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No
presente Manual reunimos
vários boletins que, avulsos, dificultavam a remessa aos
interessados e sua
leitura fluente.
Esta reunião de textos tem como finalidade esclarecer o
vocacionado sobre a
nossa vida Monástica, até certo ponto, bastante
diferenciada das demais Ordens
e Congregações Monásticas. Nossa maior
diferença é o carisma da
Música Sacra e da Liturgia e, talvez, nossa
aproximação maior com os Bispos
Diocesanos, em vista da proposta de levar a Contemplação
ao mundo, também com a
pregação; considerando-se serem eles os coordenadores e
organizadores da
Evangelização.
A exposição do programa de nossa
Congregação Monástica, neste Manual, que
não é a Santa Regra, muitos poderiam pensar que
fosse,
tenta ser objetiva e
clara, como diriam alguns, "o preto no branco". Isto para
não
enganar candidatos, não iludi-los por algum tempo e, depois
manda-los para
casa por falta de vocação ou de
adaptação ou, até mesmo, por falta de
carisma. Nesse sentido este Manual é para ler, refletir e
ponderar se
esse é o tipo de vida que o vocacionado procura e se gostar fica
no Mosteiro,
não gostou: boa viagem, que Deus o acompanhe!
No primeiro momento ele poderá causar certo espanto para quem
nunca tenha tido
contato com Monges. Ele relata, de forma convencional e, podemos dizer,
fria, a
vida dos Monges de Santa Cecília. A bem da verdade, o escrito
é uma coisa, a
vida e a convivência comunitária dos Monges, é
outra. No escrito tudo é cru, na
convivência as situações mais complexas tornam-se
fáceis e a caridade
supre o que a linguagem não expressa.
Nem tudo que está escrito neste compêndio, necessariamente
seja exigido de
todos, considerando que cada caso é um e cada vocacionado tem
peculiaridades
que são levadas em conta na hora da aceitação.
Entenda, o leitor, que não significa uma injustiça esse
procedimento, quando é
o contrário, pois a justiça é tratar cada um como
merece. Para exemplificar: o
enxoval; não carece que o ingressante tenha toda a lista que
consta no manual.
Alguns exames; pode ser que nem seja necessário apresentar,
conforme a índole e
a educação e modo de vida do candidato.
O que vai decidir de fato o vocacionado para a vida do Mosteiro
é o estágio de
duas semanas e os meses de Postulante e Noviço. "Ninguém
ingressa no
Mosteiro sendo já um Monge" no decorrer do tempo se forma o
Monge,
desde que seja um moço bem intencionado, sadio, puro e
maleável, em fim,
agraciado por Deus.
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