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IV Parte Porque os Religiosos de Ordem mudam o nome? Próxima página
Compêndio da Ascética Ceciliana - Discernimentos.
Compêndio da Ascética Ceciliana - Discernimento n° 1.
Compêndio da Ascética Ceciliana - Discernimento n° 2.
Compêndio da Ascética Ceciliana - Discernimento n° 3.
Compêndio da Ascética Ceciliana - Discernimento n° 4.
Compêndio da Ascética Ceciliana - Discernimento n° 5.
Compêndio da Ascética Ceciliana - Discernimento n° 6.

Para responder a sadia curiosidade de muitas pessoas, inclusive não católicas, e a maioria dos vocacionados, julgou-se oportuno explicar, com poucas palavras e a argumentação bíblica, os motivos da mudança de nome dos Religiosos, inclusive dos Monges Cecilianos.
Remonta ao Antigo Testamento a tradição de mudar de nome, quando o Senhor aparecendo a Abrão disse-lhe: “este é o pacto que faço contigo, serás o Pai de uma multidão de povos. De agora em diante não te chamarás mais Abrão, e sim Abraão” (Gênesis17,4-5 ss) Deus, o Senhor, também mudou o nome da mulher de Abraão:” não chamarás mais a tua mulher Sarai, e sim Sara.”(Gênesis 17,15) Bonita e significativa foi a mudança do nome de Jacó: "Teu nome não será mais Jacó, tornou ele, mas Israel, porque lutaste com Deus e com os homens e venceste" (Gen.32,28) No Novo Testamento Jesus confere nova e significativa função ao apóstolo Pedro trocando-lhe o nome.” ... e eu te declaro: Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja.”(Mateus 16,18 ) -Pedro tinha o nome de Simão- e em Marcos 3,16 lemos: ”Escolheu estes doze: Simão, a quem deu o nome de Pedro.
Na concepção antiga o nome não apenas distingue uma pessoa de outra, mas exprime seu caráter fundamental, sua personalidade, sua missão neste mundo. (cf.Gn3,20; Mt 1,21.23) O nome vale pela pessoa; onde está o nome está a pessoa (cf.Jr14,9)Mudar o nome de alguém é mudar a sua vocação.(cf. Mt 16,16-18) Deus "age por causa do nome”. (Ez 20,14) "Receberás então um novo nome determinado pela boca do Senhor" (Is.62,2).
O nome é, portanto, o referencial de uma pessoa olhando-a a partir de dentro para fora. Esta visão ainda é pouco conhecida por grande parte das pessoas, mormente quando possuem reduzidos conhecimentos históricos sobre o homem interior da Antigüidade. Na modernidade, com o avanço dos Direitos Humanos, o homem total está sendo pauta de estudos e objeto de atenção de cientistas e estudiosos, psicólogos e mestres.
Nas primeiras Ordens Monacais, fundadas por S. Pacômio, Santo Antão, São Basílio e Santo Agostinho, houve troca de nome, seguindo as Sagradas Escrituras e a Tradição Apostólica e ressaltando o juramento da profissão dos santos votos evangélicos, que distanciam o Monge, ou o Religioso, do mundo banal, da vulgaridade e do pecado, transformando-o numa nova criatura a semelhança do batismo, numa ação direta do Espírito Santo, manifesta na vontade explícita do neoprofesso, em consonância com a Escritura quando diz: "a despojar-vos do homem velho, no que diz respeito ao passado, do homem corrompido pelas concupiscências da sedução, para renovar a inspiração do vosso entendimento, para revestir-vos do homem novo, criado a imagem de Deus e uma justiça e santidade verdadeiras” (Efésios 4,22-24).
Os Monges Cecilianos estão dentro de uma realidade nova, inseridos nos parâmetros de uma Igreja renovada à luz do Concilio Vaticano II. Eles conservam tradições e costumes sadios dos antigos monges e inovando no que precisa ser renovado, avançando dentro de uma espiritualidade, cuja experiência deu certo no passado de outros homens do claustro e procurando corresponder ao que a Igreja sempre esperou e espera dos Monges.
A troca de nome, na Congregação Ceciliana segue a tradição, conforme exposição acima, e os Monges gostam de ser chamados por seu novo nome por se tratar do sinal concreto de sua consagração. Antes de fazer seus primeiros votos o noviço apresenta três a quatro nomes para o Prior que o ajuda a escolher um, mantido em sigilo até a proclamação do nome na cerimônia religiosa de Profissão. Há casos em que a comunidade ajuda o noviço a escolher o nome oferecendo-lhe lista de sugestões. Essa troca pode ser parcial ou total. Em alguns casos, ao realizarem seus Votos Solenes e definitivos, aqueles Monges que, nos primeiros votos, não haviam trocado totalmente seu nome, poderão nesta oportunidade faze-lo, conservando, porém, um dos nomes escolhidos por ocasião dos primeiros votos. Poderá acontecer também o contrário de alguém voltar a trocar parcialmente seu nome, caso tenha feito totalmente nos Votos Simples.
Os católicos convictos sabem respeitar os sentimentos do Monge e chamam-no pelo novo nome com uma reverência que só a fé pode induzir a faze-lo. Também os não católicos, ilustrados em Direitos Humanos, compreendem que a pessoa tem direito de ser tratada como gosta e fazem com muita cordialidade e civilizada reverência. Os Monges generosamente abandonaram todos os prazeres do mundo, para se doarem á Deus e orar pela humanidade. A sensibilidade dos brasileiros, que facilmente endeusam seus artistas favoritos da TV e encarnam os personagens que representam, chamando-os pelos nomes artísticos fictícios, não terão muita dificuldade em aceitar o humilde Monge que, coberto com seu burel, não tem outro pensamento senão a glória de Deus e o bem dos seus semelhantes.
Os Cecilianos sabem perfeitamente que o mundo leigo, alheio a Cristo e apático à  Igreja, os desafiará, mas, em compensação, recebem o conforto e o apoio de numerosos amigos, que não pensam assim.
Os Cecilianos oram, pelos que não o fazem, pedem perdão pelos pecadores endurecidos na frieza da indiferença, do desamor e do desrespeito, também pedem pelos benfeitores e amigos. Isto os Monges fazem louvando a Deus 7 vezes ao dia como está escrito: “Sete vezes ao dia canto vossos louvores" (Sl. 118,164).
Que o Deus da paz e de toda a consolação abençoe a todos.

Compêndio da Ascética Cecilia - Contemplações.
Contemplação - I - Oração Mental.
Contemplação - II - Meditação.
Contemplação - III - Exercício piedoso.
Contemplação - IV - Contemplação de Deus no mundo.
Contemplação - V Começa na admiração e exatação da Obra de Deus.
Contemplação - VI - Retirar-te ao secreto de teu coração.
Contemplação - VII - Sobre a Meditação e oração mental.
Fim do Manual do Vocacionado Ceciliano.

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