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| Ano: II Edição: Mensal N°: XVIII Mês: Abril de 2005. | ||||||||||||||||
| Informativo
Oficial da Congregação Monástica de Santa Cecilia |
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Guia
Homilético: 2° Domingo de
Páscoa – Ano A
“Felizes os que acreditam sem terem visto”. Ter fé e
acreditar em Jesus e no seu mistério de morte e
ressurreição, sem ter visto com os olhos do corpo,
é uma bem-aventurança, segundo o evangelho de
João. Por vezes, as pessoas justificam a sua falta de fé
cristã, por nunca terem visto. Mas a fé é,
exactamente, este apelo de Deus, que reclama uma resposta humana, a
acreditar no que Ele nos revelou e que nós não podemos
ver por agora. É confiar tanto nele, que não duvidemos de
uma única coisa que Ele nos ensina. A narrativa do evangelho
conta-nos a aparição de Jesus ressuscitado aos seus
discípulos, realçando o facto de Tomé não
ter estado presente e manifestar a opinião de que só
acreditaria na ressurreição quando visse e tocasse em
Jesus. Isto aconteceu, de facto, na segunda aparição: “Tomé,
põe aqui o teu dedo e vê as minhas mãos; aproxima a
tua mão e mete-a no meu lado”, disse-lhe Jesus. Este evento
é, para nós, hoje, que temos fé cristã, um
sinal evidente de que Jesus ressuscitou, autenticamente, com todo o seu
ser humano, corpóreo e espiritual, prefigurando, deste modo, a
nossa própria ressurreição. Ele é o
primeiro morto a ressuscitar!
Porque vivem da fé, os cristãos
são alegres e felizes. Acreditam que, por causa da
ressurreição de Jesus Cristo, renascem para uma
esperança viva e recebem uma herança, que não
apodrece com o tempo, nem se gasta, e que está guardada para
nós. Esta herança consiste na ressurreição
integral do nosso ser, corpo e espírito, no fim da nossa vida
terrena. É este facto que dá sentido a toda a nossa
existência, até nos sofrimentos por que passamos. Diz
Pedro na 2º leitura que, mesmo que não vejamos Jesus
Cristo, nós amamo-lo e acreditamos nele pelo dom da fé. E
isto é para nós “fonte de uma alegria inefável
e gloriosa, porque conseguimos o fim da nossa fé, a
salvação”.
Os primeiros cristãos, constituídos em
comunidade, viviam este ideal. Reuniam-se para escutar a palavra de
Deus, para rezar, para celebrar a Eucaristia e para conviver. Eram
sensíveis e atentos às necessidades de cada um e, por
isso, partilhavam os seus dons e os seus bens, para que a
ninguém faltasse o necessário. Davam testemunho de
alegria e união, porque sabiam que Jesus ressuscitado estava
sempre entre eles. Por esta razão, gozavam de simpatia entre
os não cristãos, e o Senhor ia aumentando o número
dos que a eles se juntavam neste Caminho de Salvação
(1ª leitura).
Senhor Jesus Ressuscitado, que nos dás como fruto
da fé que alimentamos em ti, a bem-aventurança da
alegria, como sinal de que o teu Espírito está nos nossos
corações, dá-nos também a coragem de
testemunhar sempre esta alegria esfuziante, que contagia e dá
ânimo aos que nos cercam, no decurso das nossas horas mais curtas
ou nas mais longas, quando são tecidas de gozo, ou quando a dor
nos tortura. Porque tu estás vivo e nos dás a
graça de partilhar dessa tua vida. Leituras do Domingo de Páscoa: Act 2,42-47; Sl 117 (118); 1 Pe 1,3-9; Jo 20,19-31. ''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''' O tema da ressurreição
do Senhor continua a ser o assunto principal deste domingo. A
Páscoa continua-se no tempo pascal, o qual se vai prolongar
até ao Pentecostes. Nele, vamos compreendendo as distintas
formas que o Rei Vitorioso utiliza para se manifestar aos seus
discípulos, para que acreditem nele. Como sabemos, não
foram muitas as pessoas que aderiram à Boa Nova de Jesus de
Nazaré. E, entre essas, algumas abandonaram-no após a sua
morte, como se mais nada de especial se passasse. Consideraram-no como
um grande profeta, contudo, um homem mortal, como tantos outros que
tinham vivido em Israel.
As narrativas das aparições do Senhor
ressuscitado dão-nos conta desta incredulidade. O evangelho de
Lucas, que lemos neste domingo, coloca-nos diante de dois
discípulos, naturais de Emaús, que abandonaram o grupo do
Senhor, decepcionados com tudo o que se passara por ocasião da
morte de Jesus. Para eles tudo tinha acabado. “É verdade que
algumas mulheres do nosso grupo ... vieram dizer que lhes tinham
aparecido uns anjos a anunciar que Ele estava vivo. Mas a Ele
não o viram”, confessam ao companheiro, que deles se
aproximou e fez caminhada com eles. Esse companheiro era o
próprio Jesus ressuscitado, que eles não reconheceram,
senão no fim da jornada, quando entrou com eles em casa e,
sentando-se à mesa, “tomou o pão, recitou a
bênção, partiu-o e entregou-lho”. Nesse preciso
momento os seus olhos abriram-se e recordaram quanto lhe dissera pelo
caminho, e como os seus corações estavam incandescentes e
arrebatados. O companheiro de viagem era Ele mesmo, o próprio
Jesus vivo e glorioso!
Ao terminar o Tríduo Pascal, nós,
cristãos, que participámos nas celebrações
destes dias, ficamos perplexos diante da ausência de tantos
cristãos, que conhecemos e até sabemos que prestam bons
serviços na comunidade cristã. E, olhando para o
número de baptizados existentes no território paroquial,
mais confusos ficamos. “É verdade que alguns do nosso grupo
vieram dizer que Ele estava vivo. Mas a Ele não o viram”.
É a mesma incredulidade dos discípulos de Emaús
que perpassa nos cristãos dos nossos dias. Para muitos,
acreditar supõe ver, apalpar, sentir. Mas a fé exige que
se confie nas testemunhas da ressurreição, na
Tradição cristã que vai passando de
geração em geração. É
necessário que cada geração crente mantenha viva a
sua fé para dela dar autêntico testemunho às
gerações vindouras. É necessário que
deixemos abrasar os nossos corações na palavra da
Escritura, seja ela narrada por Jesus, por Pedro, pelo bispo, pelo
padre ou pelo catequista, de hoje. É a mesma Palavra e tem a
mesma força. Merece a mesma credibilidade. Mas é preciso
que os que narram sejam também testemunhas, isto é, vivam
o que proclamam, para que a mensagem passe aos outros com o mesmo poder
criador e renovador que tem. Jesus continua a fazer caminho contigo e
chama-te para seres Ele mesmo no caminho dos teus irmãos e
irmãs. Para que todos creiam e tenham vida em abundância. Senhor Jesus, abre-me as Escrituras, fala-me e inflama o meu coração, para que eu seja testemunha da tua ressurreição. Que, a partir da minha vida e da minha palavra, as pessoas incrédulas te descubram, adiram à tua adorável pessoa, saibam que foram resgatadas pelo teu sangue precioso e se convertam a ti, meu Deus e meu Senhor. Leituras
do 3º Domingo de Páscoa: Act 2,14-33; Sl 15 (16); 1 Pe
1,17-21; Lc 24,13-35.
''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''' 4° Domingo de
Páscoa – Ano A
“O Senhor é meu pastor: nada me falta”. O tema do pastor
e das ovelhas é muito utilizado na Sagrada Escritura, tanto no
Antigo como no Novo Testamento, para significar o cuidado de Deus para
com o seu povo e para cada membro deste mesmo povo. Jesus, ao retomar
este tema, usando a analogia do pastor e do rebanho para exprimir a sua
própria missão, faz referências claras aos escritos
de várias profetas, nomeadamente a Ezequiel 34. O Salmo que hoje
cantamos é igualmente dedicado a Deus na qualidade de bom
pastor.
Jesus é o pastor segundo o coração de
Deus, anunciado pelos profetas. Mas é também a porta e o
aprisco das ovelhas. Ele não é como os outros pastores de
Israel, que exploravam as ovelhas em vez de se entregarem por elas e
que abandonavam o rebanho quando este corria perigo. Jesus é um
pastor único e excepcional: conhece cada ovelha pelo seu nome,
ele próprio é o seu alimento e o lugar do seu
refúgio. Jesus é, ainda, a porta por onde as ovelhas
entram no redil. Todas as ovelhas conhecem a sua voz. Ele é, de
facto, o Bom Pastor! Hoje, muitos de nós não temos muita
facilidade em entrar na profunda identidade de Jesus que se apresenta
como Pastor, pela falta de conhecimento da vida pastoril. Contudo,
fica-nos a imagem suscitada pela alegoria. O “pastor” pode ser um
bispo, um pároco, um(a) catequista, um(a) agente de pastoral,
um(a) professora, o pai e a mãe, isto é, aquela pessoa
que se entrega com total dedicação a “cuidar” de um grupo
de pessoas, que lhe foram confiadas, continuando na terra a
missão de Jesus. Este “pastor” ou esta “pastora” prestam ao seu
“rebanho” os cuidados que Jesus prodigalizou ao povo de Israel e quer
continuar a dispensar-nos, hoje: ensinam-nos a boa nova do Senhor,
guiam-nos pelos caminhos rectos da doutrina e da moral cristã,
educam-nos para os bons costumes e orientam-nos sempre para Cristo,
pois só Ele é o verdadeiro alimento e só Ele
entregou a sua vida por nós, até à morte e morte
de cruz. Jesus, o Bom Pastor é o nosso único Salvador,
como afirma Pedro na 2ª leitura. Ele suportou os nossos pecados no
seu corpo: pelas suas chagas fomos curados. Éramos como ovelhas
dispersas, mas voltámos para o nosso pastor. Entre os “pastores” e
“pastoras” de que falámos, devemos destacar a importância
dos que o são a tempo inteiro. Por isso, neste domingo, o papa
convida-nos a olhar para o povo que continua a peregrinar sobre a terra
como “ovelhas” sem “pastor”, ou seja, como gente que anda à
deriva, porque lhe falta uma condução. Na verdade, “se
todas as vocações na Igreja estão ao
serviço da santidade, estão sobretudo algumas, como a
vocação ao sacerdócio ou à vida consagrada”
sublinha João Paulo II, na sua mensagem para este dia, que tem
como tema central “A vocação da santidade e o papel
da família”. E acrescenta: “A santidade do amor
esponsal, a harmonia da vida familiar, o espírito de fé
com que se enfrentam os problemas, a abertura aos outros, sobretudo aos
mais pobres, a participação na vida da comunidade
cristã são factores decisivos na construção
de um ambiente adequado para a escuta da
chamada divina e para uma generosa resposta por parte dos filhos ”. Deus, nosso Bom Pastor, olhai
com bondade para o vosso
rebanho e conduzi às pastagens do alimento da vida eterna as
ovelhas que remistes com o sangue precioso do vosso Filho Jesus,
através dos “pastores” e das “pastoras” que hão-de surgir
da nossa comunidade cristã. Ámen! Leituras do 4º Domingo de Páscoa: Act
2,14.36-41; Sl 22(23); 1 Pe 2,20-25; Jo 10,1-10. ''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''' 5° Domingo de
Páscoa – Ano A
“Vós sois
geração eleita, sacerdócio real”. Esta
afirmação feita por Pedro na sua primeira carta, cujo
extracto hoje lemos, convida-nos a reflectir na nossa
condição de novo povo de Deus, saído das
águas do baptismo, adquirido pela mediação de
Jesus Cristo. Apesar desta carta ser quase tão antiga como a
existência do cristianismo e de o concílio Vaticano II ter
“restituído” ao povo de Deus, maioritariamente
constituído por cristãos leigos, a sua dignidade de
“sacerdócio santo, destinado a oferecer sacrifícios
espirituais, agradáveis a Deus por Jesus Cristo”, o certo
é que nós, cristãos não ordenados, temos
dificuldade em nos compreendermos e chamarmos sacerdotes e em tomarmos
consciência de que podemos e devemos oferecer a Deus o culto
espiritual da nossa existência, porque em Jesus foi
inaugurado o sacerdócio existencial. A maior parte das vezes
relegamos para os presbíteros, a quem chamamos indistintamente
“sacerdotes”, a dignidade e os atributos que são pertença
de todo o povo santo de Deus e que nos foram alcançados por
Jesus Cristo. Cada baptizado une-se
tão estreitamente a Cristo, que participa da sua
condição de sacerdote, profeta, santificador e pastor. E,
por isso, todos somos constituímos um sacerdócio santo,
ou um sacerdócio comum real e não apenas “espiritual”,
que nos habilita para aceder imediatamente a Deus, anunciar a sua
Palavra, oferecer sacrifícios espirituais, participar activa,
consciente e responsavelmente na liturgia e participar nas
tribulações de Cristo. A propósito desta
última prerrogativa, Orígenes afirma: “Os que foram
ungidos pelo santo crisma convertem-se em sacerdotes. Cada um leva em
si mesmo o próprio holocausto e o fogo do altar para que se
vá constantemente consumindo”. As “tribulações
de Cristo” são, em última análise, as dores de
parto que anunciam uma vida nova e, portanto são fonte de
esperança. Só Jesus sacerdote
é o caminho, a verdade e a vida (3ª leitura). É por
Ele que todos temos acesso ao Pai. Não temos que ficar detidos
«às portas do templo», como se fôssemos
impuros, para implorar a graça através dos que receberam
o sacramento da ordem, à maneira do Antigo Testamento, porque
todo o cristão e cristã está numa
situação de imediatez radical face a Deus. A
mediação do sacerdócio ministerial, sendo
legítima, deve ser compreendida a partir da
situação cristã. Também é no
sacerdócio comum que se enraíza a nossa capacidade de
participar activamente na liturgia e de anunciar a Palavra de Deus. Gostaria de te convidar, amigo
leitor e leitora, a aprofundar os teus conhecimentos sobre a tua
realidade sacerdotal, como baptizado(a) que és e a
interiorizá-los, de modo a viveres segundo a tua
condição cristã, com tudo o que isso implica de
dignidade e de responsabilidade. Nas primeiras comunidades
cristãs, os mais responsáveis sentiram a necessidade de
repartir tarefas, para que todos os serviços se desenvolvessem e
a comunidade crescesse (1ª leitura). Hoje, todos nós,
presbíteros, diáconos, cristãos e cristãs,
somos chamados a repensar a pastoral das nossas comunidades, a
descobrir o verdadeiro lugar de cada um e cada uma e a compartilhar os
diversos serviços e ministérios, de acordo com a nossa
vocação específica. Todos formamos um
sacerdócio real, uma nação santa, um povo
adquirido por Deus. Todos somos responsáveis pelo seu
crescimento em qualidade e quantidade. Em Jerusalém, segundo os
Actos (1ª leitura), o número dos discípulos
aumentava consideravelmente, por causa do bom testemunho da comunidade
cristã. E entre nós? Senhor, precisamos de arautos
corajosos do Evangelho. Suscita na tua Igreja presbíteros
santos, consagrados e consagradas que mostrem a tua santidade e
cristãos e cristãs que tomem a sério a sua
vocação sacerdotal e te ofereçam o culto
espiritual da sua existência como tarefa santificadora do mundo
onde estão mergulhados. Ámen! Leituras do 5º Domingo de Páscoa: Act 6,1-7; Sl 32(33); 1 Pe 2,4-9; Jo 14,1-12. ''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''' 5° Domingo de
Páscoa – Ano A
“Se alguém me ama,
guardará a minha palavra. Meu Pai o amará e faremos nele
a nossa morada”. Ao fazer esta afirmação, Jesus quer
abrir os espíritos dos seus ouvintes e os nossos, hoje, à
condição de que para ser seu discípulo/a, é
necessário conhecer e interiorizar tudo quanto Ele nos ensina e
pô-lo em prática, efectivamente, no quotidiano. Na
continuação, Ele garante-nos uma grande recompensa:
seremos habitados por Deus – Pai, Filho e Espírito Santo – como
amigos protectores, que nos inspiram e fortalecem no Bem. No evangelho
deste domingo, João apresenta-nos Jesus a preparar os seus
discípulos para a sua partida definitiva deste mundo, ou seja,
para o fim da sua carreira terrestre, da sua proexistência. Ele
vai para o seio do Pai como nosso intercessor (Ascensão). Vai
pedir-lhe que nos envie outro Defensor e Consolador – o Espírito
Santo, a terceira pessoa da SS.ma Trindade, designada pelo Amor
personalizado que une o Pai e o Filho. O Espírito Santo é
o grande agente da evangelização, isto é, dinamiza
toda a actividade dos discípulos de Jesus, de modo a que ela
frutifique e que realmente cresça o número daqueles e
daquelas que aderem ao Senhor. A vinda do Espírito Santo, que a
comunidade cristã celebra daqui a duas semanas no Pentecostes
é tão importante que é o próprio Jesus quem
a prepara junto dos seus amigos. E, para quê esta vinda? A
1ª leitura, extraída dos Actos, narra-nos um evento das
primitivas comunidades cristãs. O diácono Filipe estava a
evangelizar na Samaria e, por seu intermédio, o Senhor realizava
muitos conversões e prodígios nos que o escutavam, de tal
modo que isto chegou aos ouvidos da comunidade de Jerusalém.
Então, porque a Igreja é una, e existe uma profunda
relação entre a comunidade local, significada pela da
Samaria e a universal, simbolizada pela de Jerusalém, Pedro e
João deslocam-se lá, a fim de comunicarem o
Espírito Santo aqueles novos cristãos, pela
oração e imposição das mãos. Este
modo de proceder lembra-nos a prática pastoral dos nossos dias:
os catequistas preparam as pessoas e o bispo passa pelas
paróquias a rezar e a impor-lhes as mãos, ministrando a
Confirmação, para que recebam a plenitude do
Espírito Santo. Estas e outras práticas da Igreja
são queridas por Jesus, como forma normal de
participação na vida de Deus, que nos quer habitar.
São acções de fé, que exigem a fé
tanto dos que as praticam como dos que as recebam, não
são ritos sem sentido, nem magias. A recepção do
Espírito Santo no Baptismo, na Confirmação e nos
outros Sacramentos da Igreja, supõe e exige uma longa e
séria caminhada de catequese, feita a crianças, jovens e
adultos, por catequistas que conhecem e guardam a Palavra de Jesus e
são habitados por Deus e, assim, se tornam suas testemunhas. São estes os
discípulos/as do Senhor que, como afirma Pedro na 2ª
leitura, estão prontos/as para responder sobre a razão da
sua esperança “com brandura e respeito” naquilo mesmo em
que forem caluniados/as, de modo a que sejam confundidos os que dizem
mal do seu bom procedimento em Cristo. Para nós, cristãos
convictos, já não há lugar para atitudes cobardes
e dúbias: É urgente que cada cristão e
cristã, precisamente no local do seu trabalho, família e
diversão, dê um testemunho claro da sua fé e saiba
responder adequadamente sobre as razões da sua esperança
cristã. Para isso, é necessário aprofundar os
conteúdos da fé, estudando e rezando, para que sejam
credíveis as razões que apresenta. Senhor, quantas vezes as minhas preocupações
de “sucesso” humano abafam as raízes da minha fé e da
minha esperança! Convenço-me que não tenho tempo
para aprofundar, no estudo e na oração, as razões
que me levam a crer, de modo a tornar mais sólido e
credível o dom da fé que me deste. Hoje quero deixar-me
iluminar e fortalecer pelo teu Espírito, esse Consolador que nos
dás; quero tomar decisões sérias e duradouras
relativamente ao meu ser cristão e cristã na Igreja e no
mundo. Ámen! ''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''' ''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''' ''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''' |
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