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Editorial:
2006 Nova etapa
Recomeçamos
mais uma etapa com nosso Jornal Ceciliano, modesto e sem nenhuma
pretensão jornalística de competição com
nada e com ninguém.
Nosso objetivo vem pautando a linha deste Jornal desde seu
início pela instrução, Doutrina Católica, e
advertência quanto aos erros doutrinais, de governantes e da
Igreja, da Liturgia e outros procedimentos que não sejam
conformes com os legítimos anseios da fé e da moral
cristã.
Ao apontar fatores que devem ser corrigidos não fazemos em
espírito de crítica, mas como caridoso aporte para que as
legítimas autoridades tomem conhecimento e consciência e
façam mudar de rumo esta ou aquela situação que
julgamos não ser exatamente a que convém. Os Monges, pelo
carisma do silêncio, não só rezam e meditam, mas
analisam o andamento da vida e da fé do povo, por esse motivo e
em geral, quando opinam, fazem com muita propriedade e de forma
imparcial. A Igreja escuta essa voz do silêncio e do Deserto
proveniente daqueles homens que, afastados do mundo e dos
ruídos, vigiam pela Igreja como guardiões da
tradição orante da Santa Igreja.
Qual é o critério adotado por nós, para a
divulgação de assuntos, por vezes, polêmicos?
Nosso critério é o povo, as pessoas da Igreja que buscam
os Monges e criticam, discordam e se comunicam. Pessoas há que
não se atrevem a procurar o Bispo, elas sentem receio de serem
mal vistas por essa Autoridade, hoje com mais poderes nas mãos
do que antes. Elas, as pessoas, procuram os Monges por se apresentarem
de forma mais simples e inspirarem o acesso fácil.
A Teologia da Libertação, entre os muitos erros que
cometeu, teve algumas coisas positivas, entre elas a
manifestação divina que emerge do povo. Deus se revela
pela voz do povo e pela experiência de fé vivida por este.
Nesse sentido não pode existir um governo hierárquico que
ignore a experiência e o clamor do povo, sob pena de ser um
governo arbitrário e ditatorial. As linhas da Igreja da
modernidade seguem, exatamente, essa idéia.
Este Jornal não tem como meta fazer intrigas, nem arranjar
inimigos, mas tão pouco ensejará que o lixo seja colocado
debaixo do tapete. Não queremos difamar nem permitimos que
outros difamem a nossa Igreja, queremos apontar deficiências que
por si só difamam e desprestigiam a Autoridade Divina da Igreja
e colocam-na em pé de igualdade com as ideologias de nossa
época. Por exemplo: não aceitamos que digam que o Papa
Bento XVI seja o anti-Cristo, como
já ouvimos dizer proveniente da boca de pessoas intituladas
CATÓLICAS. Ao proceder assim, pensamos estar ajudando a Igreja a
melhorar, abrindo os olhos dos seus Pastores para determinados
problemas que, estando de fora, conseguimos ver melhor ou, pelo menos,
sob outro ângulo.
Temos recebido muitos e-mails e correspondências ou chamadas
telefônicas com elogios pelo trabalho que, arduamente,
realizamos. Também recebemos alguns poucos mais bem recheados
e-mails com malcriações e xingatórias. Quando tais e-mails chegam
assinados com endereço do responsável, nós levamos
em conta; em contrário, quando tais comunicados chegam
anônimos e com nomes falsos, nós ignoramos e desprezamos
como imorais e covardes que por tais motivos não merecem nem
deixar na máquina e são deletados instantaneamente.
Percebe-se que para alguns a carapuça lhe serviu na
cabeça, por isso incomodou-se, mas preferiu ocultar sua
identidade. Nós sempre estamos e todos sabem quem somos. Nada temos a ocultar.
Este trabalho não é feito por nenhum Jornalista diplomado
na Universidade nem quer seguir uma linha acadêmica, tão
pouco competir com ninguém dessa área; nosso jornalismo
é amador e de prestação de serviço com um
referencial voltado para a área da Igreja Católica
Romana, pois nós em nada queremos nos invocar com outras
Religiões, visto que elas são livres para agirem conforme
seus chefes determinam. Seus erros não nos atingem e seus
acertos nos causam satisfação, pois estão
contribuindo para a paz e a concórdia. Nisto se percebe que
falam em nome de Deus.
As pedras atiradas em nós como Monges, todas estão sendo
acumuladas para construirmos o edifício de nossa Comunidade
dentro da grande e belíssima proposta de levar Deus ao mundo
pela Arte e pela beleza, já que Ele é a beleza eterna sem
limites. Uma Pastoral que se une à beleza, sem dúvida que
é grandiosa e para ninguém fazer críticas a
não ser por ciúmes e por inveja.
Certo dia um Monge teve esta visão: viu o diabo a levá-lo
para o inferno. Chegando na porta o Monge
começou a cantar em Gregoriano. O diabo
parou e disse: “desse jeito não dá”. O Monge contestou:
Vocês estão me levando para o inferno então eu vou
passar a eternidade cantando Gregoriano lá. O diabo respondeu:
“Não, esse canto nós não toleramos, prefiro
deixá-lo que volte e siga seus caminhos do céu, mas ainda
vou varrer com esse tal Canto Gregoriano”.
Critiquem! Em geral a crítica constrói, mas mostrem sua
identidade e seu endereço e diga quem é, afinal, temos
dentes para mastigar, não para morder ninguém. Quando
falamos a verdade jamais iremos recuar por medo deste ou daquele, nesse
caso a crítica é supérflua e inútil. Quando
cometermos um erro, aceitaremos com humildade a
advertência, seja de quem for. Nos reservamos
o direito inviolável de expressão, de crença e de
ir e vir. Se o rótulo for de “peregrino”, não tem
problema já o salmista exclamava: “Peregrino sou na terra,
não me oculteis os vossos mandamentos” (Sl
118, 19). A Igreja é peregrina e missionária como
Cristo que percorreu a Galiléia e
peregrinou pelas montanhas da Judéia, sendo dele a
exclamação: “...mas
o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça”
(Mt 8,20) Seria esse o lema de todo o Sacerdote que renunciou casa,
família e tudo o mais para correr e acorrer onde mais falta
fizer seu Ministério em nome do Cristo.
Quem dera para todos os Monges o título de andarilhos,
peregrinos e o de não parar em lugar nenhum, quando tudo isso
aconteceu ou aconteça para exaltar e louvar o Nome do Senhor na
pessoa de Jesus Cristo que é nossa identidade para a casa do Pai.
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Notícias:
Colunista
Frei Misael da Santíssima
Trindade osc
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1 = O Natal foi comemorado no
Mosteiro com muita solenidade. Nós estreamos o conjunto de
Flautas e cordas dos Monges. Assim tocamos violoncelo, contrabaixo e
violino e o quarteto de Flautas. Lindas músicas da
renascença ressoaram em nossa capela. A Missa foi como
antigamente, mesclada de músicas o tempo todo.
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2 = Comunicamos que os e-mails
recebidos são todos respondidos. Devido a grande quantidade de
e-mails Spam foi acionado um sistema anti-Spam que destrói
e-mails que considera Spam. Para mandar e-mails ao nosso Mosteiro
não faça usando e-mails de listas que serão
considerados Spam pelo sistema adotado. Temos outro e-mail: monges@farrapo.com.br
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3 = Agradecemos as pessoas que doaram víveres
para o Mosteiro. Ganhamos vários perus, vários chesters,
uma ovelha já morta e inteira e outros insumos básicos.
Deus lhes pague e conceda o dobro e o triplo de tudo.
Agradecemos os vários cartões de
felicitações Natalinas e de Ano Novo de
vários lugares do Brasil e Paises.
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4 = Frei Lucas da Encarnação osc
fará sua primeira visita aos familiares como monge, depois de
quase 30 meses sem visitá-los. Ele emitiu seus Primeiros Votos
em 16 de Outubro passado.
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5 =
Neste fim de ano aconteceu a
Assembléia Ordinária de nossa Congregação.
Os cargos continuaram recaindo sobre os mesmos, acrescidos de Frei
Lucas que entrou como 2º Secretário. Nossa
Congregação é registrada como Ordem de Santa
Cecilia para fins de firma com CNPJ, muito embora a Igreja não
adote mais o nome de Ordem para as Congregações. Assim
sendo nós somos uma Ordem Religiosa, perante o Governo e uma
Congregação Monástica pelo Direito Canônico.
Esta informação é para dirimir dúvidas.
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6 = Nossas máquinas de computador
vão indo muito bem! Uma invasão de vírus tentou
destruí-las, como sempre acontece, nos dias que precedem a publicação deste Jornal.
Felizmente nossos amigos da esquerda, se assim podemos dizer, ainda
não venceram nem vencerão!
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7 =
Nós estamos levando a mensagem da paz e da beleza indo celebrar
Missas e tocar nossos instrumentos. Cantamos
Gregoriano e tem agradado muito às pessoas. Cada Missa
tem lotado os lugares. Isto é uma Pastoral da Beleza quando
temos oportunidade de elevar as mentes a Deus com nossos cantos e
nossos instrumentos harmonizados. Realizamos a
Contemplação de Deus levando a beleza ao mundo feio e
pecaminoso de hoje. A última celebração foi em Novo
Hamburgo no bairro Boa Saúde.
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8 = Estamos procurando quem deseja
vender, ou doar um instrumento musical chamado de harmônio, que
é um teclado que funciona com ar comprimido por um fole, acionado pelos pés de quem toca.
Instrumento muito comum nas Igrejas Antigas.
Todos os Monges deste Mosteiro tocam e estudam,
por isso vamos precisar mais instrumentos.
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9 = Recebemos a
doação de 1 flauta baixo da marca Yamaha.
A doadora deseja ficar no anonimato. Agradecemos esse gesto da Srª I.T.Z.
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10 = No dia 14 de Dezembro o autor desta
matéria completou 24 anos de idade. Comemoramos com
pastéis, um delicioso bolo de três camadas de recheio,
feito pelo Dom Elias e suculentos bifes “al disco” preparados pelo
nosso Dom Prior. Ninguém faz idéia do sabor desses bifes!
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11 = Em nosso Mosteiro
já aprendemos a ser polivalentes. Todos aqui fazemos de tudo um
pouco; pães, comida, doces e licores com sabores variados.
Aliás, os licores e os vinhos são típicos da velha
tradição monástica.
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