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edição:
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Editorial:
As Vocações
Agosto
é o mês classicamente dedicado às
vocações em geral. Enfatizamos
a vocação sacerdotal, a vocação do Pai de
família, a vocação à vida religiosa
Consagrada e a vocação da catequista.
Quero me deter sobre a vocação Sacerdotal e Religiosa
Consagrada que está cada vez mais delicada e, por vezes,
até complexa de ser exposta.
As famílias modernas não sentem muito “apetite” em deixar
que um de seus filhos siga a vida de Padre ou de
Religioso ou Religiosa. Há uma relutância que
parece uma espécie de desengano ou desencanto com a vida de
Padre e de Religioso hoje em dia.
Antigamente tudo isso era mais fácil. Hoje, com os
avanços da promiscuidade e dos confortos da vida moderna tudo se
complicou.
Além disso, as famílias católicas andam meio
desenganadas de fato, com as atitudes de muitos Sacerdotes e até
de Religiosas; sem falar nos escândalos que saíram a
público com a maior naturalidade. A tal de
integração homem e mulher causou um dano muito grande
às vocações. Grupos de jovens se reúnem nas
igrejas em nome de uma pastoral e terminam em namoros casamentos e
mães solteiras. Isto é, como dizem os Espanhóis: “un despiole!”
Há quem deseje somente “virar a banca” e este é o diabo,
o velho satã inimigo da Igreja e do seu Cristo.
Alguns Padres resolveram “largar a franga” serviram de
instrumentos para que o velho diabo pudesse agir melhor e desmontar a
Igreja de Cristo naquilo que lhe é mais sensível que
é a moral do sexo. Freiras deixaram seu hábito a despeito
de que o Concilio pediu para “reformar” os antigos e
sofisticados hábitos trocando-os por um mais simples. Com isso
se aproveitaram e tiraram tudo, começaram a pintar as unhas,
arranjar cabelos nas penteadeiras, usar calças Jeans apertadas
retratando as partes mais íntimas da mulher e passaram a
caminhar rebolando como as leigas bem eróticas e sem vergonhas.
No fundo elas também perderam a vergonha e querem
vocações!!!??? Veja quem! Mas dizem que essas são
as certas e os progressistas batem palmas. Qualquer
congregaçãozinha sem gabarito consegue tudo o que quer e
não encontra empecilhos para suas aprovações e
para conseguir gordas e polpudas verbas que empregam em verdadeiros
palácios mobiliados ao sabor da modernidade sob a égide
do Voto da Santa Pobreza. Certamente encontrarão mulheres dessa
baixa índole para aderir aos ideais de uma fundadora que
não é nada parecido com o que fazem hoje.
Por outro lado há uma grande divisão entre os Religiosos.
Uns parece que desejam exterminar com os outros para ficarem sozinhos “rodando a baiana na sala” Há um acentuado
egoísmo entre esses consagrados. Um ódio mortal a tudo
que seja conservar algo do passado. Enfurecem quando enxergam outras ou
outros com hábito. Perseguem e caluniam. De repetente falam para
o Bispo que as ou os tem em alto conceito pastoral. O Bispo acredita
piamente em qualquer fofoca pejorativa, porém aparece como
grande homem da prudência, quando a fala é de bem. Para
colocar os bons e corretos no devido lugar e no posto que por
justiça lhes caiba tudo é difícil e muito
complicado.
Há muitos sacerdotes que poderiam estar no exercício do
seu sacerdócio e estão relegados, por
discriminação, falta absoluta de respeito aos direitos do
sacerdote ao exercício de seu Ministério, tudo em nome
das modernas pastorais que não admitem nada, nem um
resquício das modalidades antigas da Igreja Católica,
pois tudo deve ser moderno no ritmo que o mundo moderno dita e
não mais a lei da Igreja e nem mesmo a Lei de Deus.
Seminaristas vivem num seminário cuidados e “vigiados” por um
assistente ou reitor, mas passeiam livremente pelas boites, pelos
drinks noturnos, bailes e outros freges como broche final de todo esse
descalabro no 4º ano de Teologia no lugar da
Ordenação o casamento. Onde ficou
as qualidades do assistente que não viu antes que esse ou aquele
seminarista andava procedendo mal e que não deveria continuar no
seminário? Como que não soube governar a casa confiada
pelo Bispo? Quem sabe um dia esse assistente ainda não
será um de nossos amados Pastores, eleito para Bispo por
indicação do clero local! A indicação
é por amizade não por capacidade, por colegialismo e
não colegialidade.
É o mundo está virado mesmo!
Há tantos requisitos para ordenar sacerdote a um candidato que
não esteja dentro dos parâmetros das idéias
pessoais do Bispo, mesmo que esteja nas do Direito Canônico. O
que vale é a vontade pessoal do Ordinário local, mas,
coisa muito engraçada, quando o Bispo quer ordena cada
peça que não serve nem para um simples trabalho de
balcão, doente, vivendo na base de remédios para
doenças mentais e psicossomáticas e outras
problemáticas vedadas pelas Leis da Igreja. Nessas horas dizem:
tive de ordenar, pois não há vocações!
Já não se entende mais nem mesmo a própria Igreja
ou para ser mais claro a Igreja em si não, mas os tais de
“Pastores” dela.
Está difícil conseguir vocações desse
jeito. O apoio dispensado aos moços de ideais é muito
frágil, muito mesquinho e em geral com “dois pesos e duas
medidas”.
Conheci um Sacerdote que foi suspenso de ordens só pelo fato de
andar com uma imagem de Nossa Senhora difundindo a reza do
Terço. A suspensão foi dada e remetida para todos os
demais Bispos que, por sua vez, espalharam para o clero. Imaginem que
injustiça! O Padre acabou morrendo em um acidente.
Coincidência não!?
Outro ponto crucial para ser apontado é aquele que se refere
às Pastorais Diocesanas Vocacionais. Afinal de contas essas
Pastorais Vocacionais é só para colher candidatos ao
Seminário Diocesano local, ali ninguém fala nas
vocações para a Vida Religiosa. Quando falam em
Irmãs para as meninas, porém tudo
truncado, só aparecem as Irmãs que trabalham por
ali, Carmelitas, Clarissas irmãs da Visitação e
outras de clausura ficam no esquecimento, salvo alguma
Congregação “queridinha” do Ordinário local.
Não deveria ser assim. A Diocese tem o dever de reunir
vocacionados e expor as várias vocações e ajudar
os meninos a escolherem entre as Congregações
Religiosas, inclusive de Monges e Monjas para as meninas.Isto de
só tirar vocacionados para o seminário local é uma
espécie de egoísmo, que não produzirá bons
frutos por ser contrário ao plano de Deus. Querem apresentar
números, para o Bispo dizer ao papa na visita “Ad limina”: “Minha Diocese tem tantos seminaristas no menor e tantos no
maior etc.etc.” No fundo há um desejo de ser promovido pelo
Papa.
Lá pelas tantas as retóricas vêm abaixo quando um
superior maior critica as danças de meninas com vestidos esguios
no altar, durante a Eucaristia; já proibidas pelo Papa. Houve um Bispo que proibiu o ingresso de membros de sua
própria Congregação na Diocese. Pois bem, quando
ele se tornou emérito a sua Congregação não
o aceitou em nenhum de seus conventos. Bem feito! Esse troco valeu.
Muita desunião impera entre o clero, falta de amor e caridade
uns com outros. Se o Bispo não dá bola para um Padre o
clero todo também adere, se o Bispo volta a gostar do Padre os
“coleguinhas” tornam a acolhê-lo. O que é isso? Isso é a vontade de que seu nome seja
indicado pelo Bispo lá em Roma para que ele também seja
Bispo, por isso é que se escuta aquela velha música de
carnaval: “... e o cordão dos puxa saco, cada vez
aumenta mais...” Tudo isso é um erro crônico que
ninguém ousa falar por medo e temor de ser punido. Afinal parece
que tem leis só para punir nunca para premiar ninguém.
Vocação é dom de Deus, é chamado é
escolha divina. Nessa linha deve ser um bom trabalho da Pastoral
Vocacional. Buscar vocações não é o mesmo
que comprar votos para um candidato ao Senado ou à Câmara.
Essa busca é auscultando a verdade de Deus que se manifesta pelo
Espírito Santo na oração, no discernimento e na
piedosa acolhida do dom de Deus que se derrama em cada um de nós.
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Notícias e Comunicados
:
Colunista
Frei Misael da Santíssima
Trindade osc
1 = Dia 22 de Julho passado aconteceu a
Profissão de Votos Temporários de Rodrigo Vieira que
tomou o nome de Frei Anselmo da Santa Cruz osc. E de Rafael Teixeira de
Araújo que tomou o nome de Frei Alonso da Santa Maria osc.
A cerimônia foi presidida pelo Bispo
Diocesano Dom Irineu Silvio Wilges ofm, sempre muito bem disposto e bem humorado
com aquela alegria franciscana que só ele é capaz de
transmitir. Ficamos muito gratos ao Bispo
e ao povo em geral que veio prestigiar principalmente as caravanas de
fora.
A mãe de Frei Lucas veio sozinha em
ônibus de Santa Catarina até aqui. Foi uma bravura mesmo.
2 = Ainda
sobre a festa do dia 22 de Julho digno de menção foi o
canto dos Monges, em Gregoriano e em Polifonia com as peças O
Salutaris de Pisari a 3 vozes, Verbum Caro de Anton Holzner com
órgão e 3 vozes e do mesmo autor Gaudent in caelis
também a 3 vozes. Foi de suma importância a presença do Marcio André Arnold e
do Ânderson dos Santos Arcanjo fazendo os comentários e
ajudando nos cantos.
Os Monges preencheram
espaços tocando peças do período barroco de Fux,
Corelli, Orlando di Lassus e outros.
Ficamos satisfeitos e gratificados pelos
êxitos que conseguimos e pelos elogios intermináveis das
pessoas maravilhadas com tudo o que ouviram.
3 = Ainda
sobre a nossa festa: Os monges recepcionaram o povo visitante no
Mosteiro com doces caseiros feitos
pelos próprios monges sob a orientação de Dom
Prior que ficou com gripe e esteve acamado, posteriormente, pelo frio
que apanhou fazendo doce em tacho de bronze até altas horas da
noite no calor do fogo e no frio. Quando os Monges entraram com os
vasilhames de doce o povo aplaudiu, principalmente as mulheres que
deixam qualquer cardápio salgado na expectativa do doce.
Os doces que Dom Prior faz
é uma tradição que vem de sua bisavó e
remonta os idos de 1800 quando faziam “aqueles” doces
que hoje quase ninguém conhece.
Quem come o doce do Mosteiro sempre diz: “no próximo ano eu volto”.
4 = Dom Marcos
de Santa Helena comemorou seus 22 anos de Sacerdote ao serviço
da Igreja em meio a muitos amigos e admiradores seus. O zelo e o
carinho para com a Liturgia Católica e seu trabalho maravilhoso
por onde andou, sempre granjeou muitos amigos sinceros e fiéis,
aqueles que também admiram e gostam de uma boa Liturgia bem
celebrada. Palmas também para o músico sem fronteira que
é.
Dom Marcos é um daqueles varões fortes que sempre faz
tudo com alegria e doou sua vida ao serviço de Deus e da Igreja,
sem reservas nem reticências. Poucos o conhecem bem e nem
imaginam o bom que é conviver com pessoa tão
amável e paternal como ele. Ele hoje vive seu Sacerdócio
na doação silenciosa do Mosteiro ensinando, formando e
encaminhando a nós outros que recém engatinhamos nas
pegadas dele atrás do Cristo que ele sempre buscou e ainda
continua a buscar. Parabéns Dom Marcos! Bravo! Avante sempre!
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5 = Conseguimos
que cada monge tenha seu computador pessoal na cela para realizar seus
estudos à distância como já estamos fazendo
nós os mais velhos, estudando a Teologia e Filosofia. As
máquinas foram todas doadas. Graças a Deus estamos caindo
na simpatia do povo católico que muito tem nos ajudado.
Neste ano mais três iniciarão sua
Teologia.
6 = Os monges
que professam fazem uma visita aos familiares. Por isso em datas
diferentes, os dois Neo-Professos irão ao encontro de suas
famílias para uma semana de bem merecidas férias.
Para que saibam informo que os Monges Cecilianos visitam suas
famílias a cada dois anos, podendo receber a visita dos seus
pais de três em três meses e dos familiares mais distantes
como tios e primos uma só vez ano podem visitar o Monge. Isto
está em
nossa Regra.
7 = Frei Anselmo viajará em visita aos
familiares depois de quase três anos sem vê-los.
E logo depois chega a vez de Frei Alonso visitar
sua família no Ceará depois de dois anos sem vê-los.
A ambos desejamos boas férias e bom
retorno.
8 = Somos
todos muitos gratos às pessoas que nos presenteiam com arroz,
carne e outros alimentos. Deixamos de publicar seus nomes para
mantê-los anônimos, conforme desejo pessoal desses amigos.
Muitos pedem orações ao mosteiro e
recebem grandes graças o que os leva a darem especialmente
alimentos que muito tem ajudado nossa Congregação.
A oração dos monges se eleva com
toda a pureza até aos pés de Deus e o canto
monástico brotado de lábios puros tem efeitos
inimagináveis no outro lado.
9 = Nossos
vocacionados mirins estão se comportando à
altura. Foi ótima idéia de Dom Prior iniciar meninos
pequenos na vida monástica. Temos dois, por ora e estão
muito entusiasmados.
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