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| Ano: IV Edição: Mensal N°: LII Mês: Fevereiro de 2008. | |||||
| Informativo Oficial da Congregação Monástica de Santa Cecilia | |||||
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4º. Domingo do Tempo Comum – Ano A Ir. Doutora Deolinda Serralheiro Deus escolhe as pessoas A liturgia
diz-nos que Deus escolhe as pessoas que, na sociedade, são
pobres e humildes
para com elas construir o seu projecto de amor sobre nós, isto
é, o seu “Reno”.
Na verdade, Deus não faz acepção de pessoas, mas
toma o partido dos excluídos. Exactamente,
porque Deus ama todas as pessoas e as quer libertar e salvar, toma o
partido
daquelas que, dada a sua condição económica e
social estão excluídas dos bens
religiosos, culturais e sociais. Nesta perspectiva, a Bíblia
apresenta-nos uma
mensagem revolucionária, que ganha mais ênfase com a
palavra e o gesto de Jesus
de Nazaré. Na primeira leitura,
o profeta denuncia a violência dos poderosos sobre os mais fracos
e a
degradação dos costumes religiosos, que se instalara em
Judá, e garante aos
mais humildes, que agora se vêm espezinhados pelos grandes da
terra, que, se
procurarem o Senhor, nele encontrarão protecção. O
profeta apela-nos à
conversão da mente e do agir. Estou
disposto/a a esta conversão? A renunciar à lógica
da
imposição, da prepotência, do orgulho, do
autoritarismo e da auto-suficiência,
na minha relação com Deus e com as outras pessoas? Situo-me do lado
dos que “escravizam” ou dos que libertam? A terceira
leitura apresenta-nos a carta magna do “Reino”: as
bem-aventuranças. O
evangelista mostra o Mestre a dirigir-se às multidões e,
em especial aos seus
discípulos. Jesus proclama solenemente a revolução
que Ele vem trazer à terra.
Doravante, os felizes ou bem-aventurados são aqueles e aquelas
que aos olhos do
mundo, e segundo os seus critérios, são realmente
desgraçados e tristes, são
infelizes. Esta carta magna traz-nos, ainda, uma outra mensagem:
é que os
pobres e infelizes, os que choram e têm fome... podem, desde aqui
e agora,
começar a saborear a bem-aventurança de Jesus,
através da imensa solidariedade
humana e social que tantos homens e mulheres de boa vontade vão
semeando nos seus
caminhos. É certo que é passageira esta alegria. Contudo,
é urgente que a
solidariedade humana aconteça, porque só ela pode revelar
aos mais pobres e
infelizes o amor preferencial de Deus para com eles e, ao mesmo tempo,
ser
portadora da esperança e do anúncio dos novos e
definitivos tempos, inaugurados
por Jesus. Que impacto tem em mim esta página do evangelho?
Costumo ser
solidário/a como Deus? Na segunda leitura,
Paulo recorda aos Coríntios, e a nós também, a
nossa própria condição: Não
há, entre nós, muitos sábios,
naturalmente falando, nem muitos influentes, nem muitos de sangue real.
Porém, Deus escolheu-nos para manifestar ao mundo que
também aqueles que
parecem vis e desprezíveis, aos olhos do mundo, têm valor
diante dele. Não
se trata de valorizar a
pobreza em si mesma, ou de apresentar Deus como o lidere de um
sindicato da
classe operária, a reclamar o poder para as classes
desfavorecidas. Trata-se,
sim, de revelar o verdadeiro rosto de um Deus que se solidariza com os
pobres,
com os humilhados, com os ofendidos, com os explorados, e que a todos
oferece a
salvação. É este o Deus que eu adoro e sirvo? Como
O testemunho eu no meu viver
quotidiano? Leituras do 4º.
Domingo do Tempo Comum Sf
2,3;3,12-13; Sl 146 (145); 1 Cor 1,26-31; Mt 5,1-12 |
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