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Leia
nesta edição:
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Editorial:
Evangelização da acolhida
“...era peregrino e me acolhestes.(Mt
25,35) E acolher é abraçar o próprio Cristo.
Temos o perfil de uma Pastoral de Acolhida, ou da
Evangelização da acolhida, termo que penso ser mais amplo. Não é fácil acolher
peregrinos em nossas casas, quando há uma fenomenal
insegurança pelo temor de ladrões e assaltantes.
Entretanto as comunidades cristãs devem ser defensoras de um
acolhimento embasado no Evangelho e a partir dele. Nesse sentido cada
pessoa tem o dever de colaborar para que em sua Igreja se
faça cumprir esse desejo de Nosso Senhor Jesus Cristo do qual
ele nos pedirá contas no dia do Juízo quando ele voltar
em sua glória e com seus anjos. (Cf Mt.25,31)
A palavra acolhida é bastante ampla. Pensando bem, ela
não se resume em dar uma simples pousada para um viajante ou
para um pobre que ficou a mercê do tempo e sem teto. Acolher ou
acolhida é uma cultura ainda a ser criada na espiritualidade da
Igreja. Precisamos olhar este e outros aspectos desse tema com uma
mente mais aberta ao ser humano.
Há muita gente sem rumo, desnorteada, carecendo de alguém
que lhes dê apoio, mesmo que seja com palavras boas, isentas de
qualquer laivo de discriminação ou interesses. Há
muita gente que procura alguém que lhes escute e para quem
possam desabafar, sejam mágoas, sejam seus problemas. Há
pessoas que chegam de longe para residir nas cercanias de nossas
habitações; elas ficam constrangidas, não conhecem
ninguém e, por seu turno, ninguém se aproxima delas,
já que impera um espírito individualista em nossa
sociedade, fruto do hedonismo exacerbado. Quem acolhe aceita,
compromete-se, fica envolvido.
Em muitas paróquias esse serviço funciona bem, e ainda
falta gente para essa ação; muitos ainda não
estão adestrados suficientemente para sentir a
emoção de acolher e a alegria de ser acolhido. Não
é só para fazer convite a participar de Missas, menos
ainda para associar-se ao dízimo que fazemos uma visita ao
recém chegado vizinho, mas para dar sinal de nossa humanidade e
fazermos uma ação humanitária de primeira
grandeza, fruto de uma cultura da caridade que é reflexo e
fagulha de Deus.
Outra acolhida faz referência clara e muito lógica ao
comportamento dos lideres da Igreja, que podíamos também
chamá-los de “próceres”.
Fica a dolorosa impressão de que tais pessoas desconhecem a
palavra “acolhida” a que pregam em alto e bom tom. Assim vejamos:
Quanta burocracia se faz para aceitar um novo grupo
de pessoas que deseja sinceramente se consagrar a Deus e trabalhar pela
Igreja. Nessas horas aparecem leis e interpretações
canônicas das mais variadas. Qual é o problema de acolher
esses grupos? Não deveria a Igreja, facilitar a sua
legalização e buscar para perto de si essas
forças? Claro que a resposta é positiva, sim! Entretanto
o que se vê se escuta e se percebe é bem diverso. Na
Alemanha a escassez de clero é alarmante. Não obstante
isso os Alemães se negam ajudar na formação de
Padres do exterior, os quais poderiam socorrê-los mediante uma
globalização mais consciente da religião e menos
bairrismo nacionalista. Os Alemães ajudam obras sociais, pouco
se preocupam com vocações. Os homens da Igreja
Alemã não estão ainda preocupados com a
deficiência clerical nas alas de sua Igreja.
Acolher deve ser sinônimo de agregar pessoas ao redor de um
programa, no caso da Igreja, ao redor da Evangelização,
expansão e crescimento do Reino de Deus. Mas, em muitos casos
torna-se uma maratona fatigante querer prestar esse serviço a
Deus na Igreja e ser reconhecido por ela. A rigor, para seguir Jesus
ninguém precisa aprovação nem acolhida da Igreja.
Entre os monges primitivos, alguns deles, não foram
partidários dessa idéia de servir a Deus por meio da
Igreja, muito embora tivessem sido eles os baluartes da Igreja. Houve
um caso que o Bispo foi ao Mosteiro para Ordenar Sacerdote ao superior
da casa e ele se cortou a orelha para que não fosse ordenado. Um
outro monge escondeu-se dentro de paredes, no escuro e sem
ventilação propriamente, para que o Bispo não lhe
ordenasse, mas o Bispo forçou e mandou derrubar a parede e,
à força, impôs-lhe as mãos, ordenando-o
sacerdote. Essa época, que não foi a
mais exemplar nem a melhor da Igreja, destacou-se pelo interesse
de forma sensível na divulgação e expansão
do reinado de Cristo.
A Evangelização da acolhida está muito
estreitamente ligada à mentalidade geral de cristãos e
seus próceres. As dificuldades criadas, em nível de Igreja,
para oficializar uma nova Instituição de pessoas que
desejam se consagrar a Deus no
serviço do Evangelho é uma prova inquestionável da
carência de um espírito de acolhida por parte da
Hierarquia Religiosa, especialmente Católica. Nessas horas,
infelizmente, aparecem mil e uma leis que não conhecem
exceções. O Direito Canônico toma vulto. Seus
cânones são minuciosamente analisados e os canonistas
divergem entre si e não conseguem um denominador comum.É um fiasco em termos de acolhida,
mas infelizmente é verdade.
Grupos de verdadeiros Religiosos aguardam, ainda, depois de
vários anos uma simples aprovação de seu Bispo,
para serem reconhecidos na Igreja. Por outro lado grupos laicais, cujos
membros têm grande poder aquisitivo, e são bem
apadrinhados, de forma inusitada já receberam um titulo de
reconhecimento “Direito Pontifício” e ostentam
garbosamente em timbres de papéis e pela Internet, exibindo,
como se fossem merecedores de grandes méritos por
façanhas realizadas, quando se sabe perfeitamente que não
é assim, pois não somos bobos nem “trouxas”.
O problema desse tipo de acolhida implica numa
desburocratização da lei canônica em favor do
Evangelho, que deveria primar acima de qualquer outra
ação na Igreja Católica Romana.
Acolher é amar, unir e congregar. É o impulso do amor de
Cristo que impele ao acolhimento como prolongação do dom
gratuito de Deus em cada um de nós. Rejeitar, complicar e
impedir é uma ação má, filha do Pai da
mentira e representa o triunfo de Satã na humanidade. Foi por
uma dessas que Paulo VI, numa hora inspirada, disse que a “fumaça
de satanás entrou na Igreja”.
A união ecumênica das Igrejas só pode ser efetuada
num clima de acolhida e para acolher as Igrejas é urgente que
aprendamos a acolher os irmãos da nossa Igreja, muitos dos quais
são rejeitados sem motivos, talvez pelo temor de um
enfrentamento financeiro diante das situações
difíceis pelas que, possivelmente, venham a passar esses
irmãos. Entretanto não esqueçamos que são
de “nosso time” são gente nossa e membros de uma mesma
casa e mesma família. Nos foros internos da Igreja
Católica há muita divisão. Temos muitos
princípios de verdadeiras seitas envolvendo as pessoas mais
simples e menos instruídas. Há grupos Católicos
que são contra o Papa Bento XVI
rotulando-o de anti Cristo. Tais grupos recebem apoio de alguns Bispos
e o perigo é iminente. Não seria aconselhada muita
preocupação com as políticas internacionais dos
paises, por parte da Igreja, mas uma cuidadosa e reticente
atenção ao comportamento geral de muitos Bispos e
sacerdotes influentes, que procedem de uma forma a que dá margem
de interpretarmos que esses tais são meio contra as
orientações da Santa Sé; disfarçadamente.
Seria bom olhar mais para a Igreja internamente. Não podemos
dividir-nos devemos ficar unidos e coesos em torno do Papa e dos
ensinamentos de seu Magistério, sob pena de criarmos tantas
divisões, que força humana alguma jamais porá em dia. Tudo isso
fica bem esclarecido no Evangelho e é Jesus que admoesta-nos: “Pois,
se um reino estiver dividido contra si mesmo, não pode durar. E
se uma casa estiver dividida contra si mesma, tal casa não pode
permanecer.” (Mc. 3,24-25) As Igrejas
que estiverem em situação financeira melhor, devem ajudar
as mais pobres e as Congregações Religiosas que tiveram a
felicidade de se tornarem ricas, devem auxiliar as novas
Congregações que surgem não só com seu
exemplo e apoio moral, mas e preferencialmente, com dinheiro para se
erguerem e realizarem os projetos de seus respectivos carismas. Pelo
visto a situação está assim como diz o velho
ditado popular em voga no Sul do Brasil: “Deus para si e diabo para
os outros”. Há
Congregações com tanto dinheiro que não sabem o
que fazer dele, por isso desmancham paredes para fazê-las
novamente, assim gastam o que tem. Outras têm casa demais,
prédios enormes fechados e quando outra
Congregação fala em alugar ou compra-los, com receio de
que desejam uma doação, calam-se, não mais
respondem cartas nem e-mails. Simplesmente ficam silenciosos. Isso
é um grande egoísmo e falta de amor, já que tais
construções foram ajudadas pelo povo para serem erguidas
ou pela Alemanha, que também faz com o dinheiro do povo.
Acolham, dialoguem, enfrentem e ajudem os outros. Pensem que foi a
tônica da Pastoral Apostólica a caridade e “todos
tinham tudo em comum”. (At 2,44)
Enquanto isso nossa pobre Igreja vai se dividindo e os crentes e
membros das seitas chamam e ajudam os irmãos, atraindo muita
gente atrás de si. Procure-se o Ecumenismo, mas não se
despreze o irmão da mesma fé! Pensem nisto e que Deus
abençoe a todos!
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Notícias:
Colunista
Frei Misael
da Santíssima Trindade osc.
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1. Dia 8 de Julho comemoramos o
aniversário natalício do Noviço, Frei Rodrigo
Vieira.
Preparamos-lhe bolo e pasteis. Tudo estava muito delicioso.
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2. No dia 17
de Julho foram aprovados para fazerem os Primeiros Votos os Freis
Noviços Murilo e Rodrigo. Igualmente foram aprovados os novos
nomes que irão tomar no dia da Profissão, que será
em Outubro.
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3. Comemoramos no dia 21 de Julho o 21º
aniversário de Ordenação Sacerdotal de nosso Prior.
Achamos um tanto estranho que este ano o Padre Prior
não tenha recebido tantas congratulações de velhos
amigos, enquanto apareceram novos e inesperados amigos que supriram a falta dos outros.
Diz o ditado popular que quando se
tem dinheiro também se tem amigos e como o Prior é pobre
e está construindo o Mosteiro, provavelmente alguns amigos lhe
escapam levados pelo medo de que lhes peça alguma coisa.
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4. Dia 9 de
Julho aconteceu a celebração
de uma Missa na casa do Sr. Aristides Müller. Lá cantamos em Canto Gregoriano
todas as partes e tocamos peças da Renascença com
flautas. Foi emocionante ver até homens derramarem
lágrimas de emoção. Que bom que nós podemos
emocionar as pessoas pela beleza, quando o mundo se emociona pela
tristeza e pela desolação. Isto é uma Pastoral da
Beleza.
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5. Tivemos neste mês de Julho uma falha em
nosso site que ficou fora do ar por alguns dias.
Pedimos desculpas e ao mesmo tempo ficamos agradecidos com o grande
numero de pessoas que reclamaram a
ausência do site no ar. Um chegou a dizer “está
fazendo falta”.
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6. Os
trabalhos em
nosso Ateliê Sacro continuam de “vento em popa”.
Já temos encomendas de várias partes do Brasil e parece
que nem damos conta. Nossa máquina computadorizada trabalha
várias horas, além do que seria possível no
Mosteiro e mesmo assim parece que não anda. Funcionam
também as máquinas a pedal antigas com os trabalhos em
que se faz necessário mais delicadeza.
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7.
Numa tarde, todos os Monges
tiraram seus hábitos e fizeram um
fogão crioulo, todo de tijolo e barro, dentro do cenóbio
para aquecer, diante das temperaturas baixíssimas que andaram
passando por aqui. Ficou muito lindo, apesar de rústico. Nele
será instalada a serpentina para o aquecimento central da
água nas celas dos Monges. Cada Monge terá não
só o chuveiro, mas também na torneira sua água
quente. O fogão está dando conta do recado e o
cenóbio está aquecido, já que o estilo da
construção é de tal forma que o calor vai para
todas as celas, estando elas com a porta aberta.
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8. Registramos, ainda que com
atraso, o recebimento do Boletim Informativo de nossos irmãos
Monges do Mosteiro de Santa Cruz de Nova Friburgo-RJ. Muito
agradecidos, nos congratulamos com vocês e apreciamos tudo o que
vem no seu conteúdo. Não esqueçam de mandar o
próximo número!
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Notícia de última hora:
Turma Recursal
condena por unanimidade o Pró-Vida de Anápolis
(segundo a Turma, constitui dano moral indenizável
referir-se a quem defende o aborto com o adjetivo "abortista")
Na terça-feira, 16 de agosto de 2005,
à tarde, a 1ª Turma Recursal dos Juizados Especiais do DF
negou provimento por unanimidade ao recurso interposto pelo
Pró-Vida de Anápolis pedindo a reforma da sentença
condenatória do processo 2003.01.1.028376-3 (Débora Diniz
x Pe. Luiz Carlos e Pró-Vida de Anápolis) em
tramitação no 2° Juizado Especial Cível do DF.
O advogado do Pró-Vida de Anápolis fez
sustentação oral, assim como o da outra parte. O
julgamento demorou cerca de uma hora e foi repleto de
acusações contra a Igreja Católica. Pela Turma
Julgadora ficou confirmada a proibição de qualificar de
“abortista” a quem defende o direito ao aborto.
Sentença condenatória confirmada
Ao negar provimento ao recurso, a Turma confirmou integralmente a
sentença que havia sido proferida em primeira
instância: a título de indenização por
danos morais, o Pró-Vida de Anápolis deverá pagar
a "quantia de R$ 4.250,00 (quatro mil, duzentos e cinquenta reais),
com juros legais e correção monetária a partir da
citação (09/10/2003) a Débora Diniz Rodrigues", além
de ser proibido de qualificar de "abortista" a quem defende o direito
ao aborto. A censura pode ser verificada em http://www.providaanapolis.org.br/abomoral.htm
Que adjetivo empregar?
Quem defende o divórcio não se ofende com o adjetivo
divorcista. Quem torce pelo Flamengo não se ofende ao ser
chamado de flamenguista.
Paradoxalmente, quem defende o aborto não pode ser chamado de
abortista.
Faltou à Turma Recursal informar à parte condenada qual
outra palavra de nossa língua deveria ser usada, com o mesmo
significado, mas sem causar danos morais.
O acórdão ainda não foi publicado. Em se tratando
de decisão de uma Turma Recursal, não cabe recurso
especial para o Superior Tribunal de Justiça. O único
recurso possível é o recurso extraordinário para o
Supremo Tribunal Federal.
Decisão histórica
Seja ou não reformada pelo STF, a decisão da 1ª
Turma Recursal do Distrito Federal é histórica.
Pela primeira vez, um colegiado de juízes condena uma entidade
beneficente, sem fins lucrativos, a pagar uma quantia capaz de
levá-la à insolvência.
E pela primeira vez, uma decisão colegiada impõe silêncio
aos que defendem a vida.
A próxima vítima?
Quem será a próxima entidade a ser perseguida? Algum
jornal que ousar criticar o Presidente da República? Alguma
revista que usar de adjetivos negativos para com os acusados de
corrupção? A CNBB ou ainda outra entidade que vier a se
manifestar contra o aborto?
Motivo de alegria:
“Bem-aventurados
sois vós quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo,
disserem todo o mal contra vós por causa de mim. Alegrai-vos e
regozijai-vos, pois será grande a vossa recompensa nos
céus, pois foi assim que perseguiram os profetas que vieram
antes de vós” (Mt 5,12).
Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz Presidente do Pró-Vida de Anápolis Telefax: 55+62+33210900 Caixa Postal 456 75024-970 Anápolis GO http://www.providaanapolis.org.br "Coração Imaculado de Maria, livrai-nos da maldição do aborto"
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