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| Ano: III Edição: Mensal N°: XXIX Mês: Março de 2006. | |||||||||||||||||
| Informativo Oficial da Congregação Monástica de Santa Cecilia | |||||||||||||||||
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Editorial: Uma sã tradição
aberta ao futuro
É saudável e
demonstração de grande sensibilidade guardar as
tradições do passado que teceram nossa cultura e abriram
espaços para a feliz e serena continuação da vida. Tudo o que temos no mundo das Belas Artes, do
folclore e outras manifestações oriundas do passado fazem
o apanágio da sociedade moderna que tentou criar, como de fato
criou muita coisa extraordinária, porém sem aquela
ressonância das manifestações do passado. Diga-se
que as invenções em favor da Arte realmente são
poucas ou pelo menos, poucas delas são aproveitáveis. Se falarmos no mundo da pintura, as caricaturas
da modernidade não chegam aos pés dos imbatíveis
óleos da Renascença, por exemplo. Entrando no mundo da música é
impossível colocar na balança uma peça de
Palestrina ou Orlando di Lassus, Mozart e Bach ou Beethoven com as
extravagantes e barulhentas músicas interpretadas por roqueiros
e outros grupos modernos ou as chorosas e repetitivas músicas do
folclore, especialmente as choradeiras dos gaudérios
gaúchos elogiando éguas e desfazendo das mulheres.
Sinceramente, tais coisas são um atraso e não uma cultura
e por isso são intragáveis e difícil de engolir. Na área da Igreja, gostar das coisas
belas do passado resultou em antipatias, pílulas que não
passavam na garganta e outros pejos. Até hoje ainda existe
resquício dessa infâmia contrária ao amor e a
colegialidade Presbiteral. Sacerdotes são rejeitados por
gostarem da batina eclesiástica, dos paramentos antigos e dos
rituais do passado. Uma coisa nada tem a ver com a outra. Por outro lado é quase uma
estultícia guardar tradições da Igreja como uma
ideologia, com o espírito e a mente fechados ao processo normal
da civilização. Para dar exemplo posso citar aqueles
grupos radicais da Igreja Católica que ainda tomam banho gelado
uma vez que no passado não havia chuveiros elétricos ou
dispositivos de aquecer a água e, portanto, era assim que se
banhavam. Outros usam lampiões de óleo para se
identificarem com um passado remoto quando não havia luz
elétrica. Outros levantam as 04h30min horas da manhã para
fazerem jus às regras do Fundador que fazia seus frades levantar
essa hora para trabalharem no campo, antes do sol escaldante vir a
bater nas costas dos Irmãos. Entretanto tais Frades desrespeitam
outros pontos mais importantes de suas regras quando saem para visitar
praias shoppings e praças
públicas. Isto é bárbaro! Podemos manter as tradições dentro
da Igreja e até devemos fazer isto para salvaguardar a nossa
cultura religiosa e nossa identidade de Católico Romano.
Igualmente podemos adotar as novas oblações da Igreja
quando são belas, artísticas e piedosas. Não quer
dizer que tenhamos de abdicar das velhas tradições ao
seguir uma novidade que venha a completar o velho esplendor. Há
coisas novas que são muito bonitas. Entre um templo velho,
caindo os pedaços e cheirando a mofo, prefiro uma igreja nova,
pintada e bem decorada com perfume de incenso e flores. Não deve
ser condenado o sacerdote que anda sem veste talar, mas traja
identificando-se com o seu Ministério; por seu turno não
pode ser discriminado o Presbítero que anda de batina,
considerando esta como a vestimenta oficial dos Sacerdotes. É lamentável que as
discriminações aconteçam sempre por parte das alas
progressistas da Igreja as quais, diga-se de passagem, são as
mais violentas entre si e pregam a não violência para o
povo de suas freguesias. Demagogia não é mesmo? O que não podemos fazer é criar
inimizades e desprezos odiosos com nossos irmãos por gostarem de
uma ou de outra coisa. Se pensarmos nos Direitos Humanos de cada um,
certamente aceitaremos com caridade e com amor de irmãos,
aqueles mais originais ou que convivem Tradição é vida! Tradição não faz mal a
ninguém! A Igreja e a Comunidade humana precisam da
tradição para manter firmes os princípios que
ordenaram o curso de sua história. A tradição faz
bem para a moral e para os bons costumes. As inovações
nem sempre condizem com a moral nem com os preceitos dos antigos, os
quais sempre acertaram quando transmitiram suas práticas
voltadas para o bem comum. É preciso limpar a sujeira imoral do
processo moderno de duas caras que está se infiltrando nos novos
clérigos e candidatos à vida clerical. Vamos banir a
vergonha do descalabro e acertar uma vida eclesiástica
semelhante ao Divino Mestre. Progressistas não persigam os
tradicionais, deixem os agirem! Tradicionalistas não queiram mal
aos progressistas, eles ajudam a limpar as sujeiras do passado. Para
vivermos em paz necessitamos de uma coisa: deixar cada
um viver como lhe apraz, desde que não fira a boa ordem
das coisas e não atrapalhe o curso normal da existência.
Em nossa época o Papa quer unir a Igreja do Oriente com o
Ocidente, mas encontra uma barreira logo de saída: o clero do
Ocidente vive de briga entre si, causa e motivo: orgulho e
competição. *******************************************************************
Notícias:
Colunista
Frei Misael da Santíssima
Trindade osc
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2 = No dia 6 de Março chegam ao nosso
Mosteiro dois vocacionados oriundos do Ceará. Um tem 24 anos de
idade e o outro tem 27 anos.
Eles ficarão os primeiros quinze dias no
xenodochium para serem provados no silêncio e na solidão.
Ficarão bastante isolados. Passado esse prazo, se forem
aprovados integrarão a Comunidade e terão um mês
para ingressarem no Postulantado. ___________________________________________________________________
3 = Ganhamos
um veículo zero quilometro de uma
agência de ajudas da Europa, a qual pede anonimato. O carro
é bastante grande,
apropriado para carregar os Monges.
Quando
chegou o carro nós cantamos um TE DEUM LAUDAMUS na Capela diante
do Santíssimo
Sacramento. Agora se amplia a garagem para o novo carro. A
bondade Divina tem sido pródiga conosco, cremos ser um sinal de
aprovação plena
de nossa Obra, manifestada por Deus antes de ser pelos homens.
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5 = Nestes
dias de carnaval que
passaram, fizemos um pequeno retiro refletindo sobre “as desculpas”.
Todos os
Monges jovens se desculpam de seus erros, costume trazido do mundo. Na
reflexão
pudemos encarar melhor o problema e crescer muito nesse importante
aspecto da
espiritualidade monástica. O trabalho foi todo feito por
nós com a orientação de
nosso Dom Prior. Foi um modo novo de fazer retiro.
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6 = Nosso
quarteto de flautas está em amplo progresso. Estamos preparando
lindas peças da
renascença para a Páscoa e até uma Missa
Polifônica pretendemos cantá-la.
Informo
que os estudos de violoncelo, contrabaixo e violinos, bem a viola,
vão indo
maravilhosamente bem. Em breve os Monges terão a modesta,
porém, sua orquestra
de cordas e sopros. Pudera, nossa Congregação é
musical e a única no mundo com
esse carisma! ___________________________________________________________________
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10 = Nosso
Mosteiro foi agraciado com um novo telefone Voip. Seu Nº 051
2101-1744 e para
chamar da rede pública 014 51 2101-1744. |
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