![]() |
![]() |
![]() |
||||||||||||||||
| Ano: IV Edição: Mensal N°: XLVIII Mês: Outubro de 2007. | ||||||||||||||||||
| Informativo Oficial da Congregação Monástica de Santa Cecilia | ||||||||||||||||||
|
|
||||||||||||||||||
|
*******************************************************************
Editorial: Neste mês de outubro comemoramos nove anos de nossa fundação. Nove anos da Ordem de Santa Cecilia, como é registrada junto ao Governo brasileiro e Congregação Monástica de Santa Cecília nos arquivos da Diocese de Cachoeira do Sul. Nesses nove anos aprendemos muito. No início, agora é que nos damos conta disso, não sabíamos nada. Aprendemos a observar a maldade humana, em primeiro lugar. Sentimos na carne a perversidade das pessoas, a má intenção, a subjetividade com que olharam o nosso trabalho, e o desdém sardônico e quase satânico, de alguns que pensávamos fosse pessoa de bem e resolveu mostrar as unhas ferinas da onça selvagem. Nesses nove anos tivemos muitos jovens, mais de 80 candidatos, que se inscreveram e alguns nem chegaram aqui. Por outro lado tivemos amargas experiências com candidatos que chegaram aos votos simples e, se aproveitando e prevalecendo da bondade e da paciência “aprontaram” dentro do Mosteiro criando momentos de muitas incertezas e indecisões; sem sabermos que atitude tomar. Jovens mal intencionados quase corridos ou despejados de Seminários Diocesanos, já viciados e até com problemas mentais também aqui chegaram como mansos cordeiros e sacudiram bastante nossa estrutura física e espiritual, montada com todo o carinho e idealismo monástico. Felizmente foram momentos passageiros. Aqui vale dizer o velho adágio: “ainda bem que tudo passa”. Em nove anos deu para aprender que as pessoas não são como se apresentam e que a mesquinhez se esconde por trás de sorrisos, com aparência de acolhimento e outras facetas que só o ser humano é capaz de produzir. Nestes nove anos fizemos várias investidas de mudança do mosteiro para outro local onde houvesse um giro econômico maior e com isto podermos vender nossos produtos de artesanato e pudéssemos fazer funcionar nossa escola de música. Entretanto tudo ficou difícil e não encontramos nenhum Bispo que quisesse nos dar apoio e, em alguns casos, tomamos conhecimento que houve boicotes e maledicências de Padres e até de Bispos, impedindo nosso projeto. Um determinado Bispo fez empenho e esforço enquanto pensou que éramos ricos, como de fato é a maioria das Ordens Monásticas. Quando percebeu que somos pobres drasticamente nos “deu o fora”. Constamos a precariedade dos investimentos das Dioceses em Religiosos. Os Senhores Bispos investem em seus seminários Diocesanos e para os Religiosos não sobra quase nada de seu apoio Pastoral. Para ser objetivo, os contemplativos não oferecem muito entusiasmo para os Bispos, eles querem, em sua maioria, Congregações de vida ativa para prestar-lhes serviços, em geral gratuitamente. Sentimos muito evidente que não há apoio às novas fundações Religiosas. Alguns pares de representantes de novas fundações entraram em contato conosco para pedir informações de como proceder inclusive de Portugal, tido como País de primeiro mundo cuja moeda é o Euro. Não há canonistas para responder aos problemas das novas fundações Religiosas. Porém sabe-se que há cursos para canonistas sobre os problemas dos casamentos. Fica uma triste impressão de que os “tais” canonistas, a bem da verdade, só resolvem dissoluções matrimoniais, de resto a Igreja está a mercê do improviso e da vontade de cada Bispo. Nestes nove anos aprendemos a filtrar melhor os vocacionados. Fomos enganados e muitas vezes “compramos gato por lebre”. Cheios de problemas pessoais e desequilíbrios como triste herança de más criações de casa, alguns quiseram fazer do Mosteiro um refúgio para seus fracassos na vida leiga. Erraram, naturalmente, pois Mosteiro não é nada disso, mas é o lugar privilegiado para jovens muito especiais que se sentiram chamados a viverem a castidade virginal e as virtudes evangélicas preconizadas por Nosso Senhor Jesus Cristo. É lugar de trabalho e não sobra espaço para preguiçoso e boa vida. É uma peculiaridade dos Monges desde o passado remoto serem trabalhadores, tanto que São Bento, o grande Patriarca do ocidente, chamou de “Ora et labora”( reza e trabalha) Nestes nove anos sofremos a rejeição da Comunidade Católica de Caçapava. Esta cidade é do folclore e dos boiadeiros e pecuaristas. Não há uma cultura formal organizada e a ignorância é mais imperativa do que a cultura. É uma terra de missão onde a evangelização ainda tem muito o que fazer. Para comprovar isso foi notória a deficiência religiosa da Comunidade Católica local no fato de não haver nenhum jovem para ir representá-la quando da visita de Bento XVI ao Brasil. A Comunidade católica local desconhece totalmente o que venha a ser Monge. Nem sabem o que é Mosteiro e nem querem saber, por sinal. Por isso nosso Mosteiro recebe vários nomes alhures tais como: castelinho dos Padres, Casa dos padres, Cabana dos Padres etc. Olham para os Monges com rostos sisudos e desconfiados e não se achegam ao Mosteiro pois dizem que é outra religião.Entretanto que não são bons Católicos, a Igreja matriz só enche na Festa do Divino Espírito Santo e o espiritismo é a maior religião em voga.Percebe-se pelos vários centros existente e sempre muito bem lotados de adeptos. Assim que o indiferentismo que enfrentamos é quase um empecilho para o crescimento do Mosteiro em termos de comunidade local. Por essa razão fomos obrigados a procurar outras cidades e outras pessoas as quais nos cercam e fazem caravanas para as nossas festas suprindo com seu carinho a falta de apoio e amizade dos tais de bem acolhedores Caçapavanos. Estamos num verdadeiro deserto verde Mas, entre essas pessoas geralmente frias, que gostariam de ver os Monges em bailes e festas, existem algumas que são simplesmente maravilhosas e com isto nem tudo está perdido. Pessoas que não vivem a religião Católica em si, essas são, precisamente, as que mais nos cercam e nos dão apoio e aval. Tudo é muito estranho! Mas essas almas santas conseguem nos transmitir esperança e por isso é que nossa Congregação Monástica tem ganhado tanto impulso e avança para o futuro em clima de vitoriosa. Olhando tudo o que passou como parte de uma história que Deus desejou realizar conosco e vendo a situação atual de nossa Congregação ainda exclamamos satisfeitos os melhores hinos de gratidão a Deus. Hoje temos montado o nosso atelier e realizando belos bordados, tanto de paramentos litúrgicos personalizados, mitras para Bispos e toalhas e lençóis para as pessoas de bom gosto e poder aquisitivo razoável que adquirem para seus lares. Diante de tudo
resolvemos
continuar aqui onde tudo é nosso, tanto a casa quanto o terreno
e temos bom
apoio do clero Diocesano e do Sr. Bispo que, embora quase não
visite o Mosteiro
devido as suas múltiplas atividades na Diocese, entretanto
acompanha e se faz
presente nos momentos importantes da vida dos Monges principalmente nas
festas
de emissão de Votos ou Consagração Monacal. Gratos
ao bom Deus e aos nossos
Sacerdotes Diocesanos de Cachoeira do Sul com seu Bispo nós
somos ufanos de ser
Monges nesta região e nesta Diocese.
Notícias e Comunicados:
Frei Misael da Santíssima
Trindade osc
___________________________________________________________________
2º=Também neste mês de setembro instalamos o sistema de água quente nos banheiros do nosso cenóbio novo. Agora os monges que ali residem terão água quente em suas torneiras e chuveiros. A água quente sai do sistema central que fica no prédio principal do Mosteiro e funciona por sistema de serpentina. Ficou tudo muito bom! ___________________________________________________________________
3º=Pintamos todo o interior do cenóbio novo. A pintura foi feita com cal, pois não é tóxico e faz bem a saúde matando qualquer fungo que fica nas paredes. As celas ficaram bem branquinhas, uma beleza e com uma beleza simples e inspiradora. ___________________________________________________________________
4º= No final de setembro o frio começou a nos dar uma trégua e apareceram os primeiros vestígios de calor. As folhas de nossas árvores começaram a brotar dando mais vida a nosso bosque. As dálias também desabrocharam em uma grande quantidade após a remodelação dos canteiros feita pelo aspirante Luiz Fernando. ___________________________________________________________________
5º= No dia 8 do mês que passou recebemos a visita do casal Bento e Celina Haubert pais de sangue deste que aqui escreve. O casal juntamente com o filho Felipe vieram descansar e desfrutar um pouco do silencio do Mosteiro. Foi uma alegria tê-los aqui de visita! ___________________________________________________________________
6º= No dia 14 de setembro faleceu o Sr.Nívio Escher grande amigo de Dom Marcos e seu padrinho de Primeira Missa Solene. Infelizmente Dom Marcos não pode comparecer as cerimônias funerais, mas alguns integrantes da Capella Ceciliana se fizeram presente e cantaram algumas partes da missa. Dom Marcos esteve na casa do Nívio fazendo uma visita a viúva Lourde Escher, a qual ficou muito confortada com a visita. No dia 20 celebramos na capela de nosso Mosteiro a missa de sétimo dia pelo seu falecido. Queremos desejar a Lourde e filhos Leandro e Carlos muita força e coragem para prosseguirem a vida sem a presença deste ente querido. Contem sempre com nossas orações. ___________________________________________________________________
7º= Dia 29 e 30 passado contamos com a presença dos membros da Capella Ceciliana que vieram ao nosso Mosteiro para um retiro musical. Assim sendo foram dois dias de muitos ensaios da Missa para o dia 17 de Novembro. O cansaço por parte deles foi muito grande e Dom Marcos nem se fala, ficou exaustivamente cansado, pois foi ele quem comandou os ensaios e corrigiu as vozes. Valeu a pena, entretanto, e todos saíram satisfeitos por terem atingido o objetivo. Agora os ensaios ainda prosseguem todas as sextas feiras à noite lá em Novo Hamburgo. ___________________________________________________________________
8º= Pedimos escusas pelo atraso deste numero de nosso Jornal Ceciliano em virtude dos trabalhos musicais já mencionados no parágrafo 7 e o grande numero de arranjos que Dom Marcos vem realizando e, ao mesmo tempo, copiando-os para repassar aos flautistas. ___________________________________________________________________
9º= Somos muitíssimo gratos para com a família Pignataro Dias pelas doações que faz ao Mosteiro, as quais servem, para manter os Monges e a sobra nós empregamos na Obra Social do Mosteiro, ajudando pessoas carentes. Pelas nossas constituições temos de ajudar as pessoas pobres, principalmente com o que temos de material além da ajuda espiritual indispensável. ___________________________________________________________________10º= Nossos coroinhas estão recebendo nova e bela roupa em estilo de monge feitas em no Atelier Ceciliano. Em breve ostentaremos suas fotos neste site. Os coroinhas fazem parte integrante da vida do Mosteiro por se tratar de meninos que desejam ser Monges. Dom Marcos, o nosso querido, estimado e Prior com sua experiência de 42 anos com coros de Meninos Cantores e sua sabedoria imbatível nesse ramo, acolhe muito bem as crianças e nós percebemos que elas o querem muito. ___________________________________________________________________11º= As intenções de Missas Gregorianas prosseguem sendo muito solicitadas. Nós aceitamos o desafio de rezar essa série de 30 Missas. A espórtula é de dois salários mínimos. O valor dessa espórtula supõe a sobrevivência do Sacerdote celebrante durante os 30 dias da celebração ininterrupta. Antigamente um Sacerdote podia viver com esse valor durante 30 dias, hoje é duvidoso que possa alimentar-se apenas 15 dias. ___________________________________________________________________12º= Os
jovens vocacionados que
desejarem contato com o Mosteiro façam por carta ou por e-mail. Nos contatos por carta ou e-mail o vocacionado deve se apresentar dizendo onde mora, rua e número, cidade Estado, qual sua idade e qual é o seu grau de estudos.Num plano mais extenso dizer sua filiação e onde o Pai trabalha. ___________________________________________________________________
I |
|||||||||||||||||
|
|
||||||||||||||||||
![]() |
Voltar para o Jornal Ceciliano | ![]() |
||||||||||||||||
|
||||||||||||||||||
| © Copyright. Congregação Monástica de Santa Cecilia |