece não mais conseguimos perceber seu brilho, acontece que na penumbra da vida, nossas fraquezas parecem estrelas, diante do sol, nada disso tem brilho nem consistência.

Compêndio da Ascética Cecilia - Contemplações.
Contemplação - I - Oração Mental.
Contemplação - II - Meditação.
Contemplação - III - Exercício piedoso.
Contemplação - IV - Contemplação de Deus no mundo.
Contemplação - V Começa na admiração e exatação da Obra de Deus.
Contemplação - VI - Retirar-te ao secreto de teu coração.
Contemplação - VII - Sobre a Meditação e oração mental.
Fim do Manual do Vocacionado Ceciliano.

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