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| Ano: III Edição: Mensal N°: XXIII Mês: Junho de 2006. | |||||||||||||||||
| Informativo Oficial da Congregação Monástica de Santa Cecilia | |||||||||||||||||
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Editorial: Em algumas oportunidades já me manifestei
sobre a beleza na Religião já que esta se propõe
ser anúncio da glória de Deus e imagem de sua
presença em toda a parte, antecipando o encontro com ele na
eternidade. Ninguém duvida nem ousa questionar que a
beleza como tal reflete o próprio Deus nas multiformes
manifestações que o gênio humano reproduz ou que a
própria natureza em si mesma apresenta. Trata-se de um conjunto de coisas que,
harmoniosamente colocadas, realiza a beleza aos olhos do sábio e
do ignorante, penetrando na intimidade do ser com tanta sutileza que
é capaz de embriagar o espírito numa unidade
inconfundível de idéias, as mais variadas. Elas falam do
sublime chegando naquele ponto onde as palavras pouco têm a dizer. A beleza como emanada do eterno não se
confunde com as paixões vis nem brutais do homem,
ela flui e reflui na área específica do espírito e
sua grandeza transcende ao material para dar passagem em
direção ao sublime. As paixões do instinto humano encontram
beleza nas qualidades que tangem ao corpo e ainda não é
beleza como tal, apenas concupiscência ou
sublevação de baixos instintos os quais não foram
educados à luz de uma totalidade do ser. A beleza que provém de Deus não
tem sexo, tão pouco é bissexual, nem homo nem hetero sexual. Essa beleza passional sempre vem
acompanhada de uma certa malícia em
relação aos desejos íntimos. Entretanto que a palavra beleza é muito
ampla e não diz respeito unicamente a formosura do corpo humano,
mas das outras coisas criadas quanto à forma e o colorido.
Agregam-se a audição e, até mesmo, o olfato, no
caso do perfume das flores, do incenso e do mesmo recinto sagrado que
os místicos dizem receberem um perfume típico, espalhado
pelos seres angélicos. Juntamos a isto que a beleza, se assim se
pode dizer, de uma comida se condiciona ao sabor que causa
sensação ao paladar, o qual varia muito de pessoa para
pessoa. Houve quem dissesse que “ninguém escreveu nada sobre
gostos” nem deleites pessoais. A beleza não está subordinada ao
luxo ou à riqueza. Coisas muito simples às vezes
surpreendem pela beleza comunicativa e transcendente. Quando não
reina a impostura nem a vaidade, justamente ai nasce a beleza convincente que sustenta em si mesma a
grandeza de Deus refletida naquele objeto ou naquele ser. Por outro lado não se deve pensar que uma
simplicidade empobrecida, desmaiada pela escassez de suas cores ou de seu estilo, se possa dizer que é
bela. Há simplicidades que são características da
pobreza pessoal ou cultural de quem a pratica. Um casarão de cimento armado nem sempre
ganha em beleza de um velho casarão de adobe e tijolos que, na
sua simplicidade quase solene, fala sozinho da grandeza espiritual de
seu construtor; pois é bom saber que a gente deixa a marca do
espírito nas coisas que faz. Muitas igrejas foram construídas com
enormes gastos, quase faraônicos encurvando-se ao mundo
arquitetônico da modernidade, mas com tudo isso
são incapazes de produzir efeitos de
concentração, êxtase e contemplação
naqueles que, no seu interior, buscam sempre aquele algo mais. Portanto
não é beleza. A beleza convence e por si só eleva
e comove. A Igreja Católica, através de seus
Pastores da Hierarquia, começou a se dar conta que urge uma
Pastoral da Beleza, e que será impossível mostrar um Deus
belo sem as manifestações dessa beleza. Perceberam que
para isso deve ser feito um investimento no ser humano, um investimento
na cultura e no cultivo da beleza, para uma apresentação
mais perfeita da mensagem evangelizadora e da Liturgia. Quando se fala em investimento significa gestos
concretos que implicam em gastos na formação de pessoas
talentosas que muitas vezes se perdem por falta de recursos e por serem
pobres e ninguém lhes “dá bola”. Pergunta-se de que forma
mudar o pensamento de Bispos e Padres, acostumados a receberem
serviços gratuitos do povo, para se conscientizarem de que devem
pagar as pessoas para terem os bons serviços nas suas igrejas, a
começar pelos músicos e regentes de corais.
Um problema muito sério hoje em dia, para a
consecução de um projeto assim, é lidar com as
entidades de ajuda principalmente a chamadas “Agências
Católicas” de ajuda humanitária. Tais organismos
geralmente são paternalistas e dão o peixe pescado,
quando deviam dar o anzol e a isca para eles, os beneficiados,
pescarem. De outra parte parece que tudo se reverte em muito lucro para
pouca gente. Tais Agências acham que só dando comida se
resolvem os problemas; esquecendo de que a Promoção
Humana é mais importante nesse momento. No passado a Igreja era mecenas da Arte por isso
criou muitos artistas famosos, tanto na pintura como na música;
hoje, infelizmente é só o social. Lástima que esse
benefício social da Igreja não resolva os problemas dos
pobres e não apresenta nenhum subsídio de
esperança de que surja alguma coisa de fruto concreto de tais
investidas no campo social. Lá se vão 40 anos do Concilio
Vaticano II, depois do qual optaram pelo social, e a Igreja em nada
melhorou em número de adeptos nem na qualidade da fé dos
que ainda continuam se dizendo firmes. A esta altura parece que o melhor que se pode
oferecer para os pobres seria dar-lhes condições de
crescimento como pessoas, mediante adequada formação
humana, social, religiosa e cultural. Chama-se a isso de “Promoção
Humana” ao passo que as ajudas para compra de bens em muitos casos
só servem para alimentar vícios e a preguiça dos
pobres do terceiro e do quarto mundo. É notório que os
pobres pedem ajudas, mas lhes sobra para comprar aguardente, cigarros e
outros vícios periféricos, que talvez nas novas
consciências pastorais degeneradas pela decadência, venham
a considerar apenas como “pecadinhos” sem grande relevância. Nos últimos tempos, refiro-me aos anos
que decorreram após o Concilio Vaticano II, em muitas igrejas
fizeram de tudo para acabar com altares antigos, artisticamente
trabalhados. No lugar destes deram lugar a outros que mais se parecem a
balcões de boteco, desprovidos de beleza e arte. Igualmente
terminaram com os coros paroquiais, abrindo espaço às
gritarias de adolescentes ainda mutantes e seus desafinados
violões e guitarras, tocadas aos golpes fazendo ouvir mais um
retumbar de tambores do que cordas ressonantes. Tiraram os
harmônios, ou deixaram os cupins
tomarem conta de belos órgãos tubulares, tudo isso em
razão de uma pseudobeleza feita por quem não entende nada
de arte e, por conseguinte, ignora a beleza. Muitas
aberrações antifé foram
e são feitas na Igreja Católica. Os verdadeiros artistas
e músicos foram colocados ao escanteio, desvalorizados e
até vexados ao serem trocados por despreparados repentistas que
“criaram asas” sem terem condições de voar. A beleza é feita por artistas. Neles
é preciso investir. Musica de Rock
e no estilo de Samba é para uma
minoria ou para jovens e não reflete o espírito de toda a
Igreja orante, pois Rock e Samba são músicas do prazer
corporal, fonte e geratriz de erotismo e concupiscência;
não cabem, portanto, nem nunca caberão dentro do culto da
Igreja que sendo impulsionadora da elevação das almas a
Deus, não pode admitir mundanismo no seu interior.. A beleza da música, as flores do altar, o
vestuário do sacerdote, o som do órgão e bons e
bem escolhidos cantos sacros, propiciam a contemplação
autêntica de Deus, aquela que não vem eivada de
paixões nem erotismo. Agrega-se mais o odor não só
das flores naturais, mas do incenso, hoje bastante esquecido, que
impregna a assembléia de um quê de espiritualidade sem
descrição suficientemente eloqüente para
retratar-lhe. A Igreja Católica desperta para um Deus
da beleza e pretende voltar a
realização das belas Liturgias que comoveram a muitos
durante vários séculos, pois o vazio dessas tais de
demagógicas simplicidades nas Liturgias, já chegou
à beira do caos ou já encheu “os sapatos”, como
dizem na gíria popular. A beleza nós sabemos que é de
Deus, contém humildade e simplicidade e dizem que as coisas de
satanás são feias, crivadas de orgulho e empáfia.
De todas as formas se a beleza não é de Deus pelo menos
é propriedade singular de pessoas muito finas e elevadas.
Pessoas pouco evoluídas espiritualmente, em geral, são
ridículas, grosseiras e feiosamente mal educadas. Quanto a simplificação do belo, e
persistência em admitir os desconcertados fragorosos e
barulhentos instrumentos e outras inovações
contrárias a nossa cultura, parece que é provenientes da
feiúra do homem imperfeito e mais distante da beleza eterna que
é Deus. A beleza é faísca de Deus que invade como
um fogo o coração do homem sensível e todos os
povos e raças identificados pela sensibilidade estão
aptos a apreciar essa beleza e com ela deixarem o espírito
transcender. “Ó beleza eterna, tarde Te amei”( S. Agostinho) *******************************************************************
Notícias e Comunicados
Frei Misael da Santíssima
Trindade osc
1 = Dia
03 de Junho aconteceu novamente uma Missa
celebrada na casa do Sr. Aristides José Müller. Nós
cantamos os cantos Gregorianos das partes da Missa e tocamos com nosso
Quarteto de Flautas algumas peças que causaram impacto nas
pessoas. No final desse encontro fizemos uma exposição
dos bordados feitos pelos Monges
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2 = Nosso Atelier foi brindado com uma nova
máquina interlock. Compramos com bom preço e “zero
quilômetro”. Cinco agulhas e alta velocidade, ela faz com
perfeição e rapidez os serviços a ela pertinentes.
Aos poucos vamos melhorando e aperfeiçoando nosso trabalho para
ganhar o sustento cotidiano.
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3 = A Schola Cantorum Ceciliana vai passar por
uma reformulação, trocará de nome para Capella
Ceciliana. Dom Marcos retomará a direção e novos
membros integrarão, todos, até o momento, ex-meninos
cantores da Catedral de Novo Hamburgo.
O Sr. Leandro Escher está por demais assoberbado de trabalhos e não poderá mais assumir o trabalho diletante e sem fins lucrativos como ensaiador e regente do grupo. Os trabalhos com o grupo refeito iniciarão em fins de Agosto e meados de Setembro. ___________________________________________________________________
4 = As atividades do Atelier Ceciliano transcorrem
com muitos êxitos. Ultimamente aumentaram sensivelmente os
pedidos e temos trabalhado muito por vezes até com serão
noturno. A qualidade dos bordados encanta a todos que visitam o
Atelier. Em breve teremos as imagens dos bordados mais recentes
expostas na Internet.
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5 = Estamos vivendo um
fenômeno bastante estranho. As pessoas que pedem
orações para familiares desenganados do médico,
depois das preces feitas, conseguem a melhora do doente. Com isto
pessoas que estavam na UTI voltaram ao quarto e recobraram a
saúde.
Diante desse fato a s pessoas voltaram-se mais para os Monges e para a fé Cristã, passaram a crer mais, pois muitos eram afastados. Estamos convencidos que nosso trabalho de rezar salva almas, sem necessitar que saiamos do Mosteiro para fazer isso. Lembramos de Santa Terezinha do Menino Jesus que é padroeira das Missões sem nunca sair do claustro. ___________________________________________________________________
6 = Seguindo o espírito monástico de
acolhida e nossas Santas Regras, não podemos deixar de acolher
pedido de ingressos de todo o jovem que pretende seguir nossa vida,
inclusive acolher novamente alguém que eventualmente tenha tido
a infelicidade de conviver conosco e se retirar por algum motivo.
Conforme a tradição monástica se alguém
saiu e pedir para voltar deverá recomeçar toda a
trajetória monástica.
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7 = O autor desta matéria esteve,
acompanhando Dom Marcos nosso Prior, em visita a casa do Plínio Altenhofen
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8 = Dia 23 de
Julho próximo acontecerá na igreja matriz de Caçapava do Sul, as
10h30min horas a Profissão dos Primeiros Votos
Temporários de Frei Rodrigo Vieira e Frei Rafael Teixeira de
Araújo. Será presidida pelo Bispo Diocesano de Cachoeira,
Diocese onde está nosso Mosteiro. Simultaneamente
será comemorado o 22º aniversário de
Ordenação Sacerdotal de Dom Marcos nosso Prior. ___________________________________________________________________
9 = Em conseqüência da realização do evento maior de nosso Mosteiro no mês de Julho, não haverá a tradicional festa no mês de Outubro. Nessa data estaremos em viagem para outra localidade realizando celebração, concerto instrumental e demonstração de bordados. ___________________________________________________________________
10 = Certa feita um leitor assíduo de nosso Jornal Ceciliano perguntou o que havia sido feito do Frei Rodrigo. Não houve nenhuma resposta nossa, de vez que o jovem sendo noviço teve de abandonar até a coluna que escrevia no Jornal Ceciliano chamada “Pingos & Respingos. A partir do dia 23 de Julho, já Professo e com novo nome ele, provavelmente, retomará sua coluna. E o curioso leitor com esta ficou satisfeito em sua pergunta. ___________________________________________________________________
Comunicados
11 = Nós
temos certo receio de fornecer informações detalhadas
sobre o Mosteiro para desconhecidos, considerando os muitos problemas
que tivemos devido a isso ___________________________________________________________________
12 = Os vocacionados podem fazer comunicados por e-mail, mas não deixem de escrever sua carta pessoal enviada pelo correio. ___________________________________________________________________
13 = O envio do Manual do Vocacionado completo e impresso é feito mediante a siolicitação da ficha de ingressa, que deve ser preenchida e remetida de volta ao Mosteiro e, a partir daí manda-se o Manual do Vocacionado e entabula-se um diálogo mais sério visando o ingresso na Comunidade Monástica. ___________________________________________________________________
14 = A todos que desejam comprar computadores da marca Dell, podem indicar a Ordem de Santa Cecilia que faz parte do programa de afiliados da Dell, afim de recebermos a comisão que a Dell se propõe. |
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