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Questionário
explicativo sobre a Congregação Monástica de Santa
Cecília.
A
Congregação de Santa Cecília, que é?
= É
uma fundação de Monges com o carisma de viver a
contemplação de Deus pela Música Sacra, pela
Liturgia e pela Lectio Divina. (leitura meditada da
Bíblia) Fruto do Concilio
Vaticano II se enquadra, rigorosamente, dentro dos parâmetros da
Constituição Conciliar “Perfectae Caritatis” n.º 7 e
9..
A Espiritualidade está baseada nos, assim chamados, Padres do
Deserto a partir de São Pacômio.
Quando
e onde foi fundada a Ordem de Santa Cecilia?
= Foi fundada em 11.10.1998 em Caçapava do Sul pelo Pe. João
Marcos Porto Maciel,
nascido em 03.05.1940 e ordenado sacerdote em 21.7.1984 hoje chamado de Dom Marcos de
Santa Helena osc.
Qual a novidade da
Congregação Ceciliana?
= A novidade é o fato de poder em
última hipótese, executar funções
remunerativas e administrar a própria vida econômica, por
necessidade da própria Congregação e em
ação conjugada com os superiores. No entanto isso
não é tão novo, os Monges de São
Pacômio e de Santo Agostinho já tinham procedimentos
similares.
Quais as
profissões civis que podem ser exercidas?
=
Todas aquelas que não alterem o objetivo principal da
Congregação que é a contemplação de
Deus e não ponham o Monge em contato constante com o povo,
privando-o do silêncio e desvirtuando seu carisma
monástico de afastamento do mundo. Considere-se aqui que o mais
importante é ficar no Mosteiro para o louvor de Deus e o canto
das Horas.
Os Monges
Cecilianos vivem somente na clausura?
=
Não. Eles podem ser eremitas, que é a solidão
quase total, após 20 anos de Mosteiro comunitário, bem
como podem viver num cenóbio (comunidade dirigida
por um superior) em regime de clausura
ou conjugar clausura e atividade no mundo, sem ser do mundo como diz o
Evangelho em Jo. 15,19.
Os Cecilianos usam hábito?
= Sim. O
hábito monástico dos Monges Cecilianos é preto,
com cinto de couro, escapulário e a cruz dos votos. Nos dias
festivos usam o Pallium, que é uma capa Monástica do
século IV, também na cor preta. No dia a dia, eles usam
uma batina grega cor cinza com filetes preto. Se usarem clergiman, este
é com camisa branca e colarinho preto ou um colete, sobre o qual
debrua o colarinho da camisa social com paletó traspassado. Cada
monge recebe uma aliança de prata quando faz seus primeiros
votos, que a usa sempre.
Os
Cecilianos fazem votos perpétuos?
= Sim! Após cinco
anos com votos periodicamente renovados, o Monge pode fazer seus Votos
Perpétuos, ou Votos Solenes. Realiza-se, então, a sua
consagração definitiva como Monge e passa a usar a
denominação DOM antes do nome, conforme
tradição dos Monges recebe um bastão,
também, velha tradição dos Monges do século
IV e V e passa a usar o solidéu preto. Isto só acontece
depois que ele tenha completado 24 anos de idade, salvo licença
especial do Capítulo, órgão máximo de
administração da Congregação e tenha
renovado os Votos durante cinco anos consecutivos.
Ao fazer os 3 votos pobreza, castidade e obediência o monge troca
de nome como Cristo fez com Pedro, explicado mais adiante na III parte
deste Manual.
Quem pode ingressar nessa
Congregação Monástica?
=
Pode ingressar todo o jovem a partir dos 16, até os 28
anos de idade, excepcionalmente com menos idade. Pessoas com mais idade
torna-se difícil a aceitação devido ao problema de
adaptação com os mais jovens e, além disso, homens
de idade não mudam mais a sua vida e não são
moldáveis a não ser com muitos incômodos e
problemas.Quem ingressa deve ter o 2º grau completo, ou que se
disponha a termina-lo pelo método de estudo à
distância de algum Instituto brasileiro do ramo. Nesse caso os
gastos correm por conta exclusivamente da família. Que goze de
boa saúde física, moral e psíquica, que seja
solteiro e tenha apreço pela vida de celibatário, como
ficou dito antes, preferencialmente
que seja um jovem virgem que não tenha
tido experiências sexuais com mulheres e dotado de bons costumes
nessa área e já com prática da fé.
Não poderão ingressar na Ordem homens comprometidos, em
crime, drogas, casos de polícia, pai solteiro e outras
situações semelhantes. (já mencionado
na 1ª parte deste Manual item 6) Referente aos de mais
idade, cada caso poderá ser estudado à parte e fica em
aberto para algumas exceções, que sempre há.
Todo o candidato deve estagiar duas semanas no Mosteiro para
conhecê-lo e fazer-se conhecer pela comunidade. Feito esse
último discernimento toma sua decisão e os superiores,
por seu turno, já terão analisado sua
vocação para dizer-lhe que o aceitam ou espere mais um
pouco, ou opte por outra congregação.
Sacerdotes que, desejosos de levar uma vida contemplativa e de
espiritualidade mais profunda, poderão ingressar percorrendo o
mesmo itinerário que os demais candidatos trilham.
Como é a vida do Mosteiro no
cotidiano?
=
Os Monges oram, meditam, estudam e cantam o Ofício
Divino nas assim chamadas horas canônicas,
trabalham na limpeza, na higiene pessoal, jardinagem, padaria e
lavanderia e artesanato atelier.
A maior parte do dia eles ficam em silêncio, e em determinados
momentos da jornada do dia, eles fazem recreação e ficam
bastante à vontade, com os confrades. Não há jogos
nem esportes no Mosteiro, mas o laser é compensado pelas
caminhadas e passeios de campo em contato com o ar puro e a natureza. O
silêncio do Mosteiro propicia o exercício da
contemplação pessoal, em busca do conhecimento de si
mesmo, pois o conhecimento de si integra a vida Monástica, como
o silêncio, cria a transparência da luz na alma.
A alimentação do Mosteiro prima por uma dieta o mais
natural possível, evitando químicos, corantes e
conservantes. É uma comida simples, sem grandes atavios
culinários, porém farta e à vontade. Os mais
jovens ou que estudam a noite, ou que vierem a fazer pesquisas de
Internet, repousam 8 horas ou um pouco
mais de sono por noite, evitando com isso problemas futuros originados
pelo estresse. Por isso os horários de levantar nem sempre
coincidem com as clássicas e já famosas madrugadas dos
Mosteiros da Antigüidade, época em que não havia luz
elétrica e se fazia necessário aproveitar bem a luz do
sol. Os Monges Cecilianos não fazem sesta.
Os Monges saem para
divertir-se?
=
Não! Monge Ceciliano não sai para divertimentos,
não vai a festas, tão pouco faz convívio social na
comunidade civil, nem pode freqüentar praias ou balneários
públicos. Nossa Congregação é contemplativa
de clausura e tem como princípio o “Ora et Labora” de São
Bento. (não
é beneditina!) No Mosteiro, o monge
não assiste TV, não lê revistas nem jornais, nem
anda escutando música com auriculares, nem torcendo por time de
futebol. Tão pouco fuma ou alimenta vícios similares,
tais como bebidas alcoólicas de qualquer espécie, a
não ser um cálice de vinho nas refeições. (Como já ficou
dito acima) São
Basílio define o monge assim: “Monge é
aquele que realiza a divina vocação de imitar a Jesus”
(S. Basílio Ep 2,2).
O Monge deve viver de tal forma que morra para o mundo e seus
atrativos, cumprindo em si a exclamação do
Apóstolo Paulo: "Estais mortos e vossa vida
escondida com Cristo em Deus " ( Col. 3,3)
Os Monges Cecilianos podem ir à
praia?
=
Não! Monge de clausura não pode se expor em lugares onde
se exibe o corpo como apelo ao pecado. As praias públicas
têm essa característica. Se outros podem freqüentar
praia, não servirá de estimulo para que façamos o
mesmo, pois não queremos ser cópia de nenhum outro
Mosteiro, nem rascunho mal esboçado de vida monástica.
Abster-se de festas e diversões
ficando somente no claustro não seria um perigo para a
saúde?
=
Não.
Os Mosteiros existem desde os primeiros séculos do cristianismo
e foram poucos os casos, que a história registra, da clausura
deixar o Monge doente. Ficaram doentes sim, aqueles que já
entraram fracos mentalmente ou com algum tipo de nervosismo que deu
origem aos mais variados aspectos das enfermidades neurológicas.
Se clausura deixasse doente nem a Igreja Romana e nem a Ortodoxa
aprovariam os seus Mosteiros, ainda hoje povoados de gente; até
mesmo a crítica internacional já teria reclamado.
Pessoas que vivem no mundo, nem conheceram clausura, no entanto
superlotam os hospitais psiquiátricos com tais problemas. Pensar
que a clausura faz danos é uma forma de tornar pejorativo, um
tipo de vida que os apóstolos levaram, a exemplo de seu Mestre
Nosso Senhor Jesus Cristo e, ao longo dos séculos milhares de
pessoas absolutamente normais, também fizeram.
No claustro Monástico há muita alegria, recreios,
diálogos e momentos tão agradáveis que qualquer
leigo no mundo, pagaria caro para usufruir, mesmo que por pouco tempo,
tal alegria.
Em que
consiste a vida Monástica?
= A vida
Monástica consiste no abandono das coisas do mundo, prazeres,
riquezas e outras possibilidades, mesmo lícitas, para seguir
Jesus Cristo. Esse modo de vida busca
estar em meditação constante, que leva à
contemplação e esta ao êxtase, dedicando-se a
oração e a busca da verdadeira sabedoria, aquela que vem
de Deus. O Monge deve ser um seguidor radical de Jesus, tal como
explicita o Evangelho, ou, em outras palavras: um mártir sem
derramar o sangue. "Ele deve estar separado de todos e unido a todos"
(Cf. Evágrio Pôntico)
O que é ser contemplativo?
= Ser
contemplativo é, acima de tudo, alguém que adquiriu a
prática da meditação constante, mesmo estando
rodeado de pessoas é capaz de entrar em contato com Deus, como
fazia Jesus, que estava sempre unido ao Pai. Ser contemplativo é
possuir o dom do silêncio, tanto das palavras como do interior. O
contemplativo fala pouco com os homens e muito com Deus. Ser
contemplativo é familiarizar-se com a Lectio Divina
(leitura
meditada da Bíblia) até chegar a
ponto de identificar-se com as realidades espirituais, em
predominância sobre as realidades terrenas. Ser contemplativo
é saber usar muito bem a oração mental. Há
outros exercícios próprios de monge, praticados dentro do
Mosteiro, que o leva a esse intento. O contemplativo separa muito bem o
profano do espiritual, o humano das paixões. Para ser
contemplativo faz-se necessário abstrair uma série de
defeitos humanos, que só no claustro é possível
realizar, de vez que somente ali é possível vivenciar
valores que na vida ativa torna-se impraticável.
O que
é ser Monge?
= "Monge, diz Evágrio o Pôntico,
é aquele que está separado de todos a e unido a todos"
Chama-se Monge porque conversa com Deus noite e dia e não
imagina senão coisas de Deus, sem nada possuir na terra.
É um solitário, que se abstém do casamento e
renuncia o mundo dos prazeres interiores e exteriores; em segundo lugar
porque se dirige a Deus na oração incessantemente para
que Deus purifique seu intelecto, enquanto tal, se torne Monge e
solitário em presença de Deus verdadeiro, sem admitir
pensamentos do mal" (São
Macário o Egípcio). Podemos dizer que, de
certo modo, foram os Monges que ensinaram a comunidade cristã a
rezar. Efetivamente, foram eles que desenvolveram uma prática
litúrgica progressivamente adotada pela Igreja no seu conjunto e
que se manteve até hoje. Foram também os Monges que
criaram uma tradição de oração pessoal e de
contemplação incessante. Isto é, foram os Monges
que nos ensinaram a conceber a oração como meio de
alcançar o fim da vida cristã:a
participação em Deus, a deificação,
comungando pelo Espírito Santo com a humanidade deificada de
Cristo.
(Nota
a matéria supra foi tirada de um site ortodoxo).
Qual a razão do nome de Santa
Cecília para a Ordem?
= Santa
Cecília é padroeira da Música Sacra, um dos
carismas da Congregação e excelente instrumento de
contemplação de Deus. S. Cecília nunca foi
Religiosa, no estrito termo da palavra, mas levou vida de monja no
mundo, destacando-se pela castidade e desprendimento dos bens terrenos,
exercendo a caridade com os pobres da via Ápia em Roma. Nossa
Congregação cultiva a Música
Sacra, especialmente na liturgia como forma de louvor mais perfeito a
Deus e visando resgatar os valores artísticos e
litúrgicos perdidos no superficial da religiosidade moderna. A
música vem ao encontro da necessidade de paz interior, acalma os
nervos e faz massagem na alma. Ela afasta o mal da pessoa, comprovado
pela Escritura que diz: "Quando o mau espírito de
Deus se apoderava de Saul, Davi tomava a cítara, sua mão
dedilhava as cordas e Saul se sentia aliviado e melhorava, e o
espírito mau se afastava dele." (1Sm.16, 23) Todos os
Monges Cecilianos estudam música no próprio Mosteiro.
Quem
ministra aulas de música para os Monges ?
=
O
próprio Prior e fundador ministra
as aulas de formação musical com metodologia
Alemã. Ele se formou em Música Sacra e
composição na Alemanha. Organizou e dirigiu corais
durante 42 anos. Inúmeras de suas
Obras são cantadas por corais importantes dentro e fora do
Brasil. Adquiriu um órgão de tubos de 18 registros
sonoros, que fez doação para a Ordem, atualmente
desmontado aguardando a construção da Capela do Mosteiro
para colocá-lo em funcionamento e com ele os Monges
poderão treinar a grande música de órgão
dos Mestres J.S. Bach, Pachelbel, Max Reger, Buxthude e outros No
mosteiro há 2 pianos e 4 harmônios, 3 violinos,1 viola, 2
violoncelos e 1 Contrabaixo,1 clarineta e 2 flautas transversais
antigas de 5 chaves. O Canto Gregoriano ocupa o primeiro lugar na vida
musical da Congregação Ceciliana. È cantado
diariamente nas Horas Canônicas.
Qual é a outra novidade da Ordem de
Santa Cecília?
=
A outra novidade não ser filiada a nenhuma Ordem
antiga, nem ser ramificação de qualquer uma delas. Os
Monges Cecilianos conservam sua originalidade e seguem os grandes Pais
da vida Monástica, sem exclusividade específica com
qualquer um deles. Nesta plataforma própria e carismática
de ser Monge cria-se a própria espiritualidade, à luz do
legado desses Pais do Monaquismo, atualizado segundo a
orientação do Magistério da Igreja e do Concilio
Vaticano II em sua farta documentação
ascético-teológica.
Os fundadores da Ordem de Santa Cecília reputam o Concilio
Vaticano II como dos mais importantes Concilio da Igreja em todos os
tempos, principalmente quanto à espiritualidade.
Que
outros estudos fazem os Monges?
=
Os
Monges Cecilianos podem cursar na Universidade um profissionalizante e
cursam Teologia. Maiores detalhes na III parte deste Manual.
Qual a situação
canônica da Ordem de Santa Cecília?
= A Ordem
de Santa Cecília tem aprovação canônica
diocesana pela Diocese de Cachoeira do Sul, com o nome de
Congregação Monástica de Santa Cecília e
como Monges de Clausura, baseado no "Ora et Labora" de São
Bento, pelo Bispo Diocesano Dom Irineu Silvio Wilges ofm Tem como Bispo
Assistente Canonista Dom Aloísio Sinésio Bohn, Bispo
Diocesano de Santa Cruz do Sul-RS
Ela é uma Sociedade Civil registrada
com o nome de Ordem de Santa Cecília.
Caminha para o registro Sui Iuris e de
Direito Pontifício.
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